Tesouros históricos

30 06 2008
Gazeta do Povo, 29/06/2008.

Impulsionados por uma recente onda de restaurações, a oferta de imóveis tombados ou considerados de interesse de preservação histórica aumentou em Curitiba. Se por um lado os cômodos mais amplos e o aspecto luxuoso são atrativos, de outro, a burocracia.

Palacete Zacarias

Ornamento de fachada do Palacete Zacarias, característica da arquitetura francesa.

Existem na cidade pelo menos 50 imóveis considerados históricos disponíveis para venda ou locação. A estimativa é do corretor de imóveis Claudio Biel, que presta assessoria a diferentes imobiliárias em Curitiba. Segundo ele, o motivo para a grande oferta, que é a maior dos últimos dez anos, foi a recente onda de restaurações que tomou conta da cidade. “O aquecimento do setor da construção também afetou estes imóveis, que estavam abandonados em áreas nobres. Os construtores e proprietários perceberam que era um bom momento para investir neles e os revitalizaram para vender e alugar”, explica.

Um destes imóveis é o Palacete Zacharias, na Avenida Marechal Floriano, com mil metros quadrados de construção. Classificado como Unidade de Interesse de Preservação (UIP), ele passou por um processo de reforma e restauração durante quatro anos (a partir de 1999), que manteve todas as suas principais características construtivas – do início do século 20. A construção que já serviu como residência particular, sede da prefeitura e da Câmara dos Vereadores está agora disponível, na imobiliária Cilar, para a venda (preço em torno de R$ 3 milhões), mas o proprietário também aceita alugá-lo.

Sociedade Rio Branco
Antiga sede da Sociedade Rio Branco: aluguel de R$ 45 o metro quadrado.

Casa Kirchgassner: pioneira da arquitetura modernista no Paraná.

Conservação e incentivos fiscais

Para estimular a preservação, os municípios utilizam táticas de incentivo fiscal para os imóveis de interesse histórico. Em Curitiba, por exemplo, as UIPs e os imóveis tombados têm descontos no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que varia de acordo com seu estado de conservação.

“A comissão avalia se o proprietário está cuidando da construção como deveria cuidar. Se ela estiver em excelente estado, ele pode ter isenção total do IPTU. Mas, da mesma forma, se não estiver conservada, ele pode não ter isenção nenhuma”, afirma Marcelo Sutil, da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural.

Outra vantagem para os donos destes imóveis é a troca de potencial construtivo. Um exemplo: se o imóvel tombado ou classificado como UIP estiver em uma área em que o zoneamento permite prédios de dez pavimentos e a construção tiver apenas dois, seu proprietário pode utilizar os outros oito pavimentos a que tinha direito em outra construção. “Ele pode também vender este potencial para uma construtora”, diz.

Embora a oferta exista, alguns compradores ainda vêem com pé atrás a compra de um imóvel tombado ou considerado UIP. É que as leis são rígidas para o proprietário deste tipo de imóvel. Além de ter de mantê-los em bom estado de conservação, eles não podem fazer nenhum tipo de reforma que modifique a estrutura ou fachada. “Até mesmo no caso de uma pintura é preciso autorização do órgão responsável. No caso de uma UIP, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), e no caso de um tombamento, da Secretaria de Estado da Cultura”, diz Marcelo Sutil, membro da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural de Curitiba, órgão responsável por fiscalizar e conceder o título de UIP.

O arquiteto Marco Aurélio Ruaro, contratado para a obra no Palacete Zacharias, sentiu na pele as dificuldades. Para revitalizar o edifício, ele precisou da aprovação do Ippuc. Além disso, não pôde modificar a fachada da construção e teve que manter várias estruturas internas originais. “Foi um processo bastante longo e trabalhoso, mas o resultado foi um resgate da construção que é muito importante para a história da cidade”, diz.

Desrespeitar as normas pode ser considerado crime contra o patrimônio histórico e resultar em multa estipulada pelo Ministério Público de acordo com cada caso. O Ippuc não tem registros recentes de penalidades aplicadas no Estado.

Vantagens

Mas a compra de um imóvel com interesse de preservação não implica apenas restrições ao seu proprietário. A negociação também tem suas vantagens. Segundo o corretor de imóveis Valdir Costa Lacombe, da Costa Imóveis, a primeira delas é o preço. De acordo com ele, um imóvel tombado ou considerado UIP é entre 60% e 80% mais barato que um mais novo com características semelhantes. “Atualmente as pessoas estão procurando imóveis mais recentes, de até 30 anos. Isso causa uma desvalorização das construções históricas, que podem ser compradas por preços bem abaixo dos de mercado”, afirma. Recentemente o profissional locou um imóvel histórico no centro por R$ 8 o metro quadrado. “Poderia ter locado a R$ 10 ou R$ 12 se ele fosse mais novo”, diz.

Outro motivo que agrada os comerciantes, mas que também acerta em cheio moradores que gostam de imóveis espaçosos, são as características arquitetônicas. “Antigamente as construções tinham ambientes grandes, pé-direito alto. Isso faz com que estas casas sejam mais arejadas e tenham um visual luxuoso”, define o arquiteto Thiago Florenzano. Recentemente ele assinou o projeto de restauração da antiga sede da Sociedade Rio Branco, no centro. A construção, do fim do século 19, também Unidade de Interesse de Preservação, tem quatro mil metros quadrados e já está locada por R$ 45 o metro quadrado.

Memória

O maior benefício para o proprietário, no entanto, é aquele que serve para toda a população. É o que afirma o administrador de empresas Arwed Kirchgässner. Ele é dono e mora na Casa Kirchgässner, na Rua 13 de Maio, imóvel construído nos anos 30 que foi um marco da arquitetura modernista no Estado. A residência é tombada como patrimônio histórico estadual. “Esta casa foi construída pelo meu pai (o arquiteto Frederic Kirchgässner). É importante para mim e também para toda a cidade, pois é a memória ainda viva de sua história”, diz.

Em Curitiba, 600 imóveis são considerados Unidade de Interesse de Preservação. Destes, 32 são tombados pelo Estado. Entenda a diferença entre os dois termos.

Unidade de Interesse de Preservação (UIP): é um tipo de tombamento feito pelo município. A pedido do morador ou por interesse do próprio município, determinado imóvel é analisado pela Secretaria de Urbanismo e órgãos de planejamento urbano, como o Ippuc. Se constatado que é importante para a história e cultura da cidade, ele é transformado em uma destas unidades, independentemente da idade da construção. A fiscalização da conservação é feita pelo município.

Tombamento: feito pelo estado ou pela federação (em casos bem mais raros, de prédios públicos ou conjuntos urbanos inteiros). A Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, por exemplo, analisa as UIPs de cada cidade e estabelece o tombamento para os imóveis que tenham importância para todo o Estado. Na prática, as exigências são as mesmas entre UIP e tombamento. O morador não pode alterar a fachada e estrutura do imóvel. A diferença é a fiscalização, que no caso de imóveis tombados é feita pelo Estado.

Serviço

Secretaria Municipal do Urbanismo – (41) 3350-8330. Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) – (41) 3250-1414. Secretaria de Estado da Cultura – (41) 3321-4700.





Poesia é fonte de inspiração

30 06 2008
Gazeta do Povo, 29/06/2008

Apartamentos personalizados, área de lazer completa e localização privilegiada marcam o lançamento da Plaenge, no Ecoville.


O edifício Cecília Meireles, lançamento da construtora Plaenge, que traz no nome uma homenagem à famosa poetisa, tem uma vista inspiradora. Além de estar localizado no Ecoville, área bastante arborizada, tem um bosque de mil metros quadrados e área de lazer completa, que lembra o perfil dos condomínios fechados.

Os apartamentos têm área total de 199 a 207 metros quadrados, sendo 122 e 127 metros quadrados, respectivamente, de área privativa. Há cinco opções de planta – os interessados podem adquirir, por exemplo, apartamentos de dois a quatro quartos. Para qualquer opção, no entanto, o futuro morador terá duas vagas de garagem. Aos visitantes serão vagas em frente ao edifício.

O edifício Cecília Meireles tem três elevadores. Outro fator que chama a atenção é a parede dupla no dormitório de face sul, para trazer mais conforto térmico e proteger contra os efeitos da umidade. Sacadas de 14 metros quadrados em alguns apartamentos, medidores individuais de água e gás, reaproveitamento de água da chuva para irrigação do jardim e serviços do térreo, e churrasqueiras privativas em todos os apartamentos são outros itens do empreendimento.

Mais detalhes do empreendimento:

Infra-estrutura: piscina coberta e aquecida, sauna, sala de jogos, academia, espaço gourmet, salão de festas, cancha esportiva, academia, brinquedoteca, playground e bosque nativo.

Previsão de entrega: 30 de agosto de 2010. A Plaenge oferece o exclusivo Seguro de Entrega da Obra, o que garante a entrega do imóvel no prazo.

Preço: R$ 370 mil tendo como área total média 203 metros quadrados.

Condições de pagamento: podem ser parcelados em 27 meses de forma total ou parcial, direto com a construtora.

Endereço: Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 2.520, Ecoville.

Plantão de vendas: na Central de Apartamentos Decorados, que fica na Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 2.001, Ecoville. Informações: (41) 3317-1717 ou www.plaenge.com.br.





Patrimônio de afetação (Lei nº 10.931/04): Prós e contras para o construtor/incorporador.

29 06 2008

Darci Paulo Mota
James Ansil
Marcelo Ribeiro Losso

A afetação é um encargo que vincula um patrimônio (bens, direitos, deveres e obrigações) de uma incorporação imobiliária a uma determinada destinação (conclusão total da obra e entrega das unidades aos adquirentes devidamente registradas).

O seu propósito é dar segurança jurídico-patrimonial às partes envolvidas e sob a égide da função social, transparência e ética negocial, garantir a realização do empreendimento imobiliário afetado e assim contribuir para expansão e crescimento do mercado imobiliário nacional de maneira sustentável com reflexos na melhoria da qualidade de vida da população.

Passados 6 anos (3 dos quais como Medida Provisória n° 2.221/01 e 3 como Lei n° 10.931/04) da existência legal do patrimônio de afetação para incorporações imobiliárias, constata-se que tem sido um instrumento pouco utilizado pelo mercado imobiliário brasileiro e se mostrado inócuo para solução do déficit habitacional do País.

Nesse período, em Curitiba (PR), em consulta preliminar aos Cartórios de Registro de Imóveis da Capital, até o início de dezembro de 2007, haviam sido averbadas em torno de 10 incorporações imobiliárias que tinham aderido ao regime de segregação patrimonial e uma parcela menor ao Regime Especial de Tributação (RET).

Alguns fatores são tidos, pelos incorporadores, como relevantes para não utilização do regime de segregação patrimonial nos empreendimentos imobiliários, como o “relativo desconhecimento” e uma “certa complexidade” na aplicação da Lei, além do “ônus” administrativo-contábil imputado. Por outro lado, há um arcabouço jurídico que tem contribuído para incentivo e desburocratização dos negócios imobiliários, como a alienação fiduciária (Lei n° 9.514/97), a averbação premonitória (Lei n° 11.382/06) e a norma que possibilita a realização de divórcios, partilhas e inventários em cartórios, dispensando às partes de recorrerem à Justiça, quando há consenso entre elas, o que garante maior rapidez às transações imobiliárias principalmente no que se refere à partilha de bens (Lei nº 11.441/07).

Somados a essas legislações “facilitadoras”, o “boom imobiliário” verificado nos anos recentes, deve-se também à crescente alta da oferta do capital de investimento, à relativa estabilidade e crescimento da economia nacional, à melhoria da renda do trabalhador e de algumas ações governamentais que estimulam o aumento do financiamento (como as taxas pré-fixadas, créditos consignados, a redução dos juros, ampliação dos prazos de pagamento, etc.), além da expansão do crédito imobiliário pelo SFI, da desoneração de produtos da cesta básica da construção civil, da Lei geral das micro e pequenas empresas, do supersimples, da regulamentação do mercado de securitização e recebíveis imobiliários (instituição da Letra de Crédito Imobiliário – LCI e da Cédula de Crédito Imobiliário – CCI) e da diminuição, ainda que incipiente, das exigências burocráticas para obtenção de financiamento.

Afora os aspectos relevantes supracitados que inibem a aplicação da afetação, alguns itens são enumerados como desvantagens (contras) da Lei em comento, pois podem representar critérios mais “ortodoxos” dos deveres e responsabilidades inerentes ao construtor/incorporador e que são obrigações “de dar” e “de fazer”, ou seja de resultados:

1. A Lei faculta a averbação a qualquer tempo, porém afetar um empreendimento já iniciado deve ser administrativa e contabilmente muito complicado, senão praticamente impossível. A segregação contábil, administrativa e financeira imputada traz maior complexidade e limitações;

2. Afetado o patrimônio, é requerido que ele tenha contabilidade própria, com conta bancária independente das demais da empresa. Cabe à incorporadora a missão de emitir relatórios trimestrais de acompanhamento da obra — receitas, despesas, contratos firmados, prazos, previsões financeiras — e encaminhá-los à comissão de representantes nomeada pelos compradores;

3. Mesmo que a construtora seja optante pela tributação com base no lucro presumido, ela não se exime de manter escrituração contábil apartada completa;

4. Cada “incorporação-patrimônio-de-afetação” só responde pelas dívidas e obrigações a ela vinculadas, tem ativo e passivo próprios, incumbindo ao incorporador a complexa e burocrática tarefa de diligenciar com atenção e zelo a obtenção dos recursos necessários ao pagamento do passivo de cada um dos patrimônio de afetação, mesmo retirando-os do seu patrimônio geral;

5. Para verificação da comissão de representantes ou de técnicos por ela indicados, o incorporador acabará tendo que abrir informações e detalhes empresariais tais que possam extravasar o interesse daquele determinado empreendimento;

6. As empresas terão nitidamente, uma limitação na sua liberdade de gestão do caixa, com “aperto” no capital de giro e implicará na necessidade de maior capital de giro próprio ou de terceiros – estes aportes são mais caro evidentemente e não tão imediatamente disponíveis, contrariando às perspectivas legais de créditos facilitados;

7. A exigência de anuência dos adquirentes no “termo de afetação” e nos documentos de apresentação de balancetes e de auditoria são considerados mecanismos de controle excessivos;

8. Os incentivos fiscais prometidos e os financiamentos desburocratizados e de baixo custo propalados ainda não se tornaram realidade acessível e o RET não unifica os tributos estaduais e municipais.

Outros aspectos, abaixo enumerados, são considerados como vantagens (prós) do Construtor/Incorporador que optar pelo regime de afetação:

1. A afetação sob a conveniência do incorporador por ser de caráter opcional e irretratável, dá-lhe poder estratégico de barganha na negociação;

2. Não o impede constituir garantias reais sobre os bens e direitos da incorporação, bem como a ceder os créditos oriundos da comercialização, seja em termos plenos ou fiduciários (§§ 3° ao 8° do Art. 31-A da Lei nº. 4.591/64, introduzido pelo Art. 53 da Lei n° 10.931/04);

3. Excluem-se do patrimônio de afetação os recursos financeiros que excederem a importância necessária à conclusão da obra, e o valor referente ao preço de alienação da fração ideal de terreno de cada unidade vendida. Em outras palavras, o patrimônio afetado é o do custo de construção apenas;

4. Cada unidade, quando não quitada, representa um crédito a ser percebido por parte do promitente-adquirente. A expressão deste crédito poderá constituir-se em título cedível, de forma plena ou para fins de garantia, e não perderá sua vinculação ou natureza de patrimônio de afetação, a ser utilizado para pagamento ou reembolso das despesas inerentes à incorporação.

5. Tem o incorporador o benefício de denúncia, desistência ou resilição unilateral do empreendimento com prazo de carência improrrogável estipulado em contrato, não podendo ultrapassar o prazo de validade do registro ou de sua revalidação, ou seja, 180 dias (§§ 2º, 4º e 6º do Art. 34 da Lei nº. 4.591/64) e prazo de 30 dias para ressarcir seus credores pelas importâncias já pagas (Art. 36 da Lei em comento);

6. Unificação dos tributos federais, com pagamento de 7% da receita mensal recebida: Imposto de Renda Pessoa Jurídica, PIS/Pasep, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Cofins;

7. A responsabilidade da incorporação imobiliária é alta, ampla e com consideráveis riscos, podendo, nas ilicitudes, até implicar em ônus civis e/ou criminais, mas é proporcional ao seu próprio negócio lucrativo e assim, dessa forma a Lei em comento força o construtor/incorporador a dar o melhor de si, a cumprir com mais atenção e zelo o rol de deveres e obrigações que lhes são atribuídos, acarretando em resultados mais favoráveis e consolidados;

8. Por fim, para o incorporador que trabalha com seriedade e honestidade, a nova medida deverá aumentar a credibilidade das incorporações imobiliárias, aumentando a segurança dos investidores e dos adquirentes, refletindo diretamente na quebra das desconfianças do interessado na aquisição do produto, o que poderia estimular o mercado imobiliário, inclusive criando “selos de qualidade” e publicidade positiva, com o objetivo de identificar as construtoras sólidas, capazes e eficientes e empreendimentos juridicamente confiáveis e seguros.

A resistência cautelosa dos construtores/incorporadores ao patrimônio de afetação, pode ser minimizada ante a segurança jurídico-patrimonial que a Lei pode proporcionar ao mercado imobiliário como um todo. Caso, eventualmente, aconteça uma crise com quebra ou insolvência de empresas incorporadoras de porte análogo ao ocorrido no período “Encol”, os “efeitos” se restringiriam ao empreendimento afetado e assim não seria abalada a sutil confiança no mercado imobiliário brasileiro in totum.

Ao diploma legal tem sido proposto aperfeiçoamentos, como o Projeto de Lei – PL n° 747/07, em tramitação no Congresso e aprovado recentemente pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, que obriga a vinculação à afetação dos bens físicos de qualquer incorporação imobiliária com venda de unidades na planta. Logicamente que, na vertente do construtor/incorporador e de seus órgãos representativos deve haver também pleitos maiores no sentido da obtenção de incentivos fiscais e financeiros e de minimizar substancialmente as exigências burocráticas. Então, nas situações relacionadas abaixo, poderá ser aplicado o patrimônio de afetação:

1. Para toda incorporação em que suas unidades venham ser colocadas à venda antes da conclusão do empreendimento;

2. Para toda incorporação erguida com financiamento público ou outro tipo de hipoteca de qualquer natureza;

3. Para incorporadoras que construam unidades para venda em numero igual ou superior a um número expressivo de empreendimentos por ano;

4. Para construtor/incorporador, com debito anteriores, seja tributário, trabalhista e/ou previdenciário;

5. Para incorporação cujo terreno é de terceiro;

6. Para obras contratadas seja pelo regime de administração ou por cota de participação ou ainda por empreitada;

7. Por interesse e conveniência tanto do incorporador como do consumidor.

*Artigo produzido a partir da Monografia de Especialização defendida e aprovada com louvor (out./07) no Curso de Especialização em Direito Imobiliário aplicado a Gestão Empresarial da PUCPR (onde encontram-se todas referências bibliográficas).





Mercado imobiliário busca soluções tecnológicas

29 06 2008

(SECOVI-PR) – 23/06/08

O crescimento do mercado imobiliário nos últimos anos estimulou toda uma cadeia de produtos e serviços diretos ou indiretos. Desde a indústria da construção, corretoras, imobiliárias, até administradoras de condomínios e empresas que prestam serviços de contabilidade e de cobrança, todos têm sentido os efeitos positivos desse crescimento.

Por causa do volume de condôminos e da complexidade cada vez maior do trabalho de administração, a tendência é somar segurança de quem administra a vantagens para o condômino. A tarefa de administrar imóveis e condomínios – sejam eles de estrutura simples ou do tipo condomínio-clube – inclui uma série de questões fiscais, jurídicas e administrativo-financeiras. As responsabilidades do síndico podem ser comparadas, dependendo do tamanho do empreendimento, a governar uma pequena cidade.

A tecnologia se desenvolve para acompanhar esse ritmo do setor imobiliário. A P2HE, empresa que oferece serviços de TI, é uma das que atendem esse mercado cada vez mais. Segundo o diretor Edmilson Rosa, toda a sua carteira de clientes da área de bureau de impressão (uma das áreas em que a empresa atua) é formada por administradoras de condomínio ou escritórios de cobrança que atendem o mercado imobiliário. Os serviços prestados são a emissão de documentos como boletos, holerites, cartas de cobrança e balancetes e prestações de contas. O custo de emissão de boletos, por exemplo, pode ser barato em mais de 90% que o custo por boleto emitido pelo banco. E quanto maior a emissão, menor ainda o preço por unidade.

Para ele, o mercado imobiliário está começando a perceber que há outras formas de economizar e agilizar a administração e por isso há uma tendência crescente de buscar o que a tecnologia tem a oferecer. Uma outra solução que tem sido procurada é o Fax On Demand, de recepção e emissão eletrônica, que dispensa o uso do tradicional fax, abreviando a entrega de documentos, como é o caso de assinaturas de contratos de venda e locação. A empresa oferece ainda o sistema GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) para organizar os arquivos eletronicamente, incluindo os documentos em papel, que podem ser digitalizados.

“Diminuir gastos é vantajoso para qualquer condomínio num mercado que cresceu, mas que precisa de diferenciais. As administradoras, que lidam com alto volume de documentos, precisam encontrar um jeito de baratear sem deixar a rapidez de lado”, diz Edmilson Rosa.

Números impressionam – Pesquisa sobre o mercado imobiliário, realizada mensalmente pelo Secovi-SP ( Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), mostra que a cidade de São Paulo teve crescimento de 62,7% nas vendas, com 4.386 unidades residenciais novas em março. O indicador Vendas Sobre Oferta (VSO), que mede o desempenho de comercialização, foi de 20,9%, maior que os verificados em fevereiro (13,4%) e março de 2007 (15,2%). Além disso, o volume de financiamento imobiliário atingiu R$ 5,48 bilhões no primeiro trimestre de 2008, crescendo 88,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Fruto da união de várias empresas que possuíam produtos e serviços específicos e complementares, a P2HE (www.p2he.com.br) fornece Automação de centrais de atendimento (URA, Servidores de fax, CTI e VoIP), Bureau de Impressão (impressão e envelopamento de boletos, cartas de cobrança, holerites, balancetes, prestações de contas, entre outros), Governança de TI (do planejamento estratégico à medição de desempenho dos serviços de TI para o objetivo do negócio), Quality Assurance (garantia de qualidade nos processos e sistemas) e GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos).





Combinação: preço baixo e muita oferta

29 06 2008
(Gazeta do Povo) – 29/06/2008

Com grande quantidade de terrenos à venda, o Sítio Cercado é apontado como um dos bairros com maior expectativa de crescimento. A Rua Nova Aurora, é uma das principais artérias da região. Falta de infra-estrutura, porém, é a reclamação mais comum.

Rua Nova Aurora no S�tio Cercado.

Na Rua Nova Aurora, pode-se encontrar terrenos a R$ 200 o metro quadrado.

Por toda a extensão da Rua Nova Aurora, os vários lotes à venda dividem espaço com casas construídas há pouco tempo – a maioria entre 10 e 20 anos. De caráter residencial, a via conta um pouco da história do bairro em que está inserida. “Ela é bem característica do Sítio Cercado, que é um bairro relativamente novo. Ele começou a ser habitado há pouco mais de três décadas por causa do crescimento da cidade”, conta o corretor de imóveis José Paulo Mesquita, da imobiliária Casalar.

O profissional explica ainda que o padrão dos imóveis seguiu características de um de seus bairros vizinhos. “Quem começou a comprar e construir aqui era quem pretendia morar no Alto Boqueirão, mas por falta de espaço neste bairro começou a optar pelo Sítio Cercado”, diz. O padrão dos imóveis varia dos mais populares, que são maioria, aos de médio acabamento, em menor número. Em geral, estima Mesquita, a região é habitada por famílias com renda de até cinco salários mínimos – perto de R$ 2 mil.

Para quem pretende morar na região sul da cidade, o atrativo da via é a combinação de preço baixo e grande oferta de imóveis. Segundo dados da Casalar, pode-se comprar um terreno de 15 metros por 20 metros (o padrão mais comum na região) pagando cerca de R$ 60 mil – o que daria R$ 200 o metro quadrado. No Alto Boqueirão, por exemplo, o valor do terreno sobe para R$ 300 o metro quadrado. Para as casas prontas, o preço do metro quadrado na Nova Aurora gira em torno de R$ 800, enquanto no bairro vizinho não custa menos de R$ 900.

Infra-estrutura

Por ser uma área ainda considerada recente, a Rua Nova Aurora, assim como algumas de suas vizinhas, sofre com a falta de estrutura. A rua é esburacada e apenas um trecho é asfaltada. “Nos dias de chuva vira um lamaçal, quase não dá para sair de casa”, diz a moradora Valdinéia dos Santos. Além disso, parte da via é dividida por um pequeno córrego. “Falta limpeza. Tem dias que o cheiro é insuportável”, reclama outro morador, o aposentado Mário Kanisky.

A Prefeitura afirmou que não há obras previstas para os próximos meses na via.

Apesar dos problemas, os moradores elogiam as escolas da região. Próximo à via, são quatro instituições públicas, entre escolas municipais e estaduais. “Quanto a isso não há problemas. Todas as crianças da vizinhança estão estudando”, diz a moradora Vanessa Lara.





Novo conceito em condomínio

29 06 2008

Gazeta do Povo, 29/06/2008 .

A Inpar, construtora e incorporadora, uma das líderes em número de metros quadrados entregues em São Paulo, está chegando em Curitiba com um lançamento voltado ao segmento econômico, mas com itens normalmente oferecidos em condomínios de médio e alto padrões.

O empreendimento batizado de Viver Bosque é um condomínio fechado localizado em São José dos Pinhais (Rua Almirante Alexandrino, 1.261). Trata-se de um produto direcionado especialmente para famílias do chamado segmento econômico e com um novo conceito: apenas dois apartamentos por andar. Outros pontos fortes são a extensa área arborizada, um bosque com mais de 15 mil metros quadrados e as diversas opções de lazer.

Divulgação /

O condomínio terá apartamentos de dois e três quartos com preços de R$ 69 mil e R$ 89 mil. De acordo com Ana Lúcia Metchko, da Lopes Dirani, responsável pela venda, serão construídas 93 torres, totalizando 744 apartamentos.

A Inpar foi fundada em 1991, após a família Parizotto se desfazer da rede Atacadão, com origem em Maringá (PR), para poder focar suas atenções no mercado imobiliário.

A empresa tem 90 empreendimentos finalizados, somando 2,1 milhões de metros quadrados incorporados. Um total de 47 projetos estão em andamento. Informações: (41) 3111-0777.





Depois de Curitiba, Dubai e Moscou terão prédio giratório

29 06 2008

Gazeta do Povo, 29/06/2008.

Na quarta-feira passada, o arquiteto italiano David Fisher anunciou, em Nova Iorque, o lançamento do Dynamic Tower, prédio giratório residencial de 80 andares que será construído inicialmente em Dubai e Moscou. A torre de 420 metros de altura foi projetada pela empresa de Fisher (Dynamic Architecture), com apartamentos a partir de 124 metros quadrados e villas (áreas residenciais maiores) com até 1.200 metros quadrados, cada uma com uma vaga de garagem dentro do apartamento.

O empreendimento é anunciado como o primeiro prédio em movimento do mundo. No entanto, este título pertence a Curitiba desde 2004, quando foi construído o Suíte Vollard, no Ecoville, pelo Grupo Moro. O edifício tem 11 apartamentos, um por andar, que podem girar 360 graus independentemente um do outro.

A grande novidade do Dynamic Tower é que ele gerará sua própria energia, por meio de turbinas eólicas instaladas em cada andar, e será o primeiro arranha-céu a ser construído com peças pré-fabricadas. Com a técnica, o arquiteto italiano afirma que cada andar do prédio poderá ser finalizado em sete dias. “De agora em diante prédios serão feitos em fábricas”, diz Fisher no site oficial de sua empresa.

O edifício de Dubai tem a conclusão da obra programada para 2010.





Concorrência

24 06 2008

http://www.infoinvest.com.br/

Concorrência Local

 

O mercado imobiliário no Brasil, tanto nas atividades de incorporação como nas de construção, é extremamente pulverizado, no qual acreditamos que nenhum participante detenha mais de 1% do mercado nacional. A concorrência é mais intensa na região metropolitana de São Paulo e Rio de Janeiro, onde possuímos destacada participação. A maioria dos concorrentes opera principalmente nos segmentos voltados para a classe média-alta, seja em condomínios residenciais, em complexos de escritórios ou em outros empreendimentos de uso comercial.

No mercado de São Paulo, nossos principais concorrentes são Cyrela Brazil Realty, Gafisa, Even e Tecnisa. No mercado do Rio de Janeiro, os principais concorrentes são Cyrela-RJZ, Gafisa, Brascan, Servenco, João Fortes, Bulhões de Carvalho da Fonseca e Agenco. Em Campinas, os principais concorrentes são Concima e Lix da Cunha e em Porto Alegre, Goldsztein Cyrela e Bortoncello.

 

Apesar da característica da concorrência altamente pulverizada do mercado de incorporações imobiliárias, detemos significativa participação nos principais mercados brasileiros – São Paulo e Rio de Janeiro -, em termos de quantidade de habitações, conforme apresentado nas tabelas a seguir:

 

Área Metropolitana de São Paulo:

 

 

MERCADO TOTAL

ROSSI

PARTICIPAÇÃO DA ROSSI

Ano

Novas Incorporações Residenciais (Qtde.

Projetos)

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Unidades)

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Projetos)

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Unidades)

Sobre a Quantidade de Projetos

Sobre a Quantidade de Habitações

1997

451

63.410

8

1.932

1,8%

3,0%

1996

335

28.600

7

954

2,1%

3,3%

1999

319

32.946

6

998

2,5%

3,0%

2000

448

37.963

12

1.763

2,7%

4,6%

2001

421

32.748

4

355

1,0%

1,1%

2002

478

31.545

9

738

1,9%

2,3%

2003

533

34.938

5

644

0,9%

2,4%

2004

479

27.143

9

1.263

1,9%

4,7

2005

431

33.748

5

546

1,2%

1,7%

2006

515

32.067

10

1.250

1,9%

3,9%

Fonte: EMBRAESP

 

 

 

 

Área Metropolitana do Rio de Janeiro:

 

 

MERCADO TOTAL

ROSSI

PARTICIPAÇÃO DA ROSSI

Ano

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Projetos)

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Unidades)

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Projetos)

Novas Incorporações Residenciais (Qtde. Unidades)

Sobre a Quantidade de Projetos

Sobre a Quantidade de Habitações

 

 

 

 

 

 

 

2001

42

3.656

1

96

2,4%

2,6%

2002

56

4.517

3

552

5,4%

12,2%

2003

113

8.287

3

320

2,7%

3,9%

2004

91

7.162

5

424

5,5%

5,9%

2005

81

8.791

3

522

3,7%

6,0%

2006

73

8.776

7

886

10,0%

6,4%

Fonte: ADEMI.

Concorrência Internacional

A dinâmica e as práticas locais (aliadas aos entraves burocráticos e às dificuldades para compra de terrenos), são barreiras à entrada de concorrentes estrangeiros. No entanto, caso haja queda das taxas de juros praticadas no Brasil, outras companhias, inclusive estrangeiras, diretamente ou por meio de alianças com parceiros locais, poderão ingressar no mercado de construção civil brasileiro nos próximos anos, tendo em vista se tratar de negócio que pode oferecer retorno ainda mais atraente.

 

 

Acreditamos que nossos principais pontos fortes e vantagens competitivas, sobre os quais pretendemos basear nossos objetivos estratégicos, sejam os seguintes:

 

Liderança e experiência no segmento de Imóveis Residenciais Voltados à Classe Média-Baixa e de Imóveis Residenciais Voltados ao Segmento Econômico. Somos um dos líderes nos segmentos do mercado de incorporação de Imóveis Residenciais Voltados à Classe Média-Baixa e de Imóveis Residenciais Voltados ao Segmento Econômico, com uma ampla carteira de clientes. Nosso crescimento de Vendas Contratadas e de VGV Lançado recente decorreu principalmente de nossa atuação nesses segmentos de mercado que crescem a taxas superiores a de outros segmentos. A experiência que acumulamos na atuação nesses segmentos desde 1992, aliada à escala e integração de nossos negócios, nos permitiu desenvolver produtos inovadores, padronizados, bem acabados e a um preço acessível. Essa experiência nos proporcionou ainda a capacidade de administrar um grande número de empreendimentos simultâneos e de carteiras de clientes, o domínio do processo de construção a custo baixo e com qualidade, de análise de crédito e das técnicas de venda específicas desses segmentos de mercado. Acreditamos que tal experiência nos coloque em posição privilegiada em relação aos nossos concorrentes para atuar de forma eficiente e melhor aproveitar as diferentes oportunidades desses segmentos.

Diversificação geográfica. Somos uma das incorporadoras com a maior diversificação geográfica do Brasil, com empreendimentos em 43 cidades localizadas em doze Estados e no Distrito Federal. Nossos escritórios regionais são importantes para o crescimento dos nossos negócios, na medida em que o conhecimento dos mercados locais nos permite identificar as melhores oportunidades, antecipar tendências de crescimento e valorização de regiões imobiliárias nas respectivas localidades, melhor identificar e avaliar a adequação dos produtos às características e necessidades do mercado local, bem como conhecer os riscos da regulamentação local relativa a edificações e zoneamento. Nossa diversificação geográfica minimiza os efeitos dos ciclos de oferta e demanda de mercado inerente às nossas atividades, já que tais ciclos são diferentes em cada região. Além disso, desenvolvemos parcerias locais e processos padronizados que nos permitem entrar em novos mercados de forma rápida e eficiente. Acreditamos que o potencial de crescimento do mercado imobiliário nacional e as tendências econômicas e demográficas favoráveis terão um valor significativo para nossa contínua expansão para outras regiões do Brasil.

Modelo de negócios integrado, com alta capacidade de gestão. Atuamos de forma integrada, controlando nossos projetos desde a fase de prospecção de terrenos, elaboração de projetos e construção, até a venda das unidades. Nosso modelo de negócios integrado, gerenciado por um time de altos executivos que contam, em média, com mais de 25 anos de experiência no setor imobiliário, permite-nos controlar e integrar todas as etapas da incorporação. Acreditamos, ainda, que esse modelo, além de permitir administrar eficazmente nosso forte crescimento, representa uma importante vantagem competitiva, na medida em que reduz nossa exposição aos riscos de escassez de recursos, incluindo de pessoal qualificado, existente no setor atualmente. Operacionalmente, este modelo de negócios integrado nos oferece:

 

·                 controle e integração total das obras com as atividades administrativas e financeiras, incluindo cronogramas que integram a construção ao fluxo de caixa de recebimento, suportado por um sistema SAP implementado desde 2002;

·                 capacidade de desenvolver novos produtos, identificar, escolher e integrar as melhores oportunidades nos diversos segmentos de mercado e localidades;

·                 capacidade de executar simultaneamente empreendimentos de vários tipos em larga escala, em várias cidades;

·                 eficiência no controle de custos de elaboração do projeto, construção, incorporação e venda dos empreendimentos;

·                 aumento da economia de escala na compra de material de construção e contratação de serviços; e

·                 capacidade de venda de unidades por meio de nossa equipe própria de corretores.

 

 Flexibilidade no desenvolvimento de produtos. Somos uma das incorporadoras no Brasil com atuação mais abrangente nos diferentes segmentos econômicos. Ao longo de nossa história já desenvolvemos e construímos empreendimentos residenciais para todos os segmentos de mercado, incluindo loteamentos residenciais e empreendimentos comerciais de alto padrão. Atualmente, nosso amplo portfólio de produtos imobiliários inclui produtos destinados a todos os segmentos de mercado, tais como empreendimentos residenciais e comerciais e loteamentos, o que nos permite identificar, entre vários projetos, aqueles que possuem melhor retorno financeiro. Nossa diversificação de produtos aumenta nossas alternativas de negócios, possibilitando ajustar nosso portfólio às mudanças nas condições de mercado e reduzindo nosso perfil de risco em comparação com nossos competidores menos diversificados.

Gestão eficiente de recursos. Temos uma gestão de recursos eficiente, o que nos permite alocá-los da melhor forma possível. Em razão da velocidade de nossas vendas, conseguimos financiar boa parte de nossas atividades, em especial a construção dos empreendimentos, com o produto da venda das nossas unidades. Além disso, nosso modelo de negócios inclui desde 1999 o repasse para instituições financeiras ou companhias securitizadoras da maior parte dos clientes de nossa carteira de recebíveis no momento da entrega das chaves, o que nos permite concentrar nossos recursos em novos empreendimentos e maximizar o retorno de nossos investimentos. Acreditamos que nossa gestão eficiente de recursos e nosso modelo financeiro nos forneçam a flexibilidade necessária para continuarmos crescendo e mantendo a nossa sólida situação financeira.

Nossa estratégia tem por objetivo a geração de valor para nossos acionistas por meio da expansão e crescimento de nossas atividades e receitas de incorporação imobiliária de forma rentável, com o aproveitamento de nossos pontos fortes e vantagens competitivas. Os pontos-chave da nossa estratégia são:

Continuar crescendo no segmento de Imóveis Residenciais Voltados à Classe Média-Baixa e de Imóveis Residenciais Voltados ao Segmento Econômico. Pretendemos ampliar nosso foco nos segmentos de Imóveis Residenciais Voltados à Classe Média-Baixa e de Imóveis Residenciais Voltados ao Segmento Econômico. A creditamos que tais segmentos apresentam um grande potencial de crescimento por conta dos seguintes fatores: (a) melhora no cenário macroeconômico, com queda da inflação, queda dos juros oficiais, o crescimento do PIB, redução do desemprego e crescimento da renda dos assalariados; (b) queda nas taxas de juros e alongamento dos prazos do financiamento imobiliário para até 30 anos, que resultam em redução no valor das prestações mensais; e (c) aumento da disponibilidade de crédito. A experiência que acumulamos em mais de quinze anos de atuação nesses segmentos nos coloca em posição privilegiada em relação a nossos concorrentes para explorar de forma eficiente tais oportunidades.

Continuar a expandir geograficamente nossa atuação. Continuaremos nosso processo de expansão de nossas atividades para centros urbanos do País aonde ainda não atuamos e que apresentem um mercado imobiliário com grande potencial de crescimento de demanda, especialmente a região do interior do Estado de São Paulo e as regiões Norte e Centro-Oeste. Atualmente, já prospectamos 21 novas cidades onde podemos vir a lançar empreendimentos. Tal crescimento deve ocorrer principalmente por meio de parcerias com empreendedores locais, que contribuem com novos negócios e detêm conhecimento das peculiaridades de cada região. Como parte de nossa expansão, pretendemos replicar em novas cidades produtos que já lançamos com sucesso em outras localidades, cabendo a nós agregar valor aos empreendimentos com nossa ampla experiência de integração e gestão imobiliária, administração do processo de construção, estratégia de vendas e estruturação financeira e jurídica, além de possibilitar economias de escala para a compra de matéria-prima.

Expandir o percentual de vendas realizado por nossa equipe própria. Em junho de 2006 foi criada a Rossi Vendas, com o objetivo inicial de realizar a venda de nosso estoque de unidades remanescentes, e posteriormente ampliada para atuação complementar em lançamentos. Acreditamos que a manutenção e desenvolvimento da nossa equipe própria de vendas seja uma importante decisão estratégica, pois a atuação com corretores dedicados integralmente aos nossos produtos, em conjunto com os corretores das imobiliárias tradicionais, acelera a velocidade das vendas dos lançamentos. Pretendemos ampliar o percentual de vendas realizado por nossa equipe, de forma a maximizar nossos ganhos. Para isso, estruturamos novas equipes nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campinas. Atualmente, contamos com uma equipe de aproximadamente 100 corretores próprios, dedicados exclusivamente à comercialização dos nossos produtos, além de um canal para comercialização de nossos produtos por meio de nosso site na internet (atendimento on-line).

Aproveitar oportunidades de consolidação do setor. Acreditamos que um movimento de consolidação do setor também ocorrerá no Brasil, pois muitos de nossos concorrentes não possuem escala e estrutura de capital adequadas para competir de maneira eficaz. Além da expansão orgânica de nossas atividades, monitoramos continuamente o mercado buscando oportunidades de aquisição e de parcerias estratégicas que ofereçam uma equipe de qualidade, acesso a novos mercados, novos produtos, ganhos de escala e capturas de sinergias operacionais.

 

 





Feirão da casa própria abre negociações

22 06 2008
Gazeta do Povo. Publicado em 21/06/2008

Durante o evento promovido pela Caixa Econômica Federal, cerca de 10 mil imóveis são oferecidos. Em alguns casos, é possível financiar 100% do valor da casa.

No primeiro dia do 4º Feirão da Casa Própria, que será realizado pela Caixa Econômica Federal até amanhã, em Curitiba, ocorreram mais de 160 negociações, com 30 cartas de crédito liberadas e cerca de 10 negócios fechados. Apesar da aparente inexpressividade dos números, a assessoria de imprensa da Caixa garante que eles estão dentro do esperado, já que ontem era dia útil e o maior movimento deve ocorrer neste fim de semana. No evento, são oferecidos mais de 10 mil imóveis, sendo 6 mil novos e 4 mil usados.

Cerca de cem construtoras, incorporadoras e imobiliárias de Curitiba e região metropolitana dividem espaço com uma agência da Caixa montada no local. O financiamento pode chegar a 100% do valor do imóvel, dependendo do que o cliente procura, e os juros variam de 5,5% a 11,38%, de acordo com a renda do comprador e o total da compra. No evento, também é possível adquirir casas e apartamentos em construção ou terrenos. Além destes, a Caixa ainda comercializa imóveis que foram para leilão, por alienação, mas não foram vendidos. “Mas isso representa 1% dos imóveis oferecidos aqui na feira. A maioria é negociada com as construtoras e imobiliárias”, revela Julian de Azevedo Barrozo, da assessoria da Caixa.

Segundo a Caixa, tais opções são importantes para impulsionar a área de construção civil “e para garantir o sonho da casa própria”. Segundo Gerson Adolan, analista de negócios do Sindicato da Indústria da Constução Civil no Paraná (Sinduscon-PR), o feirão realmente impulsiona as vendas. “E isso ocorre num momento importante que estamos atravessando: 2008 está superando, ainda antes do meio do ano, os resultados de 2004, que até recentemente era considerado o melhor ano das últimas duas décadas no setor”, comemora.

Segundo a organização do feirão, o consumidor interessado em participar do feirão deve ter em mãos carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda para ter liberado o crédito. A partir da aprovação do crédito, é emitida a carta no valor do financiamento.





Rossi Chega a MG

22 06 2008

A paulista Rossi Residencial, que atua no trade imobiliário há quase 30 anos e é uma das três maiores incorporadoras do país, chega a Minas com disposição para grandes projetos. Seu primeiro empreendimento no Estado, que será lançado ainda este mês, é o Rossi Botanique, na estrada de Nova Lima, cujas vendas estão virando sucesso nas mãos da Lopes. Mas a Rossi não ficará aí: a empresa tem ainda como proposta realizar vários projetos no Estado. O que distingue a Rossi é sua seriedade na relação com o mercado e em especial seus clientes. É sabido que alguns empreendimentos na mesma região de Nova Lima vêm enfrentando, sem perspectiva de solução, vários problemas de licenciamento ambiental. Esse risco é a primeira preocupação da Rossi, que cobra informações precisas de seus parceiros.








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