Um novo jeito de morar

5 10 2008

(Gazeta do Povo) – 05/10/08

Mania em todo o país, os condomínios residenciais que trazem
infra-estrutura completa de lazer e serviços viraram febre também em
Curitiba. Chamados de condomínios-clube, os primeiros empreendimentos
que seguem esse conceito começarão a ser entregues.

Para
relaxar, uma piscina. Para cuidar da estética, um salão de beleza. Para
as crianças, quadras esportivas. E o melhor: tudo isso sem sair de
casa. Nova febre do mercado imobiliário nacional, os chamados
condomínios-clube – prédios e condomínios horizontais que trazem
completa infra-estrutura de lazer e serviços, quase como em um clube –
invadiram também Curitiba. Por aqui, os primeiros empreendimentos que
seguem esse conceito já devem ser entregues nos próximos meses.

Um
deles é o Ville du Soleil, da Gafisa, que ficará pronto em outubro. Com
mais de 20 espaços de lazer, o empreendimento, construído no Cabral,
foi um dos pioneiros a seguir o conceito de condomínio-clube na cidade.
Tudo graças à expertise da empresa, que já havia elaborado projetos
assim em São Paulo. “Esse modelo surgiu por lá, pela necessidade de
trazer o lazer para perto dos moradores como forma de otimizar o seu
tempo e fugir da violência urbana. Em 2004, começamos a expandir esse
conceito para fora de São Paulo”, diz Antônio Ferreira, diretor de
incorporação da Gafisa.

Em Curitiba, o modelo foi muito bem recebido. Nos últimos dois anos,
diversas empresas abasteceram o mercado com uma enxurrada de
empreendimentos nessa linha. Resultado de uma procura crescente dos
consumidores. “Em vários casos os condomínios-clube vendem mais do que
os tradicionais”, diz Cristiano Viana, gerente de marketing da Rossi.
Em parceria com a Thá, a empresa lançou no ano passado o Boulevard
Rebouças, no bairro Rebouças, com ampla rede de lazer. “Em menos de 40
dias vendemos mais de 300 unidades”, conta.

Neste ano, a aposta da joint venture é em uma derivação dos
condomínios-clube, chamada de home resort. “São empreendimentos com
menos unidades que os condomínios-clube e com alguns espaços privativos
e exclusivos”, define Viana. Levando em conta esse conceito, a Thá e a
Rossi estão lançando o Graciosa Home Resort, no Cabral, que tem 112
unidades e mais de 20 espaços de lazer e serviços. Alguns deles serão
separados dos demais (privativos) e serão utilizados mediante
pré-agendamento dos moradores.

Sucesso

Os motivos que fizeram dos condomínios-clube um sucesso por aqui não
foram diferentes dos que consagraram o modelo em outras cidades. “Com o
trânsito caótico e engarrafado, as pessoas estão procurando formas de
morar próximo aos serviços que mais usa”, explica Luiz Augusto Brenner,
diretor da imobiliária Lopes. “Tudo aquilo que antes o morador
precisava se deslocar para ter acesso, ele pode ter em seu próprio
condomínio, por isso foram bem aceitos”, explica.

Entre os diversos condomínios-clube que a Lopes está comercializando
estão o New Age (que fica no Portão e está sendo construído pela
Incons), o Viver Bosque (em São José dos Pinhais, construído pela
Inpar), e o Vivare (das empresas Dória, Goldztein e Cyrela, que fica no
Bacacheri).

Além da comodidade, a economia com gastos de lazer é mais um
atrativo. “Ainda hoje muitas pessoas não têm dinheiro para pagar o
condomínio mais o título de um clube”, diz Cristiano Viana, da Rossi.
Segundo ele, com o novo modelo pode-se ter o que um clube oferece e com
preço baixo, já que as despesas para a manutenção das áreas de lazer
são rateadas pelo moradores. “Como a maioria destes empreendimentos tem
várias unidades, esse custo costuma ser pequeno.”

Segurança

Nenhum outro item, no entanto, tem um peso tão importante nas vendas
dos condomínios-clube quanto a segurança. De acordo com Mariane Capone,
diretora de marketing do Grupo LN, esse é o ponto fundamental na
decisão dos compradores. “Na maioria das famílias de hoje os pais
trabalham fora. Com os itens de lazer em casa, eles têm a tranqüilidade
de saber que seus filhos não estão na rua ou com estranhos”, diz.

Foi justamente a segurança que fez o consultor de vendas Adílson
Gomes Tavares optar por um apartamento em um condomínio desse tipo. Pai
de dois filhos adolescentes, Tavares comprou uma das unidades do
Reserva das Torres, do Grupo LN. “Meus filhos terão seus momentos de
lazer, mas sem se expor à violência que sabemos que existe nas ruas.”

A escolha foi aprovada pelos garotos, de 11 e 16 anos. “Eles ficaram
muito empolgados com a estrutura do local. O que mais gostaram foi da
piscina”, conta. Localizado no Guabirotuba, o Reserva das Torres ficará
pronto em 2009 e terá 17 itens de lazer.





Certificado verde-e-amarelo

5 10 2008

(Gazeta do Povo) – 05/10/08

Conselho brasileiro estabelece novas regras para certificar prédios sustentáveis, que se preocupam em reduzir seus impactos ambientais e
sociais.

Uma série de propostas elaboradas pelo Green Building Council Brasil (GBC) – Conselho Brasileiro de Prédios Verdes – promete tornar mais de acordo com a realidade brasileira a principal certificação dada a prédios considerados sustentáveis no mundo: o selo LEED. A idéia da organização, responsável pela disseminação e avaliação da sustentabilidade na construção, é criar um selo regionalizado, com requisitos que apontem o que uma construção no Brasil precisa para realmente ser sustentável.

O LEED foi criado nos anos 1990, nos Estados Unidos, pelo conselho americano de prédios verdes. “Apesar de a maioria dos requisitos serem perfeitamente aplicáveis ao nosso país, o LEED precisava de alguns ajustes para ser mais eficiente no Brasil. Por isso, reunimos diversos especialistas de várias áreas e criamos estas novas regras”, diz Marcos Casado, gerente técnico do GBC. Os requisitos criados deverão valer a partir do segundo semestre de 2009.

O LEED brasileiro vai levar em conta se o prédio tem acesso e áreas de circulação facilitados para portadores de necessidades especiais. Além disso, cuidar dos resíduos da construção ganhou papel de destaque. Agora, para ser sustentável, o empreendimento deverá ter plano de gestão e reuso das sobras da construção. “Estes conceitos não eram previstos no LEED norte-americano, porque nos Estados Unidos os construtores já têm estas práticas bem difundidas”, explica Casado.

No Brasil, existem somente três construções certificadas com o LEED, e todas são comerciais. Outros 68 empreendimentos estão em processo de
análise de certificação. O único deles no Paraná, segundo o GBC, é o Curitiba Office Park, da BP Empreendimentos e Top Imóveis, com
construção da Thá Engenharia. O prédio comercial, que está sendo construído nas margens da Linha Verde, tem sistemas de reuso de água e
economia de energia, entre outros itens.

Profissional defende mudança mais profunda
Embora tenha recebido com otimismo alguns dos novos critérios elaborados pelo Green Building Council Brasil, o diretor de sustentabilidade da regional paranaense da Associação Brasileiras dos Escritórios de Arquitetura, Frederico Carstens, defende uma regionalização mais profunda para o selo LEED.

Para ele, medidas como a redução no consumo de água e energia são inteligentes, porém faltam soluções fundamentais. “Existem três pontos principais que deveriam ser levados em conta para uma construção ser sustentável: a orientação solar, mudanças no plano urbano (dos tipos de
empreendimentos que podem ser construído em cada local) e o ciclo de vida de cada material empregado na construção.”

Regras- Entenda o LEED

Para receber a certificação LEED de prédio verde, uma construção deve seguir alguns quesitos. Hoje, são 69 critérios e cada um deles
vale um ponto. O conselho de prédios sustentáveis de cada país analisa, depois de a obra em funcionamento, se os critérios foram aplicados.

Caso atinja 26 pontos, o prédio está de acordo com as preocupações de sustentabilidade e recebe a certificação LEED básica. A partir de 33 pontos, recebe o certificado prata. Quando chega a 39, recebe o ouro. A partir de 52 pontos atinge-se a certificação máxima, que é de platina.
Todos os três empreendimentos já certificados no Brasil estão na categoria prata.

No ano que vem, o GBC pretende mudar também o sistema de pontuação para o Brasil, que deverá ir até 100 pontos.

Mais informações : www.gbcbrasil.org.br ou pelo fone (11) 4191-7805.





Requinte sob medida

5 10 2008

O condomínio-clube Grand Palais, localizado no Batel, oferece apartamentos de alto padrão com oito opções de plantas para atender diferentes estilos de vida.

Especializada na construção de edifícios residenciais e comerciais de luxo, a Construtora San Remo aposta mais uma vez nos imóveis de alto padrão. O edifício residencial Grand Palais, que está sendo construído no bairro do Batel, oferece conforto, privacidade, sofisticação e infra-estrutura inovadora. Além disso, os moradores vão contar com oito opções de plantas, planas e duplex, com apartamentos que se adaptam sob medida para estilos de vida variados.

Os apartamentos são compostos por duas suítes e variam entre 170 e 320 metros quadrados. O Grand Palais Social Club foi projetado para trazer para dentro do condomínio todas as atividades oferecidas por um clube, com o objetivo de facilitar a rotina dos moradores. A estrutura de lazer inclui piscina aquecida, piscina ao ar-livre, espaço de fitness, sala de jogos equipada, salão de festas com churrasqueira e outro com espaço gourmet. No projeto de paisagismo, jardins e chafarizes.

A obra assinada pelos engenheiros João Carlos Perussolo e Sérgio Terabe é ideal para quem procura um apartamento
com alto padrão, comodidade e sofisticação. Os imóveis trazem ainda diferenciais em detalhes que não ficam à mostra, como os vidros duplos termo-acústicos, que minimizam ruídos externos e oferecem conforto térmico
aos moradores. A composição da laje formada por assoalho, manta acústica, contra-piso, concreto armado, camada de isopor, espaçamento e forro de gesso, que totaliza 43 centímetros, também contribui para o isolamento acústico, garantindo a privacidade e sossego dos moradores.

Perfil

Infra-estrutura: Apartamentos de 170 a 320 metros quadrados, com duas suítes. Sacada com churrasqueira. Duas vagas na garagem. Piscina aquecida, salão de festas, espaço gourmet, sala para jogos e espaço fitness.

Endereço: Cruzamento entre ruas Bruno Filgueira e Rua Carlos de Carvalho, no Batel.

Preço: De R$ 430 mil a R$ 900 mil.

Forma de pagamento: Sinal de 40% e o restante em até 30 vezes.

Previsão de entrega: Junho de 2009.

Plantão de vendas: No local ou na imobiliária Village. Fone (41) 3322-6446.

Registro de incorporação: Matrícula nº 82.145 no Registro de Imóveis da 6ª Circunscrição.





Arquitetura conservadora, mas sustentável

5 10 2008

(Gazeta do Povo) – 20/08/08

A
primeira diferença entre os imóveis dos EUA e os do Brasil está na
forma como eles são vistos. Se por aqui há quase uma relação afetiva
com o lar, por lá a relação é de puro investimento. Esse pensamento se
deve à uma classe média flutuante, segundo o arquiteto brasileiro e
professor do curso de Arquitetura na Universidade Washington, Zeuler
Lima, que mora nos EUA há mais de 11 anos. “Aqui nos EUA as famílias se
mudam com mais freqüência devido a alta volatilidade do mercado de
trabalho. Com um fluxo maior de pessoas, a casa é vista como um
investimento. Por isso, a arquitetura é mais conservadora, as casas não
são personalizadas, não têm uma identidade.”

Outro fator que colabora para a aparência convencional dos imóveis é
o controle de decisão que os construtores e a mão-de-obra em geral tem
sobre a edificação. “A empresa tem um determinado know-how de uma forma
de construir. Se você a contratar é para fazer aquele modelo e pronto.”

Lima comenta que há um padrão estabelecido de casas feitas com
estrutura de madeira e paredes de dry-wall (sanduíches de gesso) e
prédios residenciais de três ou quatro andares (prédios altos são os
comerciais), feitos com estrutura de concreto ou, no caso dos um pouco
mais altos, de aço. “Em meio a todas essas características há também a
influência do clima. No norte do país onde é mais frio é de praxe ter
uma construção com isolamento térmico.”

O arquiteto explica que há uma preocupação com o aquecimento e o
gasto de energia do imóvel, já que os EUA estão cada vez mais
dependente da energia comprada de fora. “A casa pode ter aquela cara
conservadora, mas com painéis de energia solar no telhado. A aparência
engana.”

Metragem

Lima aponta que o tamanho médio de uma casa classe média de dois ou
três dormitórios fica entre 150 e 200 metros quadrados. Um apartamento,
entre 80 a 120 metros quadrados. “Alguns antigos, como o meu que tem 90
anos de construção, podem ter 180 metros quadrados, mas são difíceis de
encontrar. Casas de classe média-baixa tendem a ser menores, entre 80 e
100 metros quadrados”.

Os bairros residenciais dos EUA têm um aspecto muito linear,
organizado, com prédios residenciais baixos e as casas com terrenos
mais amplos do que no Brasil, por uma cultura que liga o “morar bem”
com viver perto do verde. “A divisão entre os terrenos é menos brutal
que no Brasil, sem muros ou grades. Esse conservadorismo muda um pouco,
em alguns estados como Califórnia, Arizona e Flórida, onde houve a
maior especulação imobiliária e a crise está mais intensa hoje, há uma
arquitetura um pouco mais solta e talvez mais criativa.”

Lofts

Esses imóveis que surgiram na década 1970 nas cidades do norte do
país, principalmente em Nova Iorque, com o aproveitamento dos grandes
barracões industriais como residências permanecem um fenômeno
imobiliário até hoje. “Eles têm essa fama de um imóvel moderno,
transado, são muito procurados, mas pouco funcionais. Além dos imóveis
antigos que foram adaptados para serem residências, foram construídos
novos imóveis inspirados nesse aproveitamento e que resultam em uma
distribuição de espaço estranha. São apartamentos grandes, como os de
subúrbio, de 120 metros quadrados.”








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