Lucro líquido da Rossi cai 44% no 1º tri e atinge R$ 43,8 milhões

18 05 2012

(Valor Econômico) – 15/05/12

A Rossi Residencial, uma das principais incorporadoras e construtoras do país, registrou lucro líquido de R$ 43,8 milhões no primeiro trimestre de 2012, queda de 44% em comparação com o mesmo período de 2011 quando a cifra alcançou R$ 78,1 milhões.

No trimestre, foi realizada a venda de terrenos no valor de R$ 149 milhões, que totalizaram um lucro de R$ 32 milhões, segundo a companhia. Além disso, o que influenciou também o resultado foram rescisões de contratos e repasses de unidades, em função do elevado nível de entregas ano longo do ano. De acordo com a companhia, outro fator foram as despesas comerciais do último trimestre de 2011, que só foram contabilizadas em janeiro.

A receita líquida da companhia avançou 20,4% na comparação entre os trimestres iniciais de 2011 e 2012. O montante passou de R$ 655,3 milhões para R$ 789 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Rossi foi de R$ 140 milhões no período de janeiro a março deste ano, com alta de 11% em comparação com igual intervalo de 2011, quando registrou R$ 126 milhões. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda caiu um ponto percentual, passando de 19% para 18%.

No trimestre, foram lançados dez projetos com valor geral de vendas (VGV) de R$ 673 milhões. As vendas contratadas totais, no mesmo período, atingiram R$ 875 milhões, sendo R$ 639 milhões da parte Rossi.





Incorporadoras – Aposta na média e alta renda gera margem bruta melhor

18 05 2012

(Valor Econômico) – 17/05/12

Na contramão da impressão deixada pela maior parte do setor, o mercado avaliou como positivos os resultados trimestrais da Cyrela Brazil Realty, Even, EZTec e Helbor. Essas incorporadoras tiveram melhora dos respectivos indicadores de margem bruta, com exceção de Even, que apresentou estabilidade ante o primeiro trimestre de 2011.

As quatro têm foco nos segmentos de média e alta renda. Essa é, justamente, a parcela da população que mais se beneficia da queda de juros, como destaca um analista setorial. A continuidade da demanda por imóveis é apontada como fator positivo para o setor, o que contribuiu para as vendas do primeiro trimestre. “As corretoras de imóveis, como Lopes e Brasil Brokers, estão com resultado positivo, o que mostra que há demanda”, afirmam os analistas Jason Mollin e Gabriel Cotellessa, do Goldman Sachs, em relatório.

A perspectiva do mercado é que os preços de imóveis, em geral, acompanhem a inflação. Mais otimista, a Cyrela informou que sua expectativa conservadora é de alta média de preços de, pelo menos, 8% nos preços dos imóveis em 2012 e que seu crescimento projetado, de 10% a 15%, tem como base a alta de valores das unidades. No primeiro trimestre, a Cyrela apresentou melhora no lucro líquido e na receita líquida.

A Even gerou caixa operacional, no trimestre, pela primeira vez. Foi a incorporadora que mais lançou empreendimentos de janeiro a março em relação ao previsto para o ano, segundo o analista do setor imobiliário da Banif Corretora, Flávio Conde, que ressalta também o aumento de receita da incorporadora. Os lançamentos da Even somaram R$ 516 milhões, ante a projeção para 2012 de R$ 2,5 bilhões. As vendas subiram 42%.

EZTec e Helbor continuam chamando a atenção pelas margens elevadas, que foram de 50,4% e 33,3%, respectivamente, no trimestre. Desde a abertura de capital, essas incorporadoras preferiram focar sua atenção onde a vista alcança. Essas empresas também optaram por não se diversificar para alcançar a baixa renda, no momento em que a maior parte do setor incluiu ou ampliou a participação do segmento no portfólio.

Para o analista José Cataldo, da Ágora Corretora, a Helbor passou ilesa aos problemas do setor, apresentando resultados consistentes no trimestre. “Continuamos confiantes no modelo da empresa, principalmente devido ao comprometimento dos controladores com rentabilidade, e não apenas crescimento”, afirma em relatório.





Atraso na entrega é maior reclamação contra construtoras, diz Procon/SP; veja lista

17 05 2012

(Folha.com) – 17/05/12

O Procon divulgou o ranking das construtoras que mais tiveram reclamações neste ano.

Até o dia 10 de maio, o órgão recebeu 3.017 queixas, pedidos de orientação e esclarecimento de dúvidas sobre compra de imóveis. Segundo o Procon, o ranking é feito com base em reclamações que precisaram de mediação para resolver o problema.

A empresa com mais reclamações foi a Gafisa/Tenda, seguida por PDG e MRV.

A principal queixa foi sobre atraso na entrega de imóveis. “As reclamações sobre atrasos na entrega estão aumentando e preocupam. Tentamos negociar solução do problema junto às construtoras, mas se isso não for possível as empresas são autuadas pelo abuso”, diz o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.

VEJA AS EMPRESAS MAIS RECLAMADAS (Fonte: Procon-SP)

CONSTRUTORA
RECLAMAÇÕES
GAFISA/TENDA
131
PDG
57
MRV
46
NOVA DELHI INCORPORADORA
25
ATUA
21
CAPRI INCORPORADORA
12
CURY CONSTRUTORA
12
LIVING
11
BROOKFIELD
9
TRISUL
8

PRINCIPAIS QUEIXAS
- Não cumprimento do contrato/proposta
- Dúvidas sobre cobranças (taxas etc.)
- Cobrança de taxa indevida (elaboração de contrato, aferição de idoneidade etc.)
- Qualidade da construção (vícios, defeitos, vazamentos, impermeabilização etc.)
- Devolução de sinal, valores pagos (negocio não concretizado)

OUTRO LADO
As construtoras que lideraram o ranking disseram que estão fazendo investimentos para reduzir os problemas gerados aos clientes. Dizem ainda que as reclamações representam uma fração dos projetos vendidos e entregues em São Paulo.

A MRV disse que as 46 reclamações que recebeu representam apenas 0,0046% do total de clientes. A PDG sustenta que apenas uma parte dos projetos está atrasada e que vai entregar 31 mil unidades até o fim do ano.

A Brookfield e Trisul informaram que estão investindo no atendimento às demandas de clientes.

A Atua e a Living alegaram desconhecimento do conteúdo de todas as reclamações que embasaram o ranking elaborado pelo Procon-SP.

A assessoria da Cury Construtora e Incorporadora, joint-venture entre a Cyrela e a Cury Empreendimentos, disse que não iria se pronunciar sobre a lista.

Procuradas, Gafisa e Tenda ainda não se pronunciaram. Executivos das construtoras Nova Delhi e Capri não foram localizados.





Imóveis comerciais tiveram rendimento de 4,35% no primeiro trimestre

8 05 2012

(Buildings) – 08/05/12

Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, o IGMI-C registrou uma taxa anual de retorno de 17,38%.

A taxa de retorno total dos imóveis comerciais no primeiro trimestre deste ano foi 4,35%, em relação ao trimestre anterior, de acordo com os números do Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C), divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na composição do índice, a taxa de retorno de renda referente ao período foi 2,74% e a de capital atingiu 1,61%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, o IGMI-C registrou uma taxa anual de retorno de 17,38%. A de retorno de renda ficou em 11,51% e a de capital, em 5,41%. De acordo com a pesquisa da FGV, os resultados do primeiro trimestre de 2012 mostram estabilidade do retorno de renda e uma recuperação do retorno do capital, se comparados à desaceleração do crescimento observada nos primeiros três meses de 2011.

Calculado a partir de uma amostra com informações referentes a 301 imóveis, o IGMI-C é um índice trimestral de rentabilidade do mercado brasileiro de imóveis comerciais. O objetivo do indicador é retratar da forma mais abrangente a evolução da valorização dos preços e dos rendimentos desse segmento em todo o Brasil.

Todos os estados do país estão representados na pesquisa, mas com maior concentração em São Paulo (37%) e no Rio de Janeiro (26%).





O comportamento do setor de Real Estate no Brasil em 2012 – NIRE

7 05 2012

Nota da reunião de 15/03/2012 do Nucleo de Real Estate da USP: CM-Nota-150312-final





Sinal amarelo para as construtoras

7 05 2012

(Gazeta do Povo) 07/05/12

Freio na demanda e aumento dos custos apertam a margem de lucro das empresas. Tendência é de preços estáveis e menos lançamentos neste ano

Beneficiadas pelo crescimento excepcional do mercado imobiliário brasileiro nos últimos três anos, as grandes construtoras experimentam agora os efeitos da desaceleração da economia. O orçamento apertado e a margem de lucro menor dessas empresas refletem, além da diminuição da demanda e a mudança de perfil dos compradores, o aumento significativo dos custos com mão de obra e aquisição de terrenos.

Segundo dados do Sin­duscon-PR, o Custo Unitário Básico (CUB) da construção no Paraná, composto pela análise de preço de 29 itens, subiu 24,5% entre abril de 2009 e abril deste ano, passando de R$ 804,22 para R$ 1.001 por metro quadrado. No mesmo intervalo, a inflação medida pelo IPCA subiu 17,6%. O peso da mão de obra no CUB total cresceu, de 48,6% para 56,2% – seus custos, de R$ 390,71 por metro quadrado há três anos, chegaram a R$ 562,92.

As empresas de capital aberto que fizeram investimentos altos no Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, estão enfrentando problemas de fluxo de caixa por causa de questões burocráticas na liberação do dinheiro para os financiamentos, diz Lucas Dezordi, professor da Universidade Positivo e economista chefe da InvaCapital. “Ainda não é uma crise, mas, com as vendas caindo e os preços se estabilizando, temos um sinal amarelo se acendendo para as grandes construtoras, que vão precisar rever suas estratégias futuras e pisar no freio com relação a novos lançamentos”, afirma.

Apesar do cenário mais delicado, o consultor Flávio Ramalho Cone, do banco Banif, diz que não há razões para acreditar em crise. “As grandes incorporadoras de capital aberto continuam crescendo, porém num nível mais moderado”, diz Cone, que acompanha o desempenho das grandes construtoras que compõem o índice imobiliário (IMOB) da BM&F Bovespa.

O IMOB fechou em 864 pontos na última sexta-feira, 15% acima do nível do fim de 2011 (749 pontos). Ainda assim, está 11% abaixo da marca mais alta atingida em 2012, de 975 pontos, em 13 de março. No fim de 2010, o IMOB marcava 1.037 pontos, refletindo a percepção mais positiva que o mercado tinha do setor na época.

Segundo ele, nenhum setor da economia consegue manter um crescimento médio prolongado de 30%, como vinha sendo registrado. Os imóveis atingiram um preço razoavelmente alto e uma boa parte da demanda já foi preenchida pelo mercado. Com isso, se até 2010 as pessoas compravam com mais rapidez, os atuais compradores estão menos entusiasmados e mais sensíveis ao preço, explica.

Preço dos imóveis
A desaceleração do mercado imobiliário, no entanto, não deve provocar redução significativa nos preços dos imóveis. Segundo o analista do Banif, a tendência é de que haja uma estabilização dos preços, que passam a acompanhar o movimento da inflação a partir deste ano.

Resultados
Enquanto Cyrela, Eztec e Even conseguiram obter bons resultados, PDG e Gafisa divulgaram balanços abaixo do esperado. “Quem conseguiu aumentar os lucros e gerar caixa foi beneficiado. Não adiantou vender ações na bolsa em quantidade, foi preciso vender com rentabilidade satisfatória”, afirma Cone.

Companhias locais e de capital fechado mantêm otimismo
Na contramão do cenário de desaquecimento do mercado imobiliário, construtoras locais e de capital fechado comemoram os novos lançamentos e o aumento do volume de vendas. Em comum, essas empresas têm estratégias e nichos de atuação bem definidos, como é o caso da Plaenge e da Invespark, ambas paranaenses.

Segundo Fábio Tadeu Araújo, consultor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, a Plaenge é uma das empresas que mais reforçou sua marca nos últimos anos. “A construtora não vende um Poème [empreendimento lançado recentemente], ela vende um Plaenge. A empresa conseguiu atrelar sua marca a um padrão de qualidade já reconhecido pelos compradores”, ilustra.

Araújo destaca também que a construtora de Londrina, no Norte do Paraná, ganhou força porque adotou um modelo de expansão por regiões, nas cidades onde atua, fato que ajudou a fortalecer ainda mais a marca.

Segundo o diretor regional da Plaenge, Fernando Fabian, a empresa tem conseguido realizar seus projetos de expansão e consolidação com capital próprio. Além de Londrina, Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Cuiabá, Campo Grande (MS), Dourados (MS) e Joinville (SC), a Plaenge está presente no Sul do Chile desde 2009. Voltada ao segmento “premium” e à classe B, a empresa fechou 2011 com faturamento de R$ 912 milhões.

Localização
Com foco nos empreendimentos compactos e comerciais, a Invespark apostou na localização como diferencial em um mercado bastante concorrido. “A seleção criteriosa dos terrenos é o nosso maior seguro para passar por períodos mais seletivos do mercado”, ressalta Eduardo Quiza, diretor de incorporações da Invespark.

Segundo ele, a localização e a proximidade de locais com boa oferta de serviços é o item que mais pesa na decisão do comprador, sobretudo nos nichos em que a empresa atua. “Mas até mesmo a atuação por segmentos tende a ser limitada com o passar do tempo”, ressalta Quiza, enfatizando a necessidade de buscar opções para oferecer ao mercado.

Em 2011 a empresa entregou mais de 700 unidades – mais que o dobro do número do ano anterior (300) – e lançou cerca de 1.180. “Para este ano projetamos um crescimento de 10% em relação ao ano passado”, afirmou.





Casa pequena e sustentável

7 05 2012

(Gazeta do Povo) – 06/05/12

Até o dia 24 de maio, na fren­­te da loja Tok Stok, es­­tará em exposição a Co­­coon, uma “casa-conceito” desenvolvida pela empresa Tecverde. A ideia da casa é oferecer soluções de moradia sustentável em 18 metros quadrados. Para ser funcional, o pequeno espaço aproveita cada metro quadrado possível. Com as medidas de 3 metros de altura, 6 de comprimento e 3 de largura, a Cocoon oferece sala, cozinha, quarto, escritório, lavanderia e banheiro.

A casa também possui sistema de automação de câmeras, sistema de segurança e iluminação por celular; isolamento térmico e acústico integral, iluminação LED e painéis solares para aquecimento de água. Na unidade conceito ainda pode ser instalado um sistema de reaproveitamento de água da chuva e tratamento de esgoto local (quando não há conexão com a rede). Outro diferencial é o teto verde, que utiliza matéria prima renovável e proporciona maior conforto térmico e acústico.

Expor a casa tem como objetivo coletar a opinião e aceitação do público para o projeto, com a finalidade de torná-lo um produto à venda em 2013. “Queremos colocar o Cocoon a venda pela internet, com opções de personalização e entrega em 15 dias”, explica Caio Bonatto, diretor da empresa.

O Cocoon é um projeto desenvolvido com a coordenação do arquiteto Pedro Moreira e possui 18 metros quadrados bem aproveitados. A Cocoon foi inspirada no conceito europeu de viver small footprint living, ou seja, com “pequena pegada de carbono“. “Uti­­lizamos materiais sustentáveis e o máximo de aproveitamento de espaço, mas procuramos nos diferenciar dos containers usados no exterior. As dimensões são maiores que as de um container, além do material“, explica.

O projeto também vela em conta as correntes das arquiteturas navais e japonesas, que são especializadas em aproveitar pequenos espaços. “Há situações em que basta um pequeno espaço com todas as fun­­ções que a pessoa precisa – quarto, cozinha, lavanderia, banheiro, sala de jantar e estar. Conseguimos colocar tudo isso em 18 metros quadrados”, diz Bonatto.





Google divulga detalhes sobre óculos de realidade aumentada; veja o vídeo

6 04 2012

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Um símbolo do boom imobiliário brasileiro

5 04 2012

(The Wall Street Journal) – 04/04/12

Eis um provável candidato para ser o símbolo oficial da década de boom de investimentos no Brasil: o prédio de escritórios semiacabado Malzoni, uma imponente estrutura em forma de mesa na elegante Avenida Faria Lima, na zona sul de São Paulo.

Construído no último lote da Faria Lima aprovado para uma torre de escritórios, o edifício de 73.000 metros quadrados é a cereja do bolo de uma década em que o índice acionário iBovespa quintuplicou e São Paulo ganhou espaço como um dos principais centros financeiros do mundo.

Alguns de seus andares estão entre os maiores da América Latina em prédios de escritórios. Quando foi vendido em 2008, o lote estava entre os mais caros da história da cidade.

Além disso, o edifício revestido de vidro negro espelhado já está totalmente alugado a preços recordes, até R$ 200 por metro quadrado. Isso o coloca em pé de igualdade com os aluguéis dos edifícios de escritórios mais nobres do centro de Nova York. “Todo mundo dizia que estávamos loucos, mas seu valor continua subindo”, diz Paulo Malzoni Filho, um executivo do Grupo Malzoni, empresa de controle familiar do setor imobiliário e construtora de shopping centers, que é a sócia majoritária do edifício.

O sucesso do Malzoni é um sinal de que os edifícios de alta qualidade no mercado imobiliário comercial de São Paulo continuam atraindo interesse, apesar da desaceleração da economia brasileira no ano passado. Também é um bom indicador para as incorporadoras especializadas em edifícios comerciais da cidade, que planejam entregar cerca de 500.000 metros quadrados em novas construções em 2013, segundo a firma americana de serviços imobiliários CBRE Group Inc.

A disposição dos inquilinos para pagar aluguéis tão altos ilustra a escassez de espaços de escritório de alta qualidade em um país que atrai uma enxurrada de investimentos estrangeiros diretos. Entre os futuros ocupantes da torre Malzoni está o banco de investimento BTG Pactual, que comprou cinco andares. Entre os inquilinos estão o Banco da China, uma marca do novo status daquele país como maior parceiro comercial do Brasil; e a Google, uma das grandes empresas americanas que buscam tirar proveito do crescimento do país.

O edifício Malzoni oferece alguns luxos, como estacionamento com manobristas, que aguardam numa elegante área de recepção revestida de mármore preto e branco, digna de um resort. Um restaurante Fasano

vai abrir suas portas num jardim do edifício. Os clientes poderão fazer negócios em salas de jantar privadas ou comendo ao ar livre, ao lado de um espelho d’água.

Em uma cidade com uma das maiores frotas de helicóptero do mundo, qualquer edifício que se preze tem um heliponto. Mas o Malzoni vai além, e pretende, assim que conseguir um alvará, oferecer um estacionamento de helicópteros no teto do edifício, o primeiro de São Paulo.

Oficialmente batizado de Pátio Victor Malzoni, uma homenagem ao falecido patriarca da família, o prédio parece uma mesa gigante: duas torres de 19 andares, unidas por uma seção de 11 andares suspensa no ar por uma base de concreto e metal com seis metros de espessura.

A inusitada construção teve de se enquadrar nos códigos ambientais e de construção que costumam atrasar obras no Brasil e que, portanto, podem limitar a oferta de novos edifícios de escritórios. A firma paulista Botti Rubin Arquitetos Associados projetou o edifício para cobrir as ruínas de uma casa bandeirista autêntica do século XVIII, que as autoridades consideram como um patrimônio histórico.

A casa de pioneiros foi reconstruída como parte do acordo, e suas paredes caiadas e telhado vermelho oferecem um contraste histórico para a gigantesca estrutura construída sobre ela.

As obras do edifício de escritórios devem ser concluídas em poucas semanas e ele passará a ser equipado ao gosto dos inquilinos.

Isso inclui a instalação de filtros de ar condicionado especiais resistentes ao pelo de cachorro, para que os funcionários da Google possam trazer seus animais de estimação para o trabalho. Também haverá uma parede para praticantes de escalada e uma árvore para escalada no interior do prédio, para manter a criatividade dos empregados da Google fluindo.

A Google não quis comentar. Paulo Malzoni, um magnata do setor de shopping centers, esteve de olho no terreno do edifício durante mais de uma década e pensou em comprá-lo no passado, mas recusou-se a pagar os R$ 100 milhões que os proprietários queriam.

Mas sua empresa acabou pagando muito mais por ele. Um empreendimento conjunto entre a firma de Malzoni e a unidade brasileira da canadense Brookfield Asset Management comprou o terreno por R$ 200 milhões, mais a promessa de dar quase um terço do edifício acabado para os vendedores. Em 2010, o grupo Malzoni comprou a participação da Brookfield, pagando R$ 17.655 por metro quadrado, ou um total de R$ 600,6 milhões.





Thá fecha venda de controle para Sam Zell

5 04 2012

(Valor Econômico) – 04/04/12

O presidente do grupo paranaense Thá, Sandro Westphal, estava caminhando no fim de 2010 no Rio de Janeiro quando o amigo que o acompanhava atendeu a ligação de um corretor americano que buscava oportunidades no Brasil e lhe entregou o telefone. A conversa durou dois minutos, continuou por e-mail e, um mês depois, em São Paulo, ele jantou com representantes da Equity International (EI), braço de private equity do investidor Sam Zell.

Foi assim, quase por acaso, que começou a negociação concluída na semana passada. A família Thá, que há 116 anos criou uma empresa que hoje atua em incorporação, engenharia e venda de imóveis, ficou com apenas 20% do grupo e repassou 80% ao novo sócio, por valor não revelado. Agora, Westphal, que foi mantido no cargo e também virou acionista minoritário, planeja ampliar o número de lançamentos de imóveis em 15% em 2012 e já conta com a entrada de recursos no grupo. “Com certeza vai ter aporte expressivo ao longo do ano”, diz. O montante, segundo ele, vai depender de oportunidades que serão apresentadas pela equipe aos sócios. “O capital deixa de ser um gargalo para nós e passa a ser alavanca para o crescimento.”

A reestruturação do grupo Thá começou antes, com a saída de membros da família dos principais cargos executivos, em 2006, mesmo ano em que foi firmada uma parceria com a incorporadora Rossi para atuação no Paraná. No começo do ano passado, foi fechada a venda de 60% da unidade imobiliária para a Lopes, mas os executivos continuavam trabalhando na possibilidade de venda do grupo. Antes, havia 45 acionistas, o que incluía primos de segundo e terceiro graus, que passaram a ser representados por 17 sócios em sete holdings familiares, o que facilitou o acordo final.

Westphal informa que foram feitos ensaios com outros quatro fundos antes de fechar com a Equity International, sendo dois em 2007 e 2008 e dois no ano passado. “Com os outros as negociações tinham diferentes formatos, mas não tinham o mesmo brilho da Equity International”, explica o executivo. Segundo Westphal, a família colocou algumas exigências. Queria uma parceria não predatória, de alguém que não fosse concorrente da Thá e que permitisse o crescimento futuro da companhia.

Dias atrás, logo após a confirmação da entrada do novo sócio, a Thá publicou anúncio para dizer que “virou internacional”. De acordo com o executivo, isso não quer dizer que haverá troca na gestão. Pelo contrário, a estrutura deverá ser mantida e, de novidade, há a contratação de um diretor financeiro e a criação de um conselho com três membros, sendo dois da Equity International e um dos agora minoritários.

Também não quer dizer que a companhia paranaense vá atuar em outros mercados, embora a possibilidade não seja descartada no médio prazo, em países vizinhos como Argentina e Paraguai. “Hoje o mercado convida para ficar no país”, diz Westphal, que tem como prioridade o Sul do Brasil na unidade de incorporação e, na área de engenharia, vai mais longe, para atender clientes como o Walmart.

O diretor de operações, Arsenio de Almeida Neto, conta que o fechamento do negócio com a Equity International foi prioridade nos últimos meses, mas encerrada essa etapa, os olhos estarão voltados para o crescimento. Segundo a direção do grupo, a bolsa de valores continua sendo alternativa de captação no futuro, mas existe a expectativa de que a Equity International fique alguns anos na sociedade e que haja troca de experiências com empresas nas quais o fundo tem participação em outros países.

Westphal afirma que o mercado de imóveis vai continuar a crescer no Brasil e que há oportunidades em todas as classes sociais. O executivo conta que em janeiro a Thá lançou um residencial com 150 apartamentos de um quarto em Curitiba e vendeu tudo em 15 dias.








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