BNDES anuncia R$ 1 bi para financiar hotéis até a Copa

4 02 2010

(Gazeta do Povo) – 02/02/10

Banco terá linhas especiais para hotéis eficientes e sustentáveis. Crédito será para reforma e construção de estabelecimentos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Turismo divulgaram nesta terça (2) as novas condições para financiamento a hotéis voltadas para a Copa do Mundo, entre elas a destinação inicial de R$ 1 bilhão para o programa, chamado de BNDES ProCopa Turismo.

“A gente pode expandir se for necessário”, disse o diretor do BNDES Élvio Gaspar.

O valor é pequeno para a demanda do setor, que era de R$ 3 bilhões, afirmou o diretor financeiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alexandre Sampaio de Abreu. De maneira geral, porém, Abreu considerou as condições boas.

“Estamos lançando no início de 2010 algo que é para 2014. Estimamos que é tempo suficiente para que a maioria dos projetos saia do papel”, disse o vice-presidente do BNDES, Armando Mariante.

Reforma e construção
O governo pretende estimular reformas e construções de hotéis para que sejam mais eficientes do ponto de vista energético e também de outros, como os ligados a água e tratamento de entulho e resíduos.

“Temos o desafio de não só dotar os hotéis de mais capacidade, mas de serviços mais modernos”, disse o diretor do BNDES. Por isso, além de manter os financiamentos a hotéis sem certificações, criou as categorias de hotel com “eficiência energética” e “sustentável”.

Os que tiverem eficiência energética poderão financiar até 80% do investimento em prazos para pagamento de até 15 anos para construção e até 10 anos para reformas. Os que tiverem certificação de sustentabilidade terão prazos de financiamento de até 18 anos para construção e até 12 anos para reformas. “Os prazos antes eram entre seis e oito anos. São de oito anos para hotéis sem certificações”, disse Gaspar.

Até 30 de junho deste ano, os investimentos dos hotéis em máquinas e equipamentos podem ser feitos pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que tem taxas de juros de 4,5% ao ano. Depois disso, as taxas de juro são de 6,9% para hotéis com sustentabilidade. No caso de hotéis com eficiência energética, a taxa de 6,9% é só para máquinas e equipamentos e os demais itens financiáveis terão taxa de 7,8%. As condições são válidas até dezembro de 2012.

Nas 12 cidades sede de Copa do Mundo, o BNDES receberá diretamente projetos de hotéis de a partir de R$ 3 milhões. Normalmente, o BNDES só trabalha diretamente com projetos a partir de R$ 10 milhões.

O ministro do Turismo, Luiz Barreto, observou que, com o aumento do poder de consumo dos brasileiros, atualmente a demanda nacional já sustenta projetos de investimento em hotéis que antes só se concretizariam pela demanda estrangeira.





Ações da PDG Realty saem a R$ 14,50 e oferta gira R$ 1,6 bilhão

4 02 2010

(Valor Online) – 04/02/10

SÃO PAULO – A oferta secundária de ações da PDG Realty movimentou R$ 1,618 bilhão. A incorporadora vendeu os papéis a R$ 14,50 cada, o que representa um desconto de 4,3% em relação ao preço de fechamento da ação hoje na Bovespa, de R$ 15,15.

O montante corresponde à colocação da oferta integral de 97,084 milhões de ações ordinárias e também do lote suplementar de 15%, equivalente a 14,562 milhões de ações.

Os papéis pertenciam ao Fundo de Investimento em Participações (FIP) PDG I, que se desfez de toda a fatia de 28,64% que possuía na companhia.

O FIP PDG I é controlado por outro fundo, o FIC PCP, que reúne os investimentos de um grupo de ex-sócios do banco Banco Pactual, sob a gestão de Gilberto Sayão.

O fundo vendedor (FIP PDG I) está em fase de desinvestimento, após a venda do UBS Pactual para a BTG, comandada por André Esteves, ex-sócio de Sayão no Pactual.

Os cotistas do FIC PCP puderam participar de uma oferta prioritária de ações da PDG, na qual passariam a deter participação direta na empresa, e não mais por meio do FIP PDG I. Nessa parte da operação foram levantados R$ 424 milhões, que já estão incluídos no total da oferta da PDG.

Essa é a quarta vez que a PDG vende ações na Bovespa. A companhia chegou ao Novo Mercado em janeiro de 2007, com emissão primária e secundária de 46,313 milhões de ações, a R$ 14,00 cada.

Em novembro daquele mesmo ano, levantou outros R$ 575 milhões com uma oferta primária de 23 milhões de ações, a R$ 25,00 cada. Em outubro do ano passado, a empresa vendeu outros 75,6 milhões de papéis em distribuição primária e secundária, a R$ 14,00.





Funcef quer participar de Belo Monte, mas esbarra em garantias

4 02 2010

BNDES exige que financiadores apresentem cauções. Entidade consultou SPC para oferecer títulos públicos

O interesse que a Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) tem em participar do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, esbarra em um problema: garantias. Guilherme Lacerda, diretor-presidente da entidade, explicou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) exige garantias dos financiadores do projeto.

“Nós, como fundo de pensão, não temos as garantias requeridas pelo BNDES. Então, consultamos a SPC (Secretaria de Previdência Complementar) sobre a possibilidade de ofereceremos títulos públicos como garantia e estamos aguardando a decisão”, disse Lacerda.

O executivo confirmou ontem, durante a divulgação do balanço referente a 2009, o interesse da entidade em disputar a licitação da usina hidrelétrica junto com Odebrecht e Camargo Corrêa, para contribuir com 5% do total de investimentos previstos para o projeto. A Funcef negocia ainda comprar metade da participação acionária da Camargo Corrêa na usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira.

Os investimentos da fundação têm se mostrado certeiros. Em 2009, o terceiro maior fundo de pensão do pais recuperou as perdas registradas no ano anterior (déficit de R$ 2,4 bilhões) e ultrapassou em mais de 10 pontos percentuais (p.p.) a meta atuarial estabelecida para 2009, que foi de 9,8% (INPC +5,5%). “Conseguimos atingir mais do dobro do que precisávamos para chegar ao equilíbrio”, ressaltou Lacerda.

Rentabilidade das carteiras
Um dos segmentos que merece destaque é o imobiliário. A rentabilidade foi de 24,1 % em 2009. “Desde 2004, mantemos investimentos no setor”, ressaltou o diretor-presidente da Funcef. Os recursos alocados no segmento representam quase 8% do total da carteira da entidade, o maior percentual entre os fundos de pensão brasileiro.

O retorno obtido com a carteira de renda variável também contribuiu para o desempenho positivo do exercício: 36,6%. Já a carteira de renda fixa com posta de títulos públicos e privados – rendeu 11,4%. “Alonga mos o prazo do vencimento dos ativos promovendo mais aderência ao passivo da fundação” , ressaltou Lacerda.

Ao final de 2009, os recursos do fundo estão aplicados em: renda fixa (52,5%), renda variável (35,7%), investimentos imobiliários (7,8%), empréstimos aos próprios participantes (3,8%) e outros (0,1%).

As estratégias de investimento da Funcef resultaram em um superavit de R$ 2,2 bilhões.

O resultado positivo de 2009 permitiu que o fundo de pensão continuasse adotando a política de recuperação de benefícios de seus aposentados, permitindo a correção em 1,08% além da reposição inflacionária. Com isto, os reajustes reais (acima da inflação) nos últimos quatro anos atingem 27,04%. “Cerca de 50% do superavít é destinado para correção de benefícios e o restante para mudanças promovidas nas tábuas atuariais, metas atuariais.”

Expectativas para 2010
Para este ano, a Funcef deve manter a estratégia de investimento adotada no ano passado. “Os investimentos continuarão sendo direcionados a setores com fluxo de caixa menos sujeitos a risco”, ressaltou.

De acordo com Lacerda, a carteira de crédito privado também deve crescer via CCSs, debêntures e FIDCs. “Estamos analisando as boas oportunidades que são enviadas a nós”, completou o diretor – presidente da Funcef.








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