MRV levantará R$ 400 milhões em emissão de debêntures

24 01 2010

(Valor Econômico) 18/01/2010

SÃO PAULO – A construtora MRV Engenharia fará uma emissão de R$ 400 milhões em debêntures para financiar a aquisição de terrenos e a construção de imóveis, além de reforçar seu capital de giro.

Serão emitidas 40 mil debêntures com valor nominal unitário de R$ 10 mil, em série única. A emissão ainda prevê a possibilidade de um lote suplementar de até 15% da quantidade inicialmente ofertada e um lote adicional de até 20% do volume inicialmente emitido.

Os papéis terão prazo de vencimento de quatro anos a partir da data de emissão (1 de fevereiro de 2010), com remuneração semestral correspondente a 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) , acrescida de uma sobretaxa máxima de 1,6% ao ano.

A emissão foi aprovada na última quinta-feira em reunião do conselho de administração da companhia, que autorizou a diretoria a tomar todas as providências necessárias para levar a operação a cabo.





Tecnisa estrutura-se para crescer

21 01 2010

(Valor Econômico) – 14/01/10

Ele ainda guarda em um papel sulfite amarelado os cálculos atuariais feitos a mão para calcular o retorno dos seus primeiros projetos imobiliários. Apesar da aparência jovem – cuidadosamente cultivada por uma certa dose de vaidade – Meyer Nigri, presidente da Tecnisa, está entre os empresários que mais conhece o mercado. Mas ainda é capaz de se surpreender com o setor. “Nunca imaginei receber um currículo de auxiliar de pedreiro e mestre de obras pela internet”, diz Nigri, de volta, oficialmente, ao comando da empresa que fundou há 32 anos.

Após dividir a presidência com o executivo Carlos Alberto Júlio por dois anos, Nigri – primeiro acionista majoritário entre as empresas do setor a abdicar do comando após a abertura de capital – retorna ao dia a dia da companhia e não tem planos de contratar, por enquanto, um presidente. Júlio, que havia presidido a Polaroid e HSM, saiu da Tecnisa por motivos pessoais, segundo a companhia, mas o mercado acredita que a presença oficial de Nigri no comando – que nunca abandonou áreas-chave, como a financeira e novos negócios – foi providencial.

O empresário prepara a companhia para um novo estágio. Depois de lançar R$ 1,5 bilhão em 2008 e chegar mais perto das grandes, a Tecnisa desacelerou mais que a maioria dos concorrentes e colocou no mercado cerca de R$ 500 milhões em novos imóveis no ano passado. “Sabemos que ainda estamos na segunda divisão, mas estamos nos esforçando para ir para o pelotão de frente”, disse Meyer ao Valor em sua primeira entrevista após reassumir a presidência.

Para 2010, a Tecnisa pretende dar um salto importante e lançar R$ 2 bilhões. Ainda assim, fica longe do primeiro grupo – Cyrela, PDG Realty, MRV, Gafisa e Rossi trabalham com números entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões este ano.

Segundo o Valor apurou, a companhia chegou a tentar uma segunda oferta de ações na bolsa para se capitalizar, mas desistiu. Depois das grandes captações, encontrou a demanda mais retraída e investidores mais cautelosos em relação ao segundo escalão das construtoras. O preço do papel, na avaliação de Meyer, também não compensaria a diluição dos acionistas. Durante a crise, em 2008, o valor de mercado da companhia ficou abaixo do patrimônio líquido (P/VPA ficou abaixo de 1), mas a partir de maio do ano passado ficou acima disso e hoje está em 1,8.

Para engordar o caixa, a Tecnisa partiu para o mercado de dívida – captou R$ 300 milhões em debêntures, além de R$ 60 milhões para capital de giro com a Caixa Econômica Federal. “Será dinheiro suficiente para lançarmos R$ 2 bilhões este ano e R$ 2,5 bilhões em 2011″, afirma Nigri.

A companhia foi uma das últimas a aderir ao sedutor apelo da baixa renda, mas não vai criar uma marca específica para o segmento econômico – como a Cyrela ou a Rossi – nem ser tão agressiva nesse segmento, como os concorrentes. O objetivo da Tecnisa é fazer mais lançamentos econômicos – 50% dos lançamentos de 2010 devem ficar abaixo de R$ 250 mil – mas não vai fazer imóveis populares, que custem menos de R$ 100 mil. “O mercado agora acha que só tem espaço para a baixa renda”, diz Nigri. “Nossa estratégia é diluir o risco é estar em todos os mercados.”.

Por conta do histórico antes da abertura de capital, ainda é tida pelo mercado como uma empresa de atuação na média e alta renda e muito concentrada em São Paulo. A Tecnisa – e Meyer, pessoalmente – rechaça a afirmação e trabalha para divulgar a sua estratégia de expansão geográfica. Além de São Paulo, está em cidades como Brasília, Curitiba e Fortaleza.

De um lado, com queda de despesas comerciais e administrativas, a empresa está aumentando margens – um ponto positivo, segundo relatório do Credit Suisse. A margem bruta, de 36% no terceiro trimestre, foi a segunda mais alta do setor. Mas a baixa velocidade de vendas, de 16,8% no terceiro trimestre para uma média de 21% é considerado um ponto negativo. Outra cobrança é o aumento dos lançamentos, o que passa, obrigatoriamente, pela compra de terrenos. Segundo Meyer, a Tecnisa comprou cerca de 10 terrenos nos últimos 60 dias. A Tecnisa é dona do antigo terreno da Telefônica, ativo fundamental na época da abertura de capital, cujo projeto com mais de trinta torres, ainda não foi aprovado. “Deve ficar para 2011.”





Brasil vai construir 71 parques eólicos

13 01 2010

(Pini Web, Luciana Tamaki) 12/01/010

Até 2012 o Brasil terá mais 18 parques eólicos na Bahia, 21 no Ceará, 23 no Rio Grande do Norte, 8 no Rio Grande do Sul e um em Sergipe. Os novos parques devem elevar a participação da energia eólica na matriz elétrica brasileira dos atuais 0,6% para cerca de 3% em 2012, com resultado de investimentos estimados em pelo menos R$ 8 bilhões nesse período. 

As novas construções deverão suprir os 1.805 MW contratados no primeiro leilão de energia eólica do País, realizado em 14 de dezembro, somados aos 1.423 MW de empreendimentos do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas).

Desafios construtivos
Como a maioria destas construções é realizada em áreas litorâneas, longe dos centros urbanos e em muitos casos sob dunas móveis, os desafios construtivos vão desde a abertura de acessos até a contratação de mão de obra local qualificada.  Entre os maiores cuidados técnicos desse tipo de obra estão o critério na escolha do sistema de fundação, que deve suportar a carga do aerogerador e da torre, além da força gerada pela ação do vento.  O controle do concreto é outro ponto delicado do projeto, em função da temperatura elevada do Nordeste. Segundo o engenheiro Antônio Medeiros, da Dois A Engenharia e Tecnologia, “a fundação dos aerogeradores precisa ser concretada de uma só vez. Então, temos que ter cuidado com a cura e um controle de qualidade muito rígido na execução”, diz. 

Planejamento
A construção do parque eólico é realizada em etapas bem definidas:
A primeira fase, anterior à obra, é a verificação do potencial eólico da região em que se deseja instalar um parque, explica Fernando Scapol, gerente geral administrativo da Wobben-Enercon Brasil. “Para confirmar o potencial eólico no local de instalação, há necessidade de instalação de torres anemométricas, que irão medir e obter alguns dados de vento, como velocidade e direção”, diz Scapol.
Definido o local da construção do parque eólico, parte-se para a instalação do canteiro. Simultaneamente, especialistas já trabalham nos acessos internos dos aerogeradores e nas plataformas de montagem, que devem ter capacidade de solo para suportar o peso e o tráfego intenso de guindastes e caminhões. Cada aerogerador tem sua plataforma, para a operação do guindaste que iça as peças da torre e do próprio gerador.
Conforme a construção dos acessos e plataformas vai se desenvolvendo, o espaço é liberado para a execução das fundações, que passam por testes de integridade. As fundações demandam, em média, 400 m³ de concreto e 50 t de ferro. O aterro da base é executado na seqüência. “Normalmente as fundações têm de ser reaterradas”, diz Medeiros. “O aterro é controlado para um nível de compactação na ordem de 18kN/m²”, completa.

Montagem da torre de concreto

Aerogeradores
A montagem da torre do aerogerador é feita por anéis segmentados, metálicos ou de concreto. O diâmetro diminui da base para o alto “Uma torre pode ter 7 m de diâmetro na base e de 2,5 a 3 m no topo”, diz Medeiros. “E uma torre de 100 m terá cinco anéis de 20 m de altura”, completa.
Na sequência vem a montagem do aerogerador propriamente dito. São três partes: a nacelle, montada em cima da torre, o hub e as pás. “Todo o cronograma da obra é baseado nessa montagem. Não pode haver uma hora ociosa. Quando começar a montar o primeiro [aerogerador], não pode mais parar”, diz Medeiros.
Para finalizar, os aerogeradores são colocados em testes de funcionamento.

Obras paralelas
As obras paralelas concernem à captação e distribuição da energia gerada pelo vento. Uma é a escavação, lançamento de cabo e reaterro para a rede de média tensão, e a outra, é a construção da subestação, onde se concentra toda a energia gerada.
A construção de um parque eólico também depende de estudos de impacto ambiental. “No entanto, se comparada a outros empreendimentos de geração elétrica, esses impactos são mínimos e passíveis de recuperação tão logo termina-se a fase de construção”, finaliza Scapol.





Oferta de ações da Inpar poderá movimentar até R$ 347 milhões

12 01 2010

(Reuters) – 12/01/10

A oferta de ações da incorporadora Inpar poderá movimentar até 347 milhões de reais, considerando o preço de fechamento do papel da empresa na segunda-feira na Bovespa, de R$ 3,67.

De acordo com prospecto preliminar enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a oferta primária envolve inicialmente 70 milhões de ações ordinárias. Esse montante poderá ser acrescido de lotes suplementar e adicional de até 10,5 milhões e de 14 milhões de ações, respectivamente.

Assim, a oferta teria um giro financeiro entre R$ 256,9 milhões e R$ 346,8 milhões.

Segundo a Inpar, a acionista Paladin Realty Partners já manifestou junto à companhia a intenção de subscrever na oferta ações equivalentes a R$ 50 milhões.

O período de reserva da oferta para o varejo vai de 26 de janeiro a 1º de fevereiro.

A fixação do preço por ação ocorrerá em 2 de fevereiro, com começo da negociação das novas ações a serem emitidas em 4 de fevereiro.





Crédito habitacional superou R$ 45 bi em 2009, diz presidente da Caixa

12 01 2010

(Valor Online) -12/01/10

O crédito habitacional ofertado pela Caixa superou R$ 45 bilhões em 2009, segundo informou a presidente da instituição, Maria Fernanda Coelho. Em 2008, esse valor ficou em cerca de R$ 23 bilhões.

“Estamos fechando os números do crédito habitacional do ano passado, mas superamos a barreira dos R$ 45 bilhões. É um número muito significativo para a Caixa”, disse à Agência Brasil, depois de participar de cerimônia de comemoração dos 149 anos do banco, com funcionários da instituição.

Segundo ela, para este ano a expectativa de crescimento é principalmente para o crédito habitacional. Maria Fernanda acrescentou que também está nos planos do banco novas aquisições.

“A Caixa foi consolidada em 2009. Fizemos a aquisição no fim do ano do banco PanAmericano e continuamos a estudar outros setores importantes para a Caixa nos quais a empresa possa se consolidar”, disse. Ela acrescentou que esses “setores” ainda não estão definidos.

Em dezembro de 2009, a Caixa pagou R$ 739,2 milhões para adquirir parte do Banco PanAmericano. O banco estatal, por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), adquiriu pouco mais de um terço do capital total da instituição financeira, mas compartilhará, em condições de igualdade, o poder com os administradores privados.








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