Tributação da Incorporação Imobiliária

26 03 2008
“Um Estudo Empírico das Empresas de Construção Civil e Atividade Imobiliária face ao Conflito: Princípios Contábeis x Legislação Fiscal.”
Autores:
Victoria Puntriano Zúniga
Professora Mestre do Curso de Ciências Contábeis da UFCG/CCJS
E-mail: victoria@ccjs.ufcg.edu.br
José Elinilton Cruz De Menezes
Professor Mestre do Curso de Ciências Contábeis da UEPB
E-mail: eliniltoncruzmenezes@hotmail.com
Almir Nõbrega Da Silva
Mestre em Ciências Contábeis, Auditor Fiscal da Secretaria da Receita Estadual da Paraíba
E-mail: almirnobrega@yahoo.com.br
Marta Veronica De Souza Correia
Professora Mestre do Curso de Ciências Contábeis da UFAI
E-mail: martavscorreia@yahoo.com.br

RESUMO

A Secretaria da Receita Federal, através de instruções normativas faculta aos empresários da construção civil e atividade imobiliária, a opção do reconhecimento das receitas das vendas a prazo ou a prestação, no momento do recebimento, beneficiado-as com a postergação do recolhimento dos impostos incidentes sobre vendas e sobre os lucros. Para beneficiarem-se dessa faculdade, as empresas são obrigadas a utilizar o regime de caixa em detrimento do regime de competência dos exercícios. O presente artigo apresenta algumas características das empresas de construção e atividade imobiliária e o conflito das empresas pela opção de uso do regime de caixa em detrimento do princípio da competência. Por fim, verifica-se divergências profundas quanto à normatização da escrituração contábil e o fato relevante que as informações geradas pela falta de contabilidade adequada pode levar administradores a tomada de decisões que possam comprometer a continuidade dessas organizações.

Download do artigo na íntegra.





O Futuro da Aposentadoria

26 03 2008

Prospecto desenvolvido pelo HSBC sobre aposentadoria. Apresenta uma pesquisa, muito interessante, realizada em diversos países (inclusive o Brasil) sobre a visão das pessoas a respeito de aposentadoria.

É interessante para análise de tendências globais (e divergências) de comportamento.

No final apresenta também dados comparativos entre os países e seus sistemas previdenciários.

Download do prospecto





Cyrela: Processo de Incorporação

23 03 2008
do site de relacionamento com investidores:

Uma das nossas forças competitivas chave é nosso projeto de administração integrado, que nos permite administrar e controlar todas as etapas do processo de incorporação. Nossas atividades incluem identificação, avaliação e compra de terrenos, planejamento da incorporação, obtenção de licenças, alvarás e aprovações governamentais, desenho do projeto, comercialização e venda dos imóveis, construção do empreendimento e prestação de serviços antes, durante e após a venda aos clientes. Além disso, também prestamos serviços, tais como administração de edifícios comerciais e shopping centers.

As etapas do nosso processo de incorporação estão resumidas no diagrama abaixo:

Processo de incorporação (Cyrela)

Aquisição de Terrenos

Como a aquisição de terrenos adequados e desejados é fundamental para a lucratividade das nossas incorporações, enfatizamos o nosso processo de aquisição de terrenos, tendo desenvolvido procedimentos rigorosos para determinar a conveniência dos terrenos a serem adquiridos para incorporação. Propostas de compra de terrenos são freqüentemente recebidas de agentes imobiliários, especializados na venda de grandes parcelas de terrenos, de proprietários de terrenos interessados em ter um sócio experiente e capacitado em incorporação imobiliária ou de outras entidades que desenvolvem atividade de incorporação imobiliária. As pesquisas conduzidas por nossos próprios corretores também levam ao desenvolvimento de propostas internas para a aquisição de terrenos.

Nossa análise para a aquisição de terreno inclui a revisão de dados técnicos, mercadológicos e financeiros. Em primeiro lugar, verificamos se a área do terreno atende às especificações mínimas para o tipo de projeto que empreendemos, se fica situado em região nobre, acessível à necessária infra-estrutura, e se topograficamente se presta à incorporação habitacional. Além disso, empregamos pesquisa de mercado acerca de compradores em potencial, incorporadoras locais da região, características comuns de empreendimentos da vizinhança, oferta e demanda do mercado relevante e renda média e perfil das pessoas na região. Cada aquisição de terreno em potencial também está sujeita a análise financeira, com o fim de determinar se a incorporação proposta atenderá aos nossos critérios de retorno sobre o capital investido. Fatores adicionais que levamos em conta na seleção de terrenos para incorporação incluem a possibilidade de obtenção de todas as licenças e demais aprovações regulatórias necessárias ao desenvolvimento do projeto. Cada decisão quanto à aquisição de um terreno é analisada e aprovada por um comitê interno que se reúne semanalmente, sendo composto pelo nosso Diretor Presidente e representantes de nossos departamentos de Engenharia, Financeiro, Vendas, Comercial e Incorporação.

O financiamento do preço de compra para aquisição de um terreno ou de parte de um terreno em geral é feito por meio da concessão ao vendedor do terreno de certo número das unidades a serem construídas no terreno, ou de um percentual do produto da venda das unidades do empreendimento. Dessa forma, reduzimos nossos investimentos à vista e aumentamos nossas taxas de retorno. Esta estratégia nos possibilitou ter acesso a um número maior de projetos ao mesmo tempo. Quando não temos êxito com esta estratégia, ou com o fim de obter melhores condições ou preços, também adquirimos terrenos à vista, sozinhos ou em parceria com outras incorporadoras e construtoras.

Como preferimos utilizar caixa gerado pelas nossas operações ou conceder ao vendedor do terreno certo número de unidades a serem construídas no terreno, ou um percentual do produto da venda das unidades do empreendimento, em geral não incorremos em endividamento para comprar terrenos. Para fins de fluxo de caixa, priorizamos o lançamento de novos empreendimentos em terrenos que tenhamos comprado à vista. Pretendemos construir em todos os terrenos que adquirimos.

Elaboração do Projeto

Para satisfazer os gostos e preferências dos nossos clientes alvo, despendemos esforço considerável na criação de um projeto e conceito de comercialização adequados a cada novo empreendimento, o que inclui a determinação do tamanho, estilo e faixa de preço das unidades. Nossa equipe, incluindo engenheiros e nossos próprios corretores, trabalha junto a arquitetos independentes de renome (normalmente um para cada empreendimento), corretoras independentes e publicitários para a elaboração do projeto arquitetônico e de construção. As atividades deles incluem desenho panorâmico e do interior dos nossos empreendimentos, elaboração de planos para execução do projeto e escolha do material de construção para o projeto.

Uma equipe responsável pela elaboração do plano de negócio e do orçamento do projeto também é envolvida nesta fase do nosso trabalho. Além disso, realizamos pesquisas para testar as preferências de compradores em potencial. Simultaneamente, buscamos obter as licenças e aprovações regulatórias de autoridades municipais necessárias, o que normalmente leva de três a cinco meses.

Construção

Atuamos no setor de construção há cerca de 20 anos. Não possuímos equipamentos de construção pesada e apenas dispomos de uma força de trabalho relativamente pequena para construção. Controlamos e coordenamos a construção das nossas incorporações imobiliárias por meio da nossa própria equipe de supervisores da construção. Atuamos como um empreiteiro geral, supervisionando a construção das nossas incorporações, enquanto sub-empreiteiras executam a obra. Substancialmente todas as obras no canteiro são executadas por preço fixo por sub-empreiteiras independentes, à exceção do levantamento da estrutura de concreto da edificação, que é sempre executada pela nossa própria equipe, tendo em vista o ganho de escala e a nossa responsabilidade civil nessa etapa do projeto. O mercado de sub-empreiteiras é altamente fragmentado, com a entrada constante de novos participantes. Escolhemos as sub-empreiteiras com base em uma combinação de qualificações, reputação e base de preço. Procuramos selecionar contratados e sub-empreiteiras de boa reputação, econômicos e confiáveis, que tenham trabalhado diligentemente no passado. Além disso, supervisionamos o trabalho deles de perto.

Contratar sub-empreiteiras em vez de manter nossos próprios empregados apresenta certas vantagens logísticas e financeiras, visto que não precisamos incorrer em custos fixos decorrentes da manutenção de mão-de-obra permanente, podemos tirar proveito das especialidades de diferentes sub-empreiteiras, e não precisamos com freqüência transferir nossa força de trabalho a diferentes canteiros de obras. Sendo assim, podemos controlar melhor os custos e o tempo do processo de construção, bem como controlar a alocação de recursos entre nossas incorporações.

Como empregamos técnicas de construção padronizadas e em razão do grande volume de projetos de construção dos quais participamos, somos capazes de alcançar economias de escala significativas em nossas compras de materiais e contratação de serviços. Trabalhamos de maneira muito próxima com alguns de nossos fornecedores, possibilitando que alguns deles programem a sua produção com o fim de atender a nossa demanda ou nos notifiquem com antecedência, em caso de atraso. Nos últimos anos, não experimentamos quaisquer atrasos significativos das nossas obras devido a escassez de materiais.

Em razão dos riscos inerentes à atividade de incorporação imobiliária, nossa política consiste em dar início às obras somente após a assinatura dos contratos de venda de pelo menos 50% das unidades do projeto em questão. Em geral, damos início às obras entre seis e 12 meses a contar do lançamento de um novo empreendimento e, durante esse período, trabalhamos no planejamento e detalhamento de partes específicas da edificação, tais como instalação elétrica, encanamentos, ar condicionado e fachada. O prazo médio de construção é de 24 meses.

Estamos comprometidos com a entrega dos nossos apartamentos aos clientes no prazo. De acordo com nossos contratos de venda, os clientes têm o direito de rescindir o contrato sem que incorram em multas, e de que lhes seja reembolsada uma parcela dos valores pagos, na hipótese de atraso na entrega em prazo maior que 180 dias a contar da data programada (exceto em casos de força maior). No entanto, até a presente data, não tivemos nenhum atraso superior a 180 dias com relação a nossos projetos.





Cyrela: Estratégia e Vantagens Competitivas

23 03 2008
do site de relacionamento com investidores:

Estratégia

Acreditamos que a implementação das nossas principais estratégias comerciais e financeiras relacionadas abaixo proporcionará melhorias no desenvolvimento das nossas atividades, maximizando a lucratividade dos nossos acionistas e propiciando vantagens sobre os nossos concorrentes.

 

Capitalizar e Consolidar o Potencial de Crescimento dos Nossos Mercados Atuais. Acreditamos que parcela significativa do nosso futuro crescimento será proveniente da nossa capacidade de aumentar as nossas vendas e ampliar a nossa participação nos nossos atuais mercados, São Paulo e Rio de Janeiro. Acreditamos haver um excesso de demanda por apartamentos de alto padrão nas áreas urbanas nobres. Este segmento de mercado nos oferece margens atrativas, alta velocidade de vendas, independência em relação à disponibilidade de mecanismos de financiamento e baixo índice de inadimplência. Nossa reputação de incorporadora de alto padrão, combinada com os nossos recursos financeiros, propicia-nos uma vantagem competitiva sobre muitos dos nossos concorrentes neste segmento. Conseqüentemente, pretendemos fortalecer de maneira significativa a nossa posição de mercado nesse segmento, ampliando nossas ofertas de produtos e aumentando as nossas vendas. Além do nosso crescimento orgânico nesses mercados, teremos incremento das nossas ofertas de produtos através das Parcerias que formamos com a Agra Incorporadora, em janeiro de 2006, e com a Mac Investimentos, em fevereiro de 2006, ambas com sede em São Paulo, e com a incorporação da RJZ Participações, em maio de 2006, que tinha sede no Rio de Janeiro. Acreditamos que, por meio de uma administração eficiente das operações e do fluxo financeiro dos empreendimentos por nós executados, aumentaremos ao longo do tempo as nossas receitas, fortaleceremos nossas margens e maximizaremos a rentabilidade do capital investido.

 

Crescimento com Expansão Geográfica e em Novos Segmentos. Pretendemos crescer, organicamente ou por intermédio de Parcerias, através da expansão para outras regiões metropolitanas que, após a realização de ampla pesquisa de mercado, apresentem características de incorporação imobiliária compatíveis com as nossas metas de rentabilidade, com tendência de crescimento populacional e renda sólida, bem como disponibilidade de fornecedores e sub-empreiteiras capacitados para atender aos nossos padrões de execução de obras e de qualidade. Além disso, pretendemos aumentar a nossa participação no segmento de médio-alto padrão e ingressar no segmento de empreendimentos econômicos, os quais acreditamos apresentar expectativa de melhores margens de lucratividade e para os quais acreditamos existir demanda em expansão.

 

Manter Situação Financeira Conservadora e Aumentar o Volume de Financiamento aos Nossos Clientes. Planejamos continuar operando com uma abordagem conservadora no tocante ao capital de giro. Para cada empreendimento que lançamos, procuramos controlar os nossos riscos operacionais alocando um montante de capital próprio suficiente para finalizar a construção mesmo em condições de mercado desfavoráveis e através dos nossos comitês monitoramos continuamente a exposição de nosso capital e ajustamos metas compatíveis com nossa liquidez e risco de crédito. Pretendemos manter baixos níveis de endividamento, priorizando a utilização do fluxo de caixa proveniente das nossas operações no financiamento dos nossos empreendimentos. O financiamento ao cliente é crucial em nossas atividades. A carência significativa do financiamento a clientes no passado e as altas taxas de juros cobradas foram elementos que limitaram o crescimento das nossas vendas. Sendo assim, em razão do aumento da nossa liquidez resultante da nossa última Oferta Pública de Ações, podemos vir a modificar certas condições dos nossos planos de financiamento existentes e/ou desenvolver novos planos de financiamento com a finalidade de aumentar as nossas vendas.

 

Aumentar a Aquisição de Terrenos e o Lançamento de Novos Empreendimentos. Nosso estoque de terrenos atual nos proporciona lançar novos empreendimentos por aproximadamente cinco anos. Nosso objetivo consiste em acelerar o nosso crescimento através do aumento significativo de compra de terrenos e o conseqüente lançamento de novos empreendimentos. Acreditamos que o aumento da nossa liquidez resultante da nossa última Oferta Pública de Ações nos proporcionará uma maior flexibilidade de negociação na aquisição de terrenos com potencial para incorporação residencial e nos possibilitará lançar novos empreendimentos. Além das Parcerias já formadas, planejamos continuar entrando em Parcerias com outras incorporadoras e construtoras com o propósito de aumentar o número de empreendimentos em que participamos, reduzir custos de aquisição de terrenos e diversificar nossa carteira de projetos.

Continuar a Reduzir Custos e Maximizar Eficiência de Construção. Acreditamos que a redução de custos de construção e despesas gerais indiretas seja fundamental para manter nossas margens competitivas e nossa rentabilidade. Pretendemos continuar a contratar sub-empreiteiras independentes para a construção dos nossos imóveis, com exceção do levantamento da estrutura de concreto da edificação, que continuará a ser executado pela nossa própria equipe, tendo em vista o ganho de escala e a nossa responsabilidade civil nessa etapa do projeto. Utilizamos métodos de planejamento e controle de construção e técnicas de construção padronizadas destinadas a otimizar a produtividade e minimizar a perda e o desperdício de materiais e buscaremos, através das nossas Parcerias, propiciar o intercâmbio de informações objetivando o desenvolvimento de práticas construtivas que possibilitem a redução de custos e, conseqüentemente, a viabilização de mais negócios. Além disso, em razão do grande volume de projetos de construção dos quais participamos e do bom e duradouro relacionamento que temos com alguns de nossos fornecedores e sub-empreiteiras, conseguimos alcançar economias de escala significativas em nossas compras de materiais e serviços. Pretendemos continuar a melhorar o planejamento e controle de construção, processos de compra, técnicas de construção e economias de escala visando à redução adicional dos custos de construção.

Vantagens Competitivas

Acreditamos que as nossas principais vantagens competitivas incluem os seguintes pontos:

Modelo de Atividades Integrado e Eficiente. Operamos de forma integrada na incorporação imobiliária, o que nos permite administrar e controlar todas as etapas da incorporação de um empreendimento. Nossas operações incluem: (i) a identificação, a avaliação e a compra de terrenos; (ii) o planejamento e a elaboração do projeto para a incorporação de empreendimentos imobiliários; (iii) a obtenção de licenças e demais aprovações governamentais necessárias; (iv) a construção, a incorporação e a comercialização dos imóveis; e (v) a prestação de serviços antes, durante e após a venda aos nossos clientes.

Acreditamos que este processo integrado nos oferece as seguintes vantagens:

- eficiência de custos, em função da elaboração, pela nossa Companhia, do projeto, da construção, incorporação e venda do empreendimento, o que nos permite controlar custos e obter margens mais elevadas de lucro;

- aumento do poder de compra frente aos nossos fornecedores, resultando em uma economia de escala na compra de material de construção e contratação de serviços;

- flexibilidade e confiabilidade operacional, o que nos permite construir e entregar produtos rapidamente, de forma a atender à demanda do mercado;

- adaptar melhor os nossos cronogramas de construção ao fluxo de caixa de recebimento, o que acreditamos auxiliar na obtenção de margens financeiras mais elevadas;

- melhor controle de qualidade durante todas as etapas do processo; e

- maior conhecimento e entendimento do consumidor, obtido por meio da experiência da nossa equipe de vendas e feedback da mesma aos times de desenvolvimento de novos produtos.

Reputação Forte e Reconhecimento de Marca. Acreditamos que nossas marcas “Cyrela” e “Brazil Realty” possuem uma sólida reputação entre os compradores em potencial, sendo amplamente reconhecidas nos mercados nos quais atuamos (i) por oferecer produtos inovadores e de qualidade em regiões nobres, (ii) pelo nosso compromisso de entrega no prazo das unidades vendidas, e (iii) pela satisfação do cliente, alcançada por meio de respostas prontas e atenciosas aos compradores antes, durante e após a venda dos nossos imóveis. Acreditamos que a satisfação dos nossos clientes é um fator que promove a nossa reputação de qualidade e serviços superiores, além de propiciar o retorno do cliente e a indicação das nossas atividades e serviços a novos clientes. Também acreditamos gozar de ótima reputação entre fornecedores, sub-empreiteiras, corretoras e outras incorporadoras.

Situação Financeira Sólida. O financiamento e a administração de fluxo de caixa são cruciais no setor imobiliário. Uma das nossas principais vantagens, em comparação com os nossos concorrentes, consiste na capacidade que temos de financiar as nossas atividades, principalmente com o produto da venda dos nossos imóveis. Isso é possível em razão da velocidade de vendas que via de regra obtemos em nossos empreendimentos e porque, em geral, empregamos estratégias para reduzir o montante de fluxo de caixa necessário em cada incorporação, seja através de Parcerias com outras incorporadoras, seja através da aquisição de terrenos em troca de certo número de unidades a serem construídas ou um percentual do produto da venda de unidades. Quando oportuno, incorremos em endividamento, preferindo contrair empréstimos através do SFH, que oferece taxas de juros mais baixas em relação ao mercado privado financeiro nacional. Acreditamos que a nossa situação financeira é sólida e que o nosso modelo financeiro nos fornece a flexibilidade necessária para continuarmos crescendo e mantendo a nossa situação financeira sólida.

Equipe de Administração Experiente. Os membros do nosso Conselho de Administração e os nossos principais executivos contam, em média, com mais de 25 anos de experiência no setor imobiliário em São Paulo e no Rio de Janeiro, tendo construído excelente reputação no mercado imobiliário brasileiro, graças à capacidade dos mesmos de identificar boas oportunidades e de antecipar tendências. Além disso, temos especialistas em diferentes segmentos do setor imobiliário, que coordenam nossas atividades.

Equipe Própria de Vendas. Aproximadamente 47% das vendas das nossas unidades são feitas através da Seller, nossa subsidiária integral, que tem por objetivo realizar a venda dos nossos imóveis e contava, em 31 de março de 2006, com uma equipe de aproximadamente 178 corretores, dedicados exclusivamente à comercialização dos nossos produtos. Somos os únicos incorporadores no Brasil a ter corretora de imóveis própria. Acreditamos que é crucial ter a nossa própria equipe de vendas, com vendedores que mantenham o foco exclusivamente nos nossos produtos, pois aceleram a velocidade das vendas e desenvolvem relacionamento de longo prazo com os nossos clientes. Acreditamos que a Seller seja considerada atualmente a terceira maior corretora de imóveis de São Paulo em volume das vendas.

[atualizado em 18 de maio de 2007]





Land of promise

23 03 2008
SURVEY: BRAZIL
Apr 12th 2007
From The Economist print edition

Brazil is big, democratic, stable and rich in resources, says Brooke Unger (interviewed here). So why is it not doing a lot better?

ON THE right bank of the wide channel that constitutes the port of Santos, Brazil’s biggest, the Orange Wave awaits a charge of orange juice for delivery to New Jersey. The North King, of Panamanian registry, is taking on soya grown somewhere between Brazil’s temperate south and the savannahs of the centre-west. Further on gleaming ranks of cars await their vessel. Portside terminals, once owned by the state, now display corporate heraldry: the logos of COSAN, a sugar and ethanol producer; Bunge, a global food trader; and America’s Dow Chemical. Last year Santos broke its 1909 record for exporting coffee, the commodity that midwifed the port in the 19th century.

 The Economist - 1

The Victorian majesty of berthed ships gives no hint of the difficulties the cargo must overcome on its way to and from Santos, which handles 27% of Brazil’s international trade. For soya these can start in the field, where scarce storage sometimes forces growers to dispatch it to port regardless of price. Then it faces a bumpy journey on potholed roads (80% of the cargo arrives in Santos by lorry rather than by rail). Privatisation of the terminals and better traffic management have boosted the port’s efficiency, but ships must still await high tide to clear the channel, which is 2m (over six feet) shallower than it should be. The state environment regulator is withholding permission to deepen it. Transport costs consume nearly 13% of Brazil’s GDP, five percentage points more than in the United States, according to Paulo Fleury of COPPEAD, a business school in Rio de Janeiro. And that is only a small part of the burden that businessmen refer to despairingly as custo Brasil (the cost of Brazil).

Fecundity and frustration sum up the state of Brazil these days. It is bursting with the commodities coveted by the rising economies of Asia, from soya to iron ore. No other country is better placed to cash in on the global craze for biofuels. Yet Brazil refuses to grow in line with the expectations of its 188m people. Since the end of the “miracle years” of the 1960s and 70s, when it was the world’s second-fastest-growing large economy, Brazil has lagged (see chart 1). In the past four years, whereas developing countries as a whole have grown at an average of 7.3%, Brazil has loped along at 3.3%.

 The Economist - 2

In 2003 Goldman Sachs, an investment bank, selected Brazil, along with Russia, India and China, as one of the four “BRICs”—the developing countries that would share dominance of the world economy by 2050. It has been the slowest-growing by far, leading some Brazilians to wonder whether the “B” would be dropped. South Korea’s income per person overtook Brazil’s in the 1980s; it may not be so long before China’s and India’s do the same.

Brazilians have non-economic grounds to fret, too. In its first crack at national power the Workers’ Party (PT) of President Luiz Inácio Lula da Silva—which used to crusade against corruption—orchestrated a baroque scheme involving bribes to Congressmen in exchange for votes, known as the mensalão (monthly allowance). The Congress that ended its four-year mandate in December is widely reviled as “the worst in history”. Within the past year Brazil’s two biggest cities, São Paulo and Rio de Janeiro, have been terrorised by gangs operating from inside the prison system. Education, perhaps Brazil’s biggest failing, seems to be getting worse rather than better. Air travel has been crippled following the mid-air collision last year between a passenger plane and an executive jet. Brazil is “falling to pieces”, lamented Lya Luft, a columnist for Veja, the biggest news magazine, last year.

What’s the problem?

If so, many Brazilians appear not to have noticed. President Lula resoundingly won re-election last October, largely on the strength of support from the poor. Their living standards have been soaring, thanks in part to handouts from the federal government. Income inequality, from which Brazil suffers more than most other countries, has at last begun to shrink.

The same is true of inflation and its lingering symptom, high real interest rates. The introduction of the real as Brazil’s currency in 1994 ended decades of high inflation. Many observers feared that Lula would rekindle it when he was first elected president in 2002. His PT had opposed the Real Plan. The risk premium on Brazil’s bonds soared. But Lula realised that inflation hit the poor most. Defying his companheiros, he has entrenched stability, faithfully sticking to the policy “tripod” put in place by his predecessor and political foe, Fernando Henrique Cardoso: a primary surplus (ie, before interest payments) high enough to reduce debt as a share of GDP, a floating exchange rate and inflation targets.

 The Economist - 3

Helped by global enthusiasm for Brazil’s goods and financial securities, the Cardoso-Lula tandem has wrought an economic miracle of a different sort. Inflation last year was only 3%, below the target of 4.5% set by the central bank. The markets expect it to remain below target this year. Real interest rates are at their lowest level since 2001. The risk of a panic abroad triggering a crisis at home, which often happened during the 1990s, has diminished. Exports and the trade surplus have soared (see chart 2), pushing foreign-exchange reserves above $100 billion. When Brazil became independent in 1822 Britain insisted that it assume the debts of the Portuguese crown. Now Brazil’s government is an international creditor. An investment-grade credit rating is probably only a matter of time. When Lula finishes his second term in 2010 Brazil will have enjoyed “16 years of stability and predictability”, says Mailson da Nóbrega, a former finance minister who now heads Tendências, a consultancy. That is an important and sometimes underrated discount on custo Brasil.

In some ways Brazil is the steadiest of the BRICs. Unlike China and Russia it is a full-blooded democracy; unlike India it has no serious disputes with its neighbours. It is the only BRIC without a nuclear bomb. The Heritage Foundation’s “Economic Freedom Index”, which measures such factors as protection of property rights and free trade, ranks Brazil (“moderately free”) above the other BRICs (“mostly unfree”). One of the main reasons why Brazil’s growth has been slower than China’s and India’s is that Brazil is richer and more urbanised.

This survey will argue that disgruntlement persists because Brazil is a battleground between progress and inertia. Since independence was proclaimed by the son of the Portuguese king, Brazil has been adding layer upon layer of change rather than sweeping away the old and starting afresh. The 1988 constitution, which restored democracy after 20 years of military dictatorship, did not abolish the culture of cordialidade, which in politics means the primacy of personal bonds over rules. Liberties and electoral rights are entrenched, says the former president, Mr Cardoso, “but there’s a lack of citizenship, of respect for the law. Democracy means that, too.”

Too much, too soon

The constitution too readily created rights—of bureaucrats to job protection, of sub-national governments to tax revenues, of ordinary citizens to government transfers—that Brazil can ill afford. They help explain why real interest rates remain among the highest in the world, why public investment in roads, ports and other infrastructure is stunted and why the tax burden befits a rich European welfare state rather than a young developing economy.

Brazil is thus in the midst of a slow metamorphosis in its economy, society and polity. “Contemporary Brazil is a hybrid between two moralities: one unequal and hierarchical, the other universal and egalitarian,” argues Jacqueline Muniz, an anthropologist in Rio de Janeiro. Rigid legalism sits alongside rampant illegality, and a vibrant private sector coexists with a sclerotic state. President Lula, who presented himself as the scourge of old-style oligarchs, now governs with their help. Few modernisers are untainted by the past.

Although progress is slow, Brazil’s institutions are now strong enough to make it reasonably sure. Goldman Sachs recently reaffirmed the country’s BRIC status. Economic growth may top 4% this year. When GDP figures were revised in March, Brazil discovered that it was richer and less indebted than it had thought. It could do better still. But that would require another insight from Lula, as important as his conversion to low inflation: that the main obstacle to progress is the state itself.





Relações entre o Financiamento Imobiliário e a Produção do Espaço na Cidade de São Paulo: Casos de Segregação e Fragmentação Espaciais

23 03 2008
Adriano Botelho (aluno de Doutorado – Departamento de Geografia – USP)
E-mail: abot@usp.br
Download do artigo completo.
Resumo

A análise das relações entre o setor imobiliário e o mercado financeiro pode contribuir para a compreensão de intensificação da fragmentação do espaço urbano e para o entendimento da complexificação do processo de segregação sócio-espacial. Dessa forma, são discutidos três casos de empreendimentos imobiliários na cidade de São Paulo – Fundos de Investimentos Imobiliários [FII’s] e Certificados de Recebíveis Imobiliários [CRI’s]; cooperativas  (autofinanciamento); e provisão estatal de moradia através de Companhias Habitacionais -, sendo que cada um deles possui distintas fontes de financiamento e relações com o setor financeiro. O estudo de cada caso, estacando-se a sua localização no urbano e as características do mercado a que se destina, revela importantes elementos do processo de hierarquização, fragmentação e segregação no espaço da metrópole paulistana.





Mercado Imobiliário no Brasil

23 03 2008
PUC-Rio – Certificação Digital Nº 0312521/CA
Download do artigo completo.

  

Investimentos nesse mercado apresentam pouco giro, baixa liquidez, consumindo grande aporte de capital (principalmente custos de construção), não sendo incorporados de forma instantânea e com payback lento. Apresenta diversas incertezas econômicas como demanda, preço/m² do imóvel, velocidade de vendas (ocorrendo por vezes vacâncias prolongadas), e ainda com relação à regulação/legislação e ao poder público (habite-se, etc) o que aumenta o risco percebido pelos investidores. Exige-se um grau de conhecimento específico, elevando os custos administrativos, devido à alteração constante da legislação que regula aluguéis, impostos, aprovação de projetos etc, aumentando a volatilidade do projeto. Podemos encontrar exemplos de obras embargadas, mesmo após a liberação da Licença. Desta forma, o gerenciamento de risco e a utilização de hedge são importantes ferramentas.





Estudo de Caso de um Empreendimento Imobiliário, Analisando Diferentes Estratégias e suas Conseqüências no Resultado

23 03 2008

Artigo completo

Martinho Isnard Ribeiro de Almeida(*)
Francisco Ribeiro de Almeida(**)
III SEMEAD 

RESUMO 

O sucesso de um empreendimento de imobiliário depende de vários fatores além do processo de construção da edificação. Estratégias como antecipação de vendas (antecipando o lançamento ou investindo em publicidade), adequação da velocidade de construção à entrada de capital, negociação do terreno, entre outras, são fatores de grande influência no retorno do capital investido num empreendimento. A adequação desta estratégias resulta em grande melhoria no sistema como um todo. Neste artigo foram feitas simulações em um empreendimento real, a primeira estratégia simulada foi a troca do terreno por apartamentos (ou porcentagem das vendas de apartamentos) e a segunda estratégia foi diminuir a margem de segurança gerada por uma reserva de capital. Neste caso, essa reserva foi zerada, e todo o capital investido foi considerado como investido na obra, assim a construtora não teria que remunerar um capital que ficaria parado, ou com baixo rendimento. Para fazer o estudo de caso foram criados 4 cenários: o real (que realmente ocorreu), a troca do terreno por dois apartamentos, igualar a necessidade de caixa às suas entradas e o último, unindo essas duas mudanças estratégicas. A taxa interna de retorno para cada um destes cenários foi, respectivamente, 16,6%; 19,4% ; 20,7% e 26,1% ao ano acima do IGP-M.





Fusões e Aquisições

20 03 2008
Cristiano Viana 

O diretor-presidente da PDG Realty, José Antonio Grabowsky, acredita as operações de fusão e aquisições entre empresas que já estão listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) enfrentarão obstáculos financeiros e gerenciais. Em teleconferência, o executivo disse que atualmente, “o dever de casa (da companhia) é entender e estudar a fundo todas as oportunidades”, mas acrescentou que os negócios com empresas fechadas são mais prováveis de acontecer. Embora algumas empresas pareçam oferecer preços atrativos aos olhos do mercado, devido ao valor de seus papéis, os recursos necessários para fazer com que o projeto se torne lucrativo exigem volume de capital muito elevado, de acordo com o executivo. “No mercado aberto, tem empresa que parece barata, mas não dá para fazer negócio. Além de comprar as ações, é preciso ter muito capital de giro para tocar o crescimento e gerar resultados. A conta é difícil de fechar”, disse, destacando que muitas empresas parecem ter contado com um mercado de capitais disposto a financiar as necessidades de caixa. Grabowsky ressalta que além da questão financeira, há o problema gerencial, uma vez que grande parte das empresas que tiveram IPOs nos últimos anos é familiar. Segundo ele, isso gera um conflito de “ego” entre acionistas controladores – que relutariam em compartilhar o poder – e outros executivos. “Estamos lidando ainda com o problema do “dono”, do ego das pessoas. Mesmo empresas com tamanhos próximos, é difícil resolver de quem será o comando. O mercado mudou de tamanho, é mais profissional, mas muitas pessoas ainda estão relutantes”, afirmou. Em 2007, a PDG Realty adquiriu participações na Goldfarb (80%, com opção de compra dos 20% adicionais), incorporadora com foco no segmento econômico, e na CLH Desenvolvimento Imobiliário (70%, com opção de compra dos 30% adicionais). Além disso, realizou uma parceira com a Terrano Empreendimentos Imobiliários. Expansão O guidance da PDG Realty de Valor Geral de Vendas (VGV) para este ano, saltou do intervalo entre R$ 2 e R$ 2,1 bilhões (divulgado no terceiro trimestre de 2007) para um valor entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,6 bilhões. No ano passado a empresa promoveu três revisões de guidance de VGV. A companhia alcançou o VGV pro rata (parte da companhia, sem contar parcerias) de R$ 1,233 bilhão, superando o estabelecido (entre R$ 1,050 bilhão e R$ 1,2 bilhão). “Mantemos nossa filosofia de prometer menos e entregar mais. À medida que nos sentirmos confortáveis, vamos ajustar o guidance para cima ao longo do ano”, afirmou Grabowsky. A empresa pretende elevar a participação do segmento econômico em seu VGV. Do total obtido em 2007, R$ 828,1 milhões foram destinados ao ramo. Só no quarto trimestre de 2007, o segmento “baixa renda” representou 96% do VGV pro rata somando R$ 454,7 milhões. Crédito imobiliário O landbank atual da PDG é de R$ 5,7 bilhões e, de acordo com a empresa, 74% do VGV do landbank, R$ 4,2 bilhões, está concentrado no segmento econômico. Segundo, diretor vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Michel Wurman, a expansão do crédito imobiliário, com queda das taxas de juros, deve impulsionar o segmento. O executivo dá como exemplo, uma família cuja renda mensal é de cinco salários mínimos, com financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), pode contratar crédito de até R$ 70 mil por 30 anos, pagando uma prestação de cerca de R$ 600. “Além da Caixa, outros bancos já oferecem financiamento com prazo de 30 anos e comprometimento da renda familiar em 30% para produtos de até 120 mil. No geral, estamos super entusiasmados com o mercado para 2008. A maior parte dos nossos resultados deve vir do segmento econômico”, afirmou Wurman. A PDG Realty trabalha com um guidance de margem Ebitda entre 25% e 27% em 2008. A afirmação de Wurman vem acompanhada de queda na margem, que no ano passado era de 29,2%. No quarto trimestre de 2007, foi de 31,7%. Nos três meses, a receita bruta ficou em 34,4%, e 35,6% no ano. Segundo o executivo, a margem bruta na média e alta renda está por volta de 37%. Para média e baixa rendas (unidades abaixo de R$ 250 mil), a margem bruta está entre 30% e 32%. “A companhia está entrando na classe média baixa, o que em nosso business plan de 2007 puxava o número muito para baixo, embora a gente esteja conseguindo aumentar a margem na média e baixa renda”, afirmou Wurman, acrescentando que “Não é de se esperar muita queda na margem. O natural para a margem bruta da Goldfarb (subsidiária concentrada na baixa renda) seria cair para 32%, mas estamos buscando alguma coisa acima de 35%”.





Cyrela negocia controle da Abyara

7 03 2008
Cristiano Viana

A Cyrela Brazil Realty está prestes a se tornar uma companhia que faz “barba, cabelo e bigode”, como já se brinca no mercado imobiliário. Na liderança da incorporação residencial e disputando o topo da incorporação e administração comercial (edifícios corporativos, shoppings e imóveis industriais), a empresa pode finalizar dentro de dois meses a aquisição da imobiliária Abyara.

Incorporadores concorrentes e analistas do mercado já vinham acenando uma posição da imobiliária em busca de bons parceiros para fusão ou mesmo de um bom comprador. “A Abyara está se oferecendo”, afirma um executivo à frente de incorporadora carioca. Criada em 1995 para consultoria e corretagem, a Abyara passou a atuar também em incorporação para incrementar receita e tornar o negócio mais dinâmico. Em abril, atraiu o fundo do Morgan Stanley, que detém 22,1% da empresa.A entrada em incorporação lhe rendeu críticas de concorrentes como Lopes – que por isso mesmo não estaria interessada na compra, além de ter feito um alto desembolso recente, de R$ 210 milhões, pela carioca Patrimóvel. Outra que desponta nesse segmento é a Brasil Brokers, que tem nas aquisições a principal estratégia de crescimento. A empresa tem feito consecutivas mas econômicas compras desde que abriu capital, com a Frema, na quarta-feira . No terceiro trimestre de 2007, somou vendas de R$ 887 milhões, contra R$ 635 milhões da Abyara no período.

Em fevereiro, a empresa comunicou a desistência da oferta de ações pelo momento desfavorável do mercado, mas precisa de uma nova forma de capitalização.

A briga entre imobiliárias esquentaria e muito com a Cyrela entrando de vez no páreo da corretagem. A Cyrela mantém um braço próprio de vendas, a Seller, mas que não é gerador de receita. É focada na comercialização de estoque remanescente – o que não é vendido no esforço comercial do lançamento. “Algumas vezes dá prejuízo porque a empresa atrái corretores com comissões maiores, enquanto o valor de venda encolhe”, diz um incorporador concorrente que optou por não ter corretora interna.

Dentro da Cyrela, a compra da Abyara não é confirmada nem negada. “Pode acontecer”, desconversa um executivo da empresa. A posição oficial é que a Cyrela não vai se pronunciar sobre o assunto. Está em período de silêncio por conta da divulgação de resultado anual agendada para a próxima semana.

Já a Abyara negou estar realizando qualquer negociação de venda de controle. “A Abyara reforça que, em razão de seu excelente resultado em 2007, tem sido procurada por grupos de investidores interessados em adquirir participação acionária”, disse em comunicado. A discussão nos bastidores é como a Cyrela driblaria a apreensão de concorrentes de colocar seus lançamentos nas mãos de uma rival. “A Cyrela passou anos sem divulgar a Seller justamente porque não era estratégico criar uma competição com parceiras de vendas”, diz um concorrente.

É o segundo avanço (ou tentativa) da empresa às compras este ano. Em fevereiro, o mercado aguardava o anúncio de absorção da Company, que também se daria por troca de ações, como no caso da Abyara. “Mas na ”hora H” a Cyrela apareceu com um contrato diferente e a empresa deu para trás”, diz uma fonte interna da Company.








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