Política Nacional de Mobilidade Urbana prioriza transportes públicos e não motorizados

13 01 2012

(Nilbberth Silva, da revista AU) 13/01/2012

Lei 12587 estabelece que municípios com mais de 20 mil habitantes precisam ter planos de mobilidade urbana para receber recursos federais no setor

Passa a valer dia 12 de abril a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que estabelece princípios, diretrizes e instrumentos para os transportes nos municípios. A política, instituída dia 3 de janeiro pela lei 12587/2012 estabelece que todos os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes precisam ter planos de mobilidade urbana para receber recursos do governo federal na área.

Os municípios têm até 2015 para elaborar os planos, que devem ter como princípios a acessibilidade e a sustentabilidade ambiental e socioeconômica. Os planos também devem priorizar transportes não motorizados e coletivos, além da mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos urbanos. Para cumprir os objetivos, a lei permite que as prefeituras dediquem espaços exclusivos nas vias públicas para transportes públicos coletivos e criem pedágios urbanos. Os administradores devem aplicar todo o valor arrecadado em infraestrutura de transporte público e transporte não-motorizado, além de subsídios às tarifas de transporte coletivo.





American Institute of Architects apresenta os 28 projetos vencedores de seu prêmio de honra

11 01 2012

(Ana Paula Rocha, Piniweb) 10/01/2012

Gehry Partners LLP ganha a principal categoria da premiação. Conheça os demais escolhidos em arquitetura, interiores e design urbano

O American Institute of Architects (AIA) divulgou no dia 9 de janeiro os vencedores do 2012 Twenty-Five Year e Honor Awards. O primeiro prêmio elege edifícios de 25 a 35 anos, que resistem ao tempo mantendo o funcionamento de seu programa original e de seus aspectos criativos. Já a premiação de honra seleciona obras que exemplificam a excelência na arquitetura, arquitetura de interiores e design urbano. Ao todo, mais de 700 projetos foram analisados. A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada na convenção anual do AIA, que acontece em Washington, nos Estados Unidos. Confira os escolhidos:

Prêmio Projeto de 25 Anos

“Gehry Residence”, de Gehry Partners LLP, em Santa Monica, Califórnia (EUA)

Prêmio de Honra em Arquitetura

“8 House”, de Bjarke Ingels Group (BIG), em Copenhague (Dinamarca)

“41 Cooper Square”, de Morphosis Architects, em Nova Iorque (EUA)

“The Gates and Hillman Centers for Computer Science”, de Mack Scogin Merrill Elam Architects, em Pittsburgo, Pensilvânia (EUA)

“Ghost Architectural Laboratory”, de Mackay-Lyons Sweetapple Architects, em Upper Kingsburg, Nova Escócia (Canadá)

“LumenHAUS”, de Virginia Tech Solar Team

“Pittman Dowell Residence”, de Michael Maltzan Architecture, em La Crescenta, Califórnia (EUA)

“Poetry Foundation”, de John Ronan Architects, em Chicago (EUA)

“Ruth Lilly Visitors Pavilion”, de Marlon Blackwell Architect, em Indianápolis (EUA)

“The Standard New York”, de Ennead Architects, em Nova Iorque (EUA)

Prêmio de Honra para Arquitetura de Interiores

“ARTifacts”, de Randy Brown Architects, em Omaha, Nebraska (EUA)

“Children’s Institute”, de Koning Eizenberg Architecture, em Los Angeles (EUA)

“David Rubenstein Atrium at Lincoln Center”, de Tod Williams Billie Tsien Architects, em Nova Iorque (EUA)

“HyundaiCard Air Lounge”, de Gensler, em Incheon (Coreia do Sul)

“Integral House”, de Shim-Sutcliffe Architects, em Toronto (Canadá)

“Joukowsky Institute for Archaeology & the Ancient World”, de Anmahian Winton Architects, em Providence, Rhode Island (EUA)

“Memory Temple”, de Patrick Tighe Architecture, em Los Angeles (EUA)

“Prairie Management Group”, de Goettsch Partners, em Northbrook, Illinois (EUA)

“Record House Revisited”, de David Jameson Architect, em Owings Mills, Maryland (EUA)

“The Wright at the Guggenheim Museum”, de Andre Kikoski Architect, em Nova Iorque (EUA)

Prêmio de Honra em Desenho Urbano e Regional

“Fayetteville 2030: Transit City Scenario”, da University of Arkansas Community Design Center, em Fayetteville, Arkansas (EUA)

“Grangegorman Master Plan”, de Moore Ruble Yudell Architects & Planners e DMOD Architects, em Dublin (Irlanda)

“Jordan Dead Sea Development Zone Master Plan”, de Sasaki Associates, em Amã (Jordânia)

“Master Plan for the Central Delaware”, de Cooper, Robertson & Partners e KieranTimberlake, na Filadélfia (EUA)

“Miami Beach City Center Redevelopment Project”, de Gehry Partners, West 8 e Hines Interests Limited Partnership, em Miami Beach (EUA)

“Portland Mall Revitalization”, de ZGF Architects, em Portland, Oregon (EUA)

“Reinventing the Crescent: Riverfront Development Plan”, de Eskew + Dumez + Ripple, em Nova Orleans (EUA)

“SandRidge Energy Commons”, de Rogers Marvel Architects, em Oklahoma (EUA)





Starbucks inaugura loja feita com contêineres

10 01 2012

(Exame.com) 10/01/2012

A estrutura foi projetada utilizando basicamente quatro contêineres e seguindo os padrões de construções sustentáveis do Green Building Council

São Paulo – A Starbucks inaugurou uma loja sustentável feita a partir de contêineres reaproveitados, que anteriormente haviam servido para transportar os cafés da marca por diversos lugares do mundo. Através desta iniciativa a empresa pretende incentivar a construção verde.

A unidade está localizada em Tukwila, Washington, e foi aberta em dezembro de 2011. A estrutura foi projetada utilizando basicamente quatro contêineres e seguindo os padrões de construções sustentáveis do Green Building Council para a obtenção do selo LEED, que deve ser conquistado em breve.

A loja funciona como drive-thru, mas também disponibiliza algumas mesas e cadeiras na área externa. Esta é a primeira construção da rede feita com contêineres, mas o conceito idealizado pelo arquiteto Tony Gale pode servir como modelo para outras lojas da rede.

Para conseguir a certificação, Gale projetou uma estrutura com um sistema eficiente de irrigação e aproveitamento de água; otimização e performance de energia para reduzir o consumo e os gastos; uso de energia verde; gestão de resíduos de construção; utilização de materiais reciclados e baixa emissão de gases de efeito estufa. “Nós fomos capazes de abrir nossas mentes para o uso de elementos que são normalmente destinados aos aterros”, declarou o arquiteto em entrevista ao site norte-americano Inhabitat.

Além de todo o benefício ambiental que esta construção proporciona, por reutilizar materiais antigos invés de optar por matéria-prima nova, ela também tem benefícios econômicos. Os gastos também são reduzidos, por causa da diminuição do consumo energético e dos custos operacionais do edifício.





A tenda dos horrores da Gafisa

9 01 2012

(Naiana Oscar e Giuliana Napolitano, da Exame) 9/01/2012

Demissões, falta de pagamento, uma aquisição desastrada: por que a Gafisa se tornou a empresa mais problemática entre as grandes do setor


Obra da Gafisa em Pão Paulo: baque com a operação de baixa renda

São Paulo – Não é à toa que os investimentos do bilionário americano Sam Zell são acompanhados de perto. Em 2006, ele vendeu por 39 bilhões de dólares sua empresa de imóveis comerciais, a Equity Properties. Foi o maior negócio da história do mercado imobiliário dos Estados Unidos — que, como se sabe, entrou em colapso meses depois.

No Brasil, Zell também aprontou das suas. Em maio de 2010, ele começou a se desfazer de ações da Gafisa, quarta maior incorporadora do país, da qual era sócio desde 2005. Quando decidiu vender suas ações, executivos que trabalham para Zell repetiram que ele não estava vendo nada de errado com a incorporadora: a venda fazia parte do ciclo natural de investimentos.

É impossível saber se a razão foi mesmo essa — ou se Zell estava farejando problemas na operação da Gafisa. O fato é que o investidor americano, mais uma vez, pulou do barco na hora certa. Certíssima, aliás. Nos últimos dois anos, as ações da empresa perderam quase 70% de seu valor na Bovespa.

Somente nos últimos seis meses, a queda foi de 35%. Aquela que foi uma das mais brilhantes estrelas da onda de aberturas de capital iniciada em 2004 é, hoje, uma companhia vista com desconfiança pelos investidores.

Os números mostram por quê. A Gafisa tem, hoje, o pior desempenho entre as grandes do setor. Sua rentabilidade é 79% menor que a média das principais concorrentes — Brookfield, Cyrela, MRV, PDG e Rossi. O endividamento é quase 40% maior. Mas os problemas não param aí.

Numa reunião com investidores no fim de novembro, Alceu Duilio Calciolari, presidente da Gafisa há cerca de sete meses, deu uma declaração que surpreendeu os interlocutores: ele admitiu não ter a dimensão real dos problemas da empresa.

Os executivos da companhia estão analisando a situação financeira de milhares de clientes de baixa renda que podem não ter como pagar pelos imóveis. Também estão revisando obras com problemas, que podem ser canceladas. “Esse mapeamento é um processo longo, que só vai terminar em 2012”, disse Duilio, como é mais conhecido, a EXAME.

Medidas emergenciais

Até que a amplitude do problema seja inteiramente conhecida, a Gafisa vem tomando algumas medidas emergenciais para administrar o caixa. Uma delas é negociar o pagamento feito a fornecedores. Segundo EXAME apurou, as notas com valor superior a 100 000 reais que venceram em novembro e dezembro só serão pagas nos próximos meses.

“Essa informação logo se espalhou e deixou os fornecedores assustados. Desde 2004, a empresa não fazia uma renegociação desse porte”, diz um ex-diretor da Gafisa que trabalha, hoje, na concorrência. Companhias como Gerdau e Votorantim reduziram o limite de crédito da incorporadora (procuradas, as empresas não comentaram).

Duilio diz que esse tipo de prática é normal e faz parte da “correria para atingir as metas do ano”. Além disso, a Gafisa demitiu 200 pessoas do escritório central, 10% de seu quadro de funcionários, na última semana de novembro.

Como ninguém parece saber ao certo o que vem por aí, é natural que a desconfiança em torno da companhia cresça. Com dificuldade para obter crédito de longo prazo, a Gafisa recorreu recentemente ao financiamento mais caro do mercado de dívida corporativa, a nota promissória.

É como um cheque especial: fácil de usar, mas com um custo alto. No início de dezembro, a incorporadora fechou a captação de 230 milhões de reais, para ser pagos em um ano, com taxas de juro que variaram de 125% a 126% do CDI, ou algo como 14% ao ano — a média do setor, para financiamentos de prazos até mais longos, fica em torno de 115% do CDI.

“A taxa é muito alta”, diz Guilherme Rocha, analista do Credit Suisse. Foi a primeira vez que a Gafisa emitiu uma promissória— e a companhia foi a segunda empresa do setor que usou esse instrumento em 2011, de acordo com a Anbima, associação que elabora estatísticas sobre o mercado de capitais.

“Precisávamos levantar dinheiro rapidamente para colocar em curso uma decisão estratégica, mas ainda não posso dar detalhes do que é”, afirmou Duilio. Executivos do setor dizem que os recursos podem ser usados para pagar a última parcela da compra da empresa de loteamentos Alphaville, que vence no começo de 2012 (a aquisição da Alphaville foi feita em 2006).

Normalmente, esse tipo de pagamento é feito via troca de ações, para não haver desembolso de caixa, mas, como os papéis da Gafisa caíram mais de 50% ao longo do último ano, a alternativa ficou inviá­vel, já que a diluição dos atuais acionistas seria elevadíssima.

Nos últimos dois anos, faltaram de pedreiros a aço e cimento nas obras, e os custos explodiram. “A maioria das empresas não tinha estrutura para tanto crescimento. Quando elas perceberam os desvios, já era tarde”, diz João da Rocha Lima, pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A Cyrela, por exemplo, teve um prejuízo de 533 milhões de reais com empreendimentos que custaram mais do que o previsto.

Só que a Gafisa tem uma enorme dificuldade a mais: a Tenda, incorporadora de baixa renda comprada em 2008 pelo que, na época, parecia uma pechincha — suas ações haviam desabado 60% semanas antes da aquisição. A aquisição da Tenda foi comemorada pelo mercado.

Mas até hoje a empresa não deu o retorno esperado — na verdade, não deu retorno algum e gerou problema atrás de problema. Segundo o próprio Duilio, a rentabilidade dos projetos da Tenda é próxima de zero, quando deveria estar entre 10% e 15% pelas projeções feitas no momento da compra.

“O foco da Tenda era volume, não execução. Eles lançavam, mas não tinham capacidade de entregar”, diz Luiz Maurício de Garcia, analista de construção da corretora do Bradesco e ex-gerente de relações com investidores da Gafisa. Os novos donos só perceberam isso após a aquisição, e hoje tentam calcular o tamanho dos problemas herdados.

Há casos de empreendimentos que custaram 50% mais do que se previa inicialmente e outros que foram construídos sem respeitar o projeto original. Além disso, constatou-se que a Tenda tinha um sistema de análise de crédito rudimentar. Dos 32 908 clientes que compraram seus imóveis, só 5 380, pouco mais de 16%, têm condições de pagar o que devem hoje.

Cerca de 5 000 não têm o perfil necessário para contratar um financiamento imobiliário e, por isso, a Gafisa vai devolver a eles o que já pagaram pelos imóveis e revendê-los. O restante está em análise.

A empresa também está revisando a situação de 81 canteiros de obra da Tenda. O objetivo é determinar quantas construções terão de ser canceladas por entraves ambientais ou erros de projeto. “Se essas obras forem canceladas, a empresa vai jogar no lixo o investimento já feito”, diz Alain Nicolau, colega de Garcia no Bradesco.

“É como se a Tenda fosse um tumor maligno dentro da Gafisa”, diz um executivo que deixou a empresa em 2011. “Os problemas trazidos por ela contaminam o grupo.” Quem era alocado para trabalhar com os empreendimentos da Tenda costumava ver isso como punição, já que sabia que a chance de conseguir cumprir metas e receber bônus era mínima.

Em janeiro, a Gafisa vai transferir os 250 funcionários que trabalham em projetos da Tenda (incluindo diretores) para outro prédio, na região central de São Paulo.

A explicação oficial é que, assim, eles poderão conhecer melhor o perfil dos clientes de baixa renda, porque o novo escritório fica no mesmo prédio em que funciona a loja mais movimentada da Tenda. Mas funcionários dizem que o objetivo real é separar as equipes da Tenda e da Gafisa para reduzir o mal-estar entre os profissionais.

Joia da coroa

A mudança faz parte de uma reestruturação mais ampla que a Gafisa anunciou há um mês. Daqui para a frente, só serão feitos lançamentos para clientes de baixa renda que tenham sido aprovados previamente pela Caixa Econômica Federal, com a garantia de que os compradores serão financiados pelo banco.

“Prefiro demorar mais para lançar a voltar a ter essas dificuldades. Há muita demanda na baixa renda, mas é fácil esses clientes perderem a capacidade de pagamento ao longo da construção”, diz Duilio. A maioria dos analistas aprovou a decisão da empresa de ser mais conservadora.

A Gafisa perdeu mais da metade de seu valor de mercado em 2011. É avaliada em pouco mais de 2 bilhões de reais, praticamente o mesmo que empresas menores, como Eztec e JHSF. Seu patrimônio é cerca de 75% maior que o valor em bolsa, um sinal de que suas ações estão extremamente baratas — e, por isso, a companhia foi procurada por fundos de private equity e outras incorporadoras.

“Todo mundo teve umas três reuniões nos últimos meses para falar de Gafisa”, diz o sócio de um fundo. O que mais interessa é a operação de Alphaville, o melhor negócio da Gafisa, com uma margem de lucro de cerca de 30%.

EXAME apurou que PDG e pelo menos dois fundos fizeram ofertas por Alphaville. “É a nossa joia da coroa. Não vamos vender”, diz Duilio. Vender Alphaville e ficar com a Tenda: eis uma troca que executivo nenhum gostaria de fazer.





A day made of glass

12 11 2011

 

http://www.youtube.com/watch_popup?v=6Cf7IL_eZ38&vq=medium

 





ANÁLISE DA FUNCIONALIDADE DOS APARTAMENTOS DO EDIFÍCIO COPAN/SP

10 10 2011

(GALVÃO, Walter José Ferreira, ORNSTEIN, Sheila Walbe)

Projetado na década de 50 do século XX por Oscar Niemeyer, o edifício COPAN surgiu como um monumento aos paradigmas da capital paulista naqueles anos: verticalização, adensamento populacional, dentre outros. Na década de 80 do século XX o COPAN entrou num processo de degradação, acompanhando a decadência do próprio local onde o edifício se localiza, o centro novo de São Paulo, fato que já ocorria desde final dos anos 60. Grandes empresas, bancos, comércio de luxo, hotéis e equipamentos de lazer saíram da região e, com eles, o interesse imobiliário. A partir da última década do século XX o poder público começou um processo de revitalização do centro de São Paulo e busca investidores e parceiros nesta intenção. A reintrodução do uso habitacional na região também faz parte desta revitalização, sendo necessário a verificação das potencialidades dos edifícios antigos existentes de atrair o interesse de proprietários, moradores e do mercado imobiliário na sua recuperação e manutenção. O reaproveitamento dos edifícios antigos acrescentaria o caráter sustentável na busca de recuperação da região. Utilizandose dos métodos e técnicas de Avaliação Pós-Ocupação (APO) este trabalho tem como objetivo avaliar O COPAN num dos mais expressivos e atrativos itens de desempenho: as condições funcionais dos apartamentos.

Leia mais: http://www.usp.br/nutau/CD/129.pdf





Profissional de marketing imobiliário – Uma profissão com muitos desafios e oportunidades

29 09 2011

(MarketingImob) 29/09/2011

Profissionais de marketing, sejamos honestos, ninguém inicia sua vida acadêmica sonhando em trabalhar no mercado imobiliário. Entramos por acaso (pelo menos boa parte). Tudo bem que o mercado imobiliário é “a bola da vez”, mas mesmo assim, dá para contar nos dedos as empresas realmente “inspiradoras” de nosso setor, aquela empresa que você quando estudante pensa: “um dia quero trabalhar nela”. Para quem não vive no centro do país, mais difícil ainda. Sei que muitos podem não concordar, mas a minha opinião é formada quanto a isto, imobiliárias e construtoras ainda não despertam o desejo do profissional de nossa área.
E quem entra, tem que gostar, não é qualquer um que aguenta… Trabalhar no marketing de uma empresa do setor, diretamente com diretores, gerentes, superintendentes e corretores, profissionais com perfis dos mais diversos tipos, e marcado pelo seu extremo imediatismo,  não é fácil! E a gente do marketing tem que atendê-los  não é mesmo? Pode ser uma simples apresentação que um corretor quer inserir seu nome, e você tem centenas de coisas para fazer, e diversas prioridades, mas você tem que fazer a apresentação dele. Esta simples peça será a razão do contato com o cliente e uma possível venda. Bom para a empresa, bom para o corretor, e ruim para você, que vive na pressão. Ruim? Quem trabalha no marketing de uma empresa imobiliária tem que saber trabalhar sob pressão. É pré-requisito básico. Você que é profissional de marketing imobiliário sabe o que é isso. E nós gostamos, não é mesmo? A cada semana um novo produto para comercializar, uma nova estratégia, uma nova campanha, enfim, algo novo que você tem que resolver com o grande desafio de não esquecer as tarefas que ficaram para trás. 
Toda esta reflexão começou pois dias atrás perdi dois assistentes muito próximos, e com um talento gigantesco, que foram para outros setores em busca de novos desafios. Então percebi que desde minha experiência com marketing de construtoras e imobiliárias, já tive 18 colegas na área (isto é muito se levarmos em consideração que os departamentos de marketing das empresas de Porto Alegre não possuem tantas pessoas assim). Todos estes meus 18 colegas, saíram do segmento, sem exceção alguma. Do mais jovem, ao mais experiente, do estagiário ao coordenador. Todos… Motivos? Gestores que não estimulavam o aprendizado no ambiente de trabalho – ausência de novos desafios – falta de reconhecimento – falta de plano de carreira definido. Tudo aquilo que esta nova geração que habita os locais de trabalho não quer, desta forma, como ficar no mercado? Como o mercado terá a chance de conquistar novos bons profissionais de marketing?
Ser um gestor de marketing, com o desafio de reter, e transformar sua equipe em amantes do mercado imobiliário é um árdua tarefa, que deve ser prioridade em nosso dia-a-dia (ainda mais levando em consideração o cenário que mencionei acima).
Tenho 25 anos, faço parte desta geração inquieta que busca desafios a cada momento, mas acredito sim no potencial do mercado imobiliário em alavancar a carreira de muitos profissionais. É justamente pelo fato do mercado ainda não “parecer” ser tão atrativo assim, que os bons profissionais de marketing possuem um amplo espaço para se destacar.  Como escrevi no título do artigo, temos muitos desafios, mas também é um campo de muitas oportunidades, cabe agarrar a sua…




O que esperar do preço dos imóveis?

10 09 2011

Por Eduardo Quiza*

Pesquisa recente divulgada pela Global Property Guide e pela Embraesp sinaliza que o preço dos imóveis no Brasil lidera o ranking mundial de valorização em 12 e 24 meses até setembro de 2010. Mesmo descontando a inflação do período, ainda assim o resultado permanece inalterado, mantendo os índices na frente do preço praticado em mercados com desempenho histórico invejável, tais como Hong Kong e Cingapura.

Uma das maneiras de responder a questão complexa acima é dividi-la em novas perguntas mais simples; se ainda assim não obtivermos a resposta, continuaremos com o processo até chegarmos juntos a perguntas simples o bastante para serem respondidas. Em caminho inverso, as respostas das perguntas mais simples irão formar a resposta da questão chave e penso, honestamente, que a questão merece a aplicação do método:

Existe uma “bolha” imobiliária?

Essa não é a primeira “pergunta mais simples” por acaso, até porque, se sua resposta fosse positiva teríamos que abandonar a ideia de projetar um cenário para a evolução dos preços tendo em vista que o comportamento de uma “bolha” não é apenas baseado em fundamentos econômicos e sendo assim, ela é imprevisível.

Em 1990 Stiglitz (1) definiu a bolha: se a razão pela qual o preço é alto hoje decorre apenas da crença dos investidores ou compradores de que o preço de venda será maior amanhã – quando os fundamentos não parecem justficar tal preço – então uma bolha existe.

A formação das bolhas está, portanto, diretamente atrelada ao fator comportamental, já que os indivíduos abandonam a análise racional para seguir aquilo que seus pares estão fazendo. Recente, a crise imobiliária norte americana está viva em nossa memória e deve ser tratada como de fato é: a bolha. É fundamental lembrar que o catalisador dessa bolha não foi o mercado imobiliário em si, e sim a avidez do sistema financeiro estadunidense por ativos de risco e como alternativa às baixas taxas de juros definidas pelo Fed(2) para combater a recessão em 2001, após os ataques terroristas de 11 de setembro. É notório o restante da história: empréstimos subprime, falta de critério na concessão do crédito, agências de risco atribuindo classificação AAA aos papéis, resultando em oferta de crédito abundante, sem regulação e com demanda não sustentável por ativos – especialmente imóveis.

A situação em nosso país não guarda semelhança alguma com o que ocorreu nos Estados Unidos. Nosso sistema financeiro é regulado e o Banco Central monitora os dados das instituições através da central de risco. Exemplo concreto são os depósitos compulsórios utilizados como instrumento para dar liquidez ao sistema em 2008. Enquanto nos Estados Unidos praticamente a totalidade do crédito imobiliário está baseado na securitização de recebíveis, no Brasil, essa participação representa pouco mais de 10%, sendo que a parte majoritária ainda é atendida por financiamento bancário.

O processo de concessão de crédito no Brasil evita financiar o imóvel em sua totalidade. Em 2010, por exemplo, apenas 2,5% dos mutuários apresentavam três ou mais parcelas em atraso. Tendo em vista que o crédito imobiliário representa apenas 3% do PIB, é possível considerar como mais provável a hipótese de que uma eventual crise no mercado imobiliário jamais contamine o sistema financeiro do país.

Sendo assim, devo pontuar que não há sinal de bolha imobiliária. Inicialmente porque falta o catalisador ideal que é a oferta ostensiva de crédito para turbinar a demanda. Além disso, a elevação do preço dos imóveis está relacionada diretamente ao aumento da demanda, tema explorado na questão a seguir:

Qual o comportamento esperado para a demanda por imóveis?

Existem dois fatores relevantes que apontam para um crescimento sustentável da demanda:

• A pirâmide etária da população brasileira revela que já estamos deixando a fase de expansão e iniciando, predominantemente, o processo de amadurecimento e envelhecimento da população. Tal deslocamento em direção ao topo da pirâmide irá contribuir para um crescimento contínuo do público consumidor de imóveis nos próximos quinze anos.

• O fator mais importante para avaliar a demanda por imóveis é o comportamento esperado para a renda. A expectativa para os próximos cinco anos é de que a renda das famílias cresça a taxas maiores do que as observadas nos cinco anos anteriores, consolidando a expectativa de um PIB mais elevado. A manutenção das taxas de desemprego em contínua desaceleração, acredito, reforça o cenário positivo.

Qual o comportamento esperado para a oferta?

Existe gap entre a demanda e a oferta, inerente ao nosso segmento, em função do longo ciclo de preparação de um produto imobiliário (da prospecção do terreno ao lançamento). O risco associado a esse gap é de haver instabilidade do cenário adotado para a demanda e/ou para a oferta em uma região e para a tomada de decisão na compra do terreno – oito meses depois, quando o produto for lançado, é possível encontrar um cenário consideravelmente diferente do inicial.

Uma característica que potencializa o efeito dessa leitura assíncrona entre a demanda e a oferta é o aumento da escala dos empreendimentos. Creio que a hipótese mais plausível para o comportamento da oferta é de que ela tende a suprir a demanda, mas com tendência à ocorrência de sobreoferta de produtos mais especificamente em algumas regiões.

E finalmente…

O movimento e o atual comportamento no preço dos imóveis definitivamente não podem ser classificados como bolha. Há fundamentos econômicos e mercadológicos sólidos que demonstram o crescimento atual da demanda e sua tendência a prosseguir evoluindo no longo prazo, impulsionada pelo aumento da renda dos brasileiros.

Ressalto que uma considerável parcela do aumento no preço dos imóveis está relacionada ao crescimento real e sucessivo do custo de insumos e mão de obra. Nos últimos vinte e quatro meses a variação acumulada de qualquer índice setorial da construção civil foi superior à variação do IPCA e o preço dos terrenos igualmente apresentou crescimento real.

Em 2011 e em 2012 o comportamento do preço dos imóveis deverá prosseguir com viés de alta, especialmente para empreendimentos voltados tanto ao segmento econômico quanto à classe média, e isso ocorre em função do crescimento mais expressivo na renda dessas classes em especial.

Poderemos observar também a ocorrência de equívocos no dimensionamento da oferta em algumas micro-regiões, que demandarão investimento adicional em estratégias de mercado, comunicação e uma política comercial notadamente mais agressiva, podendo resultar até mesmo em redução dos preços inicialmente estabelecidos.

O cenário em nosso setor prossegue sendo otimista e há pilares para acreditarmos que haverá espaço para crescimento real, fortalecido pela soma do crescimento da indústria e do setor de prestação de serviços. Juntos, os mais importantes segmentos da economia aos poucos nos revelam um país economicamente atraente e no qual valerá investir durante a próxima década.

(1)Joseph Eugene Stiglitz, economista norte americano. Foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos durante o governo Bill Clinton entre 1995 e 1997. Vice-presidente Sênior e economista chefe para políticas de desenvolvimento do Banco Mundial. Laureado com o Prêmio de Ciências Econômicas, em 2001 “por criar os fundamentos da teoria dos mercados com informações assimétricas”.

(2)A Reserva Federal dos Estados Unidos da América (em inglês oficialmente Federal Reserve System), conhecido simplesmente como Federal Reserve ou informalmente como The Fed.

* Engenheiro civil e diretor de incorporações da Invespark.





Um resgate conceitual e histórico dos modelos de gestão de pessoas

11 08 2011

http://www.conceptus.org/mate_disc/textos_pdf/contexto_historico.pdf





Kick-off meeting

28 07 2011

Por Ramiro Rodrigues (Mundo PM)

Imagine o cenário: você foi eleito o gerente de um importante projeto dito como ‘estratégico’ para o plano de desenvolvimento plurianual de sua empresa. Você então se prepara, elabora o project charter, a WBS, o cronograma e todos os demais documentos que entende como úteis para as fases de início e planejamento.

Por fim, agenda o evento de lançamento do projeto, ou, o kick-off meeting com os principais envolvidos – os stakeholders no projeto.

Tudo parece ir muito bem até que, ao expor suas necessidades durante o evento, você se depara com uma descomunal resistência dos gerentes funcionais da empresa em ceder seus preciosos recursos ao seu projeto. Somente neste momento, você toma consciência de que a opção de ‘economizar’ o tempo do patrocinador do projeto não incluindo-o no kick-off meeting foi um grande erro. E o seu projeto que parecia ser sua grande chance de redenção na empresa, começou a tomar contornos de calvário antes mesmo de iniciar.

Nenê Prancha, pseudônimo do jornalista João Saldanha, foi o autor do aforismo que dizia: “pênalti é tão importante que devia ser batido pelo presidente!”.

Esta lógica de importância pode ser bem aplicada ao evento de lançamento ou abertura do projeto, ou ainda, o kick-off meeting onde a participação do patrocinador do projeto – o sponsor, é essencial para o sucesso não somente do evento mas de todo o projeto.

O kick-off meeting que, para melhor entendimento dos iniciados em gerenciamento de projetos, não é o primeiro evento do projeto, devendo ter seu momento estrategicamente disposto entre o fim da etapa de planejamento e o início da execução, é uma reunião de suma importância para o sucesso (ou fracasso) do projeto.

Seu trabalho começa na preparação desta reunião. Com foco na agenda do patrocinador do projeto, deve-se convocar (e cobrar a confirmação de presença) dos demais interessados relevantes. Normalmente, além do patrocinador, estes principais interessados devem ser os gerentes funcionais – que terão suas equipes compartilhadas com o projeto, o cliente que receberá o produto do projeto e todos aqueles que possam influenciar positiva ou negativamente o projeto.

Em seguida, você deve atentar aos requisitos de infra-estrutura – o tamanho da sala deve ser proporcional ao número de convidados, garantir as facilidades que irá necessitar (projetor, tela etc.), cadeiras, coffe break e tudo mais que puder tornar o ambiente adequado e agradável. Agendas confirmadas e requisitos reservados, é hora de rever seus documentos de planejamento. Lembre-se que o kick-off meeting será o momento de demonstrar que o projeto está bem planejado e seus riscos mapeados.

Mas, cuidado! Não se esqueça de que esta reunião terá a presença do patrocinador do projeto, normalmente um executivo da empresa que não terá muito tempo (nem paciência) para ver os seus minuciosos detalhamentos trabalhados com tanto carinho. Além do mais, seu principal objetivo é o de fazer com que os interessados se interessem ou, ao menos, respeitem o projeto. Assim, sua apresentação deve ser concisa e objetiva garantindo que você tem uma visão clara de onde e como quer chegar ao resultado do projeto.

Para o gerente do projeto é uma ótima oportunidade para garantir que seus steakholders que – vezes por dispersão geográfica vezes por falta de ocasião – venham a se conheçam pessoalmente, demonstrar (ou, ao menos, tentar) que
há um ganho comum a todos com o sucesso do projeto, mapear suas predisposições – quem está receptivo ou reativo ao projeto e, garantir que haja o entendimento dos respectivos papéis e responsabilidades. Mas, fundamentalmente, a grande utilidade do evento é procurar capturar o comprometimento de todos para o desenvolvimento e sucesso do projeto.

Observe que, sem este comprometimento, o gerente do projeto corre sempre o risco de cair na armadilha organizacional onde os gerentes funcionais dificilmente irão abrir mão de seus recursos, essenciais para garantir suas obrigações operacionais, para as necessidades do seu – e não, deles – projeto. Para garantir esta “boa vontade e colaboração irrestrita” dos demais envolvidos, já entendemos então que de pouco vale o pedido de apoio e compaixão para com o projeto se este for feito pelo gerente do projeto.

É aí que entra a participação essencial do patrocinador que, vamos combinar assim, deva ser uma pessoa de considerável poder político dentro da organização. Está aí então, o ‘pulo-do-gato’ do kick-off meeting; muito embora caiba a você conduzir a reunião e sua dinâmica, é essencial que, logo após as boas vindas dada aos presentes, você passe a palavra ao patrocinador do projeto para que este use de sua posição na organização a fim de “sugerir fortemente” que os envolvidos presentes dêem apoio, recursos e condições ao gerente do projeto para obter os resultados esperados do projeto essencial para as metas da empresa e etc. etc. Recado dado, mesmo que o patrocinador resolva sair da reunião, para você, não será mais um problema visto que seu objetivo maior – garantir que todos entendam e apóiem o projeto – já foi passado.








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