ANÁLISE DA FUNCIONALIDADE DOS APARTAMENTOS DO EDIFÍCIO COPAN/SP

10 10 2011

(GALVÃO, Walter José Ferreira, ORNSTEIN, Sheila Walbe)

Projetado na década de 50 do século XX por Oscar Niemeyer, o edifício COPAN surgiu como um monumento aos paradigmas da capital paulista naqueles anos: verticalização, adensamento populacional, dentre outros. Na década de 80 do século XX o COPAN entrou num processo de degradação, acompanhando a decadência do próprio local onde o edifício se localiza, o centro novo de São Paulo, fato que já ocorria desde final dos anos 60. Grandes empresas, bancos, comércio de luxo, hotéis e equipamentos de lazer saíram da região e, com eles, o interesse imobiliário. A partir da última década do século XX o poder público começou um processo de revitalização do centro de São Paulo e busca investidores e parceiros nesta intenção. A reintrodução do uso habitacional na região também faz parte desta revitalização, sendo necessário a verificação das potencialidades dos edifícios antigos existentes de atrair o interesse de proprietários, moradores e do mercado imobiliário na sua recuperação e manutenção. O reaproveitamento dos edifícios antigos acrescentaria o caráter sustentável na busca de recuperação da região. Utilizandose dos métodos e técnicas de Avaliação Pós-Ocupação (APO) este trabalho tem como objetivo avaliar O COPAN num dos mais expressivos e atrativos itens de desempenho: as condições funcionais dos apartamentos.

Leia mais: http://www.usp.br/nutau/CD/129.pdf





Profissional de marketing imobiliário – Uma profissão com muitos desafios e oportunidades

29 09 2011

(MarketingImob) 29/09/2011

Profissionais de marketing, sejamos honestos, ninguém inicia sua vida acadêmica sonhando em trabalhar no mercado imobiliário. Entramos por acaso (pelo menos boa parte). Tudo bem que o mercado imobiliário é “a bola da vez”, mas mesmo assim, dá para contar nos dedos as empresas realmente “inspiradoras” de nosso setor, aquela empresa que você quando estudante pensa: “um dia quero trabalhar nela”. Para quem não vive no centro do país, mais difícil ainda. Sei que muitos podem não concordar, mas a minha opinião é formada quanto a isto, imobiliárias e construtoras ainda não despertam o desejo do profissional de nossa área.
E quem entra, tem que gostar, não é qualquer um que aguenta… Trabalhar no marketing de uma empresa do setor, diretamente com diretores, gerentes, superintendentes e corretores, profissionais com perfis dos mais diversos tipos, e marcado pelo seu extremo imediatismo,  não é fácil! E a gente do marketing tem que atendê-los  não é mesmo? Pode ser uma simples apresentação que um corretor quer inserir seu nome, e você tem centenas de coisas para fazer, e diversas prioridades, mas você tem que fazer a apresentação dele. Esta simples peça será a razão do contato com o cliente e uma possível venda. Bom para a empresa, bom para o corretor, e ruim para você, que vive na pressão. Ruim? Quem trabalha no marketing de uma empresa imobiliária tem que saber trabalhar sob pressão. É pré-requisito básico. Você que é profissional de marketing imobiliário sabe o que é isso. E nós gostamos, não é mesmo? A cada semana um novo produto para comercializar, uma nova estratégia, uma nova campanha, enfim, algo novo que você tem que resolver com o grande desafio de não esquecer as tarefas que ficaram para trás. 
Toda esta reflexão começou pois dias atrás perdi dois assistentes muito próximos, e com um talento gigantesco, que foram para outros setores em busca de novos desafios. Então percebi que desde minha experiência com marketing de construtoras e imobiliárias, já tive 18 colegas na área (isto é muito se levarmos em consideração que os departamentos de marketing das empresas de Porto Alegre não possuem tantas pessoas assim). Todos estes meus 18 colegas, saíram do segmento, sem exceção alguma. Do mais jovem, ao mais experiente, do estagiário ao coordenador. Todos… Motivos? Gestores que não estimulavam o aprendizado no ambiente de trabalho – ausência de novos desafios – falta de reconhecimento – falta de plano de carreira definido. Tudo aquilo que esta nova geração que habita os locais de trabalho não quer, desta forma, como ficar no mercado? Como o mercado terá a chance de conquistar novos bons profissionais de marketing?
Ser um gestor de marketing, com o desafio de reter, e transformar sua equipe em amantes do mercado imobiliário é um árdua tarefa, que deve ser prioridade em nosso dia-a-dia (ainda mais levando em consideração o cenário que mencionei acima).
Tenho 25 anos, faço parte desta geração inquieta que busca desafios a cada momento, mas acredito sim no potencial do mercado imobiliário em alavancar a carreira de muitos profissionais. É justamente pelo fato do mercado ainda não “parecer” ser tão atrativo assim, que os bons profissionais de marketing possuem um amplo espaço para se destacar.  Como escrevi no título do artigo, temos muitos desafios, mas também é um campo de muitas oportunidades, cabe agarrar a sua…




O que esperar do preço dos imóveis?

10 09 2011

Por Eduardo Quiza*

Pesquisa recente divulgada pela Global Property Guide e pela Embraesp sinaliza que o preço dos imóveis no Brasil lidera o ranking mundial de valorização em 12 e 24 meses até setembro de 2010. Mesmo descontando a inflação do período, ainda assim o resultado permanece inalterado, mantendo os índices na frente do preço praticado em mercados com desempenho histórico invejável, tais como Hong Kong e Cingapura.

Uma das maneiras de responder a questão complexa acima é dividi-la em novas perguntas mais simples; se ainda assim não obtivermos a resposta, continuaremos com o processo até chegarmos juntos a perguntas simples o bastante para serem respondidas. Em caminho inverso, as respostas das perguntas mais simples irão formar a resposta da questão chave e penso, honestamente, que a questão merece a aplicação do método:

Existe uma “bolha” imobiliária?

Essa não é a primeira “pergunta mais simples” por acaso, até porque, se sua resposta fosse positiva teríamos que abandonar a ideia de projetar um cenário para a evolução dos preços tendo em vista que o comportamento de uma “bolha” não é apenas baseado em fundamentos econômicos e sendo assim, ela é imprevisível.

Em 1990 Stiglitz (1) definiu a bolha: se a razão pela qual o preço é alto hoje decorre apenas da crença dos investidores ou compradores de que o preço de venda será maior amanhã – quando os fundamentos não parecem justficar tal preço – então uma bolha existe.

A formação das bolhas está, portanto, diretamente atrelada ao fator comportamental, já que os indivíduos abandonam a análise racional para seguir aquilo que seus pares estão fazendo. Recente, a crise imobiliária norte americana está viva em nossa memória e deve ser tratada como de fato é: a bolha. É fundamental lembrar que o catalisador dessa bolha não foi o mercado imobiliário em si, e sim a avidez do sistema financeiro estadunidense por ativos de risco e como alternativa às baixas taxas de juros definidas pelo Fed(2) para combater a recessão em 2001, após os ataques terroristas de 11 de setembro. É notório o restante da história: empréstimos subprime, falta de critério na concessão do crédito, agências de risco atribuindo classificação AAA aos papéis, resultando em oferta de crédito abundante, sem regulação e com demanda não sustentável por ativos – especialmente imóveis.

A situação em nosso país não guarda semelhança alguma com o que ocorreu nos Estados Unidos. Nosso sistema financeiro é regulado e o Banco Central monitora os dados das instituições através da central de risco. Exemplo concreto são os depósitos compulsórios utilizados como instrumento para dar liquidez ao sistema em 2008. Enquanto nos Estados Unidos praticamente a totalidade do crédito imobiliário está baseado na securitização de recebíveis, no Brasil, essa participação representa pouco mais de 10%, sendo que a parte majoritária ainda é atendida por financiamento bancário.

O processo de concessão de crédito no Brasil evita financiar o imóvel em sua totalidade. Em 2010, por exemplo, apenas 2,5% dos mutuários apresentavam três ou mais parcelas em atraso. Tendo em vista que o crédito imobiliário representa apenas 3% do PIB, é possível considerar como mais provável a hipótese de que uma eventual crise no mercado imobiliário jamais contamine o sistema financeiro do país.

Sendo assim, devo pontuar que não há sinal de bolha imobiliária. Inicialmente porque falta o catalisador ideal que é a oferta ostensiva de crédito para turbinar a demanda. Além disso, a elevação do preço dos imóveis está relacionada diretamente ao aumento da demanda, tema explorado na questão a seguir:

Qual o comportamento esperado para a demanda por imóveis?

Existem dois fatores relevantes que apontam para um crescimento sustentável da demanda:

• A pirâmide etária da população brasileira revela que já estamos deixando a fase de expansão e iniciando, predominantemente, o processo de amadurecimento e envelhecimento da população. Tal deslocamento em direção ao topo da pirâmide irá contribuir para um crescimento contínuo do público consumidor de imóveis nos próximos quinze anos.

• O fator mais importante para avaliar a demanda por imóveis é o comportamento esperado para a renda. A expectativa para os próximos cinco anos é de que a renda das famílias cresça a taxas maiores do que as observadas nos cinco anos anteriores, consolidando a expectativa de um PIB mais elevado. A manutenção das taxas de desemprego em contínua desaceleração, acredito, reforça o cenário positivo.

Qual o comportamento esperado para a oferta?

Existe gap entre a demanda e a oferta, inerente ao nosso segmento, em função do longo ciclo de preparação de um produto imobiliário (da prospecção do terreno ao lançamento). O risco associado a esse gap é de haver instabilidade do cenário adotado para a demanda e/ou para a oferta em uma região e para a tomada de decisão na compra do terreno – oito meses depois, quando o produto for lançado, é possível encontrar um cenário consideravelmente diferente do inicial.

Uma característica que potencializa o efeito dessa leitura assíncrona entre a demanda e a oferta é o aumento da escala dos empreendimentos. Creio que a hipótese mais plausível para o comportamento da oferta é de que ela tende a suprir a demanda, mas com tendência à ocorrência de sobreoferta de produtos mais especificamente em algumas regiões.

E finalmente…

O movimento e o atual comportamento no preço dos imóveis definitivamente não podem ser classificados como bolha. Há fundamentos econômicos e mercadológicos sólidos que demonstram o crescimento atual da demanda e sua tendência a prosseguir evoluindo no longo prazo, impulsionada pelo aumento da renda dos brasileiros.

Ressalto que uma considerável parcela do aumento no preço dos imóveis está relacionada ao crescimento real e sucessivo do custo de insumos e mão de obra. Nos últimos vinte e quatro meses a variação acumulada de qualquer índice setorial da construção civil foi superior à variação do IPCA e o preço dos terrenos igualmente apresentou crescimento real.

Em 2011 e em 2012 o comportamento do preço dos imóveis deverá prosseguir com viés de alta, especialmente para empreendimentos voltados tanto ao segmento econômico quanto à classe média, e isso ocorre em função do crescimento mais expressivo na renda dessas classes em especial.

Poderemos observar também a ocorrência de equívocos no dimensionamento da oferta em algumas micro-regiões, que demandarão investimento adicional em estratégias de mercado, comunicação e uma política comercial notadamente mais agressiva, podendo resultar até mesmo em redução dos preços inicialmente estabelecidos.

O cenário em nosso setor prossegue sendo otimista e há pilares para acreditarmos que haverá espaço para crescimento real, fortalecido pela soma do crescimento da indústria e do setor de prestação de serviços. Juntos, os mais importantes segmentos da economia aos poucos nos revelam um país economicamente atraente e no qual valerá investir durante a próxima década.

(1)Joseph Eugene Stiglitz, economista norte americano. Foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos durante o governo Bill Clinton entre 1995 e 1997. Vice-presidente Sênior e economista chefe para políticas de desenvolvimento do Banco Mundial. Laureado com o Prêmio de Ciências Econômicas, em 2001 “por criar os fundamentos da teoria dos mercados com informações assimétricas”.

(2)A Reserva Federal dos Estados Unidos da América (em inglês oficialmente Federal Reserve System), conhecido simplesmente como Federal Reserve ou informalmente como The Fed.

* Engenheiro civil e diretor de incorporações da Invespark.





Um resgate conceitual e histórico dos modelos de gestão de pessoas

11 08 2011

http://www.conceptus.org/mate_disc/textos_pdf/contexto_historico.pdf





Kick-off meeting

28 07 2011

Por Ramiro Rodrigues (Mundo PM)

Imagine o cenário: você foi eleito o gerente de um importante projeto dito como ‘estratégico’ para o plano de desenvolvimento plurianual de sua empresa. Você então se prepara, elabora o project charter, a WBS, o cronograma e todos os demais documentos que entende como úteis para as fases de início e planejamento.

Por fim, agenda o evento de lançamento do projeto, ou, o kick-off meeting com os principais envolvidos – os stakeholders no projeto.

Tudo parece ir muito bem até que, ao expor suas necessidades durante o evento, você se depara com uma descomunal resistência dos gerentes funcionais da empresa em ceder seus preciosos recursos ao seu projeto. Somente neste momento, você toma consciência de que a opção de ‘economizar’ o tempo do patrocinador do projeto não incluindo-o no kick-off meeting foi um grande erro. E o seu projeto que parecia ser sua grande chance de redenção na empresa, começou a tomar contornos de calvário antes mesmo de iniciar.

Nenê Prancha, pseudônimo do jornalista João Saldanha, foi o autor do aforismo que dizia: “pênalti é tão importante que devia ser batido pelo presidente!”.

Esta lógica de importância pode ser bem aplicada ao evento de lançamento ou abertura do projeto, ou ainda, o kick-off meeting onde a participação do patrocinador do projeto – o sponsor, é essencial para o sucesso não somente do evento mas de todo o projeto.

O kick-off meeting que, para melhor entendimento dos iniciados em gerenciamento de projetos, não é o primeiro evento do projeto, devendo ter seu momento estrategicamente disposto entre o fim da etapa de planejamento e o início da execução, é uma reunião de suma importância para o sucesso (ou fracasso) do projeto.

Seu trabalho começa na preparação desta reunião. Com foco na agenda do patrocinador do projeto, deve-se convocar (e cobrar a confirmação de presença) dos demais interessados relevantes. Normalmente, além do patrocinador, estes principais interessados devem ser os gerentes funcionais – que terão suas equipes compartilhadas com o projeto, o cliente que receberá o produto do projeto e todos aqueles que possam influenciar positiva ou negativamente o projeto.

Em seguida, você deve atentar aos requisitos de infra-estrutura – o tamanho da sala deve ser proporcional ao número de convidados, garantir as facilidades que irá necessitar (projetor, tela etc.), cadeiras, coffe break e tudo mais que puder tornar o ambiente adequado e agradável. Agendas confirmadas e requisitos reservados, é hora de rever seus documentos de planejamento. Lembre-se que o kick-off meeting será o momento de demonstrar que o projeto está bem planejado e seus riscos mapeados.

Mas, cuidado! Não se esqueça de que esta reunião terá a presença do patrocinador do projeto, normalmente um executivo da empresa que não terá muito tempo (nem paciência) para ver os seus minuciosos detalhamentos trabalhados com tanto carinho. Além do mais, seu principal objetivo é o de fazer com que os interessados se interessem ou, ao menos, respeitem o projeto. Assim, sua apresentação deve ser concisa e objetiva garantindo que você tem uma visão clara de onde e como quer chegar ao resultado do projeto.

Para o gerente do projeto é uma ótima oportunidade para garantir que seus steakholders que – vezes por dispersão geográfica vezes por falta de ocasião – venham a se conheçam pessoalmente, demonstrar (ou, ao menos, tentar) que
há um ganho comum a todos com o sucesso do projeto, mapear suas predisposições – quem está receptivo ou reativo ao projeto e, garantir que haja o entendimento dos respectivos papéis e responsabilidades. Mas, fundamentalmente, a grande utilidade do evento é procurar capturar o comprometimento de todos para o desenvolvimento e sucesso do projeto.

Observe que, sem este comprometimento, o gerente do projeto corre sempre o risco de cair na armadilha organizacional onde os gerentes funcionais dificilmente irão abrir mão de seus recursos, essenciais para garantir suas obrigações operacionais, para as necessidades do seu – e não, deles – projeto. Para garantir esta “boa vontade e colaboração irrestrita” dos demais envolvidos, já entendemos então que de pouco vale o pedido de apoio e compaixão para com o projeto se este for feito pelo gerente do projeto.

É aí que entra a participação essencial do patrocinador que, vamos combinar assim, deva ser uma pessoa de considerável poder político dentro da organização. Está aí então, o ‘pulo-do-gato’ do kick-off meeting; muito embora caiba a você conduzir a reunião e sua dinâmica, é essencial que, logo após as boas vindas dada aos presentes, você passe a palavra ao patrocinador do projeto para que este use de sua posição na organização a fim de “sugerir fortemente” que os envolvidos presentes dêem apoio, recursos e condições ao gerente do projeto para obter os resultados esperados do projeto essencial para as metas da empresa e etc. etc. Recado dado, mesmo que o patrocinador resolva sair da reunião, para você, não será mais um problema visto que seu objetivo maior – garantir que todos entendam e apóiem o projeto – já foi passado.





Poli-USP avalia a contribuição dos arquitetos para a melhoria do desempenho dos empreendimentos de real estate

28 07 2011

(PINIweb) – 25/07/11

Poli-USP avalia a contribuição dos arquitetos para a melhoria do desempenho dos empreendimentos de real estate

Pesquisa inclui a participação do profissional desde os conceitos vinculados aos produtos, até a validação dos empreendimentos junto ao público-alvo. Confira documento na íntegra:

Nota da Reunião de 02 de junho de 2011 na qual foi debatido o tema:

A contribuição dos arquitetos para a melhoria do desempenho dos empreendimentos de real estate, desde os conceitos vinculados aos produtos, até a validação dos produtos junto ao público-alvo. Uma discussão tanto dos aspectos positivos da participação dos arquitetos no meio do real estate, até os negativos relacionados com a ausência de uma maior contribuição, ou da contribuição não ser percebida com a necessária profundidade por arquitetos e empreendedores.

Os principais pontos abordados nesta discussão foram: (i) a percepção do valor da Arquitetura no produto real estate, (ii) o que é um bom ou mau projeto arquitetônico de um produto de real estate, (iii) qual a importância do projeto arquitetônico na formação da paisagem urbana e (iv) a percepção do papel do arquiteto no projeto do produto de real estate.

Uma enquete prévia ao debate, entre os integrantes do Comitê de mercado, sob os tópicos enumerados nesta nota, apresentou o entendimento sintetizado nos gráficos. Os membros do Comitê responderam à enquete julgando como é a sua percepção sobre a forma como cada tema é visto no ambiente do mercado brasileiro e não como cada um lê o tema.

Para ler a matéria completa clique aqui.





Casa contêiner, San Antonio, Texas, EUA

24 05 2011

(Arco web, Fabio de Paula) 24/05/2011

Reconhecidos nos Estados Unidos por realizarem projetos de retrofit e de recuperação de edifícios desocupados, os arquitetos do estúdio Poteet Architects são os autores desta casa de hóspedes executada dentro de um contêiner de carga.

Com sua cor original preservada, o módulo ganhou portas de correr, janelas, um sistema de calefação e ar condicionado, além de instalações hidráulicas e elétricas, e de uma cobertura saliente que cria um terraço frontal e um pátio traseiro dedicado à jardinagem.

A cliente é uma artista plástica que escolheu essa solução porque os contêineres são um recurso barato e fácil de encontrar nos portos norte-americanos, já que as transportadoras marítimas preferem abandoná-los em seus destinos do que recolhê-los vazios.

Ela mora em um terreno de grandes proporções localizado em bairro industrial da cidade de San Antonio, no Texas, EUA, e solicitou que a pequena habitação contasse com grandes aberturas para o jardim e soluções que reduzissem o impacto ambiental da obra e do uso pós-ocupação.

O contêiner, então, foi alocado à margem da via que corta o lote e leva à residência principal, a fim de garantir privacidade a seus usuários e proximidade com os principais canteiros do jardim.

Para o interior da habitação, os arquitetos optaram por uma planta onde o banheiro central separa o depósito da sala/dormitório. A solução atende ao programa estipulado pela artista plástica, que inicialmente não queria que o local contasse com cozinha, a fim de garantir o espírito comunitário da propriedade.

A simplicidade da planta, porém, contrapõe-se à engenhosidade das soluções construtivas. Um exemplo é o teto verde, que se expande para frente e para trás do contêiner. A área útil conquistada na parte traseira é ideal para as atividades de jardinagem, enquanto a sombra gerada no terraço frontal amplia seu uso durante o dia.

Sobre essa cobertura, uma estrutura de aço preenchida com garrafas recicladas forma uma espécie de almofada, cuja função se divide entre suporte para plantas e base para os equipamentos de entrada do ar condicionado tipo split.

Esse mesmo teto, no interior do contêiner, é isolado através de espuma em aerosol forrada com bambú, mesma madeira usada na vedação das paredes de drywall e do piso. Entre o contêiner e o solo, foram usados antigos postes de rua, adaptados como base com função isolante.

A água residual dos lavatórios e da ducha do banheiro, por sua vez, é coletada e reutilizada na irrigação das plantas do teto. Já as luminárias externas do terraço e do espaço de jardinagem foram feitas a partir de discos de arado retiradas de um trator, veículo comum nas zonas rurais do Texas.

O resultado do projeto, concluído no final de 2010, agradou tanto a proprietária que a casa não é usada apenas pelos hóspedes.

“Ela realiza jantares no terraço e passou a ocupar seu interior como casa de veraneio, ateliê de arte, salão de jogos, ou seja, transformou o contêiner em um anexo da casa principal”, revela Jim Poteet, arquiteto responsável pelo projeto.

 
 
Planta
1. Terraço / 2. Estar/Dormitório / 3. Chuveiro / 4. Luminária / 5. Vaso sanitário / 6. Canteiro para compostagem
7. Malha para plantio de trepadeiras / 8. AVAC / 9. Depósito / 10. Canteiro em balanço / 11. Tanque de coleta da água residual





MAR será uma das âncoras do projeto Porto Maravilha

25 04 2011

(Arcoweb, Nanci Corbioli) 20/04/2011

MAR será uma das âncoras do projeto Porto Maravilha A reforma e a integração de dois edifícios de épocas e linguagens diferentes, situados na praça Mauá, darão à capital fluminense um novo equipamento cultural. Com projeto de Bernardes & Jacobsen Arquitetura e inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2012, o Museu de Arte do Rio (MAR) é uma iniciativa da prefeitura carioca, com realização da Fundação Roberto Marinho. Ao lado do Museu do Amanhã, concebido por Santiago Calatrava, o MAR é uma das âncoras culturais do Porto Maravilha, programa viabilizado pela parceria entre as três esferas de governo e empresas privadas a fim de converter a degradada zona portuária do Rio de Janeiro em polo turístico. A primeira fase do programa prevê 350 milhões de reais em investimentos na reformulação urbanística. Parte das atividades do Museu de Arte do Rio transcorrerá no quase centenário Palacete D. João 6°, prédio da década de 1910 que abrigou escritórios de empresas de transporte marítimo. Embora tenha sido tombada em 2000, a construção de estilo eclético passou as duas últimas décadas em estado de total abandono. Somente em junho de 2010 tiveram início as obras de restauração da fachada e de adaptação dos interiores ao novo uso. O palacete será interligado ao seu vizinho, uma edificação modernista dos anos 1940 cedida pelo governo estadual. Mesmo bastante deteriorada, nesta funcionavam até recentemente um terminal rodoviário, no térreo, e um hospital da Polícia Civil nos andares superiores. A ligação será feita pela passarela na altura do quinto pavimento do prédio mais novo, enquanto uma cobertura que sugere o movimento da água do mar tem a função de dar a ideia de unidade ao conjunto. Com curadoria de Leonel Kaz e museografia de Jair de Souza e Felipe Tassara, o MAR pretende oferecer um passeio pela história do Rio de Janeiro. O relevo histórico será destacado em uma exibição multimídia permanente e também nas chamadas exposições-diálogo, que devem reunir acervos públicos e privados de coleções brasileiras ou estrangeiras. As principais salas expositivas aproveitarão os pés-direitos elevados e a planta estrutural livre do palacete. No prédio vizinho serão alocadas salas para mostras temporárias, salas de aulas, setores administrativos e a Escola do Olhar, uma espécie de laboratório destinado aos professores da rede pública de ensino. Os pilotis do terminal serão transformados em um grande foyer, também com áreas expositivas, jardins e auditório. Tombada, a marquise do prédio será destinada aos serviços do museu. Os dois prédios somam 8,5 mil metros quadrados de área construída.





Primeira fase do metrô de Curitiba deverá custar R$ 2,25 bilhões

1 04 2011

(Pineweb) 31/03/2011

  Linha Azul deverá ter 21 estações e 22,4 km de extensão

 

A prefeitura de Curitiba protocolou junto ao Ministério das Cidades, no início da semana, o projeto para a implantação da primeira fase da linha de metrô da capital paranaense, que será chamada de Linha Azul. De acordo com o projeto, as obras deverão custar aproximadamente R$ 2,25 bilhões, que podem ser provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana. A resposta do governo federal deverá sair até o dia 12 de junho.

A Linha Azul deverá ter, em sua primeira fase, 13 estações. Já a segunda parte compreende a implantação de outras oito estações. Ao todo, a linha deverá percorrer 22,4 km, indo da região sul até a região norte da cidade. O metrô deverá ter capacidade para 1.450 passageiros.

A primeira estação, a CIC-Sul, será a única elevada. Outras 12 estações serão construídas com o NATM (New Austrian Tunneling Method). As outras oito estações serão construídas com o sistema cut and cover.

A estrutura de cobertura, então, é apoiada nas estacas e, posteriormente, se processa a escavação, a estruturação do piso e o revestimento das estacas (paredes). Em grande parte do trecho, a estrutura da via estará bastante próxima ao nível atual da canaleta, somente se aprofundando onde não sejam viáveis as relocações de interferências existentes.

Com a implantação do metrô, a área da canaleta exclusiva, hoje utilizada pelo ônibus biarticulado, será totalmente reurbanizada. A nova área abrigará ciclovia, calçadão para pedestres, arborização e equipamentos de lazer. Nas áreas onde estarão as estações, serão implantados quiosques comerciais, proporcionando áreas de convivência. Nesses locais também serão implantadas as bilheterias e demais estruturas necessárias ao funcionamento do metrô.





Desmoronamento de edifício no Pará foi causado por erro no cálculo estrutural, diz laudo da UFPA

14 03 2011

(Piniweb, Ana Paula Rocha) 14/03/2011

Concepção estrutural inadequada levou ao colapso do prédio quando a estrutura foi submetida a uma combinação elevada de carregamentos verticais e horizontais. Fundações foram corretamente projetadas

Laudo técnico divulgado pela UFPA (Universidade Federal do Pará), por meio do Gaema (Grupo de Análise Experimental de Estruturas e Materiais), na última sexta-feira afirma que erros no cálculo estrutural foram responsáveis pela queda do edifício Real Class, em Belém, no Pará, ocorrido no dia 29 de janeiro. Segundo o documento, a concepção estrutural inadequada do projeto levou ao colapso do prédio quando a estrutura foi submetida a uma combinação elevada de carregamentos verticais e horizontais, provocados pelo vento e pelo peso das vigas.

Amostras de aço e concreto colhidos nos escombros foram ensaiadas para análise dos peritos

Apesar de o prédio ter caído verticalmente, o estudo concluiu, ainda, que as fundações foram corretamente projetadas, considerando-se as cargas informadas no projeto estrutural. O concreto e o aço empregados na obra também apresentavam resistências compatíveis com as recomendadas pelas normas brasileiras.

Chefiada pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PA), a comissão que solicitou a perícia é composta por representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Pará (Sinduscon), Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Associação dos Construtores de Obras Públicas (Acoop), Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Pará, Faculdade Ideal (Faci), Universidade da Amazônia (Unama) e Instituto de Avaliação e Perícias de Engenharia do Pará (Iapep).

O estudo foi realizado por sete engenheiros civis, professores da UFPA, e concluído em 45 dias, bem antes do tempo previsto, que era de 60 dias.  Softwares foram utilizados para analisar os projetos de arquitetura, a estrutura, as fundações e os laudos de sondagem, além de ensaios em amostras de aço e concreto colhidos no local.

De acordo com o CREA-PA, o laudo ainda será encaminhado à Câmara Especializada de Engenharia Civil, Geologia e Segurança do Trabalho da entidade, que irá verificar se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte do engenheiro de estruturas. Se houver alguma conclusão neste sentido, o documento será encaminhado à Comissão de Ética, que também vai verificar e sugerir se caberá penalidade ao profissional; diante disso, o documento seguirá, finalmente, para a Câmara Especializada de Engenharia Civil, que vai definir se aplica a penalidade ou arquiva o processo.

Construído pela Real Engenharia, o edifício Real Class localizava-se na rua Três de Maio, no bairro de Nazarém. As obras haviam se iniciado em 2008 e seriam finalizadas em dezembro deste ano.

Confira o trecho do laudo técnico da UFPA divulgado pelo CREA:

“Após analisar os projetos de arquitetura, estrutura, fundações, laudos de sondagem e a realização de ensaios em amostras de aço e concreto colhidos no local, a equipe técnica concluiu que:

- O Concreto e o aço empregados na estrutura apresentavam resistências compatíveis com as recomendadas pelas normas brasileiras;

- As fundações foram corretamente projetadas considerando-se as cargas informadas no projeto estrutural;

- Considerando as recomendações normativas para dimensionamento de estruturas de concreto, para carregamentos verticais e para o vento, observou-se que o projeto estrutural executado não atendia tais recomendações, sendo a situação mais crítica referente à atuação do vento;

- Para a situação de colapso, no caso de construção, observou-se que as fundações apresentavam resistência significativamente superior, descartando-se a hipótese de que o colapso tenha se iniciado por esgotamento de sua capacidade resistente;

- Ainda para o caso de construção, verificou-se que diversos pilares no nível do pavimento térreo não apresentavam resistência compatível com os espaços atuantes, com alguns apresentando rupturas bruscas, sem avisos (fissuras).
 
Assim, a equipe concluiu que o colapso ocorreu por problemas de concepção estrutural e o colapso do edifício ocorreu quando a estrutura foi submetida a uma combinação elevada de carregamentos verticais e horizontais”.








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