Nobel da arquitetura, Pritzker vai para escritório japonês SANAA

28 03 2010

(UOL Casa e Imóveis) – 28/03/2010

Vista do edifício Christian Dior, em Tóquio, projeto arquitetônico de SANAA

É de Kazuyo Sejima e de seu sócio Ryue Nishizawa o maior reconhecimento concedido a um arquiteto por sua carreia, o Prêmio Pritzker.

Considerado o Nobel da arquitetura por usar a premiação sueca como modelo para vários de seus procedimentos de indicação e prêmio, o Pritzker foi criado em 1979 pela Fundação Hyatt para homenagear, em vida, um arquiteto cuja obra demonstre qualidades como talento, visão e compromisso, e traga uma contribuição significativa para a humanidade e para o ambiente construído.

A Fundação Hyatt é gerida pela família Pritzker, proprietária da rede Hyatt de hotéis.

Sejima e Nishizawa formaram o escritório SANAA em 1995. O trabalho da dupla é conhecido por sua leveza e delicadeza, em muito obtida pelo uso da transparência. Eles dão grande importância à integração de seus edifícios ao entorno, a ponto de descrevê-los como “montanhas na paisagem”.

Entre as razões apontadas para a premiação, o júri cita a arquitetura delicada, mas poderosa do SANAA; sua discreta engenhosidade; a maneira bem-sucedida como seus edifícios interagem com o exterior e com as atividades que abrigam, e sua linguagem singular, fruto de um processo colaborativo único e inspirador.

Ao saber do prêmio, Kazuyo Sejima declarou-se muito feliz e disse “eu tenho explorado como posso fazer uma arquitetura que seja aberta, o que eu penso ser importante para uma nova geração. Com esse prêmio vou continuar me esforçando para criar uma arquitetura bela”.

Nishizawa disse encarar a premiação com grande humildade. “Estou muito honrado e muito surpreso. Recebo e entendo este prêmio como um encorajamento para os meus esforços”, declarou.

A maior parte da produção do SANAA está no Japão, mas o escritório tem obras implantadas na Alemanha, Inglaterra, Espanha, França, Holanda e Estados Unidos.

É a terceira vez na história do Pritzker que o prêmio é dividido entre dois profissionais. A primeira vez foi em 1988, quando Oscar Niemeyer dividiu o prêmio com o norte-americano Gordon Bunshaft. Em 2001 foi a vez dos também sócios Jacques Herzog e Pierre de Meuron, autores do Ninho de Pássaro de Pequim, levarem a premiação.





Cyrela aumenta preços de unidades para compensar alta nos custos

28 03 2010

(Valor Econônico por Karin Sato) – 26/03/2010





Certificação Aqua

26 03 2010

(Arcoweb)

Lançada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, a certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental) é baseada em normas européias, com indicadores adequados à realidade brasileira. A iniciativa decorre de parceria entre a entidade, o Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e o Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (CSTB), instituto francês considerado referência mundial em pesquisas na construção civil. Uma das diferenças entre o Aqua e o selo norte-americano Leed, lançado recentemente no Brasil, é a avaliação e a certificação do edifício em fases, atendendo a requisitos.

No total, o Aqua estabelece 14 itens que precisam ser atendidos dentro de três níveis de classificação: bom, superior e excelente. No mínimo, precisam ser atendidos três requisitos no grau excelente e, no máximo, sete no nível bom. Essa é a diferença em relação ao sistema americano, que soma pontos. “Se, por exemplo, o solicitante cumprir três requisitos no nível excelente, quatro no superior e sete no bom, ele se enquadrará no perfil mínimo para a emissão do certificado”, explica o engenheiro civil Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo Aqua.

Segundo ele, por meio de convênio com o CSTB, que faz a certificação de construções sustentáveis na França, adaptaram-se a metodologia e o referencial franceses aos processos internos da Fundação Carlos Alberto Vanzolini. O referencial técnico final, acertado por professores da Poli/USP, especifica quais os parâmetros de desempenho ambiental e de conforto e saúde dos usuários de edifícios de escritórios e escolas. Os critérios, no entanto, podem ser ajustados e aplicados em outros segmentos. A Método Engenharia pretende adotá-los, por exemplo, na construção de um resort em Pernambuco, o que permitirá definir o referencial brasileiro para hotel. Também existe pré-entendimento com o instituto Qualitel, da França, que aplica os mesmos princípios para edifícios residenciais.

Por ser entidade certificadora, a Fundação Carlos Alberto Vanzolini não pode prestar assessoria. Mas já começam a surgir no Brasil escritórios de projetos e gerenciamento de empreendimentos. “O próprio pessoal da Universidade de São Paulo pode dar esse apoio”, comenta o coordenador do Processo Aqua. Além disso, muitos projetistas já possuem visão de sustentabilidade em sua formação e experiência profissional. O lançamento do Aqua ocorreu durante o Seminário Internacional Brasil-França – Construção Sustentável, realizado em abril na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Informações sobre esse novo modelo de certificação estão disponíveis no site www.geaconstruction.com.

TRÊS FASES PARA AVALIAR O EDIFÍCIO

Além da abrangência e da flexibilidade, outro aspecto do Aqua é que o processo de avaliação e certificação ocorre em três fases distintas, classificadas como Programa, Concepção e Realização. Todas passam por auditoria da Fundação Carlos Alberto Vanzolini e recebem certificado específico. Em Programa são estudadas as características do local e do tipo de construção, para se determinar o perfil de desempenho desejado nas 14 categorias.

1- O empreendedor poderá programar a qualidade ambiental que deseja para o edifício e estabelecer o sistema de gestão. O certificado dessa fase pode ser usado no lançamento da obra.

2- Na fase Concepção, a construção será projetada para atender aos quesitos da qualidade ambiental do edifício, definindo-se com detalhes como o perfil planejado será atingido.

3- Quando a obra é concluída e entregue, é feita a última avaliação e certificação. Essa é a etapa Realização, que indicará se o prédio foi realmente construído dentro do parâmetro projetado.

“Tendo em vista essas três fases consecutivas, o empreendedor deve começar a pensar em certificação no momento em que definir o tipo de obra”, frisa Manuel Martins. “Qualquer falha em uma das etapas poderá colocar tudo a perder.”





Empresa desenvolve projeto para geração de energia a partir do movimento de elevadores

26 03 2010

(Pineweb, Ana Paula Rocha) – 25/03/2010

Usina de Energia Vertical cria campo eletromagnético entre imãs e bobinas de cobre, gerando energia limpa.

A empresa Zettawatt informa que desenvolveu um sistema de geração de energia a partir do movimento do contrapeso de elevadores. Conhecido como Usina de Energia Vertical, o sistema pode diminuir o consumo elétrico em cerca de 50%. O projeto está em busca de investidores.
“O objetivo do sistema é ser mais uma fonte renovável de energia limpa, reduzindo significativamente a emissão de gases poluentes e melhorando o meio ambiente”, afirma o engenheiro Michel Singer, autor do sistema e sócio da Zettawatt.


Sistema aproveita movimento de elevadores para gerar energia

De acordo com o engenheiro, a Usina de Energia Vertical prevê a instalação de uma série de imãs no contrapeso do elevador. Nas paredes do poço do elevador, por sua vez, são colocadas bobinas de cobre interligadas por um cabo de energia. “Quando o contrapeso sobe ou desce, os imãs passam em frente às bobinas fixadas na parede do poço, criando um campo eletromagnético que gera eletricidade”, explica Singer.
Por meio do cabo de aço, a energia é encaminhada para o transformador na sala de máquinas, sendo dividida em alta ou baixa tensão para depois ser armazenada nas baterias. “Essa energia poderá ser usada na iluminação do edifício ou em outros sistemas dos apartamentos ou salas comerciais”, conta o engenheiro.


Imagem mostra sistema desenvolvido pela Zettawatt

De acordo com ele, um elevador de capacidade de 1,6 mil kg, com velocidade de 2,5 m por segundo e 16 paradas poderiam gerar, com uma usina vertical, uma economia média de 50% em energia com relação aos elevadores convencionais. A economia varia de acordo com o peso que o elevador sustenta, chegando a 59% quando estão totalmente vazios ou cheios.
Em busca de investidores, a empresa afirma que deve enviar ainda nesta semana um plano de negócio da Usina de Energia Vertical para o Cefet-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca), e no final de março para a COPPE-UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).


À esquerda, imãs em vermelho e à direita, bobinas de cobre em azul





Steel frame: Acabam de sair do papel as primeiras casas de interesse social da CDHU/SP construídas com sistemas leves

25 03 2010

(Téchne, Silvana Maria Rosso) – 20/02/10

As primeiras casas de interesse social construídas em steel frame ficaram prontas em Avaré, no interior de São Paulo, em um novo empreendimento da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Esse é mais um esforço no sentido de “industrializar a habitação popular”, destaca o engenheiro João Abukater Neto, diretor técnico da CDHU.

São 22 casas de 42 m² – com sala e cozinha conjugadas, quarto e banheiro, ao custo unitário de R$ 44.300 – que fazem parte da primeira Vila Dignidade, um programa habitacional voltado ao atendimento de idosos que visa à construção de moradias com áreas de convivência social em pequenas vilas.

O programa, criado com o Decreto nº 54.285, de 29 de abril de 2009, é uma parceria entre a Secretaria Estadual da Habitação do Estado de São Paulo, a CDHU, a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, a Secretaria Estadual de Economia e Planejamento, a Secretaria Estadual da Cultura, o Fussesp (Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo) e as prefeituras dos municípios paulistas.

A Vila Dignidade cede os direitos de uso das unidades a idosos que correspondam a um determinado perfil, criando a oportunidade para o steel frame ser testado em empreendimentos de baixa renda e de se acabar com o preconceito contra sistemas construtivos leves e industrializados.

A CDHU, que é responsável pelo projeto, construção e manutenção do sistema, entrega a vila para a prefeitura participante do programa, que assume a sua conservação corriqueira. O IPT realizou os ensaios de desempenho dos sistemas qualificados pelo Qualihab (Programa da Qualidade da Construção Habitacional do Estado de São Paulo) e, durante a obra, fará o monitoramento posterior do uso e da manutenção; a CDHU corrigirá os possíveis problemas, possibilitando o aperfeiçoamento do sistema construtivo.

Na primeira etapa serão investidos R$ 10 milhões e construídas 10 vilas. Cada unidade de 42 m² sai ao custo de R$ 44,3 mil.





Incorporadora oferece apartamento de R$ 200 mil no Big Brother Brasil

25 03 2010

(Pineweb, Ana Paula Rocha) – 25/03/2010

Para especialista em marketing imobiliário, ação estratégica deve conferir maior visibilidade à empresa, especialmente no Rio de Janeiro

A Rossi Residencial dará um apartamento no valor de R$ 200 mil para o vencedor da prova do líder do Big Brother Brasil 10 desta quinta-feira, 25 de março. A ação, realizada no reality show exibido pela Rede Globo, faz parte da nova estratégia de marketing da incorporadora, em comemoração aos seus 30 anos de mercado. Além de um apartamento, a construtora presenteará todos os outros participantes com um vale no valor de R$15 mil para a compra de qualquer imóvel da Rossi no Brasil. Por um acordo com a Rede Globo, no entanto, a empresa não detalhará a ação estratégica antes da realização da prova. Na avaliação de Sandra Pires de Almeida, publicitária e diretora de criação de ações mercadológicas e de concepção de produto no segmento da construção civil, “é bem provável que a abrangência do programa, principalmente no Rio de Janeiro, torne a marca mais conhecida”, afirma. “Ganhar o apartamento não é garantia de que o vencedor vá morar no condomínio, nem que será garoto propaganda da marca, mas é inegável que por um bom tempo a marca será lembrada pela ação”, comenta. O programa tem atingido, segundo o Ibope, picos de 34 pontos de audiência, sendo que cada ponto equivale a cerca de 60 mil residências na Grande São Paulo. De acordo com a publicitária, embora a estratégia da Rossi seja interessante, o que importa realmente dentro das empresas hoje é o que gera compra imediata ou o aumento de visitas no plantão de vendas. “Para vender 300 unidades de um único projeto de incorporação, é necessário abordar com ações de mídia pelo menos 4 mil ou 5 mil pessoas do mesmo perfil de público de interesse no produto e garantir pelo menos 30 visitas ao dia”, exemplifica a especialista. Entre as estratégias de venda rápida, as construtoras têm apostado em ferramentas como as mídias sociais, eventos locais e festas no plantão de vendas durante o lançamento do empreendimento. “Ações alternativas de mídia e de formação de opinião surgem a todo o instante e cada empresa traça o objetivo de acordo com o produto imobiliário e público-alvo de interesse”, ressalta Sandra Pires de Almeida. A especialista ainda lembra que o projeto do empreendimento também deve atender às reais e atuais expectativas do consumidor imobiliário. “No momento, os atributos mais valorizados na escolha são closet, duas vagas e poder financiar com o seu banco de preferência”, afirma Almeida. Em sua visão, o relacionamento entre o corretor de imóveis e o cliente também é fundamental para uma venda bem sucedida. “O corretor de imóveis é a ”bola da vez”. É miopia em marketing desconsiderar isso atualmente”, conclui.

Clique no site endereço abaixo para saber como as redes sociais na internet podem ajudar nas vendas imobiliárias e aproximação aos consumidores:
http://revista.construcaomercado.com.br/negocios-incorporacao-construcao/102/artigo159090-1.asp





Palácio Rio Branco, sede da Câmara Municipal, será restaurado

25 03 2010

(Agência de Notícias – PMC) – 24/03/10

O prefeito Beto Richa e o presidente da Câmara Municipal, João Cláudio Derosso, assinaram nesta quarta-feira (24) edital de licitação para restauro do Palácio Rio Branco, sede da Câmara Municipal de Curitiba. A obra, orçada em R$ 1 milhão, será paga com recursos do Fundo de Reformas e Obras da Câmara Municipal.

“A recuperação deste prédio resgata a memória e a história do Palácio Rio Branco. O prédio representa também os anseios da sociedade curitibana, por meio do bom trabalho feito pelos nossos vereadores”, afirmou Beto Richa.

O restauro será feito na parte estrutural do prédio, com a recuperação de paredes, colunas e janelas. A pintura será refeita, procurando resgatar a cor original da edificação. Em 1972, foi feita uma pequena reforma no prédio, apenas para melhor o uso do porão.

“O prédio apresenta rachaduras, porque foi construído em cima de um banhado, que vibra com o movimento intenso de veículos na região”, disse o presidente da Câmara Municipal, João Claúdio Derosso.

A previsão de abertura dos envelopes de licitação é 24 de abril. Caso não ocorra recurso administrativo, o início da obra poderá acontecer no segundo semestre. Serão 300 dias de trabalho, até a conclusão do restauro.

Histórico – Em 1890, o Governo do Paraná contratou o arquiteto Ernesto Guaita para construir o Palácio Rio Branco. A obra iniciou em 1891 e foi concluída em 1895. Somente em 1963 a Câmara Municipal foi instalada no prédio.

O edifício tem três pavimentos: térreo elevado, galerias no pavimento superior e porão alto que, com a intervenção de 1972, passou a ter melhor utilização, com rebaixamento de 35cm do piso deste pavimento. Pelo seu valor histórico e cultural para o Paraná o prédio foi tombado pelo Estado em1978.

Na reforma, as intervenções são para a reconstituição dos assoalhos do pavimento principal e das galerias, colocação de novas telhas francesas, a melhoria das instalações elétricas, de telefone e lógica e a substituição das luminárias por outras mais adequadas ao edifício.

No porão, está programada a restauração das janelas, melhorias nas instalações sanitárias e substituição do forro de um dos espaços.





Até fim do ano, Itapoá entra na briga com portos da Região Sul

25 03 2010

(Gazeta do Povo) – 21/03/10

Com investimento de R$ 450 milhões, novo terminal em Santa Catarina vai acirrar competição do mercado de cargas

Porto de Itapoá.

Obras de pavimentação da SC-415 são essenciais para que o novo porto entre em funcionamento: meta de Itapoá é ficar com 20% do mercado do Paraná e de Santa Catarina.

A competição no mercado de movimentação de contêineres na Região Sul ficará mais forte até o fim do ano, quando entra em operação o Porto de Itapoá – Tecon SC. Localizado a 130 quilômetros de Curitiba, na região Norte de Santa Catarina, ele atrairá cargas das mesmas áreas de influência dos portos de Paranaguá, São Francisco do Sul, Itajaí e Navegantes.

A previsão inicial era que o novo porto entraria em funcionamento na metade deste ano, mas as chuvas fortes dos últimos meses atrasaram as obras de pavimentação da SC-415, que são tocadas pelo governo catarinense. Orçada em pouco mais de R$ 32 milhões, a conclusão da rodovia é essencial para o funcionamento do Tecon – com 28 quilômetros, a estrada liga Garuva a Itapoá sem a necessidade de cruzar áreas urbanas, onde o caminho é estreito e repleto de lombadas.

“Mudamos um pouco o cronograma e agora os equipamentos de cais chegam da China em novembro. Até o fim do ano queremos começar a operar”, conta Gabriel Ribeiro Vieira, diretor superintendente do Tecon. Na primeira fase, Itapoá terá capacidade para movimentar 300 mil TEUs (medida que equivale a um contêiner de 20 pés) por ano e empregará 500 pessoas. No início, estarão em funcionamento dois berços, instalados em um cais de 630 metros. O projeto prevê outras duas fases, com a inclusão de um berço em cada uma, o que elevaria a capacidade para 1 milhão de TEUs. Não existe prazo para a expansão, que vai depender das condições de mercado.

Os sócios do Porto de Itapoá investiram R$ 450 milhões para entrar em um segmento que crescia a um ritmo de 20% ao ano até o início da crise. A operação é semelhante à existente em Navegantes, onde um grupo privado construiu um porto especializado em contêineres em frente ao terminal de Itajaí. “Estamos na mesma área de influência de outros portos. Entendemos que existe mercado para todos, mas é claro que devem se sair melhor aqueles que forem mais eficientes e liberarem os navios mais rápido”, diz Vieira.

O executivo acredita que até o fim deste ano o mercado de contêineres deve voltar ao nível de demanda visto em 2008 e, a partir disso, voltará a crescer. “O Brasil tem menos de 2% do mercado mundial de movimentação de contêineres. Acreditamos que o país tem condições de aumentar sua participação”, comenta. Os sócios do empreendimento são o grupo Batistella, que tem sede em Curitiba, o fundo Logística Brasil, da BRZ In­­vestimentos, e a Aliança Nave­­gação, que faz parte do grupo alemão Hamburg Süd. Assim, o porto movimentará cargas da própria Aliança, além de contêineres de terceiros.

Projeção
De acordo com uma projeção feita pela Aliança, os estados de Santa Catarina e Paraná movimentam juntos pouco menos de 1 milhão de contêineres por ano. Esse número deve dobrar até 2015 e chegar a 3 milhões de contêineres em 2020. A meta de Itapoá é ficar com 20% desse mercado. Parte importante da movimentação deve ocorrer no segmento de congelados, que responde hoje por quase 50% da carga exportada pelos dois estados. A capacidade inicial, de 300 mil TEUs, é metade do que o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimentou em 2008 – 600 mil TEUs, volume um pouco superior ao que movimentam os terminais em Itajaí.

Terminal não depende de obras de dragagem
A operação no Porto de Itapoá contará com uma vantagem natural invejável. O local onde o terminal está sendo construído tem um calado (profundidade navegável) natural de 16 metros. Isso significa que o porto não dependerá de obras de dragagem ao longo do tempo para trabalhar – apenas o canal de acesso à Baía da Babitonga, onde também fica o Porto de São Francisco do Sul, precisa de dragagem. Com isso, o cais de Itapoá estará preparado desde o início para receber navios de grande porte e que hoje não fazem escala no Sul do país.

“Podemos receber navios de 340, 350 metros, com capacidade de levar até 9 mil TEUs”, explica o diretor superintendente de Itapoá, Gabriel Ribeiro Vieira. O maior navio que faz escala na região tem hoje capacidade para 5 mil TEUs e pouco mais de 200 metros de comprimento – é o limite de Pa­­ranaguá, onde o calado é de 12 metros. Com a entrada de navios maiores, o porto poderá se transformar em uma espécie de “hub”, ou central logística onde são concentradas cargas embarcadas ou com destino a outros portos.

De acordo com Vieira, essa possibilidade se encaixa no perfil da Aliança Navegação, um dos sócios no empreendimento e que tem operações de cabotagem – aquelas feitas entre portos nacionais. A companhia poderá recolher cargas menores em outros terminais para acionar um super porta-contêineres em Itapoá. “As linhas poderão ter duas ou três paradas no país, o que reduz o tempo e os custos do transporte”, diz o executivo. “O navio pode passar por Itapoá, Santos e um porto no Nordeste, por exemplo, em vez de parar em seis ou sete lugares.”

A idéia de um porto concentrador de carga é parecida com um projeto que existe para Pontal do Paraná. Ali, o calado natural chega a 17 metros e seria possível a operação com navios gigantes. O problema é que a área para a instalação de um porto está sendo disputada entre o grupo JCR, dono do terreno, e o governo do estado, que prefere a construção de um terminal público.

Localização: Cais foi construído no meio do mar
A estrutura do Porto de Itapoá é um pouco diferente da maioria dos portos do Brasil. Como a profundidade natural de 16 metros é encontrada a mais de 200 metros da praia, o cais fica no meio do mar e, quando estiver completo, terá duas pontes de ligação com o continente. Durante a operação, caminhões sairão do pátio com os contêineres e atravessarão as pontes até o cais, onde serão erguidos até os navios. O projeto permitirá que a praia permaneça na paisagem e que a rua à beira-mar fique aberta para o tráfego.





Escadas em vidro

25 03 2010

(Gazeta do Povo) – 21/03/10

A Saint-Gobain GlasEscada de vidro.s, em parceria com a Somar Escadas, desenvolveu um projeto com perfil metálico (foto), aliando funcionalidade e design. Compostos pelo vidro impresso modelo SGG Master Carré, da Saint-Gobain Glass, os degraus ganham forma escultural ao se apoiarem uns sobre os outros.

O vidro tem textura e função antiderrapante. As chapas de vidro são temperadas e laminadas com PVB (resina líquida), formando “sanduíches” compostos por três camadas.

Serviço: Mais informações na Saint-Gobain Glass pelo 0800-125-125 e no site http://br.saint-gobain-glass.com. Somar Escadas: (11) 3565-1388.





Comissão traz tecnologia europeia ao Brasil

25 03 2010

(Gazeta do Povo) – 24/03/10

Expectativa do grupo, formado por 50 empresas de cinco estados brasileiros, é que sistema de casas ecológicas diminua falta de moradias no país

Construir casas mais sustentáveis, com grande preocupação ecológica, que evitem o desperdício de ma­­­teriais nas obras e diminuam o problema de falta de moradias no Bra­­­­sil. Esses são os objetivos da Co­­missão Casa Inteligente, um grupo com apoio do Senai-PR e com sede na Federação das Indústrias do Es­­­tado do Paraná (FIEP), formado por 50 empresas de cinco estados brasileiros ligadas ao setor madeireiro e de construção civil, que pretende implantar e divulgar o uso da tecnologia Wood Frame no Brasil.

“Nossa meta é mostrar os benefícios desse tipo de construção ecológica, produzida a partir de ma­­dei­­­ra de qualidade, evitando uma série de problemas para o meio am­­­biente”, afirma Euclesio Finat­ti, coordenador da comissão e vice-presidente da área de Política e Re­­­la­­­ções do Trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR).

Tradicional e bastante popular em outros países, como Estados Uni­­­dos, Canadá e Alemanha, o Wood Frame rende imóveis construídos a partir de painéis formados por materiais como placa cimentícia, manta de poliestileno, chapa de OSB (painel estrutural de tiras de madeira), lã de vidro, gesso e madeira de floresta plantada. Com esse sistema é possível cons­­­truir escolas, hospitais, bancos e prédios de até oito andares.

Uma das diferenças para o mé­­todo comum de construção é que, no caso do Wood Frame, a estrutura da casa, como paredes, pisos, teto e telhado, é toda pré-produzida em fábricas e instalada no terreno com guindastes. “De maneira simplificada, é como um enorme jogo de peças, no qual elas são personalizadas e vem prontas para serem fixadas em seus devidos lugares. No local da construção, não é preciso erguer paredes com cimento e tijolos. Basta fazer os encaixes que vem demarcados nas próprias peças e colocar essa casa em pé”, explica Caio Bonatto, só­­cio-diretor da Tecverde, empresa curitibana que coordena o projeto e foi responsável pela implantação de uma fábrica de Wood Frame em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Comissão
Com representantes de empresas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, o grupo estabeleceu uma série de convênios com entidades alemãs para viabilizar a importação da tecnologia para o Brasil. “Para nós, o conceito de ‘ca­­sa inteligente’ está diretamente ligado à sustentabilidade e o método vindo da Alemanha, com algumas adaptações, é o que melhor se aplica às condições brasileiras. Não se trata de transferir tecnologia, mas adaptá-la ao máximo à realidade do Brasil”, diz Finatti.

Bonatto ressalta que um dos objetivos da comissão é tornar essa tecnologia uma alternativa para construção de casas populares. “Investir no Wood Frame é uma maneira de atender à grande demanda por moradia que ainda existe no Brasil. Se o país insistir nas construções de modo tradicional, tijolo sobre tijolo, não conseguirá sanar seu débito habitacional tão cedo.”

Preocupações
Por enquanto, a implantação do Wood Frame no Brasil ainda está dando seus primeiros passos, mas a expectativa da comissão é que, em 2011, o país tenha casas construídas a partir dessa tecnologia. “Atualmente, estamos na fase de tentar aprovações dos órgãos oficiais para liberação de recursos para financiamento, uma maneira de garantir a acessibilidade dessa tecnologia para todos os públicos interessados em construir”, comenta Finatti.

Outra preocupação é formar um centro de capacitação de mão de obra que seja especializada para trabalhar com estruturas de Wood Frame. “Nesse caso, tanto os funcionários das fábricas quanto engenheiros, arquitetos e o pessoal responsável pela instalação das estruturas nos terrenos precisam ter treinamento específico para lidar com esse tipo de material”, explica Finatti.

Vantagens
Segundo Bonatto, entre as vantagens dessa tecnologia estão a sustentabilidade e o tempo para realização das obras. “Usa-se madeira proveniente de áreas plantadas e uma casa pode ser construída em apenas dois ou três meses, o que facilita a vida de quem tem pressa para se mudar”.

O empresário comenta que as ca­­­sas feitas com Wood Frame também são vantajosas por proporcionarem economia para os moradores. “Elas quase não consomem ener­­­gia, já que a estrutura garante isolamento térmico, o que mantém a temperatura e diminui a ne­­­ces­­­sidade de consumo de ar condicionado e sistemas de calefação.”








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