Arquitetos constroem primeiro edifício com turbina eólica acoplada

29 07 2010

(Massa Cinzenta) – 26/07/10

A capital inglesa tem o primeiro prédio do mundo com hélices instaladas no topo, gerando 8% da energia consumida

Os arquitetos estão indo cada dia mais longe em busca de edifícios sustentáveis. O exemplo mais recente vem de Londres, onde os profissionais da Brookfield Europe construíram um edifício de 148 metros de altura e, nos seus últimos andares, as turbinas eólicas, já acopladas no projeto inicial, geram parte da energia gasta no edifício, representando uma economia para o edifício e um alívio para a natureza.

Os 42 andares da Torre Strata serão ocupados por cerca de mil moradores distribuídos nos 408 apartamentos de até 170 mil metros quadrados. Cerca de 8% de toda a energia consumida por essas pessoas virá das turbinas instaladas no topo do prédio.

Juntas, elas podem produzir até 50MWh de eletricidade por ano. Esse artifício, junto a outros como uso de ventilação natural, fachada térmica de alto desempenho, recuperação do calor, lâmpadas de baixa energia e controle de iluminação farão com que o prédio emita até 73,5% menos CO2 que um edifício similar.

Os responsáveis pela obra informaram ainda que 96% do lixo gerado ao longo da construção foi reciclado e que o condomínio ainda terá um sistema de reaproveitamento de água cinza.

Os apartamentos, que chegam a custar £ 2,5 milhões de libras (cerca de R$ 6.630 milhões) serão entregues no inicio de abril e reforçam a exigência do Reino Unido de ter apenas construções com zero carbono até 2019.





Edifício de 25 andares possui 130 plantas diferentes de apartamentos, que variam de 50 a 200 m²

26 07 2010

(Piniweb – Ana Paula Rocha) 26/07/2010

Foi iniciada em julho a obra do Beirut Terraces, edifício residencial assinado pelo escritório Herzog & de Meuron em Beirute, capital do Líbano. Como uma “vila vertical”, o prédio possui 130 plantas diferentes de apartamentos. A previsão é de que a obra seja concluída entre o fim de 2013 e início de 2014.


Beirut Terraces é o primeiro edifício residencial de Herzog & de Meuron na capital do Líbano

O Beirut Terraces é o primeiro empreendimento residencial projeto por Herzog & de Meuron na cidade. Segundo os arquitetos, o objetivo principal da arquitetura do edifício era promover um renascimento do estilo de vida urbano que integra espaços internos e ao ar livre. “A torre residencial fornece a plataforma para uma vila vertical onde a vida e a sustentabilidade da comunidade sejam características chaves de projeto. O formulário claro e dinâmico do edifício diferencia-se das torres vizinhas”, disseram.

O projeto do Beirut Terraces propõe a criação de plantas abertas e flexíveis, que podem ser utilizadas de diversas maneiras, de acordo com o gosto do proprietário. Ao todo, são 25 andares de imóveis com tamanhos que variam de 50 m² a 200 m², além de quatro subsolos de estacionamento. Os apartamentos possuem, no mínimo, dois quartos e chegam a ter mais de cinco dormitórios.

Assinado pelo arquiteto Vladimir Djurovic, o paisagismo do empreendimento cria uma série de “cortinas verdes verticais”, que são formadas por hortaliças e outras plantas nativas. Além de dar um clima mais aconchegante, segundo o paisagista, os espaços verdes ainda moderam o clima das residências.


Apartamentos têm plantas flexíveis


Fachadas norte e sul


Desenho mostra andares do edifício





Projeto de Lei prevê punição para atraso de imóveis adquiridos na planta

23 07 2010

(PiniWeb) – 19/07/10

Além de multas, deputado federal Paulo Roberto Pereira (PTB-RS) propõe o pagamento de 1% do valor de aquisição por mês de atraso na entrega

O Projeto de Lei 7059/10, do deputado federal Paulo Roberto Pereira (PTB-RS), pretende punir as construtoras que atrasarem em mais de 90 dias a entrega de imóveis adquiridos na planta. A proposta precisa ser votada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano, Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania para entrar em vigor.

Além de sanções penais e administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor, o projeto determina que, em casos de descumprimento do prazo imposto pela lei, a empresa será obrigada a arcar com todos os encargos mensais relativos ao imóvel em construção, inclusive impostos, até a data efetiva da entrega das chaves ao consumidor.

Quando o comprador já tiver quitado o imóvel, a empresa deverá pagar a ele, inclusive, 1% do valor de aquisição por mês de atraso na entrega.

De acordo com o deputado, o projeto de lei foi criado porque não há, em casos de atraso de entrega de imóvel, amparo legal para os consumidores terem aonde recorrer. “Prometer em contrato a entrega de uma coisa vendida e não cumprir é um claro abuso e desrespeito aos direitos do consumidor”, diz Pereira na proposta. Para saber mais detalhes do Projeto de Lei 7059/10, clique aqui.





Realidade aumentada nas maquetes

22 07 2010

(Gazeta do Povo) – 18/07/10

Setor imobiliário aposta na tecnologia cada vez mais próxima do mundo real para inovar e atrair clientes

“A tecnologia não se aplica somente ao público jovem. Hoje o mundo está mais veloz e os clientes de todas as idades a usam, indistintamente. O objetivo é atrair quem gosta de tecnologia e quem quer fazer um bom investimento.” Rafael Cardoso, diretor da regional Rio de Janeiro da construtora Rossi

A tecnologia de realidade aumentada ou RA (mídia que permite a interação de objetos virtuais com o mundo real), explorada pelo mercado da publicidade e propaganda desde o ano passado, está ganhando a simpatia de construtoras e incorporadoras, sendo utilizada para a apresentação de seus empreendimentos à venda na planta. Pela tela do computador, o cliente consegue ter uma melhor dimensão do que poderá ser sua futura residência ou ambiente de trabalho antes mesmo que eles comecem a ser construídos.

Ao perceber que essa tecnologia estava madura, a empresa brasiliense Espaço Virtual, especializada em produzir material de divulgação para lançamentos imobiliários, investiu no desenvolvimento de um aplicativo em 3D para computador, primeiramente para atender a Brookfield Incorporações unidade Centro-Oeste. Chamada de maquete de bolso, é uma facilidade para os corretores de imóveis, que precisam apenas baixar o aplicativo da internet direto para um pen drive ou cartão de memória. Não é necessário estar online para utilizar o programa.

“Os estandes são muito bonitos e charmosos, mas quando o corretor sai do plantão de vendas, ele não tem mais as ferramentas importantes, como uma maquete e um apartamento decorado, somente folders e pastas, que não dão a dimensão exata do que está sendo oferecido”, diz o diretor da Espaço Virtual, André Ber­­gholz. O programa está sendo uti­­lizado pela Brookfield Incorpora­ções, em mais de 15 empreendimentos, há cerca de três meses.

O superintendente comercial da região Centro-Oeste da Brook­field, Rubens Oseki, conta que corretores e clientes estão encantados com o sistema de apresentação. Para ele, o aplicativo, utilizado através do código impresso no próprio cartão de visitas do corretor, facilita nas visitas externas e traz muita eficiência e agilidade. “O imóvel decorado existe há décadas e não tende a ser substituído, mas muitos investidores não moram na cidade, então isso aumenta meu alcance. E quanto mais detalhado, melhor.”

O aplicativo, desenvolvido em seis meses, custa R$ 17 mil, en­­quanto uma maquete tradicional pode ser produzida por cerca de R$ 20 mil, podendo chegar a R$ 100 mil. Bergholz afirma que hoje o programa está nas mãos de cerca de 600 corretores de imóveis somente em Brasília. “Todo mundo está muito ligado em tecnologia e estamos propensos a esse tipo de novidade. Para as empresas imobiliárias é uma baita ferramenta.”

Maquete virtual
Uma tecnologia semelhante, desenvolvida pelo Go2nplay Studios, de Curitiba, foi utilizada para a apresentação do residencial Belvedere, empreendimento da Thá Construtora, localizado no bairro Água Verde, cujas unidades estão todas vendidas. Os clientes puderam ter essa experiência, ainda disponível, através do site do empreendimento (www.tha.com.br/belvedere/3d). Para ter acesso, é necessário apenas um computador com sistema Windows e uma webcam. O usuário imprime um marcador, que nesse caso é o símbolo da Thá, no próprio site. Ele deve ser apontado para a câmera. A partir dele surgirá a imagem tridimensional e virtual, visualizada na tela do computador. O empreendimento pode ser visto de vários ângulos, à medida que o marcador é mudado de posição pelo usuário.

A utilização da tecnologia chama muito a atenção dos clientes, segundo a gerente de marketing do Grupo Thá, Patrícia Alves. “A venda do Belvedere foi muito rápida. Não posso afirmar que algum cliente tenha adquirido sua unidade em virtude dessa tecnologia, mas é uma inovação que, com certeza, ajuda a fechar o negócio”. Patrícia lembra que, para quem não tem condições de visitar um estande de vendas, esse tipo de apresentação é a melhor forma de aproximar o produto do cliente, inclusive daquele que mora fora da cidade onde está situado o empreendimento e está à procura de uma moradia no local. “Tendo um computador e uma webcam, é possível baixar de qualquer lugar e ter o apartamento decorado em casa”, diz o sócio-diretor de tecnologia do Go2nplay Studios, Ohmar Tacla.

Em tamanho real
Em um projeto ousado, a construtora Rossi conseguiu entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes. O edifício comercial Fibrasa Connection, lançado no mês passado na Enseada do Suá, em Vitória, no Espírito Santo, possui a maior realidade aumentada do mundo. Nos dias 26 e 27 de junho, cerca de 30 clientes sobrevoaram de helicóptero o terreno onde será construído o edifício. Na área reservada para a edificação, foi instalada uma espécie de lona, com 900 metros quadrados, que serviu de marcador.

Com a webcam apontada para a lona gigante, os interessados no empreendimento puderam ver a projeção do prédio em 3D pela tela de um notebook, de dentro do helicóptero. Eles ficaram muito satisfeitos, como relata o diretor da regional Rio de Janeiro da Rossi (que inclui o Espírito Santo), Rafael Cardoso. “A principal vantagem é que o cliente pode ver todas as fachadas do prédio, em vários ângulos distintos, aplicadas no terreno, muito próximo de como será quando o empreendimento estiver pronto. É uma garantia a mais sobre o produto que o comprador está adquirindo.”

Cerca de 50% do Fibrasa Connection foi vendido em duas semanas, o que comprova, na opinião de Cardoso, a eficiência dessa ferramenta. “A melhor forma de medir a influência do uso desse tipo de tecnologia é ver um cliente optar pela compra após constatar a realidade aumentada aplicada ao empreendimento, o que aconteceu muitas vezes nesse lançamento. Ao vê-lo em 3D, ele tem uma visão real do negócio que está fechando.” A realidade aumentada aplicada ao edifício também pode ser conferida via internet, pelo site www.fibrasaconnection.com.br.

Tour em 3d

Passeio pelo futuro
Antes mesmo de ficar pronto, é possível fazer um passeio pelos ambientes residenciais e comerciais do edifício Universe Life Square, assinado pelas incorporadoras Thá e Rossi, que está sendo erguido entre as ruas Comendador Araújo e Visconde do Rio Branco, no Centro de Curitiba.

O site www.universelifesquare.com.br oferece um tour em 3D pelo interior da edificação. Com a sensação de estar dentro do imóvel, primeiramente o usuário escolhe se quer visitar o espaço Home (residencial) ou Office (escritórios). Ele, então, é levado ao hall e, em seguida, ao elevador, para escolher local e andar desejados.

Na torre residencial, por exemplo, são sete opções de tour entre o térreo e o 43.º andar, que incluem cômodos mobiliados e decorados, como suíte e living, e espaços de lazer equipados, como salão de festas e de jogos, spa e lounge externo.

A terceira dimensão tem sido uma grande ferramenta de vendas, diz a supervisora de marketing da Rossi, Bárbara Bongiolo. “Ele mostra detalhes, dá sensação de espaço e faz com que o cliente vivencie exatamente como ficará o produto final, o que dá mais segurança a ele.”

Com entrega prevista para janeiro de 2013, o Universe Life Square deverá ser um dos mais altos da região Sul do país com 44 andares e 152 metros de altura. A área residencial foi 90% comercializada, enquanto o espaço comercial está com 50% das unidades vendidas, ambos a partir de R$ 226 mil.





Com Agre, PDG vende um ano em um semestre

14 07 2010

(valor Econômico) – 13/07/10

Egressos do mercado financeiro, os gestores da PDG Realty costumam ter pressa. Para vender, para gerar resultado, para crescer. A compra da Agre adiantou – e muito – o crescimento da empresa. Em um semestre de resultado consolidado, a incorporadora que nasceu como braço imobiliário do Pactual, já vendeu R$ 2,91 bilhões a mais do que no ano passado inteiro. Agora, a pressa está em integrar as operações e apresentar ao mercado uma companhia sem a herança de dívidas caras e de atraso de obras – que veio no mesmo pacote que garantiu à PDG a liderança do setor.

A compra da Agre alçou a PDG Realty a um novo patamar, como já era esperado. No acumulado do primeiro semestre, os dados consolidados indicam vendas de R$ 2,91 bilhões, mais do que a PDG vendeu em 2009 inteiro (R$ 2,7 bilhões). Os lançamentos da “nova” PDG somaram R$ 2,8 bilhões no semestre, abaixo, mas perto dos R$ 3 bilhões que a empresa lançou sozinha em 2009.

No segundo trimestre, a PDG lançou R$ 1,8 bilhão, praticamente o dobro dos resultados de PDG e Agre entre abril e junho do ano passado. As vendas atingiram R$ 1,56 bilhão, 54% acima do R$ 1 bilhão vendido pelas duas companhias. “Atingimos 41% da previsão de lançamentos do ano, de R$ 7 bilhões”, diz Michel Wurman, diretor financeiro da PDG.

A pressa dos gestores da PDG em reestruturar as dívidas é grande. “Até o fim de agosto e começo de setembro teremos terminado de reestruturar as dívidas”, afirma Zeca Grabowsky, presidente da PDG. Segundo o executivo, a empresa usou o nome PDG para conseguir recursos do Sistema Financeiro de habitação (SFH) para as obras elegíveis ao sistema. Com dificuldade de acesso ao crédito, a Agre tocava boa parte das obras com recursos próprios. A PDG também está securitizando os recebíveis que a Agre tinha em carteira e emitiu notas promissórias no valor de R$ 300 milhões para compor suas necessidades de caixa de médio prazo.

Paralelamente, a PDG analisou onde poderia haver sobreposição geográfica e fez mudanças relevantes. Em vez de vender 70% da Asa – braço da Agre de baixa renda – como anunciou na ocasião da aquisição da Agre, comprou os 30% dos minoritários. De acordo com Grabowsky, a Asa irá atuar em Minas Gerais, Belém, Manaus e Natal. “Esses são os mercados onde achamos que a operação pode crescer bem”, afirma o presidente da PDG. Nos outros mercados, o banco de terrenos da companhia foi redirecionado para CHL e Goldfarb, duas outras controladas da PDG. “Nesse caso, a Agre entra como parceira e permutante, mas cada grupo de executivos cuida de um local”, diz Grabowsky.

Assim que a Agre foi comprada, 35 pessoas foram demitidas. “Com crescimento do mercado, não precisaremos cortar mais ninguém”, diz. Os fundadores de Agre, Goldfarb e CHL continuam tomando conta de cada área – sob a gestão financeira e estratégica da PDG – mas a empresa decidiu acabar com as marcas, cada uma com forte presença em seu mercado.

Depois de uma pesquisa sobre marcas, a PDG decidiu adotar o nome da marca mãe – familiar para os investidores, mas desconhecida do público final – em todos os empreendimentos. Não vai fazer uma campanha institucional, como fez a Agre antes de ser comprada pela PDG, para comunicar a mudança. “Usaremos a mesma verba que teríamos em cada lançamento, sempre com a nova linguagem”, diz Wurman. “Como anunciamos muitos os empreendimentos em jornais, acreditamos que haverá uma assimilação por repetição”, afirma.

Quanto às obras em atraso, principalmente de Klabin Segall e Abyara (compradas pela Agre), os canteiros foram retomados e os clientes chamados, segundo Wurman. “De 12 a 18 meses, vamos zerar os problemas de atraso.”





Medidas de aperto no setor imobiliário continuam, diz governo chinês

14 07 2010

(Valor Econômico) – 13/07/10

As políticas do Conselho de Estado da China para lidar com o aumento rápido nos preços das casas vão seguir em curso e os governos locais devem implementá-las “com firmeza”, avisou o Ministério da Habitação e do Desenvolvimento Urbano-Rural em nota divulgada ontem.

“Pedimos aos governos locais que eles implementem firmemente as políticas de empréstimos habitacionais para acabar com as especulações no setor”, revelou a nota.

O ministério acrescentou que vai adotar medidas “positivas” para aumentar a oferta de imóveis comerciais no mercado, acelerar a construção de casas para moradores de baixa renda e fortalecer a supervisão das condições do mercado imobiliário.

O documento foi divulgado depois de o Departamento Nacional de Estatísticas da China mostrar que os preços das casas nas principais cidades da China subiram 11,4% em junho, perante um ano antes. Um mês antes, contudo, a alta foi de 12,4%.

As informações são da agência chinesa de notícias Xinhua.





Bombeiros poderão embargar obras irregulares

13 07 2010

(Gazeta do Povo) – 12/07/10

Projeto de lei prevê ainda a criação do Conselho Estadual de Segurança contra Incêndios

Os bombeiros do Paraná terão autonomia para embargar obras que apresentem qualquer irregularidade e coloquem em risco a segurança dos trabalhadores. O projeto de lei do governo do Estado em trâmite na Assembleia Legislativa do Paraná prevê também a criação do Conselho Estadual de Segurança contra Incêndios (Conesci). De acordo com Jurandi André, coronel do Corpo de Bombeiros do Paraná e um dos autores do texto, a medida dá aos bombeiros o respaldo da lei para agir com mais eficácia e menos burocracia em defesa da sociedade.

Segundo André, cabe aos bombeiros toda a fiscalização de combate a incêndios, inspeção de itens de segurança para eventos (jogos de futebol e shows), construção de prédios, adequação para a mudança de estabelecimentos comerciais (prédio que passa a funcionar como shopping center) e adaptação de imóvel (depósito de carga que começa a ser utilizado como depósito de explosivos). “A ideia é que, quando sancionada, a lei dê ao Corpo de Bombeiros autonomia para exigir as adequações necessárias sem que o processo obrigatoriamente passe pelo Ministério Público ou Poder Judiciário”, diz o coronel.

O não cumprimento da norma prevê multas de até R$ 1,2 milhão, de acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de comunicação do governo do Paraná. Também estão previstas outras punições como a suspensão de registro, licença ou autorização, cancelamento de registro, perda ou restrição de incentivos fiscais, linhas de financiamento e proibição de contratar com a administração pública pelo período de até três anos.

O Conesci será presidido pelo comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e contará com membros de outros setores como representantes das Secretarias de Saúde, Obras Públicas, da Defesa Civil, do Conselho Regional de Engenharia e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná. André afirma que o conselho formado por 21 membros de diferentes áreas vai democratizar as ações do Corpo de Bombeiros.





Lopes aumenta fatia na Patrimóvel

12 07 2010

(Valor Econômico) – 09/07/10

A Lopes garantiu, ontem, a última grande aquisição do setor imobiliário. Depois de idas e vindas, fechou a opção de compra do controle da Patrimóvel, líder na venda de imóveis no Rio. A empresa – que já era dona de 10% da Patrimóvel – comprou mais 10% por R$ 10 milhões. Passa a ser dona, imediatamente, de 20% da companhia, mas tem opção de adquirir os 31% restantes que lhe garantem o controle por R$ 51,5 milhões em até 150 dias.

“Não fechamos toda a compra do controle nesse momento porque estamos estudando qual a melhor forma de pagar o restante”, explica Marcello Leone, diretor de relações com investidores da Lopes. “Acabamos de pagar R$ 41 milhões em dividendos e ainda temos R$ 100 milhões a pagar de aquisições anteriores”, acrescenta, dizendo que o objetivo é ter os 51% da imobiliária carioca.

É a segunda vez que a Lopes assina contrato para comprar a Patrimóvel, mas, desta vez, por uma nova avaliação. Em novembro de 2007, auge do boom imobiliário, a Lopes assinou contrato para compra de 100% da imobiliária carioca por R$ 210 milhões. Agora, em um novo momento de mercado, a empresa está sendo avaliada em R$ 150 milhões, cerca de 9,3 vezes seu lucro projetado para 2010.

Um ano depois da assinatura do contrato, em dezembro de 2008, a crise financeira fez a Lopes desistir da compra. Com a drástica redução dos lançamentos feita pelas construtoras, o valor de mercado da Lopes caiu de R$ 1,7 bilhão para R$ 300 milhões em um ano – e o preço acertado para a compra ficou descasado do valor de mercado da Lopes. Na época, a Lopes já tinha desembolsado R$ 80 milhões e o pagamento foi convertido numa participação de 10% da Patrimóvel. Na mesma ocasião, a Lopes assinou a opção de compra da empresa, que poderia ser exercido por três anos. Segundo o Valor apurou, Rubem Vasconcelos, dono da Patrimóvel, estava negociando a venda para outra companhia e, para barrar e garantir o ativo, a Lopes exerceu o direito de compra e segurou o negócio com desembolso inicial de R$ 10 milhões.

Na época, para concluir a aquisição, a Lopes ainda teria de pagar R$ 150 milhões pela empresa, a metade do seu valor de mercado. Ontem, o valor de mercado da Lopes ontem era de R$ 1,167 bilhão e a aquisição, agora, ainda que de 51% (considerando os R$ 80 milhões pagos na primeira negociação), representa pouco mais de 10% do valor de mercado da companhia. “A realidade hoje é outra”, diz Leone. Pelo contrato, Rubem Vasconcelos, fundador da Patrimóvel, é obrigado a permanecer por mais dez anos no negócio. A gestão comercial fica com a imobiliária carioca e a gestão financeira, com a Lopes. Nas últimas aquisições, como da Royal, em Brasília, a Lopes comprou 51% do negócio.

O mercado carioca é considerado estratégico para a Lopes, que é líder em São Paulo, mas tem uma presença muito tímida no Rio de Janeiro. “O Rio tem um potencial de crescimento enorme, será a sede da Olimpíada e o epicentro da Copa”, afirma. No primeiro trimestre, a Lopes vendeu R$ 1,4 bilhão em lançamentos e a Patrimóvel, R$ 500 milhões. “A compra de 51% nos dá a liderança nacional.”

A Lopes já adquiriu oito empresas do setor imobiliário. Seguiu o modelo da concorrente e líder de mercado BR Brokers, que cresceu da união de várias imobiliárias.





Portos têm limites para navios grandes

12 07 2010

(valor Econômico) – 05/07/10

Logística: Hamburg Süd não consegue trazer para o Brasil seus maiores porta-contêineres

Os navios porta-contêineres que trafegam nas rotas marítimas entre o Brasil e o exterior estão cada vez maiores. Até o início da década de 2000 essas embarcações tinham capacidade para transportar 2,5 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés). Depois, chegaram a 3,8 mil TEUs e atingiram 5,5 mil para dar um novo salto até 5,9 mil TEUs. No fim de 2010, a Hamburg Süd deve colocar em operação nas linhas que servem o Brasil o primeiro de uma série de navios de 7,1 mil TEUs. Para 2013-2014, já se pensa em embarcações de 9 mil TEUs, o que depende do crescimento dos mercados e da capacidade dos portos brasileiros de receber barcos desse porte.

Embarcações maiores permitem aumentar a produtividade, uma vez que os terminais de contêineres podem operar de forma mais eficiente ao colocar mais guindastes para trabalhar ao mesmo tempo em um mesmo navio. No Brasil essa é uma realidade que segue uma tendência mundial. Nas linhas Leste-Oeste, entre China-Europa e Estados Unidos, há navios de contêineres que navegam com capacidade para transportar entre 12 mil e 15 mil TEUs. Mas no mercado brasileiro existem problemas nos portos que limitam os ganhos de escala representados pelo crescimento acelerado dos navios de contêineres.

“Estamos revivendo uma situação de congestionamento nos portos”, diz Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd e da Aliança Navegação e Logística. A Hamburg Süd, empresa alemã controlada pelo grupo Oetker, é uma das grandes empresas internacionais de navegação e opera nos chamados tráfegos Norte-Sul, os quais ligam a América do Sul aos Estados Unidos, Europa e Ásia. A controlada Aliança atua na cabotagem, na costa do Brasil e do Mercosul.

Em 2001, a Hamburg Süd colocou navios de 3,8 mil TEUs para operar no Brasil fazendo o serviço entre as costas Leste da América do Sul e da América do Norte. Anos depois a empresa entrou no mercado com navios de 5,5 mil TEUs sem guindastes de bordo e com desenho especial para trabalhar com as limitações de calado dos portos brasileiros. “Éramos praticamente os únicos com esses navios. Hoje os concorrentes também utilizam embarcações desse porte”, diz Thomas. A empresa pretende trazer até o fim do ano o primeiro de uma série de dez navios com capacidade nominal de 7,1 mil TEUs, os maiores navios da frota da companhia.

O problema, na visão de Thomas, é que ainda não é possível ter uma operação satisfatória nos portos brasileiros de maneira a que os navios façam os itinerários de forma planejada. E isso ocorre por dificuldades relacionadas à falta de infraestrutura adequada em alguns portos, diz Thomas. “Estamos com a capacidade de estocagem nos portos esgotada e sofremos atrasos crônicos em alguns locais, como Paranaguá (PR).” E acrescenta: “Temos problemas em Santos de capacidade de estocagem, o que impacta a produtividade.” O crescimento dos volumes de importação este ano explica parte do problema citado por Thomas (ver reportagem ao lado).

Segundo o executivo, o congestionamento nos portos também se relaciona com o mau tempo no inverno. Mas na Europa, compara, os portos operam sob más condições climáticas na maior parte do ano. E mesmo assim há portos na Holanda, Bélgica, França e Alemanha que são referência de mercado. No Brasil, o porto fecha por questões de clima, mas como em alguns casos a produtividade dos terminais não é boa, a fila de navios leva tempo para ser desfeita. O resultado é que os navios têm de ficar mais tempo no porto para fazer a movimentação. A espera tem impactos nos navios seguintes e esse processo leva até ao cancelamentos de escalas para manter os itinerários.

Thomas reconhece que a expansão feita pela Santos Brasil, principal terminal de contêineres do país, em Santos, foi importante, mas não é suficiente. Diz que o grupo Libra, também em Santos, faz um trabalho “fantástico” com a infraestrutura que tem, mas não é o ideal. A solução para o problema, segundo ele, passa por mais investimentos nos portos e nas vias de acesso.

“Se perdeu muito tempo discutindo o marco regulatório [dos portos], quando o foco devia ter sido como fazer investimentos para atender a fase de crescimento que viria depois da crise. A crise era um bom momento para investir, mas não foi aproveitada adequadamente”, afirma. A Aliança Navegação e Logística, controlada pela Hamburg Süd, é acionista do Tecon Santa Catarina, um terminal de contêineres privativo que deve ficar pronto no fim do ano e que tem como outro acionista a Portinvest Participações, sociedade do grupo Battistella e da Logística Brasil – fundo de investimento gerido pela BRZ Investimentos.

Situado em Itapoá (SC), o terminal vai passar a ser um porto concentrador de cargas para a Hamburg Süd e Aliança na região Sul do país, mas Thomas diz que a ideia é que o terminal também atenda outros armadores. Por ser um terminal privativo, mas que vai movimentar carga para terceiros, o Tecon Santa Catarina é um dos projetos cuja operação é questionada do ponto de vista regulatório pelos terminais privatizados na década de 90, que operam como privativos de uso público.

“Entendo, mas não aceito a posição desses terminais porque restringir investimentos, com o custo que isso gera, não é bom para o Brasil”, diz Thomas. Segundo ele, com o tempo ficará insustentável o argumento de que há capacidade suficiente nos portos para atender a demanda. “E isso talvez leve a uma solução entre todos os agentes do setor”, prevê.





Elevadores seguem alta de imóveis e do varejo

12 07 2010

(Valor Econômico) – 06/07/10

Múltis dominam mercado de R$ 2,5 bilhões ao ano

O crescimento do mercado imobiliário, aliada ao bom momento do varejo – com a expansão e construção de novos shoppings e supermercados – além dos investimentos em infraestrutura, como metrôs e aeroportos, garantiram demanda para os fabricantes de elevadores e escadas rolantes. Dominado por três multinacionais, Atlas Schindler, ThyssenKrupp e Otis, o mercado movimenta cerca de R$ 2,5 bilhões ao ano. Sempre focadas no segmento de manutenção, a boa fase já começa a abrir espaço para empresas nacionais de médio porte disputarem a fabricação de produtos com as gigantes mundiais.

Considerada a invenção que permitiu a viabilidade das grandes metrópoles, o elevador vive uma fase de renovação e pesados investimentos em tecnologia – ao mesmo tempo em que a redução de custos e o fornecimento em massa de componentes chineses permitiu a fabricação de modelos mais simples e baratos. Parece um contra-senso, mas não é. A nova geração de elevadores -que podem ser inteligentes, de altíssima velocidade ou ecoeficientes – dividem o mercado com produtos menores para residências (casa de alto padrão, agora, precisa de um) e com os mais baratos, usados nos prédios econômicos – segmento imobiliário que se expande em maior velocidade no país.

Com demandas tão distintas, cada empresa cava seu espaço. A ThyssenKrupp investe pesado em tecnologia e trouxe ao Brasil um elevador capaz de gerar energia com a própria movimentação. Fornece para prédios corporativos de alto padrão. Concorrente direta, a Atlas Schindler também está nesse segmento, mas aposta no segmento residencial, onde atua com produtos para média e alta renda e econômicos – com até oito paradas. “As vendas para o mercado econômico e de médio padrão são as que mais crescem”, afirma Francisco Bosco, diretor de marketing da Atlas Schindler.

A Atlas já foi a maior empresa nacional e esteve, inclusive, à frente das múltis. Foi comprada pela sueca Schindler em 1999. No ano passado, a empresa teve receita de R$ 1 bilhão. “Achávamos que o mercado iria recuar, porque 2008 foi muto forte”, diz Bosco. “Ainda assim, tivemos ganho de 3% e para este ano, esperamos entre 8% e 9%”, afirma. A empresa já vendeu 160 mil elevadores no Brasil. Dados do Sindicesp indicam que o Brasil tem cerca de 300 mil elevadores. Só na cidade de São Paulo, se transporta oito vezes mais pessoas em elevadores do que nos ônibus – propagam os fabricantes.

A divisão de elevadores da ThyssenKrupp teve receita de R$ 661 milhões no ano passado, alta de 15% sobre os R$ 575 milhões do ano anterior. Sem abrir números, o diretor comercial Paulo Henrique Estefan diz apenas que pretende crescer dois dígitos este ano. O grupo Thyssen tem vários negócios importantes no Brasil. Recentemente, o grupo inaugurou com a Vale a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Com capacidade de produção de 5 milhões de toneladas anuais de placas de aço, a siderúrgica recebeu US$ 8,2 bilhões, o maior investimento privado feito no Brasil nos últimos 15 anos.

Com uma fábrica em Guaíba (RS), o Brasil é um dos seis centros de desenvolvimento tecnológico do mundo. A Thyssen trouxe para o Brasil um elevador ecoeficiente, capaz de gerar energia. Na prática, o sistema permite a utilização de parte da energia devolvida pelo elevador durante seu funcionamento (quando sobe com a cabina abaixo da metade da sua capacidade ou quando desce com a capacidade acima de 50%) para a rede elétrica interna da edificação. Cerca de 30% da energia elétrica consumida pelo elevador é devolvida para a rede elétrica. Há dois edifícios comerciais de alto padrão com esse sistema, um em São Paulo e outro no Rio.

Sem a mesma tecnologia, as empresas nacionais procuram ganhar espaço no segmento de manutenção de elevadores (a lei exige equipes de plantão 24 horas por dia o ano todo). Para competir no disputado mercado de fabricação, buscam nichos.

A Villarta, que fatura R$ 50 milhões por ano e fabrica cerca de vinte elevadores por mês, elegeu o segmento de cargas, elevadores para residências, lojas e começa a estudar a fabricação de elevadores para navios. A empresa fechou parceria com a divisão de elevadores da japonesa Mitsubishi para projetos especiais. “Fomos procurados por outras empresas que também queriam fechar parcerias”, diz Jomar Villarta, sócio. De acordo com o empresário, companhias estrangeiras estão procurando as nacionais para fazer negócio. “Tive outras propostas.” A americana Otis comprou empresas pequenas, sobretudo no Rio de Janeiro.

Segundo Villarta, no ano passado a empresa cresceu 15%. “A entrada dos chineses no mercado de peças barateou os elevadores e abriu o mercado de elevadores para residências de alto padrão”, afirma. “Um elevador de duas paradas que custava R$ 80 mil há cinco anos, hoje é vendido a R$ 50 mil”, completa.

Outro efeito colateral da entrada dos produtos chineses é que o mercado brasileiro passou a ser mais montador do que um fabricante propriamente. “Há 10 anos, havia 40 mil empregados na fabricação. Hoje, não chega a 20 mil”, diz.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 128 other followers