Thá planeja abrir capital até 2012

16 09 2009

(Gazeta do Povo) – 16/09/09

O grupo paranaense Thá planeja realizar sua abertura de capital até 2012. A perspectiva de crescimento tanto da empresa – que atua na área da construção civil – como do mercado imobiliário são os principais argumentos para que a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) seja feita em no máximo três anos. “A decisão e o desejo da companhia são claros. Esperamos apenas o melhor momento, alinhado à melhor oportunidade do mercado”, disse o presidente do grupo Sandro Westphal, que participou ontem do comitê de finanças da Amcham. Para ele, cidades como Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte devem assistir em 2010 a um fortalecimento do setor como o ocorrido em São Paulo e no Rio de Janeiro há quatro anos.





Oferta de ações da Rossi Residencial pode girar R$724 milhões

14 09 2009

(Info Money) – 14/09/09

A Rossi Residencial (RSID3) divulgou na tarde desta segunda-feira (14) o prospecto preliminar de sua oferta primária de 55 milhões de ações ordinárias. A oferta é destinada a investidores pessoa física e jurídica e clubes de investimentos no Brasil, sendo que também serão realizados esforços de venda das ações no exterior.

O coordenador líder da oferta será o Credit Suisse, sendo que os bancos Bradesco BBI e Santander também atuarão como coordenadores contratados. Cabe lembrar que a oferta inicial poderá ser acrescida de até 8,250 milhões de ações correspondentes ao lote suplementar, porém a empresa não reserva a opção de lote adicional.

Preço por ação
A fixação do preço será feita após a efetivação dos pedidos de reservas e a conclusão do procedimento de bookbuilding . Porém, considerando a cotação de fechamento dos papéis no último pregão, de R$ 12,43, a operação deve movimentar, no mínimo, R$ 683,7 milhões. Caso a opção de lote suplementar seja exercida, a captação poderá atingir R$ 724 milhões.

Características da oferta - Rossi Residencial

Características da oferta - Rossi Residencial

Critérios de rateio
Caso a totalidade de pedidos de reserva de ações realizados por investidores de varejo ultrapasse o montante de papéis destinado a este grupo (mínimo de 10% e máximo de 15% dos papéis inicialmente ofertados), o critério de rateio será a divisão igualitária e sucessiva das ações até o limite de R$ 5 mil.

Uma vez atendido o primeiro critério, as ações destinadas aos investidores não-institucionais remanescentes serão rateadas proporcionalmente para os investidores de varejo ao valor dos respectivos pedidos de reserva não atendidos.

De acordo com o prospecto, “a critério dos coordenadores e da companhia, a quantidade de ações destinadas a investidores não institucionais poderá ser aumentada para que os pedidos excedentes dos possam ser total ou parcialmente atendidos”.

Agenda da oferta

Agenda da oferta - Rossi Residencial

Agenda da oferta - Rossi Residencial

Valor Online

Os recursos levantados no mercado serão destinados, prioritariamente, à aquisição de terrenos e projetos voltados ao segmento econômico. A companhia também utilizará o dinheiro para financiamento da exposição de caixa dos novos projetos e capital de giro.

Com a venda das ações, o capital da companhia em poder do mercado subirá de 47,55% para 59,22%.

A companhia chegou ao Novo Mercado em fevereiro de 2006, vendendo 40,5 milhões de ações, a R$ 25 cada.

Outras empresas do setor de construção também estão com novas ofertas engatilhadas, entre elas PDG Realty e a Brookfield. Em julho, a MRV foi a mercado e obteve mais de R$ 590 milhões com a venda de novas ações.





Construtoras recuperam desempenho na bolsa de valores

23 05 2009

(Construção Mercado) – 12/05/09

Pacote habitacional e flexibilização do crédito atraíram investidores estrangeiros

As ações de empresas da construção civil estão em alta na bolsa de valores. Segundo levantamento realizado neste ano com 35 empresas do setor pela consultoria Economática, 24 corporações apresentaram desempenho superior ao do Ibovespa (índice do mercado de ações da bolsa de valores de São Paulo) até o dia 7 de maio. O Imob, índice do setor imobiliário na Bovespa, registrou valorização de 79,09%, contra a média de 33,31% do Ibovespa.

A razão do cenário positivo para o setor seria a retomada de investimentos estrangeiros. Com a percepção de risco Brasil mais favorável e a diminuição da taxa de juros, essas ações, assim como o Ibovespa, ganharam espaço para manter a recuperação após a crise financeira. No entanto, a valorização do setor, acima da média, deve ser vista com cautela já que durante o período acentuado da crise as ações das empresas de construção se desvalorizaram muito mais que as dos demais setores.

O otimismo dos investidores está calcado nas perspectivas de alavancagem de negócios com o lançamento do pacote habitacional pelo governo, anunciado no final de março, e as iniciativas bancárias para o aumento do crédito.

Variação das ações do setor da construção civil

Variação das ações do setor da construção civil





Construtoras a preço de cafezinho

23 03 2009

(O Estado de S. Paulo) – 16/03/09

O preço das ações de construtoras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo caiu tanto que, com R$ 2, valor de um cafezinho, é possível comprar papéis de, pelo menos, oito delas. Com R$ 4, pouco mais que um capuccino, entram na escolha ações de outras cinco empresas. E, com R$ 10, compram-se papéis de todas as outras empresas do setor com média diária de negócios superior a R$ 100 mil. Os investidores, no entanto, não devem se empolgar com os preços reduzidos.

No intervalo entre R$ 1,02 e R$ 10,08 (cotações da última sexta-feira) se concentram as ações de 18 construtoras e incorporadoras com mais liquidez¹ na Bovespa. Esses preços são surpreendentes se comparados aos valores de lançamento em 2006 e 2007, quando das ofertas públicas iniciais² (IPOs). Atualmente, a mais barata – Klabin Segall (ON) – foi lançada por R$ 15 e os papéis da Abyara, que valem R$ 1,67, saíram por R$ 25.

”Construtoras e investidores tinham expectativa de lucros elevados”, diz o chefe de análise da corretora Link, Andrés Kikuchi. Antes da crise, as boas perspectivas para a economia e o elevado déficit habitacional projetavam crescimento para o setor. Com a redução do crédito e a retração da economia, as vendas caíram e os resultados das empresas pioraram. A ação da Klabin Segall, por exemplo, perdeu 87,6% desde setembro de 2008.

”O número de imóveis é grande e a velocidade de vendas caiu”, diz Kikuchi, que descarta uma virada no curto prazo, apesar do plano de estímulo do governo Lula para o setor.

”As empresas estão mal, mas nada impede que fiquem pior”, diz a analista da gestora Global Equity, Mariana Gonçalves. Segundo ela, quem manteve as ações deve segurá-las mais um pouco. ”Há chance de queda mais forte dos juros, o que melhora o crédito e a perspectiva para o setor”, explica. Para quem não investiu, é melhor esperar. ”Todo mundo quer comprar no fundo do poço, mas é impossível saber se ele chegou”, afirma, alertando ainda que, quando a economia melhorar, o setor de construção não será o primeiro a decolar.

¹ Liquidez: Característica de um título ou ação que possua grande quantidade em circulação, o que permite grandes operações sem forte variação de preço; rapidez em transformar o ativo em dinheiro.

² Oferta pública inicial: Lançamento de uma ação na Bolsa. O valor da ação na estreia é determinado por meio de leilão.





Valuation e Investimento nas Ações das Empresas de Real Estate no Brasil

19 02 2009

Artigo publicado (baixar) sobre a precificação de ações do segmento de Real Estate.

Autores: João da Rocha Lima Jr (Escola Politécnica da USP – Núcleo de Real Estate – rocha.lima@poli.usp.br) e Carolina Andrea Garisto Gregório (Escola Politécnica da USP – Núcleo de Real Estate – carolina.gregorio@poli.usp.br)

Resumo
No ciclo de set/2005 a out/2007 empresas representativas do mercado brasileiro de real estate residencial adotaram a estratégia de captar recursos via mercado de capitais. O contexto se mostrava favorável para produção de imóveis destinados a classe média, por dois principais fatores, primeiro, em razão das melhores condições de financiamentos para a compra de imóveis decorrente da reestruturação do sistema financeiro habitacional brasileiro a partir de 2005, e, segundo, por ser um segmento de mercado com demanda não atendida, já que boa parte das empresas focava para a produção de imóveis para a classe média alta e alta em razão da maior poupança dos compradores, que facilitava o encaixe de preço no ciclo de implantação e reduzia a necessidade de investimento por parte das empresas. Nesse sentido, para atender a demanda da classe média restava às empresas aumentarem sua capacidade de investimento para produção. A estratégia de capitalização via mercado de capitais, por meios das IPOs, foi adotada pelas empresas mais representativas, em curto intervalo de tempo. O foco do artigo consiste na análise da qualidade de investimento nas ações dessas empresas (fazem parte da análise 15 ofertas). Na finalidade de identificar em quais expectativas as empresas se apoiaram para entrarem na Bovespa nos períodos, volumes e preços ocorridos, foram analisadas as correlações dessas ofertas com o índice de mercado (IBOVESPA). A partir dos resultados obtidos, por meio do método de valuation mais conhecido e fundamentado, é possível concluir que a colocação das ofertas não foi sustentada em procedimentos validados de precificação, configurando ofertas meramente especulativas.





Veja as ações que mais se desvalorizaram em 2008

5 09 2008

(UOL Finanças) – 04/09/08

O sobe-e-desce da Bolsa está um teste de resistência para qualquer investidor, mas, para alguns, a situação está ainda mais inquietante. São aqueles que apostaram em ações que têm se revelado verdadeiros micos. Segundo levantamento do economista-chefe da Corretora Souza Barros, Clodoir Gabriel Vieira, alguns papéis têm tido quedas muito superiores às da Bovespa durante este ano. Enquanto a Bolsa havia amargado perdas de 12,84% até o fim de agosto, 15 empresas perderam de 62,5% até 95% do seu valor no mesmo período (veja tabela no fim deste texto).

Escândalos
É o caso, por exemplo, da Agrenco, empresa da área de agronegócios que viu sua cotação virar pó
após denúncias de fraude no balanço e desvio de recursos.

A Parmalat e a Laep, holding que controla a Parmalat, também perderam 94,74% e 87,7%, respectivamente, desde o começo do ano. Segundo o economista, estas empresas ainda sofrem com a repercussão negativa do escândalo do leite com soda cáustica.

Má fase
Mas não são apenas os escândalos que justificam a queda exacerbada das 15 ações que mais perderam valor no período. O ramo imobiliário, que tem quatro empresas listadas neste ranking (Inpar, Abyara, Tenda e EZtec), é um exemplo disso.

A alta da inflação, da taxa de juros e o aumento do preço do aço fez com estas empresas tivessem sua previsão de ganhos muito diminuída, explica Vieira.

Outro segmento que vem sofrendo constantes desvalorizações é o das empresas do setor aéreo, como Gol (-66,27%) e Varig (-69,80%).

Além da alta do petróleo, que afeta diretamente o custo das operações, contribuíram para a queda o
apagão aéreo, que fez diminuir a procura por este tipo de transporte, e dois acidentes aéreos de grandes proporções, ocorridos no curto intervalo de dois anos.

Maiores quedas até 28/ago/08

Maiores quedas até 28/ago/08





Oferta pública para aumento de capital da Rossi Residencial (2003)

18 02 2008

Fevereiro de 2003

Apresentação utilizada no road show do IPO da Rossi Residencial S.A.

Luciana Rossi Cuppoloni – Diretora de Planejamento e de Relações com Investidores.

lucianarossi@rossiresidencial.com.br








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