De olho na Copa, Funcef promete investir no RS

22 06 2009

(Revista Amanhã) – 18/06/09

Depois de anunciar um aporte de quase R$ 80 milhões no Canoas Shopping, Jorge Arraes, diretor do fundo de pensão, lamenta restrição do CMN para investimentos imobiliários – mas confirma atenção especial ao estado

Jorge Arraes, diretor de participações imobiliárias da Funcef.

Jorge Arraes, diretor de participações imobiliárias da Funcef.

A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, anunciou nesta quinta-feira o aporte de quase R$ 80 milhões na expansão do Canoas Shopping. Dona de 72% do centro de compras localizado na região metropolitana de Porto Alegre, a Funcef também participa como sócia em outros 14 shoppings centers no Brasil. A presença no Rio Grande do Sul, aliás, era maior, até que vendeu suas ações no shopping Praia de Belas, de Porto Alegre, e no Novo Shopping, de Novo Hamburgo, para os sócios majoritários dos estabelecimentos – Grupo Iguatemi e Grupo Zaffari, respectivamente.

Aliás, esta venda de participação em alguns empreendimentos é que está permitindo que a Funcef faça novos aportes. Isso porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) proíbe os fundos de pensão de investirem mais de 8% do valor de seus ativos totais no setor imobiliário. Hoje, o total de ativos da Funcef chega a R$ 32,6 bilhões, e os ativos imobiliários do fundo já somam R$ 2,6 bilhões, deixando margem estreita para novos aportes. Por isso, a previsão é investir “apenas” R$ 300 milhões no setor este ano, chegando quase ao limite permitido pela regulamentação da CMN. No entanto, Jorge Arraes, diretor de participações imobiliárias da Funcef, espera que haja alguma alteração na legislação. “Existe uma expectativa de que isto mude. Aumentando o limite para 9%, poderíamos aplicar mais R$ 300 milhões”, explica.

Mesmo que nada seja modificado, o Rio Grande do Sul tem tudo para abocanhar grande parte dos investimentos previstos pela Funcef. Segundo Arraes, o fundo já analisa terrenos em Porto Alegre para empreendimentos visando à Copa do Mundo de 2014. “Não vamos nos envolver com as arenas, mas com edifícios próximos às áreas dos estádios, coisas assim”, adianta o executivo, revelando que dificilmente este tipo de empreendimento demandará menos de R$ 50 milhões. Sem dar mais pistas, Arraes diz que as tratativas com parceiros estão sendo feitas e que, no mais tardar, até setembro deverá haver algum tipo de anúncio oficial.

Confira, abaixo, a evolução do total de ativos da Funcef – patrimônio – em bilhões de reais, ano a ano, desde 1998:

Evolução do patrimônio da Funcef

Evolução do patrimônio da Funcef





Schahin vai construir primeiro residencial do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar

19 06 2009

(PiniWeb) – 16/06/09

Obras devem seguir novo padrão de construção da CDHU, com terceiro dormitório, aquecedor solar e pé-direito ampliado

A Schahin Engenharia venceu a licitação para a construção do Residencial Rubens Lara, primeiro empreendimento do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, em Cubatão, litoral sul de São Paulo. A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) investirá R$ 175,2 milhões nas obras.

A construtora será responsável por elaborar o projeto executivo, construir os imóveis e executar as obras de infraestrutura urbana e condominial, além de realizar trabalho social junto às famílias que serão beneficiadas com as 1.840 unidades habitacionais previstas no empreendimento. Todas as moradias serão construídas dentro do novo padrão de construção da CDHU, que prevê, entre outras melhorias, terceiro dormitório, aquecedor solar para água do chuveiro e pé-direito ampliado de 2,4 para 2,6 metros.

O Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar, criado pelo Governo de São Paulo no início da atual gestão, removerá as famílias situadas em áreas de risco da Serra do Mar para proteger não só os habitantes como também os ecossistemas locais.

A perspectiva é de que a Schahin Engenharia assine ainda nesta semana o contrato com a CDHU, assim que todos os documentos necessários para o procedimento forem entregues. Segundo a companhia de habitação, as obras devem começar ainda neste mês.

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Construção para o governo ajuda a dar escala

15 06 2009

(Gazeta do Povo) – 15/06/09

Parte das construtoras que atuam no segmento econômico também constrói moradias populares em parceria com órgãos governamentais. A Doria, por exemplo, fechou recentemente contratos com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) para erguer 490 casas em Campo Magro e Colombo, na região metropolitana de Curitiba. “Esse é um reforço para dar mais giro ao negócio e reforçar nossa colocação no mercado”, define Marlus Doria, diretor de incorporação da empresa.

Fabiano Belich, diretor da construtora Cobec conta que as parcerias com órgãos municipais trazem vantagens como redução de tributos e de taxas sobre as obras. “Onde há convênio com a Cohab em Curitiba, conseguimos permissão para construções diferentes do que diz o zoneamento”, conta. “Em alguns lugares, a permissão passa de dois para quatro pavimentos.” No momento, Belich prepara um novo lançamento e avalia se procurará um convênio com a Cohab.

Há dois modelos de negócios envolvendo os órgãos públicos. Em um deles, as empresas participam de uma licitação em que vence o menor preço de construção. São pacotes prontos, em que a empresa não precisa se preocupar nem com o terreno. Em outro modelo, a construtora faz uma parceria em que o órgão público oferece parte dos imóveis para as pessoas inscritas na fila da casa própria por um preço pré-acordado. Outra parte dos imóveis é vendida livremente pela empresa.

A construtora curitibana Conceito & Moradia, por exemplo, tem na Cidade Industrial um projeto com 168 lotes, dos quais 50 estão sendo construídos com apoio da Cohab. No mesmo local, ela vai fazer 50 sobrados no valor de R$ 80 mil para venda direta. “É uma forma de viabilizar projetos maiores”, diz Newton Borges dos Reis, sócio da construtora. Além disso, a Conceito & Moradia tem outros dois condomínios em andamento, um com apartamentos a partir de R$ 75 mil e outro a partir de R$ 80 mil. “Entregamos 50 unidades em 2008 e temos 300 para entregar entre 2009 e o começo de 2011.”





Moradia popular ganha ares de classe média

15 06 2009

(Gazeta do Povo) – 15/06/09

Grandes espaços e um número elevado de unidades permitem colocar em imóveis econômicos uma estrutura antes disponível apenas em lançamentos de alto padrão

Além do impulso dado pelos fatores crédito e renda, o segmento econômico da construção civil é empurrado pelo aperfeiçoamento dos produtos vendidos e pela redução nos custos obtida pelas empresas. As construtoras têm reservado áreas grandes, onde podem erguer conjuntos amplos, com até 400 unidades, para ter escala em seus empreendimentos. O espaço é aproveitado para oferecer áreas de lazer e paisagismo típicos de condomínios de classe média e que são uma peça e tanto de marketing.

“As áreas precisam ter infraestrutura e ser perto da cidade. E atrativos como paisagismo e lazer já fazem parte do conceito de condomínio para o consumidor”, afirma Marlus Doria, diretor de incorporação da Doria Goldsztein Cyrela, que pretende lançar 240 unidades no segmento econômico em Curitiba neste ano. “Com o programa federal, estamos procurando novas áreas para acelerar os lançamentos no ano que vem”, conta.

Um exemplo de como funciona o modelo econômico é o Residencial Village Trieste, da construtora Andrade Ribeiro. Em uma área de 20 mil metros quadrados no bairro Santa Cândida, em Curitiba, serão erguidos 240 apartamentos. O condomínio será fechado, terá sistema de segurança, playground e espaço para prática de esportes. As vagas de garagem, apesar de não serem fechadas, são cobertas. O preço varia de R$ 75 mil, para unidades com dois dormitórios, até R$ 95 mil para as de três dormitórios – dentro do que permite o Minha Casa, Minha Vida.

“A empresa era focada em alto padrão, mas decidimos diversificar há dois anos”, lembra Erlon Rotta Ribeiro, diretor comercial da construtora. “Existe uma classe C emergente, formada por gente que tem salário na faixa de R$ 1,3 mil e que tem plenas condições de assumir uma prestação na faixa de R$ 300”, completa. Hoje, 60% da produção da companhia está no segmento econômico.

Mas para se dar bem nesse nicho, a construtora teve de se adaptar. Ela investiu para adotar a tecnologia certa de construção. Ao invés de vigas de concreto armado e blocos de argila, os edifícios são erguidos com blocos estruturais de concreto. “Também usamos mais máquinas do que em obras convencionais”, explica Ribeiro. Com isso, o número de horas de trabalho cai à metade e o tempo de construção cai de dois para um ano. Ribeiro conta que esse ganho de produtividade chegou até a causar uma confusão com o INSS. O órgão público desconfiou do valor recolhido pela empresa, imaginando que houve uma subdeclaração no número de funcionários. “Não foi nada disso. Nós temos tecnologia para reduzir o custo com mão de obra.”

A margem baixa é, aliás, o grande desafio para quem entra no segmento. “O custo de construção no econômico varia de 65% a 70% do VGV [valor geral de venda] do imóvel. No alto padrão é de 50%”, compara Seme Raad Filho, diretor da Incorporadora Monarca, que entrou nesse filão através de uma parceria com a Fit, marca da paulista Gafisa. Ele diz que a empresa vai ficar no segmento – no momento, está participando do lançamento do Fit em Londrina e tem projetos em fase de aprovação em Curitiba – mas sem descuidar do alto padrão. “Lançamos um empreendimento de alto padrão neste ano com um ritmo muito bom de vendas.”

Os caminhos

Veja algumas linhas de financiamento habitacional oferecidas no Brasil.

Caixa

Minha Casa: Financia imóveis novos com valores de até R$ 100 mil. É direcionado a famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4.650) e tem taxas nominais de 5% a 8,16% ao ano. Tem vantagens como uma redução no custo do seguro e financia até 100% do valor (em linhas até 240 meses).

Poupança: A linha dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e é direcionada a imóveis de até R$ 500 mil, com taxas de juros pós ou pré-fixadas que hoje vão de 9,4% a 12% ao ano.

FGTS: Pessoas com contas do FGTS têm acesso a uma linha de até R$ 500 mil. Os juros são de 9% ao ano.

Nossa Caixa

Pós-fixados: Pelo SFH, a taxa é de 8,9% ao ano para imóveis até R$ 120 mil e de 10% ao ano para até R$ 500 mil. Fora do SFH, a taxa está em 12% ao ano e vale para qualquer valor. São corrigidos pela TR.

Pré-fixados: Pelo SFH, para imóveis até R$ 500 mil, os juros são de 12,8% ao ano, enquanto fora do sistema estão em 15% ao ano.

Bradesco

Pós-fixados: Taxa de 8,9% ao ano para imóveis até R$ 120 mil e, acima disso, de 10,9% ao ano, dentro do SFH. Fora do SFH, a taxa atual é de 11,9% ao ano, até R$ 3 milhões. São corrigidos pela TR.

Pré-fixados: Taxa de 12,85% ao ano, vale para imóveis dentro do SFH (até R$ 500 mil).

Santander

Pós-fixados: Até R$ 120 mil, taxa de 7,95% ao ano até o terceiro ano e, depois, de 11,5% ao ano (até 25 anos; para 30 anos, a taxa é de 9% ao ano). Imóveis de R$ 120 mil a R$ 500 mil, juros de 10,95% nos primeiros dez anos e, depois, de 8,95%. Acima de R$ 500 mil, taxa de 11,95% ao ano. São corrigidos pela TR.

Pré-fixados: Até R$ 500 mil, juros de 12,8% ao ano. Acima desse valor, taxa de 13,3% ao ano.

Itaú

Pós-fixados: Para imóveis até R$ 500 mil, taxa de 11,5% ao ano. Acima disso, de 12% ao ano. São corrigidos pela TR

HSBC

Pós-fixados: Pelo SFH, imóveis de R$ 50 mil a R$ 150 mil, taxas de 7,98% ao ano nos primeiros três anos e, depois, de 10,98%, ou de 10% ao ano durante o período. Acima de R$ 150 mil, taxa de 11% ao ano. Os juros sobem se houver inadimplência. São corrigidos pela TR.





A era da casa econômica

15 06 2009

(Gazeta do Povo) – 15/06/09

Construtoras dão prioridade a projetos com foco em famílias cuja renda não ultrapassa 10 salários mínimos – uma virada que altera completamente o mercado

Casas em construção em Ponta Grossa: projetos populares ganham espaço

Casas em construção em Ponta Grossa: projetos populares ganham espaço

O setor da construção civil passa por um momento de adaptação a uma nova divisão de forças entre consumidores. Com a renda reforçada e maior facilidade para ter acesso a crédito, famílias com renda de até 10 salários mínimos por mês (R$ 4.650) viraram prioridade nos planos de expansão das construtoras. Os sinais desta virada estão nas marcas criadas por grandes incorporadoras para atender esse segmento e na velocidade com que os lançamentos do setor são vendidos.

Normando Baú, do Sinduscon: condições reais de reduzir o déficit habitacional

Normando Baú, do Sinduscon: condições reais de reduzir o déficit habitacional

O segmento da construção que atende essa faixa de renda tem sido chamado de “econômico” – uma forma de se evitar o termo “popular” associado a velhos programas públicos de habitação. Esse filão engloba desde projetos de casas contratados por governos até condomínios com apartamentos compactos de três quartos que não custam mais do que R$ 150 mil.

Segundo levantamento da Brain Consultoria, os apartamentos de dois quartos representavam apenas 5% da oferta na região de Curitiba em 2003. Hoje, ocupam 32% do mercado. “Em geral, esse é o produto mais comum no segmento econômico. Eles são complementados por apartamentos de três dormitórios com área de até 65 metros quadrados”, explica o economista Fábio Tadeu Araújo, da Brain. Além disso, as unidades com dois quartos somaram 45% dos lançamentos feitos em 2009.

A tendência de concentrar esforços nesse segmento começou a ganhar corpo em 2006. Foi quando construtoras como MRV e Tenda, especializadas no segmento econômico, passaram a ter expansão mais rápida. Desde então, outras grandes empresas do setor investiram nessa área. A Gafisa lançou a marca Fit, que tem um condomínio sendo implementado em Curitiba, e depois incorporou a Tenda a seus negócios. A Queiroz Galvão lançou a linha Slim, enquanto a Cyrela criou o selo Living para os projetos de baixo custo. Há poucos dias, a paulista Rossi divulgou que vai aumentar os investimentos na linha Ideal, que deve representar 70% de seus lançamentos neste ano.

“Não tenho dúvidas de que o segmento econômico é o que mais cresce neste momento. Há uma demanda reprimida muito grande no país e só agora as taxas de juros e os prazos estão adequados para essa faixa de renda”, diz Daniela Ferrari, diretora regional da Tenda. Ela conta que todas as unidades do Fit Palladium, construído em parceria com a curitibana Monarca no bairro curitibano da Vila Guaíra, foram vendidas em apenas três meses. A construtora prepara o lançamento de mais um projeto da linha Fit em Curitiba para o segundo semestre.

A rapidez da comercialização é outro sinal da força desse mercado. Daniel Galiano, diretor de vendas da imobiliária Apolar, conta que os lançamentos da mineira MRV na cidade, que ele comercializa, têm velocidade de vendas de 22% por mês – ou seja, de um estoque de 100 unidades, são vendidas 22 por mês. A média do mercado é hoje de 8% e chegou a 10% nos melhores dias de 2008. “Temos uma equipe exclusiva para atender a MRV porque o ritmo de lançamentos acompanha essa demanda”, afirma Galiano.

Pacote

Mesmo construtoras com experiência no mercado econômico de Curitiba dizem que o momento é mais do que uma febre provocada por lançamentos pontuais de grandes incorporadoras. “Pela primeira vez vemos que há condições estruturais para reduzirmos o déficit habitacional no Brasil”, diz Normando Baú, vice-presidente do Sinduscon-PR, sindicato do setor da construção, e sócio da Baú Construtora. Ele ressalta que 95% do déficit de 7,2 milhões de moradias no país se concentra em famílias com renda de até cinco salários mínimos, que precisam de juros baixos e prazos longos para comprar um imóvel.

Parte do trabalho de incluir a classe C no mercado imobiliário foi feito pela redução na taxa básica de juros e pela expansão da renda nos últimos anos. Assim, a demanda por financiamentos já estava em alta quando o governo federal lançou o programa Minha Casa, Minha Vida, que dá subsídios e juros mais baixos para imóveis até R$ 100 mil em cidades com mais de 500 mil habitantes (abaixo disso, o limite é R$ 80 mil). Somente os financiamentos da Caixa Econômica Federal no Paraná cresceram 90% no primeiro trimestre, antes, portanto, de o Minha Casa ser lançado.

Desde abril, os projetos que se encaixam no programa federal passaram a compor uma nova área no segmento econômico. Com as facilidades oferecidas – juros mais baixos, subsídio, seguro mais barato e menor burocracia para o início das obras – o Minha Casa, Minha Vida deve acelerar lançamentos na faixa de preços que atende. “A velocidade de comercialização aumentou. Temos um condomínio horizontal em Ponta Grossa em que vendemos as 80 unidades do segundo módulo em 90 dias”, conta Normando Baú. O preço dos imóveis, na faixa de R$ 60 mil, qualificou o empreendimento para ter o primeiro contrato dentro do programa federal assinado nos Campos Gerais.

Saiba Mais

Moradia popular ganha ares de classe média
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Apartamentos com estilo

7 06 2009

(Gazeta do Povo) – 07/06/09

Edifício L´Espace Unique está sendo construído em região bem localizada, no Bigorilho. Projeto reúne apartamentos, lofts e coberturas em uma única torre

As obras do edifício L’Espace Unique, no Bigorrilho, estão na fase de construção da sexta laje e 70% das 30 unidades foram vendidas com três meses de divulgação do lançamento. A rapidez nas vendas é atribuída à localização privilegiada e ao projeto moderno e diferenciado, que reúne lofts, coberturas e apartamentos em apenas uma torre.

“O imóvel está no Bigorrilho, na região mais nobre, que divide o Champagnat do Batel, e conta com parques, shoppings, restaurantes e todo tipo de comércio sofisticado”, comenta o corretor do empreendimento, Paulo Haroldo Briani, da L’Espace Incorporadora. A previsão de entrega do imóvel é setembro de 2010.

O projeto executado pela Cron Engenharia prevê dez andares. São dois andares para as duas coberturas duplex, de R$ 1 milhão cada, e para o loft de cobertura. Nos demais oito andares, são quatro apartamentos com quatro plantas diferentes. Os oito apartamentos disponíveis são de duas plantas com as mesmas características. Só muda a metragem.

Sete unidades têm 83,35 metros quadrados e a oitava, 94,49 metros quadrados de área privativa. Com a área comum, elas têm, respectivamente, 158,63 metros quadrados e 172,33 metros quadrados de área total. A metragem a mais do apartamento maior é distribuída entre os cômodos, aumentando especialmente o tamanho dos banheiros e da suíte.

A única unidade à venda da planta maior é térrea e custa R$ 326 mil. Para os apartamentos menores, o valor parte de R$300 mil para a unidade térrea e chega a R$353 mil no oitavo andar. Em comum, as unidades disponíveis têm suíte, dormitório, varanda espaçosa com churrasqueira, banheiro social, sala de estar, cozinha americana integrada à sala de jantar.

A arquiteta da Incorporadora L’Espace, Sulamitha Cabral de Lima, ressalta que o empreendimento não segue o conceito de clube, ainda que ofereça diversos atrativos do gênero, como espaço gourmet e fitness center.

“O conceito é de casa, com poucos apartamentos e mais diferenciais dentro deles”, define a arquiteta, que cita os materiais nobres como porcelanato, granito e mármore, além das pastilhas de vidro e cerâmica nos detalhes das áreas frias. Sistemas de aquecimento central e retenção de água de chuva foram projetados para reduzir os custos do condomínio.

Perfil

Infraestrutura: Edifício com oito andares e 30 apartamentos, sendo cinco lofts duplex, duas coberturas e 23 unidades, das quais oito ainda estão disponíveis, com área privativa de 83,35 e 94,49 metros quadrados. Duas vagas na garagem. Entre as áreas de lazer estão piscina com deck, raia coberta e aquecida, jardim zen, sauna, sala de ginástica, hall e lounge gourmet, fitness center

Endereço: Travessa Luiz Gama, 168, no Bigorrilho

Entrega: Setembro de 2010

Preço: A partir de R$326 mil

Plantão: Telefone: (41) 3042-2626

Registro de incorporação: Matrícula nº 48601, Registro de Imóveis da 1ª Circunscrição de Curitiba





Edifício estrela de Natal

5 06 2009

(Revista Téchne) – 05/09

Desenvolvimento conjunto de soluções atendeu a exigências estruturais sem prejuízo do projeto de arquitetura

Para preservar a vista do mar, os apartamentos foram posicionados lado a lado e inclinados em relação ao eixo da estrutura, tornando as torres muito esbeltas. Essa configuração leva a comportamentos estruturais não convencionais
Para preservar a vista do mar, os apartamentos foram posicionados lado a lado e inclinados em relação ao eixo da estrutura, tornando as torres muito esbeltas. Essa configuração leva a comportamentos estruturais não convencionais

RESUMO
Obra: Estrela do Atlântico
Execução: Ecocil – Empresa de Construções Civis Ltda.
Localização: Natal
Construção: junho de 2006 a setembro de 2009
Investimento total: R$ 50 milhões
Área construída: 53.959,43 m²
Terreno: 18.682 m²
Volume de concreto: 18.800 m³
Quantidade de aço utilizada: 2.050 t
Vagas de estacionamento: 538
Pé-direito: laje a laje: 2,97 m, piso a forro: 2,47 m, térreo: 5,94 m
Resistência do concreto: lajes – 45 MPa até o 30º pavimento e 35 MPa nos andares superiores, lajes e vigas
Torres: duas, com 468 apartamentos tipo flat, sendo seis por andar
Pavimentos: 38 pavimentos-tipo e mais um dúplex, um térreo, um mezanino, uma área de resgate, uma área técnica
Área útil de laje: 480 m²/laje
Elevadores: cinco, com velocidade de 3,5 m/s

Plano e dotado de um solo homogê­neo – com baixo teor de argila e nível baixo de lençol freá­tico -, o terreno que abriga o empreendimento Estrela do Atlântico localiza-se no bairro de Ponta Negra, uma área nobre de Natal, capital do Rio Grande do Norte. E foi justamente essa a característica que mais afetou os arranjos de estrutura e arquitetura das duas torres de 44 pavimentos cada.

Como o terreno fica à beira-mar, o projeto de arquitetura tinha como premissa bá­sica orientar as unidades de modo a preservar a vista para o mar da enseada de Ponta Negra. Por isso, os arquitetos do escritó­rio Abreu & Barros Arquitetura posicionaram os apartamentos lado a lado, tornando os pré­dios muito compridos e estreitos. Tais dimensões, associadas à elevada altura – 132,12 m desde o topo da fundação até o topo do último pavimento – resultaram em torres bastante esbeltas.

Inicialmente, os arquitetos conceberam um desenho em que as caixas de escadas e os poços de elevadores ficavam pró­ximos ao centro dos edifí­cios. Por ter sido envolvido desde o iní­cio da concepção arquitetô­nica, o engenheiro estrutural George Maranhão, da empresa de engenharia e consultoria estrutural que leva seu nome, pôde, ainda no anteprojeto, alterar o posicionamento desses elementos. Tal solução, explica o engenheiro, “possibilitou a associação dos pórticos de contraventamento aos pilares-parede, levando à criação de elementos de elevada rigidez”.

Esse recurso amenizou também o fato de os apartamentos estarem inclinados em 58º em relação ao eixo X global do pré­dio, o que impossibilitava a definição geomé­trica do contraventamento na direção do eixo Y global. A solução foi adequada para os autores do projeto arquitetô­nico, que consideraram os ajustes necessá­rios. “Com o alinhamento, os blocos de circulação verticais se transformaram em pórticos estruturais, o que conferiu mais estabilidade à estrutura”, observa o arquiteto Luciano Barros, sócio do escritó­rio responsá­vel pelo projeto. Ele reconhece que a principal demanda arquitetô­nica que afetou a estrutura foi “sem dú­vida alguma a relação entre a altura e a largura do edifí­cio, com 130 m de altura e largura que, em alguns trechos, chega a 10 m”, analisa.

Antes centralizados em relação ao comprimento do edifício, os poços de elevadores e as escadas foram alinhados aos pórticos de contraventamento - nas extremidades das torres - para aumentar a rigidez à torção e melhorar a estabilidade global da estrutura
Antes centralizados em relação ao comprimento do edifício, os poços de elevadores e as escadas foram alinhados aos pórticos de contraventamento – nas extremidades das torres – para aumentar a rigidez à torção e melhorar a estabilidade global da estrutura

Solução ao vento
A falta de referências para tomar como base no cálculo estrutural de um edifí­cio com tantas particularidades levou a equipe do engenheiro George Maranhão a sugerir a realização de ensaios de comportamento em túnel de vento. “Estruturas muito esbeltas apresentam elevados deslocamentos horizontais, acarretando em amplificação dos esforços como efeitos de segunda ordem”, explica Maranhão, em referência à ocorrência de vibrações excessivas, que resultariam em desconforto aos moradores, principalmente em pavimentos superiores. “A esbeltez, o quociente entre a altura e a menor dimensão em planta da estrutura nos dá uma idéia da sensibilidade do pré­dio às ações horizontais”, conclui.

O Laborató­rio de Aerodinâ­mica de Construções, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, realizou os ensaios, que se dividiram em duas etapas conforme a sequência construtiva do empreendimento. Ou seja, considerando a existência de apenas uma e das duas torres. Para tanto, dois modelos reduzidos, em escala 1/300, foram confeccionados, assim como foram também simulados todos os detalhes significativos da vizinhança.

Para a realização das aná­lises, um dos modelos foi instrumentado com 209 tomadas de pressão, com a distribuição pensada de forma a permitir um levantamento representativo das pressões em toda a volta dos modelos. No total, realizando medições a cada 15º, foram feitas 15.048 medições para cada uma das configurações citadas acima. Os relató­rios da ação está­tica do vento permitiram o desenvolvimento das aná­lises teó­ricas dos efeitos mais desfavorá­veis para a estrutura. Além da aná­lise dinâ­mica da estrutura, considerou-se a não linearidade geomé­trica e fí­sica na aná­lise está­tica.

“Os resultados indicaram que a direção de maior esforço do vento foi a 15º, valor não contemplado pela NBR 6123 – Forças Devidas ao Vento em Edificações. Além disso, foram encontrados elevados esforços torçores”, explica Maranhão. Ele afirma, ainda, que foram essas aná­lises que estimularam a criação dos nú­cleos de escada junto às extremidades da estrutura.

Com baixo teor de argila, o solo do terreno apresentava boas condições para a execução das fundações. As elevadas cargas das torres foram distribuídas por meio de estacas hélice contínuas com diâmetro de 0,80 m e 15 m de comprimento
Com baixo teor de argila, o solo do terreno apresentava boas condições para a execução das fundações. As elevadas cargas das torres foram distribuídas por meio de estacas hélice contínuas com diâmetro de 0,80 m e 15 m de comprimento
Para minimizar as interferências na arquitetura, adotaram-se lajes nervuradas moldadas "in loco", cujo contorno obedecesse às divisórias dos apartamentos. Nos casos em que vigas vencem grandes vãos, têm altura que permite serem embutidas no forro
Para minimizar as interferências na arquitetura, adotaram-se lajes nervuradas moldadas “in loco”, cujo contorno obedecesse às divisórias dos apartamentos. Nos casos em que vigas vencem grandes vãos, têm altura que permite serem embutidas no forro
As particularidades da estrutura, como a elevada esbeltez, levaram à realização de ensaio em túnel de vento que revelaram elevados esforços torçores em situações não contempladas em norma
As particularidades da estrutura, como a elevada esbeltez, levaram à realização de ensaio em túnel de vento que revelaram elevados esforços torçores em situações não contempladas em norma

Executados com fôrmas de madeira, os pilares receberam concreto de 45 e 35 MPa. As lajes, que utilizaram cubetas plásticas, e as vigas, apresentam resistência característica à compressão de 35 MPa

Executados com fôrmas de madeira, os pilares receberam concreto de 45 e 35 MPa. As lajes, que utilizaram cubetas plásticas, e as vigas, apresentam resistência característica à compressão de 35 MPa

Execução simplificada
O uso de concreto convencional dispensou inovações executivas. A concretagem foi feita com uso de fôrmas de madeira e, no caso das lajes, foram utilizadas fôrmas plásticas, tipo cubeta, apoiadas sobre assoalhos de madeira e escoramento metá­lico. A única dificuldade, explica o engenheiro de obras da Ecocil, Antô­nio José, “deveu-se à limitação dos equipamentos das concreteiras para bombear o concreto a grandes alturas”.

Apenas alguns blocos de coroamento das fundações, de grande volume, exigiram que o concreto fosse resfriado antes do lançamento como forma de “reduzir tensões terminais, evitar fissuras e promover uma melhor evolução da resistência à compressão”, conta Antô­nio José. No caso dos poços de elevadores, a profundidade exigiu a construção de cortinas de contenção para viabilizar a construção.

Devido às elevadas cargas, as fundações do Estrela do Atlântico foram executadas com estacas hé­lice contí­nua de 80 cm de diâ­metro e 15 m de comprimento. “Foi a alternativa que melhor atendeu às exigências técnico-econômicas. Além disso, levou-se em consideração a velocidade de execução e a não interferência nas edificações vizinhas, no tocante a vibrações e ruí­dos”, conta o engenheiro da Ecocil.

O fechamento foi feito com blocos de concreto fabricados “in loco”. “Uma técnica construtiva bastante difundida na região e com excelente relação custo-benefício”, afirma o arquiteto Luciano Barros. A amarração da alvenaria foi feita com auxí­lio de telas.

Apesar dos aspectos pouco comuns e das demandas especiais, a estrutura foi executada de forma convencional, enfrentando dificuldades apenas com o bombeamento do concreto a alturas elevadas

Apesar dos aspectos pouco comuns e das demandas especiais, a estrutura foi executada de forma convencional, enfrentando dificuldades apenas com o bombeamento do concreto a alturas elevadas





Antigo Casarão em Salvador será restaurado para virar empreendimento imobiliário

5 06 2009

 

(Arquitetura e Urbanismo. junho/09) Por Ana Paula Rocha

Um antigo casarão, que abrigava a extinta Boate Cloc nos anos 70, serviu de ponto de partida para a criação do empreendimento Cloc Marina Residence, em Salvador. Por ser um edifício tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a arquiteta Kiki Meirelles, responsável pelo projeto, precisou aliar a modernidade dos novos lançamentos imobiliários com a preservação de elementos históricos da edificação.

“Internamente, o casarão, onde ficará a entrada principal do empreendimento, será todo modificado, abrigando um café, 11 lofts, duas coberturas, lounge e espaço gourmet”, explica a arquiteta. Já na parte exterior, o projeto prevê a preservação da escadaria e de um antigo jardim existentes no local, e também da fachada, que receberá madeira e vidro nas esquadrias como nos modelos originais e será pintada com tinta a base de silicato de potássio para não permitir que a água penetre na alvenaria. “Durante a elaboração do projeto, descobrimos azulejos do século XIX e um painel de Udo Knoff, ceramista muito importante na Bahia. Eles também serão restaurados e preservados”, conta Kiki.

O Cloc Marina Residence será abrigado em um terreno de 6,7 mil m² e possuirá também um restaurante e outros três edifícios (Vila dos Muxarabis, Jardins e Íris) com vista para a Baía de Todos os Santos. Ao todo serão disponibilizadas 133 unidades, entre coberturas, lofts e apartamentos.

“Além da fachada e do jardim, o Iphan ainda estabeleceu parâmetros que referem-se sempre à valorização da casa existente e a altura máxima dos edifícios de acordo com a sua implantação”, afirma a arquiteta. Segundo ela, a altura do edifício Muxarabis e do edifício Jardins, por exemplo, não poderiam passar de seis pavimentos.

A arquiteta também teve de desenvolver um projeto de modo a dispor os três novos blocos de forma a não atrapalhar a circulação de ar nos apartamentos. “Com a utilização de portas-camarão em treliça de madeira, fazendo alusão aos antigos muxarabis, elemento da arquitetura árabe tão utilizado na nossa arquitetura colonial; a forma em arco com cobertura verde do Edifício Íris; as passarelas metálicas que unem os três blocos do Edifício Jardins, o projeto combina novos materiais com elementos antigos”, destaca Meirelles.

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Perspectiva geral do empreendimento Cloc Marina Residence

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Entrada principal do empreendimento será feita pelo Casarão

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Pela parte de trás, Casarão se interligará aos outros edifícios e à piscina








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