Ações de construção sobem até 8% e lideram alta na bolsa

18 09 2009

(O Globo) – 08/09/09

O anúncio da aprovação pelo governo de uma nova aplicação do FGTS para socorrer as construtoras animou as ações do setor na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis de Cyrela, Rossi e Gafisa subiram 8,39%, 7,84% e 5,11%, respectivamente, liderando as altas entre as ações do Índice Bovespa (Ibovespa). Das outras 19 ações de empresas de construção listadas em Bolsa mas que não estão no Ibovespa, apenas três registraram quedas.A Bolsa também teve um dia de alta, com o Ibovespa registrando ganho de 1,70%, para 56.652 pontos, após a avaliação positiva dos dados do mercado de trabalho americano. Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 1,82%. Depois das quedas no início da semana, ontem as ações da Petrobras subiram 0,99%, fechando a R$32,51, praticamente o mesmo preço da sexta-feira anterior (R$32,55). Diante do otimismo do dia, o dólar teve nova queda, de 1,39%, para R$1,840. Também influenciou no otimismo do mercado um resultado ligeiramente favorável do emprego nos EUA. O ritmo de fechamento de postos de trabalho em agosto caiu para 216 mil, contra 276 mil em julho. Porém, a taxa de desemprego americana chegou a 9,7%, a mais alta dos últimos 26 anos.

A chamada taxa de subemprego (trabalhadores em postos temporários em busca de emprego fixo) atingiu 16,8%, um recorde na história americana. Ainda assim, a queda no número de postos fechados animou os especialistas americanos, que acreditam que o pior da crise já passou e que as medidas de recuperação da economia começam, enfim, a fazer efeito nas estatísticas.

Desde o início da crise, EUA já perderam 6,9 milhões de vagas
Mas os números divulgados ontem pelo Departamento de Trabalho mostram que as melhoras no emprego andam mais devagar que no restante da economia, com muitos duvidando se a indústria e as empresas de serviços vão efetivamente repor os postos fechados.

Christina Romer, presidente do Conselho de Economia da Casa Branca e uma das mais próximas assessoras do presidente Barack Obama, afirmou ontem à TV Bloomberg que a taxa de desemprego de 9,7% é uma tragédia. Ela disse que ainda serão precisos alguns meses de recuperação até que a geração de emprego supere as demissões.

Desde o início da crise, em dezembro de 2007, a economia americana perdeu 6,9 milhões de vagas. Mas a trajetória desses postos mostra sinais positivos. Afinal, os 216 mil empregos perdidos em agosto foram bem menos que os 230 mil estimados pelos analistas. E é o menor número desde agosto de 2008, quando a crise se agravou. Com isso, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 1,03%.

Esta semana, o vice-presidente, Joe Biden, afirmou que o pacote de estímulo de US$787 bilhões foi a principal razão da virada recente na economia.

“Em vez de falarmos sobre o começo de uma depressão, estamos conversando sobre o fim de uma recessão”, disse.

A empresa de consultoria econômica IHS Global Insight estima que o pacote de estímulo seja responsável por um aumento de um ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB, a soma de bens e serviços produzidos pelo país) em 2009. E que as medidas salvaram, este ano e em 2010, dois milhões de empregos.





Brasil é destaque na recuperação do mercado imobiliário mundial

18 09 2009

(Valor Econômico) – 16/09/09

De um lado, sete palestrantes apresentam números e informações sobre os fundamentos da economia brasileira e os diferentes segmentos do mercado imobiliário. De outro, cerca de 150 pessoas sentadas em uma plateia atenta assistem, interessadas, a cada um dos detalhes expostos. “Vender” o Brasil está mais fácil. O país que primeiro emergiu da crise é capaz de impressionar olhos e ouvidos acostumados a más notícias. Investidores estrangeiros machucados pela crise ainda estão se refazendo das fortes perdas que tiveram, mas conseguem ver no Brasil a luz que continua apagada em praticamente todo o resto do mundo.

“O humor aqui nos Estados Unidos continua muito ruim, se os investidores não vem a um lugar onde todo mundo fala a mesma coisa fica até difícil acreditar que o cenário seja tão positivo no Brasil”, afirma José Paim, presidente da Max Cap Real Estate Investment Advisors, um dos palestrantes brasileiros do Brazil Real Estate Conference. Pela primeira vez, o governo brasileiro participa de um evento como esse. Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal, veio apresentar o programa Minha Casa, Minha Vida, que apesar do nome em português, já faz parte do vocabulário dos investidores interessados no Brasil e no tão festejado mercado de baixa renda.

O Brasil está na moda, é o que se diz por aqui. E as empresas brasileiras do setor imobiliário aproveitam a conjunção de fatores positivos para atrair investimentos ao país. A favor do Brasil existem fatores externos, como a concorrência mais fraca de outros países emergentes. Dos BRIC, segundo os investidores, apenas a China disputa com o Brasil, apesar das grandes diferenças entre os dois países.

Internamente, uma soma de fatores faz com que o timing seja muito favorável ao Brasil. Fundamentos macroeconômicos sólidos, como a queda das taxas de juros, o crescimento da classe média e da renda per capita e um crescimento estimado de cerca de 4,8% do PIB em 2010, chamam a atenção. Ao lado de fatores específicos do setor que foram resolvidos ao longo dos anos – como alienação fiduciária, patrimônio de afetação, securitização de ativos e uma sólida evolução do mercado de capitais. “Juntos, esses fatores formam um cenário único e inédito para o setor”, afirma David Lawant, analista do setor imobiliário da Itaú Corretora. “O Brasil se recuperou mais rápido do que se imaginava, principalmente no setor imobiliário.”

Por fim, o programa habitacional do governo do alinhavou os últimos fatores que faltavam para completar um cenário de demanda aquecida. Por conta do Minha Casa, Minha Vida, a baixa renda ganha destaque entre os diferentes segmentos do mercado imobiliário brasileiro. “Se não fosse a crise não teríamos o programa do governo”, afirma Carlos Trostli, presidente da Tenda, que teve um aumento de 45% das vendas no segundo trimestre. A empresa, comprada pela Gafisa no ano passado, é uma das que mais se encaixa no programa. No primeiro semestre, 88% das vendas de R$ 620 milhões foram consequência do Minha Casa, Minha Vida. “Os investidores tem nos procurado para saber detalhes do programa e como a Tenda se beneficia.”

O nível de dúvida dos investidores presentes ao evento mostra que muita gente está fazendo a lição de casa. Há poucas dúvidas superficiais e a maioria já mostra conhecimento sobre o mercado. Entre os questionamentos, há desde as diferenças entre os programas do Brasil e do México, a capacidade de operacionalização do plano do governo, a possível falta de mão-de-obra e insumos, o quanto o Bolsa Família ajuda a movimentar o segmento de baixa renda, se faltará terra para os novos empreendimentos e até se o Brasil corre o risco de ter um sub-prime.

Heidi Thompson, da Daiwa Asset Management, empresa de gestão de recursos japonês, já investiu US$ 215 milhões em ações de empresas brasileiras (Gafisa, Cyrela, Rossi, PDG, MRV, Agra e BR Malls), entoa o coro de que o segmento econômico é um dos mais atrativos no mercado imobiliário, pelo potencial de crescimento. Mas teme pelo risco político no próximo ano.

Outro fundo que já tem investimentos no Brasil, mas ainda procura novas oportunidades, é o Janus Capital Group, com ações da MRV, Cyrela, Rossi, PDG e Rodobens. Matthew Hochstetler, da Janus, vê uma transformação inédita no mercado imobiliário brasileiro. “Estamos muito otimistas com o Brasil, são vários fatores positivos, que não existiam nas últimas décadas”, diz. O belga Reginald Neirynck, da Saivest Strategic Alternative Investments, acaba de montar um escritório no Brasil para investir em projetos de imóveis comerciais e logística. “Só me interessa investir no Brasil agora”.





Famílias ficam menores, número de domicílios cresce e problemas habitacionais mudam

18 09 2009

(UOL Notícias) – 18/09/09

De 2007 para 2008, o número de domicílios no país cresceu mais rapidamente do que o número de famílias. Os dados divulgados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE, também mostram que as famílias ficaram menores, com maior presença de unidades com uma ou duas pessoas.

O levantamento da pesquisa indica um total de 60,9 milhões de famílias vivendo em domicílios particulares em 2008, 1,4 milhão a mais do que no ano anterior. No mesmo período, o número total de domicílios subiu de 55,770 milhões para 57,557 milhões.

Proporcionalmente, o número de domicílios cresceu mais rapidamente que o de famílias. O crescimento do número de famílias foi da ordem de 2,4%, enquanto o do número de domicílios foi de 3,2%.

A essa tendência se soma a da redução do número de habitantes por domicílio. A média nacional ficou em 3,1 habitantes por domicílio, menor que a registrada na Pnad 2007: 3,2. Como se trata de uma média, a redução é significativa. Na região Sul, a “família média” é de 2,9 pessoas por domicílio, ou seja, menor do que a família nuclear formada por pai, mãe e um filho.

Evolução dos habitantes/domicílio (2007-2008)

Evolução dos habitantes/domicílio (2007-2008)

A redução no número de pessoas se verifica em algumas faixas: cresceu o número de domicílios com duas pessoas, praticamente se manteve estável o de três e, a partir de quatro pessoas por domicílio, há uma queda generalizada.

Essas mudanças no perfil domiciliar brasileiro levam a um aumento na pressão por habitação e serviços como fornecimento de água e coleta de esgoto e lixo, além de colocar desafios para as políticas públicas de habitação e de planejamento urbano. “Em alguns bairros, a pessoa pode ter até alguns metros quadrados a mais, mas ela vive em condições de ‘enterrado’”, diz a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e ex-secretária executiva do Ministério das Cidades, Ermínia Maricato.

“Boa parte das pessoas que moram sozinhas, por exemplo, é formada por mulheres idosas, não necessariamente de baixa renda”, explica o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis, uma organização não governamental que atua no setor de planejamento urbano. Nakano também é doutorando do Núcleo de Estudos Populacionais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O desafio, para ele, é pensar não só a habitação, mas a cidade, para esse novo contexto. Com menos pessoas por domicílio, é possível imaginar casas e apartamentos menores, mas isso não é suficiente. “As unidades podem ser menores, desde que as áreas de convivências da cidade sejam maiores”, explica.

Outra questão é a da “acessibilidade universal”. Nesse sentido, Nakano vê de forma positiva experiências da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU) na adaptação de unidades para idosos e deficientes físicos.

Tendência
A redução no número de pessoas por domicílios é uma tendência que já vinha sendo indicada pelos levantamentos anteriores da Pnad.

De 1997 a 2007, a proporção de domicílios com uma pessoa cresceu, na participação total, de 8,6% para 11,5%, para chegar a 12% em 2008.

“Proporcionalmente, há uma tendência de redução da proporção da típica família nuclear, a do casal com filhos”, explica Elisa Hijino de Oliveira, que defende na próxima segunda-feira uma dissertação de mestrado na Ence (Escola Nacional de Ciências Estatísticas), ligada ao IBGE, justamente sobre o que os demógrafos chamam de “arranjos unipessoais” no Brasil na última década.

A redução do número de pessoas em cada família faz parte de uma grande mudança no perfil demográfico do país que inclui a redução da taxa de fecundidade, o envelhecimento populacional, o aumento da escolarização feminina e a entrada no mercado de trabalho, aumento das separações e divórcios, o adiamento dos casamentos e uniões e a transferência do foco da criança para os adultos na vida familiar.

Como conseqüência disto, os pesquisadores do Censo 2010, que será realizado no ano que vem, vão, pela primeira vez, perguntar se há cônjuges do mesmo sexo nos domicílios, buscando captar os novos tipos de família e as novas formas de morar.

Para Ermínia Maricato, outros dados sobre as famílias e os domicílios revelados pela Pnad 2008 são preocupantes. Ela cita, por exemplo, o crescimento do número de mulheres que são referência familiar. O número chegou a quase 35%.

“Esse é um dado de precarização. Especialmente quando a mãe é chefe de família e trabalha fora”, diz ela. Há outras famílias, que não a tradicional, que também enfrentam dificuldades: é o caso, por exemplo, daquelas formadas por uma avó e seu neto ou neta.

A precarização, aliás, pode estar também no aparentemente positivo crescimento no número de domicílios. Para Maricato, esse dado pode estar ligado a um adensamento de favelas nas “franjas” das grandes cidades.

“São necessárias pesquisas empíricas para verificar o que está ocorrendo, mas, se não foi interrompida a tendência dos anos 1980 e 1990, as condições podem estar piorando. As favelas mais antigas estão na quarta laje”, diz ela.

De acordo com Maricato, a retomada dos investimentos no setor de habitação e saneamento ainda não devem ter surtido um efeito que possa ser captado pela Pnad de 2008. “O impacto disso leva em torno de sete anos para ser sentido”, diz.

Além disto, o setor privado, embora esteja se voltando para a classe média, ainda não alcança o setor em que o déficit habitacional é mais significativo: o das pessoas que têm renda familiar média de até três salários. Há uma carência de 4,616 milhões de domicílios nesta faixa, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro encomendado pelo Ministério das Cidades.

Maricato acredita que o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, deve levar a uma melhora nas condições de saneamento, mas não interrompe o processo de expansão horizontal das cidades.

Outra questão é a qualidade dos serviços: embora a Pnad aponte para mais casas com acesso a coleta de esgoto e lixo, a pesquisa não consegue medir a qualidade desse serviço. Segundo a Pnad, 83,9% dos domicílios têm acesso a rede de água, 52,5% a coleta de esgoto e 87,9% a coleta de lixo.

“Tenho dúvidas sobre esse número do lixo. Se a coleta chegasse regularmente a quase 88% dos domicílios, não haveria tanto lixo nos córregos e na beira das estradas do país, quando você sai das regiões metropolitanas”, afirma Maricato.

Nakano, por sua vez, diz que o dado sobre coleta de esgoto não é o melhor. “O morador que responde à Pnad não vê para onde vai o esgoto. Ele pode achar que está indo para a rede coletora e, na verdade, ele está indo para a galeria pluvial”, diz. Na sua opinião, os dados mais confiáveis sobre o setor deveriam vir do cadastro das empresas de saneamento. “Mas eles são uma bagunça.”

Déficit habitacional
Uma pesquisa recentemente divulgada da Fundação João Pinheiro, com sede em Minas Gerais, baseada em dados da Pnad 2007, aponta que o déficit habitacional do país é de 6,273 milhões de domicílios, dos quais 82,6%, ou quase 5,2 milhões, estão nas áreas urbanas.





Vendas de imóveis residenciais tiveram queda de 24,4% em São Paulo, diz Secovi

17 09 2009

(G1) – 15/09/09

Entre janeiro e julho, 16.460 unidades foram vendidas na capital.
Projeção de lançamentos para o ano foi mantida.

As vendas de imóveis residenciais caíram 24,4% na cidade de São Paulo no período entre janeiro e julho deste ano, para 16.460 unidades, em comparação ao mesmo período do ano passado. A divulgação foi feita nesta terça-feira (15) pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

No mês de julho, foram vendidas 2.092 unidades, o que representa queda de 41,5% na comparação com junho. Em nota, o Secovi-SP destacou que a sazonalidade de julho, mês de férias, precisa ser levada em conta nessa base de comparação.

Lançamentos
Ainda segundo o Secovi, no acumulado dos sete primeiros meses do ano, o número de lançamentos de imóveis residenciais recuou 50,6% ante o mesmo intervalo de 2008, para 9,7 mil unidades. Conforme a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), foram lançadas 1.603 unidades em julho, 6,5% a menos que em junho.

Segundo a pesquisa divulgada, diversos fatores podem explicar essa timidez, conforme esclarece Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. “Predominância de lançamentos de condomínios-clube com várias torres, antes da crise do segundo semestre de 2008 e que continuam sendo vendidos; a redução de crédito para produção com recursos da poupança; e a diversificação de empreendimentos”, avalia.

Em relação aos lançamentos de escritórios comerciais, houve crescimento de 130,6% de janeiro a julho, para 1.870 unidades.

O Secovi-SP manteve a projeção de lançamentos para o ano, de 25 mil unidades.





Thá planeja abrir capital até 2012

16 09 2009

(Gazeta do Povo) – 16/09/09

O grupo paranaense Thá planeja realizar sua abertura de capital até 2012. A perspectiva de crescimento tanto da empresa – que atua na área da construção civil – como do mercado imobiliário são os principais argumentos para que a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) seja feita em no máximo três anos. “A decisão e o desejo da companhia são claros. Esperamos apenas o melhor momento, alinhado à melhor oportunidade do mercado”, disse o presidente do grupo Sandro Westphal, que participou ontem do comitê de finanças da Amcham. Para ele, cidades como Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte devem assistir em 2010 a um fortalecimento do setor como o ocorrido em São Paulo e no Rio de Janeiro há quatro anos.





Estacionamento vira artigo de luxo em São Paulo

15 09 2009

(Jornal Nacional) – 15/09/09

Nos últimos dez anos, a cidade ganhou quase um 1,7 milhão de carros. Mas só foram construídas 560 mil vagas, segundo um levantamento de consultores imobiliários.

O Jornal Nacional mostrou na segunda-feira (14/09/09) a dificuldade monstruosa que é encontrar vagas na maior cidade brasileira. Nesta terça-feira, o repórter César Menezes apresenta o custo da segurança dos veículos (clique aqui para vídeo).

Como é bom chegar em casa e parar o carro na garagem. E como está difícil fazer isso em São Paulo. Fábio só consegue estacionar o segundo carro da família porque aluga uma vaga do vizinho. Paga R$ 150 para seu Antônio, na camaradagem.

“A última oferta foi R$ 200 que me ofereceram. A nossa amizade é muito grande”, disse o aposentado Antonio Zuchini.

Fábio nem pensa em oferecer mais, porque já gasta muito para deixar os carros parados.

“Entre aluguel aqui, aluguel no escritório e na faculdade da minha filha, são R$ 390 por mês”, contou o administrador de empresas Fábio Machado.

Nos últimos dez anos a cidade ganhou quase um 1,7 milhão de veículos. Mas nas garagens dos apartamentos e escritórios só foram construídas 560 mil vagas, segundo um levantamento de consultores imobiliários.

No Centro da cidade é mais difícil ainda ter um lugar para estacionar o carro. O movimento é maior e as construções são antigas, da poça em que cada família tinha no máximo um carro. Vaga na garagem de alguns edifícios é artigo de luxo.

Edifício Copam, 1.160 apartamentos, 5 mil moradores, 221 vagas. Nesse prédio, uma quitinete vale R$ 80 mil. Uma vaga, R$ 55 mil. “É muita gente querendo comprar, e pouca gente querendo vender. Quando aparece um vendedor, na hora ele vende”, contou o síndico Affonso de Oliveira.

O problema é tão crítico, que na Avenida Paulista, um dos metros quadrados mais valorizados de São Paulo, terrenos muito bem localizados funcionam há anos como estacionamentos. E dão lucro. Uma hora parado custa R$ 8, R$ 10, R$ 17.

“Fiquei 2 horas parado e paguei R$ 18. Eu acho muito caro. Mas não tem onde parar”, disse o vendedor César Assay.

Ione paga por mês: R$ 220. Diz que não tem outra opção. “Como eu saio muito tarde do escritório, e o prédio é aqui do lado, é uma questão de segurança”, acredita ela.





Mesmo com queda nas vendas até julho, setor imobiliário em São Paulo espera recuperação

15 09 2009

(Gazeta do Povo) – 15/09/09

Baixo desempenho é atribuído ao período de férias e até mesmo à pandemia causada pelo vírus Influenza H1N1- gripe suína

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo caíram 24,4% no período de janeiro a julho deste ano, comparado aos sete primeiros meses de 2008. Foram comercializadas 16,5 mil unidades.

Em julho, houve uma queda de 41,5% sobre igual mês do ano passado. De um total de 12,9 mil ofertas, 2,1 mil unidades foram vendidas.

Segundo o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), João Crestana, essa falta de dinamismo do setor, no entanto, não evidencia que os negócios vão mal.

Ele atribuiu o baixo desempenho de julho ao período de férias e até mesmo à pandemia causada pelo vírus Influenza H1N1- gripe suína. “As famílias ficaram mais retraídas e muitas interromperam as atividades com as férias prolongadas”, observou o executivo para quem a comercialização “segue forte” e deve ter mais visibilidade no fechamento do segundo semestre.

Crestana lembrou que o setor não escapou dos efeitos da crise financeira internacional. Muitos projetos e lançamentos acabaram adiados e só foram retomados no começo deste ano. Diante disso, confirme explicou, diminuíram as ofertas, embora já se note uma reação. “Os efeitos da crise já estão muito mitigados e, desde novembro do ano passado, já tivemos de volta o interesse de compradores”.

Ele informou que uma novidade que sinaliza negócios em alta é o crescimento pela procura de imóveis comerciais e o índice de velocidade de vendas, que alcançou 14,4% em julho. Isto significa que de cada 100 imóveis ofertados 14,4 foram vendidos.

Na projeção de Crestana, o programa Minha Casa, Minha Vida, em fase de maturação, deve resultar em 600 mil a 700 mil ofertas de imóveis para a população de baixa renda no ano que vem. “Já temos cerca de 40 mil aprovações [financiamentos] na Caixa Econômica Federal e mais outros 300 planos em análise”, disse.

Para o presidente do Secovi, o país não pode mais conviver com o deficit habitacional de 8 milhões de unidades. “Estima-se existirem cerca de 35 milhões de pessoas morando em locais inadequados”, observou.

A estimativa do Secovi é que, na quarta edição da Semana Imobiliária em São Paulo, a ser realizada de 24 a 27 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, sejam oferecidos cerca de 100 mil imóveis. Os interessados poderão encontrar desde pequenas habitações com apenas um dormitório até as que têm acima de três dormitórios.





Oferta de ações da Rossi Residencial pode girar R$724 milhões

14 09 2009

(Info Money) – 14/09/09

A Rossi Residencial (RSID3) divulgou na tarde desta segunda-feira (14) o prospecto preliminar de sua oferta primária de 55 milhões de ações ordinárias. A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica e clubes de investimentos no Brasil, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.

O coordenador líder da oferta será o Credit Suisse, sendo que os bancos Bradesco BBI e Santander também atuarão como coordenadores contratados. Cabe lembrar que a oferta inicial poderá ser acrescida de até 8,250 milhões de ações correspondentes ao lote suplementar, porém a empresa não reserva a opção de lote adicional.

Preço por ação
A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding . Porém, considerando a cotação de fechamento dos papéis no último pregão, de R$ 12,43, a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 683,7 milhões. Caso a opção de lote suplementar seja exercida, a captação poderá atingir R$ 724 milhões.

Características da oferta - Rossi Residencial

Características da oferta - Rossi Residencial

Critérios de rateio
Caso a totalidade de pedidos de reserva de ações realizados por investidores de varejo ultrapasse o montante de papéis destinado a este grupo (mínimo de 10% e máximo de 15% dos papéis inicialmente ofertados), o critério de rateio será a divisão igualitária e sucessiva das ações até o limite de R$ 5 mil.

Uma vez atendido o primeiro critério, as ações destinadas aos investidores não-institucionais remanescentes serão rateadas proporcionalmente para os investidores de varejo ao valor dos respectivos pedidos de reserva não atendidos.

De acordo com o prospecto, “a critério dos coordenadores e da companhia, a quantidade de ações destinadas a investidores não institucionais poderá ser aumentada para que os pedidos excedentes dos possam ser total ou parcialmente atendidos”.

Agenda da oferta

Agenda da oferta - Rossi Residencial

Agenda da oferta - Rossi Residencial

Valor Online

Os recursos levantados no mercado serão destinados, prioritariamente, à aquisição de terrenos e projetos voltados ao segmento econômico. A companhia também utilizará o dinheiro para financiamento da exposição de caixa dos novos projetos e capital de giro.

Com a venda das ações, o capital da companhia em poder do mercado subirá de 47,55% para 59,22%.

A companhia chegou ao Novo Mercado em fevereiro de 2006, vendendo 40,5 milhões de ações, a R$ 25 cada.

Outras empresas do setor de construção também estão com novas ofertas engatilhadas, entre elas PDG Realty e a Brookfield. Em julho, a MRV foi a mercado e obteve mais de R$ 590 milhões com a venda de novas ações.





Telhado Verde em Nova York

13 09 2009

(Revista Techne) – set/09

Telhado verde em Nova York

Telhado verde em Nova York


O Serviço Postal dos Estados Unidos (U.S. Postal Service) concluiu as obras do telhado verde do correio de Morgan, primeira estrutura do tipo instalada em um dos seus prédios da cidade de Nova York. Segundo Sam Pulcrano, vice-presidente de sustentabilidade da empresa, o telhado verde deve ajudar a empresa a alcançar a meta de redução de 30% do consumo de energia até 2015. O telhado possui árvores, arbustos de pequeno porte, grama e 14 bancos feitos de madeira certificada. Sua vida útil é estimada em 50 anos, duas vezes mais do que a estrutura substituída.

O telhado verde adotado pelo Serviço Postal dos Estados Unidos é uma entre várias estratégias sustentáveis utilizadas pela empresa, como o uso de materiais renováveis, programas de redução no consumo de energia e de água, utilização de sistemas de aquecimento solar, entre outros.





ABNT elabora normas para o BIM e Coordenação Modular

13 09 2009

(Revista Techne) – set/09

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Federal solicitou à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) a elaboração de normas para Coordenação Modular e para o BIM (Building Information Modeling), ou Modelagem de Informações para a Construção. No caso da nova norma modular, a Comissão de Estudo de Coordenação Modular para Edificações revisará as normativas brasileiras que estão em vigor desde os anos 1970 e 1980 e se baseará também em outras seis normas internacionais. São elas: ISO 1791:1983, que define os termos necessários para a concepção e construção de edifícios de acordo com a coordenação modular; ISO 1006:1983, que estabelece o valor do módulo básico para ser usado na coordenação modular de edifícios; ISO 2848:1984, princípios e regras da coordenação modular; ISO 6513:1982, séries de medidas multimodulares preferíveis para dimensões modulares; ISO 6514:1982, que determina os valores dos incrementos submodulares; e ISO 1040:1983, que define as medidas dos multimódulos para dimensões coordenadoras horizontais. Já no caso da norma para o BIM, que não existe no País, a proposta é adaptar as normas ISO 12006-2:2001 e ISO 12006-3:2007 para a realidade brasileira. Apesar de a ABNT estipular o prazo médio de um ano para a conclusão dos novos textos, o superintendente do Comitê Brasileiro de Construção Civil, Carlos Alberto Borges, acredita que as normativas poderão ficar prontas ainda em 2009.








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