Veja as ações que mais se desvalorizaram em 2008

5 09 2008

(UOL Finanças) – 04/09/08

O sobe-e-desce da Bolsa está um teste de resistência para qualquer investidor, mas, para alguns, a situação está ainda mais inquietante. São aqueles que apostaram em ações que têm se revelado verdadeiros micos. Segundo levantamento do economista-chefe da Corretora Souza Barros, Clodoir Gabriel Vieira, alguns papéis têm tido quedas muito superiores às da Bovespa durante este ano. Enquanto a Bolsa havia amargado perdas de 12,84% até o fim de agosto, 15 empresas perderam de 62,5% até 95% do seu valor no mesmo período (veja tabela no fim deste texto).

Escândalos
É o caso, por exemplo, da Agrenco, empresa da área de agronegócios que viu sua cotação virar pó
após denúncias de fraude no balanço e desvio de recursos.

A Parmalat e a Laep, holding que controla a Parmalat, também perderam 94,74% e 87,7%, respectivamente, desde o começo do ano. Segundo o economista, estas empresas ainda sofrem com a repercussão negativa do escândalo do leite com soda cáustica.

Má fase
Mas não são apenas os escândalos que justificam a queda exacerbada das 15 ações que mais perderam valor no período. O ramo imobiliário, que tem quatro empresas listadas neste ranking (Inpar, Abyara, Tenda e EZtec), é um exemplo disso.

A alta da inflação, da taxa de juros e o aumento do preço do aço fez com estas empresas tivessem sua previsão de ganhos muito diminuída, explica Vieira.

Outro segmento que vem sofrendo constantes desvalorizações é o das empresas do setor aéreo, como Gol (-66,27%) e Varig (-69,80%).

Além da alta do petróleo, que afeta diretamente o custo das operações, contribuíram para a queda o
apagão aéreo, que fez diminuir a procura por este tipo de transporte, e dois acidentes aéreos de grandes proporções, ocorridos no curto intervalo de dois anos.

Maiores quedas até 28/ago/08

Maiores quedas até 28/ago/08





Concrete Show – Edição 2008 do evento traz concreto translúcido

3 09 2008
(Gazeta do Povo) – 20/08/08


Divulgação / Concreto com 5% de fibra ótica na composição permite a passagem de luz

Concreto com 5% de fibra ótica na composição permite a passagem de luz.


A Concrete Show South America 2008, que acontece entre os dias 27 e 29 de agosto, no Transamérica Expo, em São Paulo, é o maior evento de negócios e tecnologia de concreto do Brasil. Além de maior que no ano passado (são 250 expositores, 66% a mais que em 2007), a edição deste ano traz novidades inusitadas que prometem gerar R$ 250 milhões em negócios, segundo estimativas da empresa organizadora Sienna Interlink.

Entre essas principais novidades está o concreto translúcido. Desenvolvido na Hungria pela empresa LiTraCon, o produto é formado por 95% de concreto normal e 5% de fibra ótica, permitindo a passagem de luz com um efeito texturizado. De acordo com o seu criador, o húngaro Áron Losonczi, o concreto translúcido é mais maleável e impermeável que o normal, além de ser dez vezes mais resistente. O preço é de cerca de mil euros (ou R$ 2.400) o metro quadrado.


“Lego” de concreto

Outra novidade vem da empresa de fornecimento de fôrmas, andaimes e escoramentos metálicos SH. Durante o evento, a empresa construirá um prédio de dois andares para apresentar o sistema construtivo de fôrmas modulares chamado Concreform. As fôrmas são montadas com os vãos para janelas e portas e também com as tubulações elétricas e hidráulicas embutidas. Após essa etapa são preenchidas com concreto. O sistema promete reduzir a necessidade de mão-de-obra em 70%.

Já a Lafarge, fabricante de materiais de construção, apresentará a linha de concretos decorativos Artevia. O piso decorativo é feito em cima da própria laje que combina a durabilidade do concreto com um acabamento estético apurado. O produto é indicado tanto para áreas internas quanto externas. A linha traz uma variedade de mais de 30 tipos de combinações de cores e texturas.


Mão-de-obra

Como forma de prevenir um “apagão” de mão-de-obra, os expositores da Concrete Show promoverão treinamento de trabalhadores e presentarão soluções industrializadas que aumentam a produtividade das obras. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial levará à feira um laboratório móvel no qual alunos serão capacitados com a interação do público.


Serviço:

Concrete Show South America 2008. Datas: de 27 a 29 de agosto. Local: Pavilhão Transamérica Expo – São Paulo. Endereço: Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro. Informações: www.concreteshow.com.br (11) 4689-1935.





Autorizado para construir

3 09 2008

(Gazeta do Povo) – 24/08/08

Antes de comprar um imóvel na planta (ainda não construído), o consumidor deve saber se ele tem o alvará de construção. Venda de empreendimento sem a licença é crime.

O cerco pode estar se fechando para as construtoras e incorporadoras de Curitiba que, para viabilizar empreendimentos ou sair na frente dos concorrentes, comercializam seus imóveis na planta (antes ou em fase de obras) ainda sem o alvará de construção. É que, no íncio deste mês, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR) encaminhou à Prefeitura de Curitiba um pedido de levantamento dos empreendimentos lançados que ainda não estão regularizados.

De acordo com o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Pinheiro Franck, a medida faz parte de um processo de moralização da construção civil, mesmo em tempos de superaquecimento. “Apesar de o Sinduscon não ser um órgão fiscalizador, nós pregamos as boas práticas no setor. Elas devem ser seguidas sempre”, explica. Com os resultados deste levantamento, que deverá sair até o fim de agosto, a entidade pretende denunciar as empresas ilegais ao Ministério Público.

Comum no passado, a prática de comercialização de imóveis que ainda não tiveram a construção aprovada é crime. Segundo o advogado especialista em Direito Imobiliário, Gilmar Damasio Soares, o construtor ou incorporador que recorre a esta estratégia pode ser responsabilizado civil e criminalmente. As penas se estendem também ao corretor que participa da venda do imóvel irregular. Ele pode perder o registro da profissão no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci).

Risco para o consumidor

Quem leva o maior prejuízo, porém, é mesmo o consumidor. Soares, explica que quando o empreendimento não tem o alvará de construção, ele não pode ser registrado. E pior. “O imóvel pode nem ser construído ou com especificações diferentes daquelas anunciadas”, diz. Segundo o advogado, nestes casos, se o comprador já pagou entrada, sinal ou valor total, a recuperação do dinheiro é um processo demorado, que se arrasta nos tribunais de Justiça.

José Augusto Viana, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) – que encaminhou nos últimos anos denúncias ao Ministério Público – relembra o caso da construtora Encol, que faliu no final da década de 1990, deixando dezenas de empreendimentos inacabados no Brasil todo. “Neste episódio, quem comprou um empreendimento já registrado conseguiu dar continuidade, com outra empresa, à construção. Já os que compraram os prédios sem alvará de construção não tiveram a mínima possibilidade de concluir a obra”, conta.

Para escapar da armadilha, os profissionais são unânimes: antes de investir qualquer centavo na compra de um imóvel, é preciso consultar o registro da incorporação. O documento deve ser informado pela construtora ou corretor e atesta que o empreendimento tem alvará de construção aprovado. Se preferir, o comprador pode pesquisar o número por conta própria, entrando em contato com o cartório de registro imobiliário responsável pela região da construção.








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