Fundo de pensão pode participar de oferta restrita de título privado

30 09 2009

(Valor Econômico) – 30/09/09

Investimentos: Medidas não devem alterar políticas das entidades no curto prazo

As novas regras para os fundos de pensão devem mexer com as emissões de dívida das empresas. A Resolução 3792, do Conselho Monetário Nacional (CMN), atendeu uma demanda do mercado ao permitir que as fundações comprem ativos nas chamadas ofertas com esforço restrito, forma de captação de recursos criada no início do ano para desburocratizar o acesso ao mercado de capitais ao reduzir prazos e custos das operações para lançamento de títulos como as debêntures.

Esse tipo de oferta segue a Instrução 476, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e serve para empresas que necessitam de uma operação mais ágil, como no caso dos empréstimos-ponte, em que a companhia toma recursos mais rapidamente enquanto aguarda um financiamento de mais longo prazo. A agilidade se deve à dispensa do registro da operação na CVM.

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A única limitação era a não participação dos fundos de pensão, pois a antiga regra do setor de previdência complementar definia que as fundações só poderiam participar de ofertas que tivessem sido registradas na CVM. Já a nova resolução diz que os títulos devem apenas “observar as normas estabelecidas pelo BC e pela CVM”, desde que as empresas sejam de capital de aberto.

Essa mudança na norma, diz Marina Procknor, sócia do escritório Mattos Filho, permite que as entidades de previdência complementar também participem de uma oferta com esforço restrito. Segundo ela, muitas companhias deixavam de usar essa opção mais rápida por não poder contar com a participação dos fundos de pensão.

Estima-se que cerca de 80% das operações de oferta pública atinjam somente 20 investidores, que é justamente o limite máximo para se fazer uma oferta restrita. Mas as empresas eram obrigadas a registrar a oferta justamente para poder contar com a participação das fundações.

Segundo Alberto Kiraly, vice-presidente da Anbid, essa mudança dever ter um “impacto importante” no mercado pelo tamanho dos investimentos feitos pelas fundações. “Isso abre um bom potencial de crescimento”.

Muitas empresas como TAM, CPFL, a construtora MRV, o grupo Pão de Açúcar e a Camargo Corrêa já testaram o novo tipo de emissão. Kiraly disse ainda que as ofertas restritas vêm sendo bem aceitas também pelos investidores. Até agosto, R$ 11,8 bilhões haviam sido captados usando a nova regra, em emissões de debêntures, notas promissórias e certificados imobiliários. O valor representa mais de um terço do total.

Rubens Vidigal Neto, do escritório Levy & Salomão Advogados, afirma que as operações com esforço restrito vinham sendo usadas somente para ofertas direcionadas, quando já se conhecida o investidor. “Para ofertas que se quer de fato acessar o mercado, utiliza-se o processo antigo de oferta pública, que toma 50 dias apenas para se conseguir o registro na CVM. Agora, já percebemos a movimentação de bancos de investimento e das empresas para iniciar ofertas com esforço restrito que realmente sejam públicas”, disse.

Os fundos de pensão ponderam que qualquer mudança requer estudo e aprovações dos comitês de investimentos e isso demanda tempo. Num primeiro momento, fundos ouvidos pelo Valor relatam que a participação em oferta restrita ainda não está no radar de aplicação.

De toda forma, essa deve ser a medida com maior impacto no curto prazo. Além dessa novidade, a nova resolução também ampliou a possibilidade de alocação em ativos de maior risco, de forma a permitir que as entidades possam ampliar seus retornos em um cenário de menor taxa de juros.

Para isso, o limite para aplicação em ações subiu de 50% para 70%. Considerando que alguns investimentos foram retirados da categoria de renda variável, como alocação em fundos de “private equity” (fundos de participação), esse percentual pode ser ainda maior.

“Essa resolução já é algo no sentido de dar mais espaço para as fundações. Ao mesmo tempo, existe uma preocupação em ampliaram a necessidade de certificações dos gestores para saber se eles estão habilitados para comandar esse movimento”, disse Cesar Soares Barbosa, diretor da Sabesprev.

A nova regra, no entanto, serve para poucos fundos, como a Previ, por exemplo, que estava desenquadrada. Segundo estimativa da consultoria RiskOffice, sem considerar o fundo dos funcionários do Banco do Brasil, a alocação em renda variável média do sistema cai de 30% para menos de 15% dos mais de R$ 450 bilhões em ativos.

Mas como tudo no mundo das fundações, os movimentos serão lentos, disse Jorge Simino, diretor da Fundação Cesp. Os fundos terão de ampliar os riscos para conseguir retornos maiores em um cenário de juros menores, mas a dinâmica de investimentos das entidades é lenta e respeita uma série de procedimentos que leva tempo para realizar mudanças.





Crédito para compra e construção de imóveis aumenta 42% em um ano

30 09 2009

(Gazeta do Povo) – 29/09/09

Em agosto, o saldo do crédito habitacional chegou a R$ 79,852 bilhões, um aumento de 3,8% em relação a julho. Em 12 meses, a alta é de 42,1%

O crédito habitacional tem apresentado expansão, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça (27). Em agosto, o saldo do crédito habitacional chegou a R$ 79,852 bilhões, um aumento de 3,8% em relação a julho. Em 12 meses, a alta é de 42,1%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esse crédito, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, era de 1,3% em dezembro de 2005 e chegou a 2,1% no final de 2008. No mês passado, esse percentual era de 2,7%. Ainda é baixo, mas está crescendo, disse.

Os dados do BC fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro e são referentes somente s operações com pessoas físicas, diretamente ou com interveniência de cooperativas habitacionais. De acordo com o BC não estão incluídas as informações referentes aos financiamentos para compra de imóveis por empresas e para construção e incorporação imobiliária, assim como operações de programas de habitação popular dos estados e municípios.

Pelo Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última sexta-feira (23) pelo BC, ao serem incluídas todas as modalidades desde a incorporação até a aquisição de imóveis as operações de crédito representaram 3,6% do PIB, em julho deste ano. De acordo com o relatório, o patamar ainda é baixo e indica a existência de potencial de expansão acentuado.

Os dados do relatório mostram, ainda, que o saldo das operações imobiliárias destinadas ao setor de incorporação e construção de edifícios atingiu R$ 27,9 bilhões em julho deste ano, com elevação de 236,2% em relação a igual período de 2006. No caso específico da incorporação, o aumento foi de 416,4%, para R$ 14 3 bilhões. O crédito para a construção de edifícios subiu 151,2% no período, totalizando R$ 11,1 bilhões. O BC fez comparações, no atual documento, com base nos dados do Relatório de Inflação divulgado em dezembro de 2006.

De acordo com o BC, a estabilidade da economia tem favorecido o desenvolvimento do segmento do mercado de crédito para operações de prazos mais longos, como financiamentos habitacionais. A demanda por essa modalidade de crédito está associada maior previsibilidade da economia, consistente com a continuidade do crescimento da renda e do emprego e com a trajetória de redução da inflação e, consequentemente, das taxas de juros.





Tipos de Shopping Center

29 09 2009

Arquivo do ICSC (International Council of Shopping Centers) com a definição dos tipos de shopping center em função das suas características (área construída, terreno, abrangência, ABL de âncoras em relação à total, etc.)

Tipos de shopping center





Donos se preocupam e vizinhos festejam – Dominio Marajoara

26 09 2009

(O Estado de S. Paulo) – 03/09/09

Donos se preocupam e vizinhos festejam
Corretor revende apartamento e diz que tudo será resolvido até outubro
Prefeitura defende autorização: 2 mil projetos foram protocolados dias antes da mudança na lei

O embargo à construção do condomínio Domínio Marajoara, na zona sul de São Paulo, provocou sentimentos opostos. Vizinhos comemoram o fim do barulho e da devastação da área verde nos fundos do terreno. Quem comprou apartamentos está preocupado com a continuidade das obras. O dono de uma das coberturas, que falou ontem ao Estado, sob a condição de anonimato, afirma que, até agora, não recebeu nenhum esclarecimento das empreiteiras envolvidas no projeto.

“Meu advogado ingressou com interpelação judicial para saber o que está acontecendo”, disse o comprador. “Só não estou desesperado porque comprei o apartamento para investimento. Mas posso imaginar quem adquiriu para morar. Isso traz um incômodo terrível.”

Vizinhos do empreendimento também têm críticas. “Derrubaram a mata aqui atrás. Tinham macaquinhos e corujas e esses bichos desapareceram”, disse Sueli Cristina Nascimento, de 52 anos, que há 29 vive em um sobrado da Rua Duran, ao lado do condomínio. “Uma obra desse tamanho incomoda mesmo, só não gostei de ver eles acabarem com a área verde, sem se preocupar com mais nada.” A psicóloga Andréa Aparecida do Amaral, de 36, também reclamou da devastação da mata. “Fiquei indignada quando vi o que fizeram. Não podem derrubar as árvores desse jeito, é um absurdo.”

Vendas
O Domínio Marajoara foi um sucesso de vendas. Antes do lançamento, em 23 de setembro de 2007, a construtora Cyrela informava em um comunicado à imprensa que, das 597 unidades à venda, 420 já haviam sido reservadas. Os preços das unidades – são quatro modelos, com áreas de 160m² a 351m² – variam de R$ 460 mil a R$ 1 milhão. A construtora dizia que o condomínio contaria com “o maior complexo aquático da América Latina”.

Apesar do embargo judicial, corretores informam interessados que existem “pequenos problemas ambientais” que vão ser resolvidos até outubro. Foi o que informaram ontem à reportagem dois corretores da região do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. “Teve alguns probleminhas com o corte de árvores, mas em dois meses no máximo tudo estará resolvido. Eu posso intermediar a negociação com um dono de imóvel”, ofereceu ao Estado uma corretora que fez o anúncio de seis apartamentos em um site de imóveis na internet.

Prefeitura defende autorização
2 mil projetos foram protocolados dias antes da mudança na lei

A gestão do prefeito Gilberto Kassab defendeu ontem a legalidade do alvará concedido ao empreendimento imobiliário Domínio Marajoara, na zona sul da capital paulista. Em resposta ao Estado, a Secretaria Municipal da Habitação (Sehab), pasta a que o Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) está subordinado, assinala que “o Município contestou a ação (do Ministério Público Estadual), defendendo a legalidade do alvará, em virtude da consumação do ato administrativo (o protocolo da construtora)”.

Diz ainda que, como a questão foi reaberta na Procuradoria-Geral do Município, uma manifestação da Secretaria dos Negócios Jurídicos neste momento seria “cabalmente impropícia e inoportuna”. A Sehab disse ainda não ter instaurado sindicância interna para apurar a conduta dos servidores, apesar da acusação de improbidade administrativa feita pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Sobre a Resolução nº 106 da Comissão de Edificações e Uso do Solo (Ceuso), que, segundo os promotores, teria beneficiado casos semelhantes ao do condomínio em Interlagos, a pasta declarou que “a resolução foi elaborada para responder ao posicionamento da Procuradoria do Município sobre a interpretação do artigo 242 da Lei 13.885/04 (de Uso e Ocupação do Solo), que trata do direito de protocolo”. “Isso porque, era de se esperar, cerca de 2 mil projetos foram protocolados nos dias que antecederam a entrada em vigor da nova lei. Foi listada na resolução uma série de situações vividas pelos técnicos na análise de centenas de projetos, com o objetivo de padronizar os procedimentos.”

Em nota, a Queiroz Galvão MAC Cyrela Veneza informou que o Condomínio Domínio Marajoara obteve todas as autorizações exigidas pelas leis municipais e estaduais. “Nossa empresa está convicta de que essa aprovação ocorreu dentro do cumprimento da legislação”, assinalou. “Quanto aos compradores, a companhia informa, ainda, que estão sendo tomadas todas as providencias judiciais cabíveis para que a regularidade do alvará seja confirmada com a declaração do direito da realização do Domínio Marajoara.” A Zabo Engenharia, antiga proprietária do empreendimento, preferiu não se manifestar até tomar ciência das alegações do MPE.





Shopping centers voltam para a Bovespa

25 09 2009

(Valor Online) – 24/09/09

Com a melhora do humor dos investidores, as empresas de shopping centers – BR Malls, Multiplan e Iguatemi – voltaram recentemente à bolsa para uma segunda rodada de venda de ações. A boa receptividade aos papéis e a classificação de grau de investimento concedida ao Brasil por uma terceira empresa de avaliação de risco devem encorajar outras companhias a retomar o projeto de abertura de capital, engrossando o time de empresas de shopping centers na Bovespa.

A próxima da fila a acessar o mercado de capitais deve ser a Aliansce, a quarta maior empresa do ramo em área bruta locável (ABL) do país, atrás atrás apenas da BR Malls, Multiplan e do grupo Savoy. Com 20 shoppings em seu portfólio e três projetos em desenvolvimento, a Aliansce é maior que duas outras companhias que já abriram o capital, o grupo Iguatemi e a General Shopping.

Os empreendimentos que a empresa controla ou possui participação acionária incluem os shoppings fluminenses Leblon, Via Parque, Carioca e Grande Rio, além do Iguatemi Salvador (BA) e o Iguatemi Campina Grande (PB). A Iguatemi ainda aceita que Aliansce utilize a sua marca nesses dois empreendimentos no Nordeste devido à relações de amizade entre os fundadores dos dois grupos, as famílias Jereissati e Rique, afirmam fontes do setor.

Segundo apurou o Valor com pessoas próximas à empresa, a Aliasnce avalia retomar os procedimentos para a realização de uma oferta pública de ações. O processo encontrava-se em uma fase adiantada em 2007, mas foi suspenso com a eclosão da crise econômica, em 2008.

Os problemas enfrentados nos Estados Unidos pela maior acionista da Aliansce, o grupo General Growth Properties (GGP), também atrapalharam os planos. A companhia americana, a segunda maior rede de shopping centers do mundo, comprou 49% do capital da Aliansce em 2005, associando-se ao empresário brasileiro Renato Rique e ao fundo Gávea, de Armínio Fraga.

Em entrevista concedida ao Valor em junho deste ano, o presidente da GGP, Adam Metz, foi enfático ao dizer que a empresa não tem planos de vender sua participação na Aliansce. Segundo ele, não seria bom negócio deixar o mercado brasileiro no momento em que as perspectivas são, ao contrário, de valorização dos ativos no país, onde há ainda boas oportunidades de investimento.

Metz é o executivo que está à frente do plano de recuperação da GGP, cujos ativos são avaliados em quase US$ 30 bilhões. Após o colapso no mercado americano de crédito a empresa procurou abrigo no “Chapter 11″, capítulo da Lei de falências americana, por não conseguir renegociar suas dívidas. Isso não quer dizer que empresa seja inviável ou esteja sendo liquidada, disse Metz.

Segundo o analista da Fator Corretora, Eduardo Silveira, o setor de shopping centers é atraente para os investidores por ser um negócio sem grandes riscos e com potencial de crescimento. A receita com os aluguéis dos empreendimentos não costumam apresentar oscilações repentinas. Além disso, ainda existe um amplo espaço para concentração no setor – a participação de mercado das quatro empresas listadas na Bovespa é inferior a 50%.

As empresas do ramo, que já não haviam sido muito afetadas pela crise no começo do ano, devem ser favorecidas agora pela retomada da economia e, consequentemente, do consumo, diz Silveira. As lojas âncoras, como a Renner, Riachuelo e Marisa, estão apresentando sinais de melhora nas vendas e têm planos de voltar a acelerar a expansão. Com isso, os shoppings podem reativar os projetos de construção de novos empreendimentos que foram colocados em banho-maria com a crise.

Como a Multiplan, a Iguatemi e a BR Malls não apresentam um alto nível de endividamento, os recursos captados na bolsa devem ser destinados para realização de investimentos, seja em aquisições ou em projetos a partir do zero (”greenfield”).

A primeira que testou o mercado foi a BR Malls, que vendeu em julho 55,7 milhões de ações ON por R$ 835 milhões. Deste total, R$ 454 milhões engrossaram o caixa da empresa. O processo de venda de ações da Multiplan está em fase de subscrição. A oferta de ações da empresa deve ficar em torno de R$ 700 milhões, mas esse valor pode chegar a R$ 940 milhões. Nesta semana, foi a vez da Iguatemi. A empresa divulgou que estima levantar R$ 400 milhões com uma nova oferta de ações ordinárias.





Industria imobiliária importa o “know how” do varejo e do consumo

25 09 2009

(Valor Econômico) – 23/09/09

A mentalidade agressiva e a agilidade do varejo e da indústria de consumo estão migrando para o cartesiano e ainda conservador mercado da construção civil. Com novas tecnologias que reduzem o ciclo de construção para até 30 dias, não tarda e o setor imobiliário terá casas e apartamentos para pronta-entrega. Produto pronto, só falta a prateleira para vendê-lo? Já não falta mais. As lojas são o mais novo canal de distribuição das incorporadoras que não querem depender apenas do bom e velho estande de vendas.

Dois movimentos complementares da indústria imobiliária importam o know-how do varejo e do consumo. De um lado, a contratação de executivos que carregam na bagagem chancelas corporativas que dispensam maiores apresentações, tais como Walmart, AmBev e Avon. De outro, uma estratégia e ações de marketing, de fato, mais parecida com a dessas empresas, como o uso de garotos-propaganda – algo típico desses mercados.

Formada por gerações de engenheiros civis, nos últimos anos, o setor deu espaço para profissionais do mercado financeiro, especialmente depois das aberturas de capital. Agora, vale contratar a experiência em inteligência de mercado, conhecimento de ponto de venda e distribuição. Trata-se, porém, de um movimento diferente do que aconteceu no boom dos IPO, quando as empresas inflacionaram o mercado e contrataram profissionais a peso de ouro. É muito mais uma estratégia para engordar as vendas.

Depois que foi comprada pela Gafisa no auge da sua crise, em setembro de 2009, a Tenda despertou a curiosidade no mercado ao contratar Carlos Trostli para presidir a companhia. Sem nenhuma passagem pelo setor imobiliário, Trostli construiu sua carreira em marketing e vendas de produtos de consumo. Foi o principal executivo das subsidiárias brasileiras da Reckitt Benckiser, America Online e Quaker.

Um ano depois da compra da Tenda, o novo perfil da empresa começa a ficar mais delineado. Além do presidente, dois executivos da linha de frente vieram do setor de consumo. “Queremos trazer a visão de logística e manufatura para suplementar o conhecimento de engenharia e arquitetura com maior eficiência”, afirma Carlos Trostli. “Cada canteiro de obra é uma fábrica”, diz o presidente da empresa, que atualmente conta com mais de duzentos canteiros.

Em maio, a Tenda contratou a diretora de marketing, Dirce Amaral, que teve passagens por empresas como Avon e Reckitt Benckiser. Há duas semanas, começou na Tenda o novo diretor de vendas, Flávio Fernandes, que trabalhou por 14 anos na AmBev e chegou a ser o responsável pelas operações do Paraguai e Equador. “O que me chamou atenção foi a enorme transformação pela qual esse mercado tem passado nos últimos anos e especialmente agora, depois do programa habitacional do governo”, afirma Fernandes. “O setor imobiliário não tem o foco no consumidor”, diz Dirce, a responsável por mudanças radicais nas rotinas dos cerca de 50 engenheiros da companhia. Já fez de tudo para estimular a criatividade desses profissionais. Para ativar o lado direito do cérebro da turma, que prima pela racionalidade, já os fez montar um filme completo e colocou até uma mulher nua na sala para que eles desenhassem. “É uma quebra de paradigmas”, diz.

Ao lado de Trostli, Dirce costurou uma importante parceria para a empresa. A Tenda e as Casas Bahia se uniram para vender, respectivamente, casas, móveis e eletrodomésticos. Na primeira vez em que sentaram com Rafael Klein, da Casas Bahia, em 29 de maio, já fecharam a parceria, que não envolve dinheiro. A Tenda construiu uma casa dentro da loja da Casas Bahia na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo, onde durante anos foi a sede do Mappim. Nas lojas da Tenda, os produtos expostos são das Casas Bahia. “Temos o mesmo cliente e produtos complementares”, diz Trostli. Por enquanto, trata-se de um projeto piloto que pode ser ampliado caso se comprove bem-sucedido dos dois lados.

Quem vai por um caminho parecido, embora não tenha colocado profissionais do varejo e de consumo para dentro de casa é a a Living, braço de baixa renda da Cyrela. A Living abriu suas primeiras duas lojas, nos shoppings Aricanduva e Penha e espera abrir pelo menos mais uma este ano. Também contratou o apresentador global Luciano Huck como garoto-propaganda da marca e o colocou na TV em um filme institucional. Entre suas ações de marketing está a circulação de vans adesivadas em lugares de grande circulação e a montagem de quiosques em supermercados. “Estamos indo onde o público está, não dá mais para ter o corretor sentado no estande esperando o comprador”, afirma Antonio Fernando Guedes, diretor da Living.

Para os mais céticos e menos ávidos a mudanças, as novidades podem soar cosméticas se não garantirem um aumento considerável das vendas. As despesas gerais e administrativas, que incluem os gastos com marketing, são olhadas com lupa pelos investidores das empresas de capital aberto. Despesas muito altas podem corroer as margens e comprometer os resultados finais. Apesar do aumento recente das vendas e do aumento da demanda por conta do pacote habitacional do governo, o setor imobiliário foi um dos mais machucados na crise. “A disciplina de custo e execução são olhadas à risca”, diz Fernandes, da Tenda.

Para Guedes, da Cyrela, para ter loja é preciso ter escala e um volume de empreendimentos que compensem o custo de manutenção das lojas. “Não aumentamos a verba de marketing, é o mesmo bolo dividido de forma diferente”, diz. “O que estamos buscando é velocidade de vendas”, completa.

Fora do segmento das incorporadoras, também há espaço para profissionais com experiência de varejo. A Scopel Desenvolvimento Imobiliário, empresa de loteamentos populares, contratou o executivo Ciro Schmeil para ser seu diretor de operações. Schmeil trabalhou durante quase dez anos no Walmart, como vice-presidente de desenvolvimento imobiliário. Na Scopel, coordena a busca e escolha de novas áreas e de projetos para a expansão dos loteamentos. “A expansão do varejo está muito relacionado à demografia e renda e, nesse ponto, pode contribuir muito com o setor imobiliário”, afirma Eurico Carvalho, diretor administrativo financeiro da Scopel. “Há um link muito importante quando se olha os drivers de consumo da baixa renda”, completa.





Construtora agiliza burocracia atuando como correspondente bancário da CEF

25 09 2009

(Valor Econômico) -25/09/09

A palavra não ajuda, mas a operacionalização do programa, traduzida pela capacidade de atuação da Caixa Econômica Federal (CEF), é o fator que pode acelerar ou emperrar o Minha Casa, Minha Vida. Para tentar eliminar as barreiras burocráticas e agilizar o programa, foi criada a figura do correspondente bancário, adotada por praticamente todas as grandes construtoras. Entre 60% e 70% do processo burocrático é adiantado dentro das empresas, que deixam para a CEF somente a palavra final sobre a concessão do crédito.

Atualmente a instituição possui cerca de 12 mil correspondentes – batizados de Caixa Aqui – sendo cerca de 3 mil na recepção do crédito imobiliário. De acordo com a Caixa, podem atuar como correspondente estabelecimentos com produtos ou serviços que tenham relação com o banco, mas que não sejam concorrentes. A preferência, segundo a entidade, está nas áreas de construção e serviços relacionados à atividade imobiliária.

Toda a primeira fase do processo, que inclui a apresentação de documentos, análise do cadastro e até as primeiras entrevistas com clientes de renda comprovada são feitas pelos correspondentes imobiliários. No caso de mutuários sem comprovação de renda – que começaram a ser aceitos pela CEF há cerca de cinco anos – o processo de aprovação é mais complexo e fica nas mãos do banco.

A mineira MRV foi a primeira construtora a atuar como correspondente imobiliário da Caixa. O primeiro projeto piloto foi feito em 1997 e atualmente a empresa atua em 60 cidades. São cerca de 150 profissionais que fazem 1,6 mil processos mensais. “Essa parceria é fundamental para o sucesso do plano e sem ela não conseguiríamos atingir os números atuais”, afirma Rubens Menin, presidente da companhia, que já tem 14 mil unidades aprovadas pela Caixa dentro do Minha Casa, Minha Vida. “Quanto mais a Caixa puder delegar, melhor”, afirma.

No primeiro trimestre, a Tenda conseguiu suas primeiras quatro certificações em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e agora também atua como correspondente no Rio Grande do Sul e na Baixada Santista. Juntas, essas regiões representam 80% das vendas contratadas durante o primeiro semestre de 2009. “Durante o primeiro semestre de 2009, transferimos 2.026 clientes para a Caixa, 150% superior ao número de clientes transferidos durante todo o ano de 2008″, afirmou a empresa em relatório de resultados do segundo trimestre. No começo do ano passado, a empresa teve problemas de repasse e cancelamento de vendas por conta da avaliação de crédito fora dos padrões da Caixa. “Agora, só vendemos para quem atende o perfil da Caixa.”

Outras empresas como Rodobens, PDG Realty e Cyrela também estão iniciando como correspondentes e devem ampliar sua atuação este ano.





AlphaVille diversifica e vai atender classe B

22 09 2009

(Valor Econômico) – 22/09/09

Adquirida pela Gafisa em 2006, empresa começa a redifinir sua estratégia de atuação

Três anos depois de ter comprado a AlphaVille Urbanismo, a Gafisa começa a fazer as primeiras mudanças relevantes na estratégia da companhia. Uma das mais antigas marcas do setor imobiliário, AlphaVille estreia em novos mercados 35 anos após a sua criação. Ancorada na fama do empreendimento de Barueri, em São Paulo – que abriu as portas para levar o conceito da vida em condomínios fechados para a classe alta a mais de 40 municípios – a empresa escolheu dois caminhos para diversificar sua atuação: condomínio com casas prontas, tanto para a alta renda quanto para a classe média, e loteamentos mais populares.

Na década de 70, a marca revolucionou a moradia de alto padrão no país ao colocar moradia, lazer, segurança e comércio em um mesmo endereço, geralmente distante dos centros urbanos. A fórmula perdeu a autenticidade e o ineditismo, mas o apelo da casa sem muro e acesso restrito caiu no gosto do brasileiro – foram vários os casos de fila nos estandes de venda e loteamentos inteiros vendidos em algumas horas, em cidades como João Pessoa, Caruaru, Manaus e Natal. Hoje, com abrangência nacional e presença em boa parte das cidades que comportam esse tipo de empreendimento – ainda há muitos municípios brasileiros onde predominam as casas “de rua” e os loteamentos fechados não agradam – além da escassez de terrenos que possibilitem atender o público de alta renda, a AlphaVille precisa testar novos conceitos.

Batizado de Terras Alpha, o primeiro loteamento para a classe B será lançado no quarto trimestre em Foz do Iguaçu, com terrenos de, no máximo, 360 metros quadrados e preço médio de R$ 60 mil. O tamanho médio dos lotes padrão é de 500 metros quadrados e o preço varia muito conforme a cidade, podendo variar de R$ 100 mil a mais de R$ 1 milhão no AlphaVille 1, em Barueri, por exemplo. Com o Terras Alpha, a empresa passa a concorrer com a Cipasa, empresa do grupo Lindencorp, que está começando a fechar parceria com incorporadoras para vender casas prontas. “São terrenos mais distantes com um custo melhor, que nos permitem descer um degrau”, afirma João Audi, presidente da AlphaVille.

Já a construção de casas vai em duas direções: unidades de alto padrão, com um cardápio de diferentes projetos assinados com preços na casa de R$ 1 milhão, o “Living Solutions”, e casas geminadas com a mesma arquitetura, vendidas na faixa de R$ 350 mil – chamado de “Conceito A”. O piloto com vinte casas de alto padrão está sendo feito no Alphaville Burle Marx, em São Paulo. O primeiro “Conceito A” tem 108 casas na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro. “Queremos aprender o mecanismo, testar a arquitetura financeira e o sistema construtivo, com variáveis como custo e tempo”, diz Audi. Em ambos os casos, a construção das casas será feita por empresas terceirizadas.

Embora a margem da venda de terrenos em lotes urbanizados seja uma das mais altas do segmento imobiliário, a construção das casas pode até dobrar o faturamento. “Nós já fazemos o mais difícil, que é aprovar projetos de urbanização de grande porte”, diz o presidente da empresa. “Agora, vamos agregar valor a esse negócio, fazendo a última etapa do processo”, acrescenta Audi.

Nos últimos dois anos, a AlphaVille Urbanismo dobrou de tamanho. Saiu de seis lançamentos em 2007 para 12 no ano passado. Este ano, lançou cinco, tem mais dois prestes a lançar (Porto Alegre e Piracicaba). Ainda que perto do fim do ano, segundo Audi, a empresa deve chegar a 12 novamente este ano. No primeiro semestre, porém, teve uma retração de 13% nas vendas contratadas em volume e 17% em unidades. Enfrenta o desafio do novo tamanho e de experimentar outros mercados sem a força da marca principal. “Somos fortes geradores de caixa temos espaço para essas inovações”, diz Audi. A AlphaVille teve vendas de R$ 300 milhões e lucro líquido de R$ 35 milhões.

A resistência de quem se opõem ao modelo também pode tornar-se um problema para a empresa. No caso do AlphaVille Granja Viana, no início de setembro, moradores e organizações não governamentais se opuseram ao desmatamento e ao trânsito que o empreendimento deve gerar na avenida que dá acesso ao empreendimento. Foi criado até um blog com fotos atualizadas do local contra o loteamento. “São apenas 0,6% de mata média e teremos todas as compensações ambientais que sempre fazemos”, diz.

A Gafisa comprou 60% da AlphaVille Urbanismo em outubro de 2006 por R$ 201,7 milhões. A aquisição total será finalizada daqui a dois anos, sendo 20% em 2010 e os 20% restantes em 2011.





Eldorado Business Tower é o primeiro edifício certificado Leed® Platinum da América Latina

21 09 2009

(CTE) – 03/09/2009

No último dia 19 de agosto, o Eldorado Business Tower, localizado na Av. das Nações Unidas, região da Marginal Pinheiros da capital de São Paulo, obteve o LEED® C&S – Platinum, o mais alto nível de certificação Greenbuilding pelo USGBC (United States Greenbuilding Council). Este é o primeiro empreendimento certificado nessa categoria em toda a América Latina, o oitavo no mundo e o terceiro fora dos Estados Unidos, país de origem do USGBC. A certificação LEED® C&S (for Core & Shell) – que essencialmente avalia e reconhece as soluções e tecnologias sustentáveis adotadas no projeto e na obra para reduzir os impactos ambientais de uma edificação, considerando o núcleo do edifício, todas as áreas comuns e as fachadas da edificação – só pode ser obtida pelo esforço da Gafisa S/A e São Carlos Empreendimentos, responsáveis pela incorporação, e pelo empenho e integração de todos os agentes envolvidos na concepção do Eldorado Business Tower: projetistas, construtora, consultores, fornecedores e administração predial.

Empreendimento com área construída de 128.645m², em um terreno de 10.379m², é composto por 32 pavimentos, 4 subsolos (1.805 vagas), edifício garagem com 7 pavimentos, centro de convenções e heliponto.

Entre os principais resultados que demonstram a alta performance ambiental do Eldorado Business Tower, pode-se destacar:

- 33% de economia de no consumo de água potável, comparado ao padrão norte-americano;
- 100% de economia de água potável para irrigação;
- 18% de economia no consumo de energia;
- 74% de todo resíduo gerado na obra foi desviado de aterros;
- 30% de todo material empregado é de origem reciclada;
- 50% de todo material adquirido é de origem local;
- 95% de toda madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council);
- 25% de redução da vazão e volume de água lançada na rede pública durante as chuvas.

Para Luís Fernando Bueno, Diretor de Operações da Gafisa, empresa responsável pela incorporação e construção do Eldorado Business Tower, “o EBT nasceu com a premissa de ser um dos mais modernos do mundo e ecologicamente correto. Isso norteou toda a sua concepção e obra, que se transformou em um novo marco urbano na cidade de São Paulo e do País. A certificação é o reconhecimento internacional não só do trabalho de toda equipe envolvida, como também do Brasil em produzir obras no mais alto padrão de qualidade, tecnologia e sustentabilidade do mundo.”

Para Anderson Benite, Diretor da Área de Sustentabilidade do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, empresa responsável pela consultoria em Greenbuilding para o edifício, “a certificação Platinum foi uma grande conquista para o empreendimento e um salto gigantesco para a evolução da construção sustentável no Brasil, demonstrando que este novo paradigma para a construção torna-se cada vez mais uma realidade”.

Diferenciais do projeto do Eldorado Business Tower que possibilitaram a certificação LEED® C&S – Platinum

Implantação e terreno sustentável
- Localizado em uma área urbanizada e comercial, com fácil acesso à estação de metrô, a diversos pontos de ônibus e a serviços básicos para aprimorar a conectividade com a comunidade local, incluindo passarela para integração e acesso dos ocupantes ao Shopping Center Eldorado.

- Instalação de cobertura verde e uso de revestimentos claros que reduzem o efeito de ilhas de calor nos pisos e nas coberturas.

- No estacionamento, 97% das vagas de garagem são cobertas, 91 vagas preferenciais são demarcadas para veículos movidos a álcool ou GNV, estando disponíveis 44 bicicletários e vestiários para os seus ocupantes.

- Maior área de infiltração do terreno, sistema de retenção e filtragem de água pluvial para diminuir o volume de água disposto na rede pública, reduzindo o potencial de enchentes no entorno.

- Adoção de controles rigorosos e treinamentos das equipes de obra para reduzir a poluição no solo e no ar proveniente das atividades de construção.

Uso racional da água
- Captação, tratamento e aproveitamento de águas pluviais para irrigação, lavagem de pisos e abastecimento de bacias sanitárias e mictórios das áreas comuns.

- Especificação de paisagismo com espécies de plantas nativas e adaptadas ao clima local, por consumirem menos água.

- Uso de equipamentos economizadores de água, como bacia com caixa acoplada com duplo acionamento (3 e 6 litros), mictórios de baixa vazão (0,7 litros por acionamento) e com fechamento automático, torneiras de lavatório com fechamento automático e torneiras de uso geral com restritores de vazão.

Eficiência energética
- Baixo percentual de área envidraçada e transparente na fachada (43%) e utilização de vidros de alto desempenho, reduzindo o ganho de carga térmica pelos ambientes internos e, conseqüentemente, a maior demanda de condicionamento de ar.

- Persianas dos andares tipo acopladas a um sistema inovador que controla automaticamente o fechamento e abertura, em função da incidência de radiação solar em cada fachada do edifício, reduzindo assim o ganho de carga térmica pelas fachadas e evitando o ofuscamento nos ambientes internos.

- Luminárias eficientes e projeto desenvolvido com baixa densidade de potência nos ambientes (watts/m²).

- Elevadores com sistema de antecipação de chamada e com mecanismo que recupera a energia durante as frenagens.

- Sistemas prediais devidamente comissionados, assegurando que foram executados e testados e que operam de acordo com o previsto em projeto.

- Sistema de medição de energia individualizado com sistema informatizado para o gerenciamento integrado de energia do edifício como um todo.

- Roda entálpica que aproveita a energia térmica remanescente do ar (frio), que é exaurido do prédio, permitindo esfriar o ar que está entrando no edifício, reduzindo assim o consumo de energia para o condicionamento de ar.

- Motores de alto desempenho com selo Procel.

- Condicionamento de ar inovador com sistema VRF (Variable Refrigerant Flow), sistema multi-split com uma unidade externa (condensadora) ligada a múltiplas unidades internas (evaporadoras), garantindo melhor distribuição do ar, maior flexibilidade no uso e a medição de consumo de energia de forma individualizada pelos locatários.

Materiais sustentáveis e recursos naturais
- Infraestrutura adequada para realização da coleta seletiva.

- Seleção e aplicação de materiais com alto conteúdo reciclado (30%).

- Materiais extraídos, beneficiados e manufaturados dentro de um raio de 800km (50%).

- Utilização de produtos com madeira certificada FSC (95%).

Qualidade do ambiente construído
- Utilização de gases refrigerantes para o sistema de condicionamento de ar com baixo potencial de agressão à camada de ozônio e ao aquecimento global.

- Proibição do fumo no interior do edifício e nas áreas próximas das tomadas de ar e janelas.

- Projeto desenvolvido para se obter uma alta taxa de renovação do ar nos ambientes e a sua filtragem por filtros especiais.

- Sensores de CO2 para monitorar e assegurar a adequada renovação do ar nos ambientes internos.

- Seleção e aquisição de tintas, selantes, vernizes e carpetes com baixa emissão de COV (Compostos Orgânicos Voláteis), prejudiciais à saúde dos ocupantes.

- Implantação de um Plano de Gestão da Qualidade do Ar Interno durante a fase de obra, garantindo o ambiente e os dutos de ar condicionado limpos para os ocupantes.

- Grandes áreas envidraçadas nas fachadas para garantir a integração do usuário com o ambiente externo (90%).

Principais parceiros envolvidos no empreendimento – Ficha Técnica

Incorporação: Gafisa e São Carlos Empreendimentos
Construção: Gafisa
Consultoria em Greenbuilding: CTE – Centro de Tecnologia de Edificações
Arquitetura: Aflalo & Gasperini Arquitetos
Projeto Condicionamento de Ar: Thermoplan
Projeto Estrutural: França e Associados e Cyrillo Jr.
Estrutura Metálica: Newton Nadruz e RCM
Luminotécnica: Franco & Fortes e Studio IX
Geradores: Catterpillar e Ecogen
Paisagismo: Benedito Abbud
Instalações: Enit
Automação Predial: SI2 Soluções Integradas Inteligentes
Caixilharia: Schuco, Adalume
Vidros: Glaverbel
Projeto Acústico: Akkerman
Projeto de Impermeabilização: Proassp Consultoria em Impermeabilizações
Projeto Elevadores: Empro
Fundações: Consultrix
Administração: CB Richard Ellis
Consultorias: Oswaldo Bueno Engenharia e Representações Ltda e Engenharia Gerencial, através de José Luiz de Martini, Ofos Consultoria Contra Incêndio





Construção é setor com maior expansão de pessoas ocupadas (Pnad 2008, IBGE)

18 09 2009

(IBGE) – set/09

Quanto à distribuição das pessoas ocupadas segundo os grupamentos de atividade, as maiores participações foram as dos grupamentos agrícola (17,4%), do comércio e reparação (17,4%) e da indústria (15,1%).

Na comparação com 2007, o grupamento da construção teve o maior crescimento em termos de pessoal ocupado (14,1%), com destaque para as regiões Norte (19,9%) e Nordeste (19,6%). Por outro lado, o grupamento agrícola, apresentou redução de 2,6% no seu contingente, de 2007 para 2008. As regiões Norte (-7,7%), Sul (-5,5%) e o Centro-Oeste (-5,1%) registraram quedas. O Sudeste foi a única região a apresentar crescimento de pessoas ocupadas no grupamento agrícola (2,6%) entre 2007 e 2008.








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