Fundador volta a presidir a Tecnisa

28 11 2009

(Valor Econômico) – 12/11/09

Depois de dois anos fora do dia-a-dia da Tecnisa, o engenheiro Meyer Joseph Nigri vai reassumir a presidência da companhia que fundou há 32 anos. No início de 2008 – um ano após a abertura de capital da construtora – Nigri passou a gestão executiva para Carlos Alberto Júlio e passou a presidir o conselho de administração. Alberto Júlio, que foi presidente Polaroid e da HSM Management deixa a companhia por motivos pessoais, segundo comunicado ao mercado, mas permanece no cargo até o fim do ano. A partir de 2010, ano em que a Tecnisa pretende lançar R$ 2 bilhões em imóveis, Meyer Nigri volta a ter o cargo de presidente.

Segundo fontes do mercado, como profundo conhecedor do setor imobiliário, o fundador da Tecnisa sempre foi muito presente – com expediente diário na companhia – e nunca deixou de dar as cartas na operação. No próprio comunicado ao mercado, a empresa diz que Júlio, amigo pessoal do fundador, dividia a gestão com Nigri. Carlos Alberto Júlio assinou um dos pacotes de remuneração mais agressivos do setor imobiliário – e seria um profissional considerado caro pelos acionistas.

A avaliação dos analistas sobre o balanço da Tecnisa, divulgado ontem, foi de regular a fraco. As vendas contratadas atingiram R$ 243 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 19% sobre o segundo trimestre e de 4% em relação em relação ao mesmo período do ano passado. A velocidade de vendas dos lançamentos, de 19%, foi considerada baixa. “A Tecnisa apresentou um resultado regular, estável em relação ao segundo trimestre, com receita líquida, margens e o consumo de caixa praticamente estáveis, mas na parte operacional destacamos negativamente o baixo percentual de venda dos empreendimentos lançados no trimestre”, afirma Eduardo Silveira, analista do Banco Fator.

Segundo Marcelo Telles, do Credit Suisse, apesar da boa margem operacional, o grande desafio da Tecnisa continua sendo a aprovação dos lançamentos e como os projetos em aprovação são grandes isso leva tempo. A companhia afirmou que, por conta do atraso nas aprovações de projetos, espera volume baixo de lançamentos no quarto trimestre, por volta de R$ 100 milhões. A Tecnisa é dona do antigo terreno da Telefônica.





Um leque maior de opções em investimento imobiliário

28 11 2009

(Valor Econômico) – 11/11/09

Quando se fala em investimentos imobiliários, os investidores mais tradicionais ou desavisados resumem seu rol de possibilidades a duas situações. A primeira, comprar um apartamento ou imóvel comercial para alugá-lo. A segunda, adquirir um imóvel na planta e vendê-lo quando a construção estiver adiantada ou pronta, buscando-se, nesse caso, a valorização do bem. Porém, a cada dia, novas modalidades de investimento no setor imobiliário se consolidam e passam longe da burocracia e pouca liquidez da compra e venda de imóveis – que pode colocar o investidor em uma posição ruim em caso de necessidade urgente de recursos, obrigando-o a vender o imóvel por preços abaixo do mercado para gerar caixa. As variações disponíveis começam pelos fundos imobiliários, que são fechados e funcionam de forma semelhante às ações das empresas de capital aberto negociadas em bolsa. Quando o investidor quer adquirir cotas ou vender parte ou todo o investimento, basta negociar na BM&FBovespa. Hoje, mais de 20 desses fundos são negociados na bolsa com boa liquidez e distribuição mensal de expressivos dividendos.

A razão da distribuição de dividendos constante se deve ao fato de que a maioria dos fundos são também proprietários de imóveis geradores de renda frequente, como shopping centers, edifícios comerciais, hospitais, centros de distribuição e logística, entre outros. Características que devem ser observadas pelo investidor são a isenção de imposto de renda para pessoas físicas e a possibilidade de investir em grandes empreendimentos, com fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e administração obrigatória por instituição financeira.

Outra modalidade são os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), títulos de renda fixa de longo prazo emitidos por companhias securitizadoras, com lastro em créditos imobiliários, que pagam juros ao investidor. Os lastros mais comuns de um CRI são os créditos de contratos de compra e venda com alienação fiduciária do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), de contratos de locação (“built-to-suit”) ou os créditos gerados por escrituras de direito real de superfície.

Esses certificados são de longo prazo com rentabilidade acima das demais alternativas de renda fixa, isenção de IR para pessoas físicas e alternativa aos investimentos imobiliários tradicionais citados no início, reduzindo os custos administrativos de vacância e reformas.

Antes, as emissões de CRIs destinavam-se apenas a investidores qualificados, com aplicação mínima de R$ 300 mil. Porém, há cerca de um ano, a CVM modernizou as regras dos fundos imobiliários permitindo que eles invistam em outros ativos de lastro imobiliário, como os CRIs. A nova regra proporcionou o acesso de investidores de todo o porte a esses títulos por meio dos fundos. Novos fundos imobiliários que serão lastreados em CRIs estão em fase de lançamento ou de aprovação na CVM e muitos deverão vir por aí.

Por fim, chegamos aos Cepac, que são os certificados de potencial adicional de construção, instrumentos de financiamento de obras-públicas. Por meio deles, construtoras podem comprar o direito outorgado pelo poder municipal de construir além dos limites normais em áreas que receberão ampliação da infraestrutura urbana. Um leilão recente realizado pela Prefeitura Municipal de São Paulo envolveu nove corretoras representando dezenas de empresas do setor, resultando em mais de R$ 250 milhões para o município.

Os Cepac, mesmo sendo procurados majoritariamente por empresas de incorporação e construção, podem ser adquiridos pelo investidor. O Cepac constitui uma parceria de sucesso entre a prefeitura e a iniciativa privada, promovendo a viabilização financeira de intervenções que exigem enormes investimentos. Prova disso são as operações urbanas consorciadas Água Espraiada e Faria Lima, que estão sendo executadas sem depender de recursos do orçamento do município e apresentam disponibilidade de caixa para novos investimentos. Este formato vem sendo analisado por outras grandes cidades e deve ser adotado para viabilizar os projetos previstos para a Copa do Mundo e a Olimpíadas.

Esse tipo de certificado acaba por influenciar as outras modalidades de investimento imobiliário – por exemplo, a incorporadora de um shopping pode comprar os direitos para aumentar sua área – e também mostra como o mercado de investimentos imobiliários cresce, se diversifica e se consolida no Brasil.

Cabe às instituições financeiras, construtoras, incorporadoras, imobiliárias e demais instituições interessadas no desenvolvimento desse mercado o trabalho de educar e conquistar mais investidores.





Mercado Imobiliário de Curitiba – Edifícios Comerciais

28 11 2009

Binswanger Brazil

Pesquisa da Biswanger. Apresenta informações sobre o mercado de imóveis comerciais em Curitiba: Mercado imobiliario-Curitiba-1sem08





Amplie seu compacto

28 11 2009

(Gazeta do Povo, Guia Casa) – 20/11/09

Soluções simples garantem um melhor aproveitamento do espaço no apartamento. Piso, cores, nichos, iluminação e espelhos oferecem mais conforto para aos moradores

O planejamento para dar amplitude a um apartamento compacto começa na planta. “Cuido para manter a funcionalidade da casa, dimensionando os espaços para colocar adequadamente móveis e eletrodomésticos”, afirma o arquiteto Orlando Busarello, que é um dos responsáveis pelo projeto do Le Parc Residence, empreendimento com apartamentos de um e dois quartos da incorporadora Inves­park. Para ele, a grande sacada dos apartamentos compactos é eliminar o máximo de paredes.

Uma dica do arquiteto é unir o espaço de refeições com o de estar. “Pode-se fazer uma bancada e ganhar mais espaço”, sugere. Além disso, produtos com abertura frontal são mais indicados pela facilidade de acesso. Portas de correr também são recomendadas porque não tomam espaço ao fechar e abrir. Os armários e estantes podem ser usados como divisórias, para dar mais privacidade ao ambiente. “É interessante se fazer um jogo de cheio e vazio”, diz o arquiteto. Ou seja, pode-se brincar e explorar os nichos, alternando objetos para dar um efeito interessante na decoração.

Tintas
Para tetos e paredes, o ideal é o uso de cores claras e luminosas. Os tons mais fortes podem tornar o ambiente muito pesado, mas estão liberados para serem usados em alguns detalhes. Para os pisos, o material de revestimento pode ser o mesmo em todos os ambientes, com a cor igual. Quem quiser fazer a diferenciação do piso das áreas úmidas, como banheiros, cozinhas e lavanderias, deve cuidar para não misturar muitas tonalidades: no máximo dois tons. “Pisos cerâmicos e pétreos, como ardósias e arenitos impermeabilizados, proporcionam um ambiente quente e agradável e têm um preço bom”, pondera.

Iluminação
Assim como os móveis, a iluminação de um espaço compacto deve ser planejada. “Deve-se levar em conta que a iluminação não pode aquecer o ambiente”, ressalta a light designer Adriana Sypniewski, que indica o uso de lâmpadas frias. “As halógenas, dicróicas e ARs podem aparecer de forma pontual”, explica.

O uso em pontos específicos cria cenários diferentes, na opinião de Busarello, que aconselha dimerizar a iluminação para destacar detalhes, como quadros. Ele atenta para cuidar da iluminação natural do apartamento e destaca que um bom projeto de luz artificial consegue dar mais amplitude para o local.

Para os que pensam em usar gesso para rebaixar o teto, um alerta. “O ideal é que o pé direito não seja menor que 2,4 metros, porque o gesso diminui o espaço ideal”, diz Adriana. A light designer ainda indica lustres cromados, brancos ou com toques leves de cristal para ampliar o ambiente. Os projetos de iluminação requerem uma atenção especial para medir a capacidade elétrica do apartamento e aumentá-la, se necessário.

Espelho
O uso de espelho é um recurso comum. “Com criatividade, dá ao espaço mais conforto visual e psicológico. Tem um efeito bacana e brinca com o lúdico”, diz Busa­rello. As maneiras de usar são variadas: em detalhes, com recortes especiais ou do chão ao teto. “Com recortes, podemos adaptar pequenas luminárias ou balizadores sobre ele, dando pequenos toques de luz”, diz Adriana.

Mobiliário
Além de apostar na multifuncionalidade e conforto dos produtos, é possível escolher entre móveis modulados e marcenaria. “Os móveis sob medida se encaixam de modo confortável no ambiente”, comenta Adriana. É por meio do mobiliário que é possível imprimir mais personalidade ao ambiente. Busarello aposta na mescla de produtos modernos e antigos. “É preciso mesclar para não deixar a casa parecida com um showroom. O segredo é mais estilo do que modismos”, diz.





Vida single vira tendência no mercado imobiliário

28 11 2009

(Gazeta do Povo, Guia Casa) – 20/11/09

Espaços normalmente habitados por solteiros, os pequenos studios, kitinetes ou lofts são tendência no mercado imobiliário e despertam a criatividade na hora de decorar

O perfil de pessoas que optam por morar sozinhas tem se mostrado maior nas grandes cidades. O chamado público single passou de 3,6 milhões para 6,7 milhões no Brasil entre 1997 e 2007, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE). Em Curitiba, o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR) estima que 10,67% das residências tenham apenas um morador. O público single é diverso, composto por estudantes, executivos, profissionais liberais, aposentados, entre outros.

Quem opta por morar sozinho normalmente busca imóveis me­­nores em condomínios completos. Na hora de decorar um apartamento com menos de 35 metros quadrados aproveitar cada centímetro é fundamental.

“Os apartamentos com essa metragem normalmente têm um layout pré-determinado, em que não é possível mudar tubulações ou ligações elétricas, por exemplo. Entram as mini-cozinhas, os espelhos em locais estratégicos e os armários com o melhor aproveitamento de espaço possível”, aponta o arquiteto Eden Silva, da Móveis Mobtec. Ele é responsável pela decoração de um apartamento com 26 metros quadrados onde foi utilizado piso laminado em tom claro e móveis que combinam amadeirado e espelho. “As portas não têm puxadores aparentes para deixar mais leve”, diz.

As cortinas são de tecido branco, com alguns detalhes em tons de bege e marrom. “Como esse apartamento foi projetado para ser alugado para perfis diferentes de pessoas, o melhor é investir em cores neutras e deixar os detalhes marcantes para os objetos”, acrescenta Silva.

A arquiteta Débora Nicolau, da Móveis Portiere, também responde pela decoração de um apartamento compacto com 30 metros quadrados. Ela afirma que a circulação é o ponto mais importante nesse tipo de projeto para evitar que o morador se sinta “sobrando” no apartamento. “A pessoa precisa comer, dormir, trabalhar e relaxar, tudo isso em um espaço muito pequeno. Sem ter armários 100% sob medida será uma missão impossível”, explica.

No projeto assinado por Débora todas as paredes e armários são brancos e apenas a cortina e um painel de resina acima da cama têm um pouco de cor. “Incluímos tons de lilás para quebrar o branco e deixar mais aconchegante”, diz.

O mais famoso truque para ampliação foi usado pela arquiteta. “Há um espelho na entrada que dobra o tamanho”, diz. Para dividir a minicozinha do quarto, há uma bancada em MDF branco e um vidro que acompanha o móvel que acomoda o frigobar. “Nesse vidro é possível trabalhar com plotagem de adesivos, que pode ser substituída para se adequar ao morador”, aponta Débora.

A iluminação é discreta composta por spots embutidos no teto e duas luminárias: uma na mesa lateral e outra na bancada de trabalho, abaixo do painel da tevê.

O contraste entre banco e tabaco criaram um ambiente sóbrio, funcional e otimizado no apartamento de 35 metros quadrados, com interior assinado pela decoradora Elaine Figueira Ferraz de Carvalho. Foi utilizado piso laminado de madeira em tom claro e pintura branca nas portas e teto; e pérola nas paredes. “Como se trata de ambiente compacto existe a necessidade de uma criação neutra, considerando que o usuário terá um espaço único.”

Na cozinha, para fugir dos armários padronizados, Elaine projetou uma adega e uma prancha de madeira com suporte para as taças. “Optei por deixar o microondas sobre a bancada de granito, acima do frigobar, assim consegui um ambiente mais requintado.” Os demais armários, todos de marcenaria, são na cor tabaco para contrastar com o branco da parede.

Entre o quarto e a cozinha há uma bancada de granito, o mesmo utilizado na pia, e uma divisória de vidro jateado em arte abstrata.

Os tecidos finalizam o ambiente e reafirmam o ar sóbrio. “Na cortina investi em tecidos leves e amassados, com detalhes em pedraria. Para contrastar, usei um tecido rústico marrom na cama”, justifica.

Para trazer um pouco de verde ao ambiente, a decoradora incluiu um cachepô de vidro com raspas de madeira e um arbusto de pequeno porte.

Ousadia tecnológica
Os pequenos studios exigem um projeto de decoração onde tudo é encaixado, o que não significa que seja preciso seguir um padrão. “É possível ousar em acabamentos e objetos para imprimir o jeito do morador em um pequeno espaço”, explica o arquiteto Jayme Bernardo, responsável pela decoração do studio de 27 metros quadrados exposto no plantão de vendas do condomínio Neo Super Quadra.

Em apartamentos com essa metragem só há paredes para delimitar o banheiro, os demais ambientes são integrados. “O segredo é trabalhar com as possibilidades diversas que o mercado de móveis oferece. Hoje se tem muitas opções pensadas para quem vai morar em um apartamento pequeno”, ressalta.

Logo na entrada, Bernardo incluiu um espelho amplo para marcar a chegada. “O espelho não pode ser um recurso aleatório. Precisa ter uma justificativa. Senão acaba não cumprindo o papel de ampliar o espaço”, comenta.

No projeto desenhado por ele, a cama pode se tornar um sofá para ser utilizado quando se recebe visitas. Uma área de home office foi projetada junto à cama. O móvel da bancada da cozinha é também uma mesa de jantar. “Como o espaço é todo aberto, os móveis devem ser baixos para não poluir visualmente”, recomenda.

No piso, uma inovação. Foram encaixadas na cozinha chapas metálicas usadas, por exemplo, nos pisos de ônibus. “Essa solução dá um ar tecnológico e moderno, que é acompanhado na cozinha de inox que fica dentro da sala”, diz Bernardo. O restante do imóvel tem laminado em madeira rústica.

O balcão que delimita a cozinha é em madeira branca, assim como os demais armários. “Inclui alguns detalhes em grafite para seguir a linguagem tecnológica.”





A vida no compacto

28 11 2009

(Gazeta do Povo, Guia Casa) – 20/11/09

Soraya Yuri Sunaga, 35 anos, diretora de um colégio de uma rede particular de ensino de Curitiba

Sempre que passava em frente a construção do edifício New Concept, no Centro de Curitiba, observava as fotos do empreendimento e via que era uma proposta diferente, inovadora. Ao conhecer o projeto mais de perto, fiquei encantada e então adquiri o imóvel.

Mudei em maio de 2008 e posso dizer que comprar um loft foi uma escolha acertada para mim. A adaptação foi imediata. Embora o apartamento seja compacto, o empreendimento oferece academia, espaço gourmet, sala de jogos e home theater, além de serviços de limpeza e lavanderia quando necessário.

Meu estilo de vida, assim como da maioria dos meus vizinhos, necessita do máximo de comodidade e praticidade, além da localização no centro de Curitiba. Apesar de não usufruir tanto dos espaços oferecidos como gostaria, ainda consigo ir à piscina, promover alguns churrascos com meus amigos e ir à academia de ginástica.

Decorar uma casa grande é bem mais fácil do que um apartamento compacto, porque tudo precisa ser muito bem planejado. Não adianta pensar apenas na beleza e no design dos móveis, mas em como eles serão práticos e funcionais no dia a dia. O edifício tinha todas as opções de decoração na época da entrega dos lofts, mas optei pela assessoria de um arquiteto. Essa medida foi fundamental para a garantia de uma atmosfera sem excessos, com praticidade e leveza, do meu jeito.

Busquei um projeto de decoração com soluções que unissem elementos clássicos e modernos, necessários para o dinamismo nos dias de hoje. Também gosto muito de viajar e sempre trago peças que me agradam e que possam fazer parte da decoração. São pequenos mimos que me remetem às lembranças dos lugares que conheci. A última viagem foi aos Estados Unidos, de onde trouxe muitos utensílios para a cozinha e eletrodomésticos.

O desafio da decoração
A tentação por encher a casa de pequenos objetos dá lugar a necessidade de acomodar o maior número de móveis e equipamentos em um espaço menor. O planejamento é fundamental para aliar beleza e praticidade nos ambientes pequenos.

Deixar um apartamento compacto com o seu estilo pode ser mais complexo do que fazer o mesmo em um ambiente grande. O pouco espaço disponível para acomodar todos os itens que, teoricamente, deveriam compor a casa, a manutenção da circulação entre os cômodos e a falta de amplitude são os desafios daqueles que moram em imóveis com essas características. Esse é um público bastante variado. “São jovens e casais, que estão começando a vida; aposentados; executivos e empresários, que optam por uma segunda casa onde têm negócios; e até investidores, que colocam o imóvel para locação”, explica Nilton Neilor Anto­nietto, diretor da Thá Incor­po­radora.

Embora os moradores tenham perfis diferentes, o primeiro baque vem quando a mudança termina: onde guardar tudo que cabia na casa anterior no apartamento compacto? “Nesse momento existe um trabalho de convencimento da pessoa a se desprender de muitas coisas”, afirma a arquiteta Claudia Baggio. A tática da profissional é avaliar o que está dentro dos armários. “Se está lá e sem utilização por mais de seis meses, não é tão importante. Pode passar para frente”, brinca.

Planejamento
Se desfazer de objetos supérfluos é só o primeiro passo. Em seguida, o morador deve analisar como usará o imóvel e pensar em como acomodar o máximo de coisas sem perder a funcionalidade do apartamento. Se a intenção é manter o ambiente mais íntimo, o foco é no conforto do dormitório. Mas se a idéia for receber alguns amigos, mesmo que em pequenos grupos, as necessidades mudam. “As pessoas querem ter espaço para guardar seus objetos, mas quem faz questão de receber os amigos precisa de ao menos uma minicozinha, onde possam preparar algumas refeições”, comenta Claudia.

Na hora de adquirir os móveis é preciso estar atento ao espaço disponível. “Desde o começo é bom trabalhar com um projeto que indique o tamanho do que caberá no apartamento. Não adianta comprar uma cama king size se ela não vai entrar”, pondera a decoradora Eliane Caldeira.

Uma dica é ter uma planta baixa do imóvel para ter a noção exata da distribuição do imóvel e a busca por menos produtos com mais qualidade. “Em vez de ter vários móveis que ocupam muito espaço, é melhor optar por um que seja confortável e com tamanho adequado”, frisa.

Uma tendência na construção civil, os lofts são apontados como uma solução para os apartamentos compactos. “Considero bem interessante trocar um quarto e uma sala por um ambiente só”, afirma o arquiteto Marcelo Vacção. A unificação dá mais amplitude ao apartamento. Para os que fazem questão de manter as paredes, as portas de correr proporcionam mais conforto e facilidade, além de ocuparem menos espaço.

Ajuda
Muitas lojas oferecem orientações gratuitas e têm profissionais capacitados no atendimento aos clientes. “Para não gastar muito, a pessoa pode ver algumas possibilidades e escolher os produtos que agradam”, diz Eliane. Mas para quem não sente segurança em decorar o espaço por conta própria, o auxílio de um profissional de arquitetura ou design é essencial.

O profissional procura soluções para adequar as necessidades do morador ao apartamento, indica fornecedores, mostra as novidades do mercado, dá dicas de efeitos visuais e ainda oferece mais de um orçamento. O custo do trabalho final é variável. “Quem deve estar atento aos gastos é o cliente”, afirma Claudia.








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