Casa verde certificada recebe toques de alta tecnologia

17 12 2009

(CNET News) – 15/12/09

A proprietária de imóvel Kim Hageman queria se tornar “verde” em casa sem deixar de lado qualquer conforto digital. Há três semanas, a executiva de marketing e relações públicas, seu marido e seus dois filhos se mudaram para uma casa construída do chão para ser baixa consumidora de energia e com alta tecnologia. Esta é a primeira casa em Rhode Island a conseguir o certificado de Liderança em Energia e Design Ambiental (LEED, na sigla em inglês) para Casas, do U.S. Green Building Council. Ela é bem mais eficiente energeticamente em relação à maioria porque a construção é altamente isolada e utiliza bombeamento de calor geotérmico, para aquecer e refrigerar. Os construtores e os proprietários seguiriam algumas orientações ambientais para conseguir a certificação LEED, incluindo o uso de materiais reciclados de fontes locais e uma grande cisterna. Por meio da reciclagem, o projeto inteiro da construção, incluindo a demolição do que existe, só enviou uma caçamba para o lixão.

A construção também é pioneira no quesito alta tecnologia. Ela possui um sistema de automação residencial para acessar filmes e músicas na televisão e telas touch-screen em várias partes. O sistema também funciona como console de gestão de energia, dando à família a oportunidade de controlar a temperatura e a iluminação, além de receber em tempo real dados sobre o consumo de eletricidade. Desde que a família se mudou, Hageman não pode dizer se o sistema de monitoramento da energia já ajudou a conservar eletricidade. Mas, pelo menos, Hageman sabe o quanto ela está gastando em média por dia. Teoricamente, essa informação permitirá aos Hagemans notificações sobre alto consumo e eles poderão desligar os aparelhos e lâmpadas que não estiverem em uso.

Hageman disse que decidiu criar a casa verde com certificação LEED porque queria fazer algo pelo meio ambiente e também porque achou que isto seria bom para seus negócios de marketing e relações públicas. Um dos maiores desafios do projeto inteiro, que durou 14 meses, foi encontrar empreiteiras qualificadas peritas em produtos e design de construção verde. Agora, ela espera que a casa sirva como recurso para que outros proprietários de imóveis busquem incorporar algumas de suas características, como o uso de madeira sustentavelmente florestada, eletrodomésticos eficientes hidricamente, e sistemas de coleta de águas da chuva.

As empreiteiras seguiram as orientações da Associação de Eletrônicos para uma instalação audiovisual “verde”, na qual a fiação é mínima e a tecnologia otimizável. Hageman estima que o sistema use quase a metade da fiação em relação a outras casas de alta tecnologia. A casa ainda tem uma pegada ambiental significativa simplesmente por causa de seus 418m². Mas os Hagemans tem feito escolhas eficientes energeticamente, como isolamento com espuma e eletrodomésticos com o selo Energy Star. Eles também estão considerando a possibilidade de instalar um sistema elétrico solar, que pode tornar sua casa net zero em energia.








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