Cresce o interesse por cotas de fundos imobiliários

29 05 2009

(Agência Estado) – 05/09

Com Selic em queda, aplicação é alternativa à renda fixa, combinando retorno atraente e previsibilidade nos ganhos

A queda na taxa Selic promete colocar de pernas para o ar o modo como os brasileiros lidam com as suas reservas de longo prazo. Rendimentos apetitosos em relação à inflação, a que tantos investidores se acostumaram ao longo de anos, são uma facilidade prestes a desaparecer no horizonte da Selic de um dígito. Ao mesmo tempo, muitos investidores, especialmente os pequenos que amargaram fortes perdas na Bolsa em 2008, ainda demonstram receio em elevar sua fatia de risco em renda variável. Nesse contexto, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são uma opção que reúne características híbridas para os mais cautelosos, hoje insatisfeitos com os ganhos da renda fixa, mas ainda indispostos a se expor de peito aberto à Bolsa.

“No fundo imobiliário, os dividendos recebidos pelo cotista correspondem à receita de aluguéis do empreendimento ao qual está vinculado que, naturalmente, varia ao longo do tempo”, explica o diretor de FIIs da Rio Bravo Investimentos, Martim Fass, que mantém em seu portfólio fundos como o do Pátio Higienópolis, lançado há nove anos, quando o shopping de mesmo nome estava em fase final de construção em São Paulo.

clip_image001_0002Assim como a caderneta de poupança, os fundos imobiliários – também percebidos como instrumento de preservação, não de expansão do patrimônio – têm a vantagem da isenção de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que possuam pelo menos 50 cotistas, sejam negociados na Bolsa e que o investidor tenha, no máximo, 10% das cotas. Hoje, existem 27 fundos com cotas negociadas na Bolsa, dos quais 18 apresentam liquidez, segundo Fass.

Além da possibilidade de isenção de Imposto de Renda, a queda da taxa Selic reforça o poder de atração desses fundos junto a investidores focados na previsibilidade de rendimentos, afirma Rodrigo Machado, diretor da Brazilian Mortgages, empresa especializada na administração e estruturação de FIIs. Os contratos de aluguel costumam ser reajustados pelo IGP-M e a distribuição entre os investidores é proporcional ao número de cotas. Os rendimentos costumam ser pagos mensalmente – a regulamentação estabelece o semestre como prazo máximo para depósito.

Segundo Machado, atualmente os fundos que oferecem as melhores rentabilidades têm mais investidores dispostos a comprar cotas de seus empreendimentos do que oferta desses papéis no mercado secundário. No fundo Pátio Higienópolis, por exemplo, apenas 3% das cotas mudaram de mãos nos últimos 12 meses – nos fundos com mais negociações, esse porcentual pode chegar a 20%. O resultado é que, nos fundos mais competitivos, o prêmio pago pela aquisição das cotas ficou mais caro quando o papel é transferido de um investidor para outro.

No fundo Almirante Barroso, vinculado a um edifício comercial alugado para a Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro, a cota foi lançada em 2003 por R$ 1 mil e rentabilidade de 1,51% ao mês. Hoje, a mais recente oferta de compra foi registrada por R$ 1.998,00, com rentabilidade mensal de 0,76%. “Mesmo com o aumento do prêmio, é difícil encontrar quem queira vender”, diz Machado. Vale lembrar que, na venda da cota, existe tributação de IR equivalente a 20% do ganho de capital, independentemente da participação que o cotista tenha no fundo.

Investidor satisfeito
“Continuo comprando cotas dos cinco fundos em que tenho participação. É um excelente negócio, não apenas pelos rendimentos que proporciona, mas também para ampliar o capital investido”, diz o investidor Rubens Malta Campos, que vem conseguindo rentabilidades de 1,4% a 1,6% ao mês, isentas de IR, e em um de seus fundos viu o valor da cota triplicar desde a emissão inicial. “O fundamental é escolher bem e comprar sempre que possível”, ensina.

É importante lembrar também que a taxa interna de retorno (um cálculo que ajuda a identificar o custo de oportunidade do investimento) varia conforme o momento de ingresso no fundo. Assim, convivem, lado a lado, participantes mais antigos, que encontraram taxas mais elevadas pelo valor investido por cota, e investidores mais recentes, que podem ter desembolsado mais em troca de um rendimento unitário menor – de qualquer forma, é preciso ter em mente o valor real investido, não o nominal, o que envolve o efeito da inflação.

Rentabilidade de FIIs

Rentabilidade de FIIs

No fundo Europar, que reúne seis imóveis de logística no Rio e em São Paulo, a cota foi lançada há cinco anos por R$ 100. Hoje, é negociada a R$ 174, com rentabilidade de 0,78% ao mês, líquida de IR. “Se considerar o CDI hoje a 0,84% ao mês, e colocar a alíquota mínima de 15%, o rendimento líquido fica em 0,71%. E essa diferença tende a aumentar à medida que a Selic for cortada”, diz Josilda de Oliveira, gestora do Europar, o fundo imobiliário administrado pelo Banco Banif.

No momento, a instituição estuda uma nova emissão do fundo, de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões, que ainda precisa ser submetida à assembleia de cotistas e autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Estamos analisando novos ativos”, diz Josilda.

Fundos de incorporação
Os fundos variam não apenas conforme a natureza dos ativos – galpões, hospitais, hotéis, torres de escritório ou shoppings – mas também ao estágio de desenvolvimento do negócio. No caso dos fundos de incorporação, relacionados à construção de empreendimentos, a taxa de juros oferecida ao investidor na emissão inicial costuma oferecer um prêmio mais atraente, em razão de as incertezas serem bem superiores aos dos chamados fundos de renda, no qual o empreendimento pronto já produz receitas.

“O lançamento de fundos de incorporação costuma se destinar a investidores qualificados, que têm mais informação e compreendem melhor os riscos envolvidos, não desprezíveis, como a possibilidade de atraso nas obras ou mesmo de o projeto não obter todas as licenças ambientais”, diz Fass, da Rio Bravo.

Nos fundos de renda, por outro lado, os riscos são os de inadimplência ou de uma taxa de vacância que afete a rentabilidade do imóvel ao longo do tempo. Nessas hipóteses, fundos associados a shoppings oferecem risco potencialmente menor, pela pulverização das fontes pagadoras, se comparados, por exemplo, a um prédio comercial que esteja alugado apenas a uma empresa – embora, neste caso, os contratos costumem ser de longo prazo, o que também mitiga o risco de vacância.

O administrador é obrigado a distribuir, no mínimo, 95% do fluxo de caixa do empreendimento – o restante é usado para compor fundos de reserva, cobertura de despesas de manutenção e remuneração do administrador. No caso de shoppings, por exemplo, os contratos de aluguel costumam estabelecer um determinado valor mensal, acrescido de um percentual do desempenho das vendas em datas especiais, como Dia das Mães e Natal – neste último caso, a diferença é tão significativa que chega a representar um aluguel a mais.





Chuveiro elétrico é mais econômico

28 05 2009

(Gazeta do Povo) – 24/05/09

Resultado parcial de um estudo feito pela USP mostra qual o tipo de banho tem menor custo

O chuveiro elétrico, ao lado do sistema híbrido de aquecimento de água (que utiliza coletores solares de baixo custo e o chuveiro elétrico) são as opções mais econômicas para o banho. A constatação foi feita por uma pesquisa do Centro Internacional em Reuso da Água (Cirra), entidade vinculada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), quando levado em consideração o gasto com energia elétrica, água ou gás.

Resultados dos primeiros três meses da pesquisa, que será concluída em um ano, mostram que um banho de oito minutos com chuveiro elétrico custa R$ 0,22 contra R$ 0,35 do sistema solar, R$ 0,58 do sistema a gás e R$ 0,78 do aquecedor de acumulação elétrico (boiler). O sistema híbrido foi o único sistema que teve custo de insumo igual ao do chuveiro elétrico.

O coordenador do Cirra, Ivanildo Hespanhol, professor titular da USP responsável pela pesquisa, explica que os resultados dependem de condições atmosféricas. “A pesquisa termina só em janeiro de 2010. Temos outras metologias para ser colocadas em prática daqui para a frente. Acredito que o sistema híbrido possa dar uma diferença significativa por conta dos meses de inverno”, diz.

Comparativo do custo de sistemas de aquecimento de água

Comparativo do custo de sistemas de aquecimento de água

Para a realização do estudo um banheiro antigo foi reformado na sede da Escola Politécnica da USP, onde foram instalados cinco tipos de sistema de aquecimento de água. Durante um ano 30 voluntários tomarão banho no local e serão monitorados por sistemas digitais para a verificação de qual é o sistema mais econômico.

Por enquanto, se além dos insumos for considerado o custo de capital e de instalação, o chuveiro elétrico simples é a opção mais barata, com custo total de R$ 31, contra R$ 4.045 do solar, R$ 945 do sistema de aquecimento a gás, R$ 888 do híbrido e R$ 1.855 do boiler. “Não tinha muita esperança que o chuveiro elétrico fosse resultar na opção mais econômica. Sempre foi considerado vilão por conta do consumo de energia”, afirma Hespanhol.

Mas a profissional de educação física Renata Perucci, 29 anos, observou que os gastos mensais com insumos na casa da família de seu namorado eram menores do que em sua casa. O motivo, na opinião dela, seria o chuveiro a gás, que havia sido substituído por um elétrico na outra família. A observação levou Renata a propor um desafio para a sua mãe, a secretária Rosemary, 53 anos. A família decidiu instalar um chuveiro elétrico em casa. Durante um mês, todos na casa só tomavam banho no chuveiro elétrico e depois o mesmo foi feito no chuveiro a gás.

O resultado da experiência ainda é contestado por mãe e filha. Renata, que é responsável pelo pagamento da conta do condomínio, onde entra o consumo mensal de gás, diz que a conta diminuiu quando houve a troca pelo chuveiro elétrico. “O chuveiro a gás é um luxo da minha mãe. Eu e minha irmã continuamos tomando banho no chuveiro elétrico, que fica no banheiro social da casa”, diz. Já a mãe Rosemary ainda acha que o gasto com o chuveiro a gás é menor. “Temos de considerar não só o chuveiro, mas torneiras e outras instalações em casa”, afirma.

Outro dado que está sendo avaliado pela pesquisa é a perda de água que se dá entre o aquecedor e o ponto de uso quando o chuveiro está parado. Nesse caso a perda do chuveiro elétrico é zero, enquanto os demais sistemas perdem até 5 litros de água por banho, o que pode gerar um desperdício de 20 litros de água por dia, se for considerada uma família com quatro pessoas. “O uso e reuso da água têm de ser valorizado pela sociedade”, diz o professor.





Rossi e Odebrecht criam novas marcas para a baixa renda

27 05 2009

(PiniWeb) – 27/05/2009

Empresas vão construir imóveis a partir de R$ 42 mil para atender o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida

De olho nas oportunidades após a criação do pacote habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, as construtoras Rossi e Odebrecht lançaram, respectivamente, as marcas Rossi Ideal e Odebrecht Realizações Imobiliárias para construir habitações para famílias com renda entre zero a dez salários mínimos.

A Rossi Ideal vai lançar imóveis a partir de R$ 42 mil nas cinco regiões do Brasil. Apesar de atender todas as faixas do pacote, o foco da marca será principalmente as famílias com renda entre três e seis salários mínimos. A expectativa da Rossi é que somente a marca para baixa renda represente cerca de 70% dos lançamentos da companhia em 2009, o que significa a criação de 13 mil a 15 mil unidades para este segmento.

Já a Odebrecht Realizações Imobiliárias vai substituir a antiga Odebrecht Empreendimentos Imobiliários para dar mais foco ao segmento econômico. A nova marca, porém, ao contrário da Rossi Ideal, também vai investir em empreendimentos de médio e alto padrão fora do “Minha Casa, Minha Vida”. O plano da companhia é atingir, em 2009, um faturamento de R$ 600 milhões com a Odebrecht Realizações, em comparação aos R$ 350 milhões registrados no ano passado.

Além dos imóveis para a baixa renda da nova marca, a Odebrecht ainda vai aumentar o investimento no Bairro Novo, braço imobiliário que também atua no segmento econômico. A perspectiva é de que até 2010 a fatia de faturamento da construtora nas receitas da Odebrecht suba dos atuais 30% para 50%.





Obra segura(da)

25 05 2009

(Construção Mercado) – 05/09

Falta de cultura na contratação das apólices e fornecimento de informações incompletas pelas construtoras emperram deslanche de obras seguradas

Danos em consequência de erro de projeto, despesas extraordinárias e transtornos com desentulho da obra não são incidentes raros no canteiro. Mas contra eles existe cobertura: é o chamado risco de engenharia, mais conhecido como seguro de obra. O produto cobre riscos de acidentes de origem súbita e imprevista e todos os prejuízos que o segurado venha a ter (exceto os que estão excluídos da apólice) incluindo contratempos de perdas e danos a obras civis em construção; transtornos na instalação e montagem de máquinas ou estruturas; quebra de máquinas e de equipamentos eletrônicos móveis e estacionários, além de coberturas opcionais (como reposição de ferramentas de pequeno porte) e gastos com desentulho de obra.

Apesar da amplitude da cobertura, ainda é restrito o número de projetos segurados no Brasil. O motivo, na opinião dos profissionais consultados, é a ausência da cultura de contratação. Construtores reivindicam maior clareza sobre os itens cobertos e descritos nas cláusulas contratuais, que apresentariam, muitas vezes, cobrança dobrada de coberturas semelhantes ou idênticas. Já as seguradoras advertem que apenas com informações completas sobre a obra a ser segurada é possível eliminar incertezas e oferecer um perfeito entendimento dos riscos.

Aliás, é no detalhamento de dados sobre o empreendimento que reside também a principal estratégia de barateamento do valor do seguro. Por isso, é já durante o desenvolvimento do projeto que a construtora pode, se contratar o produto, identificar metodologias construtivas que ofereçam maiores garantias à seguradora e, consequentemente, reduzir o preço da apólice. Em suma: quanto mais informações a seguradora tiver, mais condições terá de reduzir o valor do prêmio.

Gerenciador de riscos
De acordo com Ubiratan Raphael, coordenador do departamento jurídico da Método Engenharia, um dos maiores entraves na hora de contratar as apólices é a falta de clareza sobre as modalidades e as suas respectivas coberturas existentes no mercado. “As contratações ainda são muito amadoras”, observa.

Para evitar problemas, dez entre dez especialistas recomendam que o construtor conte com um corretor especializado nesse tipo de apólice, antes de contratar o seguro. “A figura do corretor especializado contribui para que todos os riscos sejam abarcados nas apólices. Esse profissional conhece as especificidades desse setor e é apto a orientar corretamente o segurado com relação aos riscos expostos, além de realizar a cotação das apólices junto às seguradoras”, lembra Foccacia. Outro papel do corretor, segundo o diretor, é identificar riscos do tipo “incêndio de caixa d’água”, ou seja, aqueles que encarecem o prêmio, mas são absolutamente desnecessários.

Raphael lembra, no entanto, que, embora seja fundamental, o construtor ainda delega responsabilidades demais ao corretor. “Imputamos toda responsabilidade a alguém de fora da empresa, o que não deveria acontecer”, acredita.

De fato, ainda não existe dentro das empresas a figura do gerenciador de riscos. Quem acaba assumindo a responsabilidade pela contratação dos seguros são os departamentos financeiros das empresas. Mas, segundo Raphael, deixar essa tarefa exclusivamente na mão desses profissionais não é a melhor saída. O ideal é que ela seja compartilhada também com a área de projetos. “Os profissionais da área financeira não estão na obra, não conhecem de perto a natureza desse negócio e os riscos envolvidos. Eles devem apenas analisar os custos da contratação com base nas informações passadas pelos projetistas”, observa.

Checklist

  • O seguro deve constar como item básico nas planilhas de orçamento.
  • Antes de contratá-lo, conte com um corretor especializado em seguros de risco de engenharia.
  • Na hora de fechar o negócio, busque informações sobre as seguradoras. O mesmo vale para os corretores.
  • Abasteça a seguradora com o maior número possível de informações. Quanto mais dados ela tiver em mãos, maiores serão as chances de redução do valor do prêmio a ser pago.
  • Muito importante: não transfira a responsabilidade de contratação dos seguros para empreiteiros e subempreiteiros. Em caso de sinistros, a responsabilidade é do principal. Cabe a ele se responsabilizar por todos os seguros.

ENTREVISTA – Walter Polido
Prêmios x sinistralidade

Por que as taxas dos seguros de Responsabilidade Civil Geral e Riscos de Obras são mais caras no Brasil do que no exterior?
Simples: contrata-se muito mais seguro no exterior do que no Brasil. A atividade é movida pelo mutualismo e, então, quanto mais seguro houver, maior será a possibilidade do custo do prêmio baratear. É assim que funciona, no mundo todo. No Brasil, só contrata seguro quem tem risco mais agravado ou mais exposto. Portanto, a massa de prêmio é muito menor e o segurador fica muito mais exposto aos sinistros e ao consequente pagamento de indenizações. Essa equação nem sempre é visualizada e tampouco comentada abertamente. Além disso, os seguros de responsabilidade civil no Brasil ainda não são largamente contratados e por isso também são mais caros, até porque na área da construção civil a sinistralidade é acentuada.

Com a abertura do mercado e com o fim do monopólio do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) essas taxas tenderão a cair?
A abertura do mercado de resseguro, iniciado em abril de 2008, propicia maior competitividade, não há dúvida. Mas nem todos os preços encontrados lá fora poderão ser internalizados aqui. As grandes obras de engenharia sempre foram objeto de retrocessões do “IRB-Brasil Re” ao mercado externo e, assim sendo, já apresentam cotações internacionais. Se há margem para os custos diminuírem, é o que veremos ao longo do processo de estabilização da abertura desse mercado.

Os resseguradores fazem negócios apenas para grandes obras de infraestrutura ou também para pequenas e médias construtoras e empreiteiras?
Os resseguradores fazem negócios com as seguradoras que operam em seguros de riscos de engenharia em todos os níveis. Há contratos de resseguro para carteiras inteiras, ou seja, abrangendo toda a produção de uma seguradora naquele ramo, não importando restrições ao tamanho ou volume da obra. Mas somente as obras de grande porte são objeto de resseguro facultativo, ou seja, negociação caso a caso. É do interesse do ressegurador participar em contratos de carteiras, até mesmo para alavancar a produção de prêmio, tão necessária para a assunção de grandes riscos.

Conheça os principais seguros

Risco de Engenharia: também conhecido como seguro de obra, é o mais difundido no setor. Cobre riscos de perdas e danos a obras civis em construção, instalação e montagem de máquinas ou estruturas. Oferece ainda uma série de coberturas opcionais como de ferramentas de pequeno porte, despesas com desentulho da obra, equipamentos móveis e estacionários, entre outras.

Responsabilidade Civil Geral: contratado, muitas vezes, conjuntamente com os de Riscos de Engenharia, cobre lesões corporais ou danos materiais a terceiros causados pelo segurado. Um caso típico que pode ser indenizado são os danos a uma residência vizinha à obra, causados pela cravação de uma estaca.

Seguro-Garantia: é a modalidade mais complexa das três e funciona como uma fiança bancária. Seu objetivo é garantir o fiel cumprimento de uma obrigação contratual. Caso o contrato seja desonrado, a empresa contratante é indenizada pela seguradora. É um seguro muitas vezes exigido por grandes empresas aos prestadores de serviços.

Mesa-redonda

Como foi o desempenho do mercado de seguros de engenharia em 2008? Quais são os perfis de obras mais demandadas?

Alexandro B. Sanxes – Tivemos um desempenho excelente, com crescimento de 170% motivado pela divulgação e marketing do produto junto ao Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e às associações de engenharia. Devemos dar continuidade a esse trabalho em 2009.
É muito comum assegurar grandes obras, até por uma obrigação contratual. Porém, percebemos que as pequenas e médias obras também estão se preocupando em contratar o seguro como ferramenta de gestão do risco.

Paulo Kalassa – Tivemos um crescimento da ordem de 300%, não em volume de prêmios e, sim, em número de negócios. Esse aumento se deve aos vários pequenos negócios, feitos dia após dia, visitando empresas para explicar como funcionam esses seguros. Há construtoras de pequeno e médio porte construindo prédios de R$ 10 milhões que não contratam o seguro de risco de engenharia. Estamos fazendo um trabalho de base, com apoio das seguradoras, e contamos com um portal chamado “Seguro Construção”, especializado em atender o mercado de obras de até R$ 50 milhões.

André Dabus – A grande maioria dos corretores de seguros ainda dedica-se a produtos de massa, conhecidos como seguros de prateleiras. Quando se trata de produtos especializados, como é o caso do seguro de risco de engenharia, percebe-se um distanciamento e até um desinteresse por parte desses profissionais em entender a dinâmica do processo. As seguradoras especializadas já criaram instrumentos de apoio para que os corretores tenham condições de orientar os clientes. Também foram criados produtos específicos para obras de pequeno e médio porte (até R$ 30 milhões). Mas ainda é um desafio para nós, corretoras, manter a classe focada em riscos diferenciados que envolvem um conhecimento maior do que aquele requerido para seguros de automóveis, por exemplo.

Marcelo de Sant’Ana – Fizemos um levantamento no Sul do País e em São Paulo junto ao Crea, cruzando dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e verificamos que em torno de 10% das obras estavam seguradas. Isso dá um panorama do campo que temos pela frente. Percebe-se que há falta de informação e que, portanto, temos que disseminar a cultura de contratação de seguros.

Luiz Paulo Lucanchuc Ribeiro – Hoje, para liberar financiamentos, muitos bancos estão exigindo o seguro de risco de engenharia. No passado, os departamentos de crédito imobiliário tinham uma visão errada dos seguros habitacional e de risco de engenharia. Os bancos perceberam que o seguro que vendiam junto com o financiamento não garantiam a fase de execução da obra.

As incorporadoras que abriram capital na Bolsa estão exigindo que os terceirizados estejam segurados?

Ribeiro - Quem contrata os seguros das obras de clientes nossos como a Even e a Klabin Segall, por exemplo, são elas próprias, as incorporadoras, e não as construtoras.

Octavio Luiz Bromatti – O contratante exige a responsabilidade do seguro, por parte do contratado. E no contrato já está explícito quais são os direitos e deveres de cada parte. O problema são as pequenas e médias que não dependem de financiamento ou daquelas que se “autocapitalizam”, que podem estar mais suscetíveis a correr riscos.

Dabus - Falta cultura. As escolas de arquitetura e de engenharia não têm nenhuma matéria que trata dessa questão. Só quando o profissional entra na obra e começa a desenvolver seu trabalho é que se pensa se o seguro foi ou não feito. E é aí que começa a correria e, consequentemente, os erros de definições. Pensa-se sobre todos os projetos envolvidos, mas não se pensa sobre o risco em si.

Qual é o momento correto para procurar o corretor?

Dabus - Durante o desenvolvimento do projeto, momento em que é possível analisar metodologias construtivas que podem oferecer um conforto maior para a seguradora aceitar o risco.

Bromatti - Na hora em que a seguradora vai taxar o risco, leva em conta características dos métodos construtivos usados. Muitas vezes, mudando o detalhamento técnico do projeto, é possível economizar no seguro. Ou, por outro lado, agravá-lo. Assim, antes de passar para a fase de implantação, aciona-se o corretor e a seguradora para elaborar o melhor seguro com base no projeto já existente.

Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelos construtores?

Vera Carvalho Pinto – Durante encontros realizados com os membros do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP [Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo] pude perceber que a principal reclamação é a falta de clareza no clausulado. O clausulado de risco de engenharia, comparado com outros, deixa muito a desejar. Em virtude dessa falta de clareza, há uma desconfiança muito grande de quem está contratando. As seguradoras devem aprimorar esses clausulados. Durante um bom tempo o mercado construtor ficou sem contratar. Isso sem contar com o monopólio do IRB Brasil Re, que durou muito tempo. Quando precisávamos de uma aprovação para qualquer alteração no clausulado, tínhamos de nos submeter à aprovação da entidade. Acredito que estamos em um bom momento para fazer essas mudanças.

Bromatti - As seguradoras estavam amarradas ao IRB [Instituto de Resseguros do Brasil]. Com a abertura de mercado, isso está mudando. As seguradoras buscam clausulados mais criativos, ousados e claros, mas sempre aprovados pela Susep. Independentemente dessas amarras, essa reclamação da falta de clareza é decorrente da falta de explicação aos clientes sobre a amplitude das coberturas. O construtor compra o seguro sem saber, na sua totalidade, no que ele está garantido ou não.

Sanxes - A abertura de mercado foi ótima, pois o IBR [Instituto Brasileiro de Resseguros], além de ser um ressegurador, controlava o clausulado. Hoje, algumas seguradoras têm clausulado próprio. O conceito básico é o mesmo. Mas é possível colocar o ponto de vista do cliente. Esse trabalho já está ocorrendo e facilitará muito para todos.
E quais são os principais gargalos em relação ao clausulado?

Dabus - Para esse mercado de obras de valores menores, a leitura das apólices é desanimadora. Primeiro: lê-se erro de projeto quando, na verdade, deveria se ler acidente decorrente de erro de projeto. Isso gera várias interpretações. Segundo: se esse é um mercado em potencial, por que não fazer um clausulado estandarte, em português e não em “segurês”? Nós, corretores, também precisamos pressionar as seguradoras a desenvolverem um produto simples.

Ribeiro - Depois da abertura de mercado, o Unibanco preocupou-se em rever todos os clausulados. Também tivemos problemas de interpretação de cláusulas, o que causava um desgaste para todos, sobretudo, para os clientes. Muitas vezes, a pessoa que contrata não está no dia-a-dia da obra, não se envolve com todos os problemas que aparecem no canteiro. Por isso estamos desenvolvendo treinamentos e fazendo palestras para passar esse conhecimento aos engenheiros.

Quais são os principais erros das construtoras e incorporadoras na hora de contratar seguros?

Vera - Eles deixam a contratação do seguro para última hora. Acho que seria importante que as seguradoras fizessem um guia para atendê-los, mostrando o que é preciso contratar em cada momento da obra. No melhor dos mundos, seria ideal que houvesse, dentro das construtoras, um gerenciador de riscos. Se não for possível, que haja alguém comprometido e que consiga acompanhar esse checklist do que ele precisa contratar.

Onde começa a responsabilidade do construtor e onde começa a do empreiteiro e a do subempreiteiro?

Vera - Outro ponto que surgiu durante essa conversa com o SindusCon-SP foram as “sombras” nas apólices, expressão usada pelos construtores para designar a intersecção de apólices cobrindo o mesmo risco ou parte do mesmo risco e, ao mesmo tempo, uma falta de cobertura para outros. E aqui nasce uma necessidade de orientá-los sobre o que se deve contratar, até para baratear a apólice, e em que momento. É necessário que haja uma organização com relação às parcerias que serão feitas e que se determine qual a responsabilidade de cada parte. Nesse sentido, reitero que é um mercado superfértil para ser aprimorado.

Bromatti - Quanto mais apólices se difundir no canteiro, mais caro ele fica. O que a boa prática nos ensina é: a construtora principal tem a corresponsabilidade. O fato de se contratar subempreiteiros, por exemplo, não exime o construtor da responsabilidade. Já que a lei diz isso, cabe a ele se responsabilizar por todos os seguros. Se ele incluir uma única apólice colocando todos os subempreiteiros e terceirizados como cossegurados, não terá problemas. Um subempreiteiro pode causar um dano de milhões, mas não tem condições patrimoniais para comprar uma apólice que garanta o prejuízo sobre esse montante. Se for condenado, não pagará mais do que ele pode. O ideal é que o responsável pelo empreendimento se responsabilize pelo contrato. Essa é a melhor forma para evitar as tais “zonas cinzas”, nas quais não se sabe o que está ou não coberto.

É necessário indicar todos os subempreiteiros que estarão envolvidos em uma obra?

Bromatti - Geralmente se indica por número.
A seguradora vai taxar os riscos em função da quantidade de empreiteiros e subempreiteiros envolvidos dentro da obra. Nas pequenas obras, nas quais há um ou dois empreiteiros, temos um problema sério, pois a relação comercial entre eles e os subempreiteiros não é sequer oficializada por contratos. Nesses casos, o melhor é o dono da obra assumir a responsabilidade, pois em caso de sinistro a conta sobrará para o principal.

O que se pode fazer concretamente para não errar na contratação?

Dabus - Em primeiro lugar, é preciso contratar um corretor de confiança, tal como se faz com um advogado. Depois, em conjunto com o corretor, identificar os seguradores, também de confiança. Quando o seguro é bem contratado, dificilmente haverá reclamações.

E em relação às informações a serem transmitidas às seguradoras, quais são os principais pontos de atenção que os construtores devem ter?

Ribeiro - Eles devem apresentar as principais plantas, com a implantação, cortes e pavimento-tipo e o memorial descritivo do empreendimento. Mais importante do que um relatório de sondagem, é apresentar um laudo conclusivo assinado por um consultor de fundações, além de um cronograma físico-financeiro com quebras de valores (por meio do qual a seguradora irá analisar onde se concentra seu risco). Às vezes, a seguradora faz seguros mais caros porque não tem informações para analisar corretamente os riscos daquele empreendimento.

Bromatti - O primeiro passo é o esclarecimento das construtoras e incorporadoras. Isso não pode ser feito por uma única entidade. Deve ser um trabalho institucional. Há uma carência de informações para o pequeno e médio construtor. Precisamos criar uma cultura de seguros nesse mercado.

Vera - No SindusCon-SP, as construtoras se mostraram muito preocupadas com a questão. A tendência, espero, é que esse mercado melhore. Mas, na construção civil, há uma concorrência tão grande que é normal reduzir custos em cada item do projeto e, nesse momento, o seguro pode ficar comprometido. Em um mercado maduro, seria interessante que fosse incluído na lista do contratante o preço da apólice.

Na hora de contratar, como as construtoras poderiam reduzir os valores dos prêmios a serem pagos? O que elas devem apresentar às seguradoras para reduzir o risco dessas empresas frente às obras?

Maurício Andrade – As seguradoras precisam enxergar o que estão fazendo. Quanto mais formal e claro for o risco coberto, mais fácil será o processo de precificação. Precisamos entender o que acontece no segmento de obras menores, não tão bem planejadas. Talvez o Sinduscon pudesse fazer contratos-padrão para que os pequenos empreiteiros conseguissem se relacionar de um modo mais formal com os construtores. Se a relação ficar mais clara, a seguradora poderá fazer melhores contratos para atendê-los.

Bromatti - A questão não é reduzir os prêmios. O custo do seguro em relação a uma obra tem de ser justo. Acho que o ponto principal é: quais seriam as atitudes ou providências que o construtor ou incorporador devem tomar para que tenham o custo de seguro mais justo? O cálculo do prêmio do seguro é feito com base no nível de informação que a seguradora tem. Com essas informações em mãos, elimina-se o grau de incerteza e passa-se a ter um perfeito entendimento do risco. Toda a nebulosidade desaparece e, dessa forma, é possível ter um preço justo. O contratante do seguro deve ter a percepção que a seguradora é parceira dele no negócio. Quando ela emite uma apólice, passa a ser sócia naquele negócio. Não é de seu interesse que haja um sinistro. Ela compra o risco, mas está lá para ajudá-lo.

Sanxes - Na Tokio Marine, quando o cliente transmite informações insuficientes, a equipe vai à obra para buscar qualidade de informação antes de fazer a cotação. Não temos o objetivo de ficar simplesmente negando ou agravando o prêmio. Temos de criar dispositivos de pró-atividade para trazer o negócio à companhia. Temos um clausulado diferente. Fizemos um trabalho com o Crea e com o Sinduscon para facilitar o preenchimento da ficha de informação.

Ribeiro - O prêmio está muito ligado ao que o segurado quer que seja garantido. O RC (riscos de construção) de uma seguradora pode variar até 100% do de outra. O seguro de risco de engenharia estava, há três anos, com taxas muito mais altas do que está hoje. Isso porque a gama de cobertura, no passado, era muito maior. A construtora não está preocupada com o que será garantido, mas só com o valor do prêmio. Ela só se preocupa quando há um sinistro.

Como comparar as apólices de seguros? Quais pontos, além dos preços, devem ser vistos?

Sanxes – Um aspecto que ninguém analisa é o custo de seguro por cada apartamento. Muitas construtoras utilizam o seguro como ferramenta de gestão. A cultura de construção que vem se propagando nos grandes centros urbanos baseia-se nesse diferencial de vendas. Na hora de cotar, é importante ver os capitais de importância segurada e as coberturas que há. Quais os riscos para um empreendimento dentro de um centro urbano e outro a ser construído no meio do mato? O dimensionamento vai fazer a diferença no custo do seguro.

Teruo Hiramatsu - O segurado sempre quer um prêmio e franquia menores. Com relação à franquia, deve-se deixar claro para o segurado o quanto ele pode arcar com as despesas para que ele possa mensurá-la melhor. Ao estabelecer uma franquia mais alta, ele mostra para a seguradora que tem capacidade de fazer o que faz. Para sua imagem, essa atitude é muito positiva frente à seguradora.





Foco comercial no São Francisco

23 05 2009

(Gazeta do Povo) – 17/05/09

Na região do Centro Histórico, o perfil imobiliário da Rua do Rosário está voltado para o comércio, com apenas dois prédios residenciais

Rua do Rosário: pouco sobrou da arquitetura do período colonial

Rua do Rosário: pouco sobrou da arquitetura do período colonial

A Rua do Rosário compreende duas quadras no Centro Histórico de Curitiba, no bairro São Francisco. É uma das poucas ruas na região que não perdeu o nome que data do século 19. “A população nomeava as vias de acordo com os prédios da região. Neste caso, a rua liga a praça principal da cidade à Igreja do Rosário”, lembra o professor de História da Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Claudio Maiolino.

Na avaliação do professor, pouco sobrou da arquitetura do período colonial e eclético (fim do século 19 e início do 20). “Em meados do século 19, havia casas coloniais baixas, mas esses edifícios foram substituídos por edificações modernas. Os mais antigos que encontramos hoje são da década de 1940”, diz. Um dos exemplos é o prédio no número 147, onde funcionava o Colégio da Divina Providência e que hoje abriga um campus do grupo educacional Uninter.

Saiba mais sobre a Rua do RosarioO perfil imobiliário da rua é essencialmente comercial, com apenas dois prédios residenciais. A única opção de locação na via é de quartos em uma casa, no número 187. Os quartos são individuais, com banheiro coletivo e o preço é de R$ 250. O contato deve ser feito no local, diretamente com o proprietário do imóvel.

Lino Moser, gerente de locação da imobiliária Razão, explica que imóveis disponíveis nesta região da cidade são rapidamente alugados. “Há um prédio residencial na esquina com a Augusto Stelfeld no qual temos três apartamentos alugados. Quando um fica vago, costumamos locar em uma ou duas semanas”, diz.

O preço de locação fica entre R$ 10 e R$ 12 o metro quadrado, para imóveis residenciais ou pontos comerciais de sobreloja. Os comerciais no térreo têm preço até quatro vezes maior.

Quando há imóveis à venda na Rua do Rosário os principais interessados são investidores que pretendem locar os pontos comerciais. O metro quadrado é comercializado por R$ 1,2 e R$ 1,3 mil, segundo o gerente de vendas da Cilar Imóveis, Alexandre Brum. “Os proprietários tentam valorizar o ponto que, indiscutivelmente, é muito bom, mas a idade dos imóveis acaba jogando o preço para baixo”, argumenta Brum, lembrando que boa parte das construções da rua tem mais de 30 anos.





Segurança como prioridade

23 05 2009

(Gazeta do Povo) – 17/05/09

Neu Haus é o primeiro empreendimento da incorporadora Neubau em Curitiba

Neu Haus: oito pavimentos e 25 apartamentos

Neu Haus: oito pavimentos e 25 apartamentos

O bairro Água Verde foi o escolhido pela incorporadora Neubau para construir o empreendimento de estreia na cidade, Neu Haus. O condomínio, de alto padrão (aproximadamente R$ 2,2 mil o metro quadrado), está em construção na esquina da Rua Saint Hilaire com a Brasílio Itiberê. Uma das vistas do imóvel será a via rápida que liga o bairro Portão ao Centro de Curitiba.

O projeto arquitetônico, assinado por Flávio Schiavon, tem linhas fortes e simples, inspiradas na tecnologia. O prédio terá oito pavimentos e um total de 25 apartamentos, sendo seis com dois quartos, 97 metros quadrados de área privativa e preço inicial de R$ 364 mil e 16 apartamentos com três quartos, que possuem plantas variáveis.

“São duas plantas diferentes de três quartos e ainda há opção de apartamentos duplex”, diz Jaime Nissel, diretor da incorporadora. Os tamanhos dos apartamentos de três quartos variam entre 117 e 132 metros quadrados de área privativa e preço a partir de R$ 513 mil.

Completam o prédio três coberturas com quatro dormitórios e plantas de diferentes tamanhos entre 162 e 183 metros de área privativa. As coberturas têm quatro, três ou duas suítes e preços a partir de R$ 800 mil.

Personalização

Além das plantas padrão, a construtora oferece a opção aos compradores de personalizar os apartamentos. “Temos algumas opções de mudanças nas plantas que não geram custo extra para o comprador”, diz Nissel.

A segurança foi eleita como item principal pela incorporadora. Todos os apartamentos terão fechadura digital instalada na porta de entrada. “A pessoa terá a opção de usar a chave normal, cadastrar as digitais dos moradores ou senhas para que a porta abra”, explica Nissel.

Para o lazer, os moradores terão disponíveis salão de festas, sala de cinema, ofurô, sala de massagem, fitness e espaço criança. Apenas o hall e o ofurô serão entregues equipados e decorados, as demais áreas de lazer ficarão a cargo dos condôminos.

A construção do empreendimento será feita pela Avantti Construtora e a comercialização pela Imobiliária Thá.

Perfil

Infraestrutura: Área comum com salão de festas, cinema, ofurô, sala de massagem, fitness e espaço criança. Os apartamentos terão fechaduras digitais.

Preço: A partir de R$ 364 mil os apartamentos de dois dormitórios e R$ 513 mil os de três quartos.

Pagamento: 50% até a entrega das chaves e o restante financiado.

Entrega: Julho de 2010.

Endereço: Saint Hilaire, 739, Água Verde.

Plantão: No local e pelo telefone (41) 3342-0045.

Informações pelo site www.residencialneuhaus.com.br

Registro de incorporação: Matrícula 83.876 do Registro de Imoveis da 6ª Circunscrição de Curitiba.





Rossi lança bairro planejado em Porto Alegre

23 05 2009

(Construção Mercado) – 14/05/09

Empresa investe R$ 500 milhões na construção de empreendimentos comerciais e residenciais em área de 282 mil m²

A Rossi Residencial vai investir cerca de R$ 500 milhões na construção de um conjunto de condomínios e prédios comerciais que formarão um bairro planejado na zona leste de Porto Alegre.

Central Parque - Rossi Residencial (Porto Alegre)

Central Parque - Rossi Residencial (Porto Alegre)

O empreendimento Central Parque ocupará um terreno de 282 mil m² e prevê, no total, 1.644 apartamentos, 40 casas, 23 lojas, 263 conjuntos comerciais, um apart-hotel com 56 unidades, um hotel com 150 quartos e um centro comercial. Serão, ao todo, sete quadras comerciais e residenciais.

Os primeiros empreendimentos lançados no bairro foram o Rossi Business Park e o Rossi Parque Ibirapuera. O primeiro projeto terá capacidade para mais de 260 escritórios, com salas comerciais modulares de 34 m² a 1.162 m². Já o segundo será composto de apartamentos com 130 a 200 m² e casas de 390 m² dentro de um mesmo condomínio.

Business Park (Rossi Residencial - Porto Alegre)

Business Park - Rossi Residencial (Porto Alegre)

Um centro comercial com serviços e lazer, um hotel e diversos condomínios residenciais completarão as outras cinco quadras do novo bairro. O prazo previsto para execução de toda a obra é de 10 anos.

O projeto de arquitetura do Central Parque é assinado pelo escritório Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados em parceria com o arquiteto José Antônio Jacovas. O paisagismo ficou por conta de Benedito Abbud.





Brascan vai concentrar seus investimentos em imóveis para a classe média

23 05 2009

(Construção Mercado) – 15/05/09

Empreendimentos de até R$ 500 mil foram responsáveis por quase 60% das vendas da incorporadora

A incorporadora Brascan anunciou que suas vendas contratadas atingiram R$ 306,5 milhões no primeiro trimestre de 2009, valor 28% superior ao mesmo período de 2008. A empresa lançou 903 unidades no primeiro trimestre, contra 568 do mesmo período de 2008. O segmento residencial foi responsável por 92,5% desse total, contabilizando R$ 283,6 milhões, contra R$ 208,4 milhões registrados no primeiro trimestre do ano passado.

Segundo Nicholas Reade, diretor presidente da Brascan, os segmentos residenciais médio e econômico foram responsáveis por 57,9% das vendas do período. “Neste ano, mais de 70% dos nossos lançamentos serão empreendimentos residenciais até R$ 500 mil, pois essa faixa foi beneficiada com o aumento do limite do financiamento imobiliário junto ao SFH (Sistema Financeiro da Habitação)”, revela Luiz Rogélio Tolosa, diretor executivo de Relações Institucionais e com Investidores da Companhia.

O executivo destaca ainda que as vendas contratadas de unidades residenciais com preço médio abaixo de R$ 500 mil apresentaram um crescimento de 150,3% na comparação entre os períodos. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro e a região Centro-Oeste foram responsáveis respectivamente por 49,9%, 14,1% e 36,1% das vendas contratadas da Brascan. “Consideramos esses mercados os mais estratégicos e por isso continuaremos focando neles”, diz Reade. A Companhia encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 15,2 milhões.





Construtoras recuperam desempenho na bolsa de valores

23 05 2009

(Construção Mercado) – 12/05/09

Pacote habitacional e flexibilização do crédito atraíram investidores estrangeiros

As ações de empresas da construção civil estão em alta na bolsa de valores. Segundo levantamento realizado neste ano com 35 empresas do setor pela consultoria Economática, 24 corporações apresentaram desempenho superior ao do Ibovespa (índice do mercado de ações da bolsa de valores de São Paulo) até o dia 7 de maio. O Imob, índice do setor imobiliário na Bovespa, registrou valorização de 79,09%, contra a média de 33,31% do Ibovespa.

A razão do cenário positivo para o setor seria a retomada de investimentos estrangeiros. Com a percepção de risco Brasil mais favorável e a diminuição da taxa de juros, essas ações, assim como o Ibovespa, ganharam espaço para manter a recuperação após a crise financeira. No entanto, a valorização do setor, acima da média, deve ser vista com cautela já que durante o período acentuado da crise as ações das empresas de construção se desvalorizaram muito mais que as dos demais setores.

O otimismo dos investidores está calcado nas perspectivas de alavancagem de negócios com o lançamento do pacote habitacional pelo governo, anunciado no final de março, e as iniciativas bancárias para o aumento do crédito.

Variação das ações do setor da construção civil

Variação das ações do setor da construção civil





Vendas de imóveis em São Paulo tiveram leve recuperação no primeiro trimestre

23 05 2009

(Construção Mercado) – 20/05/2009

Segundo balanço do Secovi-SP, foram comercializados 4,8 mil unidades no período. Com lançamento do “Minha Casa, Minha Vida”, vendas de moradias devem chegar a 29 mil

O primeiro trimestre de 2009 registrou uma leve recuperação no número de unidades habitacionais lançadas e vendidas em São Paulo. No total, a cidade teve o lançamento de 3,2 mil moradias e a comercialização de 4,8 mil imóveis. Isso é o que mostra o balanço do mercado imobiliário divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo) nesta quarta-feira (20).

O maior número de unidades vendidas em relação às lançadas indica a diminuição dos estoques de remanescentes das construtoras. “A velocidade de vendas sobre oferta dos últimos meses de 2008 foi muito baixa, o que criou os estoques de imóveis. Mas, o que se vê agora, é que está havendo um escoamento muito grande dessas unidades”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe e diretor executivo do sindicato.

Para a entidade, parte do aumento no número de vendas e lançamentos de imóveis se deve ao programa “Minha Casa, Minha Vida” que, mesmo anunciado no dia 25 de março, já era divulgado pela mídia desde o começo do ano, motivando e aquecendo a procura da população por imóveis. “A exposição gratuita do programa levou ao aumento do movimento nos plantões de vendas em todos os segmentos”, avalia Petrucci.

Apesar dos bons resultados, as 3,2 mil moradias lançadas nos primeiros três meses do ano ainda são poucas em comparação às 7 mil registradas no mesmo período de 2008. O ritmo de vendas, que atingiu média de 8% nos três primeiros meses de 2009, também é menor em relação aos 16,2% de 2007 e os 13,8% de 2008. No entanto, o Secovi-SP prefere comparar os dados de 2009 com o ano de 2006, já que, para a entidade, o ano passado e 2007 foram atípicos para a construção civil. “No primeiro trimestre de 2006, o volume de lançamentos residenciais foi de 2,7 mil unidades, 13% abaixo do resultado dos três primeiros meses de 2009″, ressalta Petrucci.

Segundo sondagem do Secovi-SP realizada no início de maio com empresas do setor, a expectativa é que aumente o número de vendas entre 20 e 25% em abril com relação a março. Já para o ano, a entidade acredita que serão lançadas 28 mil unidades e comercializadas 29 mil moradias na cidade de São Paulo.

Unidades vendidas x lançadas - município de São Paulo

Unidades vendidas x lançadas - município de São Paulo

Lançamentos Residenciais (trimestre) - município de São Paulo

Lançamentos Residenciais (trimestre) - município de São Paulo








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