Profissional de marketing imobiliário – Uma profissão com muitos desafios e oportunidades

29 09 2011

(MarketingImob) 29/09/2011

Profissionais de marketing, sejamos honestos, ninguém inicia sua vida acadêmica sonhando em trabalhar no mercado imobiliário. Entramos por acaso (pelo menos boa parte). Tudo bem que o mercado imobiliário é “a bola da vez”, mas mesmo assim, dá para contar nos dedos as empresas realmente “inspiradoras” de nosso setor, aquela empresa que você quando estudante pensa: “um dia quero trabalhar nela”. Para quem não vive no centro do país, mais difícil ainda. Sei que muitos podem não concordar, mas a minha opinião é formada quanto a isto, imobiliárias e construtoras ainda não despertam o desejo do profissional de nossa área.
E quem entra, tem que gostar, não é qualquer um que aguenta… Trabalhar no marketing de uma empresa do setor, diretamente com diretores, gerentes, superintendentes e corretores, profissionais com perfis dos mais diversos tipos, e marcado pelo seu extremo imediatismo,  não é fácil! E a gente do marketing tem que atendê-los  não é mesmo? Pode ser uma simples apresentação que um corretor quer inserir seu nome, e você tem centenas de coisas para fazer, e diversas prioridades, mas você tem que fazer a apresentação dele. Esta simples peça será a razão do contato com o cliente e uma possível venda. Bom para a empresa, bom para o corretor, e ruim para você, que vive na pressão. Ruim? Quem trabalha no marketing de uma empresa imobiliária tem que saber trabalhar sob pressão. É pré-requisito básico. Você que é profissional de marketing imobiliário sabe o que é isso. E nós gostamos, não é mesmo? A cada semana um novo produto para comercializar, uma nova estratégia, uma nova campanha, enfim, algo novo que você tem que resolver com o grande desafio de não esquecer as tarefas que ficaram para trás. 
Toda esta reflexão começou pois dias atrás perdi dois assistentes muito próximos, e com um talento gigantesco, que foram para outros setores em busca de novos desafios. Então percebi que desde minha experiência com marketing de construtoras e imobiliárias, já tive 18 colegas na área (isto é muito se levarmos em consideração que os departamentos de marketing das empresas de Porto Alegre não possuem tantas pessoas assim). Todos estes meus 18 colegas, saíram do segmento, sem exceção alguma. Do mais jovem, ao mais experiente, do estagiário ao coordenador. Todos… Motivos? Gestores que não estimulavam o aprendizado no ambiente de trabalho – ausência de novos desafios – falta de reconhecimento – falta de plano de carreira definido. Tudo aquilo que esta nova geração que habita os locais de trabalho não quer, desta forma, como ficar no mercado? Como o mercado terá a chance de conquistar novos bons profissionais de marketing?
Ser um gestor de marketing, com o desafio de reter, e transformar sua equipe em amantes do mercado imobiliário é um árdua tarefa, que deve ser prioridade em nosso dia-a-dia (ainda mais levando em consideração o cenário que mencionei acima).
Tenho 25 anos, faço parte desta geração inquieta que busca desafios a cada momento, mas acredito sim no potencial do mercado imobiliário em alavancar a carreira de muitos profissionais. É justamente pelo fato do mercado ainda não “parecer” ser tão atrativo assim, que os bons profissionais de marketing possuem um amplo espaço para se destacar.  Como escrevi no título do artigo, temos muitos desafios, mas também é um campo de muitas oportunidades, cabe agarrar a sua…




Como o mercado imobiliário está utilizando as mídias sociais

31 07 2011

(MarketingImob) – 01/07/11

Infográfico disponibilizado pelo Mashable, o principal site mundial sobre mídias sociais. As informações são referente ao EUA, porém muito pertinentes para nosso mercado.





Google Street View em 3D no site da Gafisa

14 10 2010

(Buildings News) – 13/10/10

A Enken Comunicação Digital, agência especializada em marketing, publicidade e comunicação online, responsável pelo website da Gafisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil, anuncia a inclusão da tecnologia Street View, desenvolvida pelo Google, no site da incorporadora. O grande diferencial da aplicação é que ela tem tecnologia 3D, perceptível com o uso de óculos adequados. A Gafisa, assim, torna-se pioneira, no mercado imobiliário, na utilização da ferramenta.

A tecnologia já está disponível no site da Gafisa – www.gafisa.com.br – desde a última quinta-feira, 30 de setembro, quando o serviço foi liberado pelo Google para as cidades brasileiras. O Street View 3D poderá ser acessado de acordo com a área de mapeamento já realizada pelo Google em algumas regiões de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para que a experiência seja realmente completa, a Gafisa fará a distribuição dos óculos especiais aos internautas. Para isso, basta acessar ao site da empresa e ceder as informações necessárias. O internauta receberá, então, no endereço indicado, um óculos especial para a perfeita visualização das imagens 3D. A ação estará disponível apenas através do site da Gafisa e o número de óculos é limitado.

De acordo com David Reck, diretor da Enken, o objetivo é propiciar ainda mais comodidade e oferecer mais informações de qualidade ao internauta que está em busca de um apartamento. “Com a tecnologia disponível no site da Gafisa, o consumidor poderá conhecer todo o entorno do empreendimento que lhe interessa sem precisar sair de casa. Com essa prévia, fará a visita ao empreendimento com a certeza do que encontrará”, avalia. Reck conta ainda que basta acessar a ferramenta e buscar a localidade que o consumidor desejar conhecer. Feito isso, poderá navegar por toda a região e conhecer cada rua do bairro como se estivesse passando por lá de carro.

Segundo Luiz Carlos Siciliano, diretor de Marketing e Vendas da Gafisa, a iniciativa segue exatamente a mesma linha daquela proporcionada pela última ação da construtora – o aplicativo para iPhone. “Continuamos com a filosofia de prestação de serviço de primeira linha ao cliente. Com mais essa comodidade, facilitamos suas escolhas e lhe damos opções de pesquisar sua compra onde estiver, para que seja realizada com a certeza de que o local escolhido realmente é o melhor para viver”, afirma.





Consumidores de imóveis de alto padrão decidem compra pela internet

6 08 2010

(Infomoney) – 30/07/10

Na hora de procurar um imóvel para comprar ou investir, a maioria dos consumidores de alto padrão decide a compra por meio da internet.

De acordo com estudo realizado pela Imóvel A – Consultores Associados, imobiliária especializada em imóveis de alto padrão, a internet é utilizada como canal inicial para os negócios por 60% dos consumidores.

Além disso, indica a imobiliária, de cada cinco negócios fechados, três são iniciados por meio da rede mundial de computadores. “Temos constatado que é pela internet que conquistamos a venda. O acerto final do negócio é feito pessoalmente, mas a decisão da compra se dá via web”, explicou o sócio-diretor da imobiliária, Alexandre Villas.

Cuidados
O diretor segundo tesoureiro do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), Gilberto Yogui, concorda e ressalta que a internet tem se tornado cada vez mais um importante facilitador de vendas.

Contudo, diz ele, as pessoas devem observar alguns pontos ao buscarem imóveis por meio da rede. O primeiro deles, explica Yogui, é verificar a seriedade do portal, utilizando somente aqueles que possuem registro no Creci.

O diretor também sugere que as pessoas desconfiem de anúncios que não possuem fotos, pois pode ser um indício de problemas. “Quem quer vender deve disponibilizar o máximo de informações, então, quando não há fotos , é possível que o imóvel tenha algum problema de conservação, por exemplo”.

Assim, além das fotos, é importante que o consumidor preste atenção se o anúncio traz as seguintes informações: preço, valor do condomínio, do IPTU e se aceita financiamento, lembrando que nenhum negócio deve ser concretizado sem ter sido feita uma visita ao local e uma vistoria em pisos, parte hidráulica, elétrica, entre outros itens.





Realidade aumentada nas maquetes

22 07 2010

(Gazeta do Povo) – 18/07/10

Setor imobiliário aposta na tecnologia cada vez mais próxima do mundo real para inovar e atrair clientes

“A tecnologia não se aplica somente ao público jovem. Hoje o mundo está mais veloz e os clientes de todas as idades a usam, indistintamente. O objetivo é atrair quem gosta de tecnologia e quem quer fazer um bom investimento.” Rafael Cardoso, diretor da regional Rio de Janeiro da construtora Rossi

A tecnologia de realidade aumentada ou RA (mídia que permite a interação de objetos virtuais com o mundo real), explorada pelo mercado da publicidade e propaganda desde o ano passado, está ganhando a simpatia de construtoras e incorporadoras, sendo utilizada para a apresentação de seus empreendimentos à venda na planta. Pela tela do computador, o cliente consegue ter uma melhor dimensão do que poderá ser sua futura residência ou ambiente de trabalho antes mesmo que eles comecem a ser construídos.

Ao perceber que essa tecnologia estava madura, a empresa brasiliense Espaço Virtual, especializada em produzir material de divulgação para lançamentos imobiliários, investiu no desenvolvimento de um aplicativo em 3D para computador, primeiramente para atender a Brookfield Incorporações unidade Centro-Oeste. Chamada de maquete de bolso, é uma facilidade para os corretores de imóveis, que precisam apenas baixar o aplicativo da internet direto para um pen drive ou cartão de memória. Não é necessário estar online para utilizar o programa.

“Os estandes são muito bonitos e charmosos, mas quando o corretor sai do plantão de vendas, ele não tem mais as ferramentas importantes, como uma maquete e um apartamento decorado, somente folders e pastas, que não dão a dimensão exata do que está sendo oferecido”, diz o diretor da Espaço Virtual, André Ber­­gholz. O programa está sendo uti­­lizado pela Brookfield Incorpora­ções, em mais de 15 empreendimentos, há cerca de três meses.

O superintendente comercial da região Centro-Oeste da Brook­field, Rubens Oseki, conta que corretores e clientes estão encantados com o sistema de apresentação. Para ele, o aplicativo, utilizado através do código impresso no próprio cartão de visitas do corretor, facilita nas visitas externas e traz muita eficiência e agilidade. “O imóvel decorado existe há décadas e não tende a ser substituído, mas muitos investidores não moram na cidade, então isso aumenta meu alcance. E quanto mais detalhado, melhor.”

O aplicativo, desenvolvido em seis meses, custa R$ 17 mil, en­­quanto uma maquete tradicional pode ser produzida por cerca de R$ 20 mil, podendo chegar a R$ 100 mil. Bergholz afirma que hoje o programa está nas mãos de cerca de 600 corretores de imóveis somente em Brasília. “Todo mundo está muito ligado em tecnologia e estamos propensos a esse tipo de novidade. Para as empresas imobiliárias é uma baita ferramenta.”

Maquete virtual
Uma tecnologia semelhante, desenvolvida pelo Go2nplay Studios, de Curitiba, foi utilizada para a apresentação do residencial Belvedere, empreendimento da Thá Construtora, localizado no bairro Água Verde, cujas unidades estão todas vendidas. Os clientes puderam ter essa experiência, ainda disponível, através do site do empreendimento (www.tha.com.br/belvedere/3d). Para ter acesso, é necessário apenas um computador com sistema Windows e uma webcam. O usuário imprime um marcador, que nesse caso é o símbolo da Thá, no próprio site. Ele deve ser apontado para a câmera. A partir dele surgirá a imagem tridimensional e virtual, visualizada na tela do computador. O empreendimento pode ser visto de vários ângulos, à medida que o marcador é mudado de posição pelo usuário.

A utilização da tecnologia chama muito a atenção dos clientes, segundo a gerente de marketing do Grupo Thá, Patrícia Alves. “A venda do Belvedere foi muito rápida. Não posso afirmar que algum cliente tenha adquirido sua unidade em virtude dessa tecnologia, mas é uma inovação que, com certeza, ajuda a fechar o negócio”. Patrícia lembra que, para quem não tem condições de visitar um estande de vendas, esse tipo de apresentação é a melhor forma de aproximar o produto do cliente, inclusive daquele que mora fora da cidade onde está situado o empreendimento e está à procura de uma moradia no local. “Tendo um computador e uma webcam, é possível baixar de qualquer lugar e ter o apartamento decorado em casa”, diz o sócio-diretor de tecnologia do Go2nplay Studios, Ohmar Tacla.

Em tamanho real
Em um projeto ousado, a construtora Rossi conseguiu entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes. O edifício comercial Fibrasa Connection, lançado no mês passado na Enseada do Suá, em Vitória, no Espírito Santo, possui a maior realidade aumentada do mundo. Nos dias 26 e 27 de junho, cerca de 30 clientes sobrevoaram de helicóptero o terreno onde será construído o edifício. Na área reservada para a edificação, foi instalada uma espécie de lona, com 900 metros quadrados, que serviu de marcador.

Com a webcam apontada para a lona gigante, os interessados no empreendimento puderam ver a projeção do prédio em 3D pela tela de um notebook, de dentro do helicóptero. Eles ficaram muito satisfeitos, como relata o diretor da regional Rio de Janeiro da Rossi (que inclui o Espírito Santo), Rafael Cardoso. “A principal vantagem é que o cliente pode ver todas as fachadas do prédio, em vários ângulos distintos, aplicadas no terreno, muito próximo de como será quando o empreendimento estiver pronto. É uma garantia a mais sobre o produto que o comprador está adquirindo.”

Cerca de 50% do Fibrasa Connection foi vendido em duas semanas, o que comprova, na opinião de Cardoso, a eficiência dessa ferramenta. “A melhor forma de medir a influência do uso desse tipo de tecnologia é ver um cliente optar pela compra após constatar a realidade aumentada aplicada ao empreendimento, o que aconteceu muitas vezes nesse lançamento. Ao vê-lo em 3D, ele tem uma visão real do negócio que está fechando.” A realidade aumentada aplicada ao edifício também pode ser conferida via internet, pelo site www.fibrasaconnection.com.br.

Tour em 3d

Passeio pelo futuro
Antes mesmo de ficar pronto, é possível fazer um passeio pelos ambientes residenciais e comerciais do edifício Universe Life Square, assinado pelas incorporadoras Thá e Rossi, que está sendo erguido entre as ruas Comendador Araújo e Visconde do Rio Branco, no Centro de Curitiba.

O site www.universelifesquare.com.br oferece um tour em 3D pelo interior da edificação. Com a sensação de estar dentro do imóvel, primeiramente o usuário escolhe se quer visitar o espaço Home (residencial) ou Office (escritórios). Ele, então, é levado ao hall e, em seguida, ao elevador, para escolher local e andar desejados.

Na torre residencial, por exemplo, são sete opções de tour entre o térreo e o 43.º andar, que incluem cômodos mobiliados e decorados, como suíte e living, e espaços de lazer equipados, como salão de festas e de jogos, spa e lounge externo.

A terceira dimensão tem sido uma grande ferramenta de vendas, diz a supervisora de marketing da Rossi, Bárbara Bongiolo. “Ele mostra detalhes, dá sensação de espaço e faz com que o cliente vivencie exatamente como ficará o produto final, o que dá mais segurança a ele.”

Com entrega prevista para janeiro de 2013, o Universe Life Square deverá ser um dos mais altos da região Sul do país com 44 andares e 152 metros de altura. A área residencial foi 90% comercializada, enquanto o espaço comercial está com 50% das unidades vendidas, ambos a partir de R$ 226 mil.





Wikimedia Strategy: Ideas for Strengthening Online Communities

10 02 2010

(Harvard Business Review) – 09/02/10

For those of you who have been following Wikimedia’s open strategy initiative on this blog, you’ll know that one of the goals of the work has been to strengthen the health of the Wikipedia community of contributors who create and use its online encyclopedias. In a healthy community, contributors feel a sense of affiliation and social bonding, they come from diverse backgrounds and expertise areas required to accomplish the project’s expansive work, remain open to differences of perspective and able to resolve disputes respectfully. “Community health” is a hot topic among participants engaged in developing the Wikimedia strategy, both within the broader Wikimedia community and outside it.

Our hunting and gathering of ideas for improving community health got a booster shot last month when Wikimedia Foundation executive director Sue Gardner, deputy director Erik Moeller and I had the opportunity to spend the day with Wikipedia’s founder, Jimmy Wales as well as with Clay Shirky, adjunct professor in NYU’s graduate Interactive Telecommunications Program and author of Here Comes Everybody: The Power of Organizing without Organizations. The subject of the day was the state of the Wikipedia community, and its objective was to generate ideas. Our discussion drew on the work of two Wikimedia strategy task forces and generated valuable insights for both Wikimedia and for others thinking about creating social networks that grow steadily, deepen participation and build purposeful community. Here are some tenets we surfaced:

1. The noisy and destructive few can make an entire community feel hostile and unfriendly; healthy communities need to create rules and norms to support positive behavior and address destructive conduct. Lack of rules or presence of anarchy constitutes a set of rules in itself that, as Mitchell Kapor says, rewards a “functioning old boy’s network” that thrives on opaque power structures. Jimmy’s experience of Wikipedia is as a community of “nice, quiet people who are friendly and collaborative.” The challenge comes when the community grows and it attracts “jerks, who are difficult to manage in an informal, collaborative fashion.” At some point, rules are needed to protect the community from destructive forces. As Clay shared, “when you grow, then the 1% of activity that is a problem becomes big enough to matter.” In his work, he shared that any community needs rules as it grows and ages. “The question to answer is not whether to have rules, but what are the rules going to be? What is the process for forming, revising and revoking rules?” For Wikimedia, there has been and continues to be a lot of work to do to develop the rules that serve and protect the needs of a healthy, vibrant community.

2. Any community establishes norms in the form of customs, language and habits that make it easier for the community to function effectively. Often these norms are a modification of those brought to the community by some core members. In the case of Wikipedia, norms brought forward and reinforced have constituted, in Jimmy’s words, “geek culture.” At some point, if the community wants to open up and increase diversity, it needs to make it easier for newcomers who aren’t from the founding culture to learn the ropes and contribute. The existing community needs to find ways to acculturate newcomers and tackle its own biases that inhibit openness. For instance, Jimmy stated that “Star Trek and the American Girl doll series receive different treatment within Wikipedia, simply because the culture loves science fiction and sees similar pop culture stuff as ‘foreign’ and ‘wrong’. This needs to improve.”

3. As communities grow, the informal approaches to “knowing” other community members that help build trust, support collaboration and enable group affiliation can fall apart. There is a tendency to create “reputation systems” that use certain metrics to assign people reputations (e.g., eBay’s seller rating, Amazon’s reviewer profiles). These systems have their benefits, but figuring out how to measure reputation in a way that reinforces positive behaviors and can’t be “gamed” is really hard in a collaborative social network. After all, one wants to know the interests, motivations, biases and underlying agendas of one’s counterparts — which are not easily synthesized into a rating. Clay warned against overreaching: “once reward systems take on importance in a community…they become worth fighting over…Wikipedia does really well in providing intrinsic rewards (self-fulfillment). Reward/reputation systems carry risks, so tread lightly. When you must act, do so with careful deliberation and a lot of low risk experimentation.”

4. A keen insight from Clay and Jimmy regarding effective communities centered on the power of harnessing markets to solve problems. They articulated a view that a command-and-control management approach risks both alienating the community and arriving at the wrong solution. They espoused an approach that enables users to experiment by building apps and leveraging data for problem solving that enrich their experience and the community. By making apps and data tools sharable within the community, the best solutions would gain wide usage and through the community marketplace would emerge as a new normal. The Foundation in its role as a support to new users could assemble default packages of apps and tools for new users that would support their orientation, but contributors could readily opt out or change their experience at will. This is a thoughtful approach that taps into the wisdom of the community and the volunteer energy that is a hallmark of Wikipedia.

What do you think about the tenets gleaned from the discussion? What implications might these have for the online or offline communities that you are engaged with? What problems do you foresee in these approaches for Wikimedia and others?

Barry Newstead is a partner at The Bridgespan Group currently supporting Wikimedia’s open strategy process.





Repensando o Marketing

2 02 2010

Roland T. Rust, Christine Moorman e Gaurav Bhalla
Harvard Business Review – Brasil

Agora que pode interagir diretamente com o cliente, a empresa precisa de uma reforma radical para colocar o cultivo de relações à frente da construção de marcas.

Imagine um gerente de marca sentado em sua sala para traçar a estratégia de marketing da nova bebida esportiva da empresa. Esse gerente identifica amplos segmentos do mercado a serem mirados, define preços e promoções e planeja a comunicação em veículos de massa. O desempenho da marca será medido pelo total de vendas e a rentabilidade. Sua remuneração e perspectivas futuras vão depender dessas cifras.

Qual o problema com esse retrato? Essa empresa — e muitas outras — ainda é tocada como se estivesse na década de 1960, uma era de mercados de massa, mídia de massa e transações impessoais. Nunca antes, no entanto, a empresa teve tecnologias tão possantes para interagir diretamente com clientes, coletar e peneirar informações sobre esse público e, com base nisso, ajustar o que oferece. E nunca antes o cliente quis interagir de forma tão profunda com empresas, e com outros clientes, para moldar produtos e serviços que utiliza. É verdade que a maioria das empresas usa ferramentas de gestão de relacionamentos e outras tecnologias para entender melhor o público, mas nem toda a tecnologia do mundo vai melhorar de fato a situação se a empresa seguir estruturada para vender produtos em vez de cultivar clientes. Para competir nesse ambiente de agressiva interatividade, o foco deve ser outro: maximizar o valor vitalício do cliente, e não promover transações. Isso significa tornar produtos e marcas subservientes à relação com o cliente a longo prazo. E significa mudar a estratégia e a estrutura organização afora — e reinventar por completo o departamento de marketing.

Idéia em resumo

Cultivando clientes
Não faz muito, a empresa que quisesse difundir uma mensagem a uma grande população tinha, na verdade, uma única opção: abordar simultaneamente um enorme contingente do público, em geral com a comunicação de massa de mão única. Dados sobre clientes consistiam basicamente de cifras de vendas agregadas — e de resultados de pesquisas de marketing. Havia pouca, ou nenhuma, comunicação direta entre o cliente e a empresa. Hoje, com o leque de opções à disposição da empresa, o marketing de massa virou um método rudimentar demais.

O quadro “Estabelecendo relações” mostra o rumo que muitas empresas já estão seguindo — rumo inevitável para quem quiser seguir competitivo. A diferença fundamental entre a empresa tradicional e a empresa que cultiva o cliente é que a primeira é organizada para vender produtos e marcas, ao passo que a segunda é projetada para servir o cliente e segmentos de clientes. Nesta última, a comunicação é bidirecional e individualizada, ou no mínimo bastante dirigida a segmentos bem específicos. Essa estratégia pode ser mais complicada para empresas cujos canais de distribuição detenham ou controlem a informação sobre o cliente, como é o caso de muitas fabricantes de bens de consumo. Hoje, no entanto, mais e mais empresas têm acesso à rica informação de que precisam para fazer a estratégia do cultivo do cliente funcionar.

Estabelecendo relações

Empresas de B2B, por exemplo, usam gerentes de contas importantes e diretores de contas globais para se concentrar na satisfação de necessidades do cliente — em constante evolução — em vez de vender produtos específicos. A IBM se organiza de acordo com as necessidades do cliente, como eficiência energética ou consolidação de servidores, e coordena iniciativas de marketing de vários produtos para um determinado cliente. Uma plataforma da IBM — a Insurance Process Acceleration Framework — é um exemplo dessa arquitetura orientada a serviços. Na IBM, profissionais especializados em clientes e no setor de seguros trabalham com contas importantes para criar processos rápidos e flexíveis em áreas como indenização, processamento de novos negócios e análise de risco. Em vez de se ater à venda de produtos no curto prazo, a IBM usa indicadores de longo prazo do cliente para medir o desempenho desse braço.

Grandes empresas de B2B em geral estão à frente nessa orientação ao cliente. Mas certas empresas de B2C estão fazendo progresso notável. Cada vez mais, encaram a relação com o cliente como algo que evolui com o tempo. À medida que as necessidades desse cliente mudam, braços distintos da organização, com marcas distintas, podem passar a atendê-lo. A rede britânica de supermercados Tesco, por exemplo, fez há pouco um sério investimento em ferramentas de análise para aumentar a retenção de clientes. A Tesco usa os dados colhidos pelo cartão de fidelidade (o Clubcard) para saber que lojas da rede a pessoa freqüenta, o que compra e como paga. Essa informação ajudou-a a adaptar o sortimento ao gosto local e a personalizar ofertas no plano individual em tudo quanto é formato da rede — do gigantesco hipermercado a mercados de bairro. Segundo reportagem no The Wall Street Journal, quem compra fraldas pela primeira vez na Tesco recebe, por exemplo, um e-mail com cupons não só para toalhinhas umedecidas e brinquedos, mas também para cerveja. É que a análise de dados revelou que o homem que vira pai tende a comprar mais cerveja, pois já não pode passar tanto tempo no bar.

Na arena de serviços, a American Express monitora atentamente o comportamento do cliente e reage a mudanças com a oferta de novos produtos. A empresa usa a análise de dados de consumo e algoritmos para determinar qual o “próximo melhor produto” para o cliente à medida que seu perfil muda — e para administrar o risco por toda a carteira de clientes. A primeira vez que um cartão Gold é usado na compra de uma passagem aérea de classe superior, por exemplo, o cliente pode receber um convite para um upgrade para a categoria Platinum. Ou, devido a novas circunstâncias, o titular do cartão pode querer um cartão adicional, com limite determinado, para um filho ou um mestre de obras. Ao oferecer esse serviço, a American Express estende o poder de compra do cliente para um círculo de confiança de membros da família ou de outros indivíduos — e, ao mesmo tempo, apresenta a marca a potenciais novos clientes.

A American Express também aproveita sua posição estratégica entre clientes e comerciantes para criar valor de longo prazo nos dois relacionamentos. A empresa pode, por exemplo, utilizar dados demográficos, padrões de consumo e informações de crédito para observar que um titular está de casa nova. Para tirar proveito dessa nova circunstância, a American Express oferece pontos pelo uso do cartão (Membership Rewards) na compra de móveis e artigos para decoração em estabelecimentos comerciais de sua rede.

Sabemos de uma companhia de seguros e serviços financeiros que também se mostrou hábil em ajustar produtos a marcos na vida do cliente. O cliente que perde o cônjuge, por exemplo, vai receber atenção especial de uma equipe pronta para oferecer produtos personalizados. Quando a titular de uma conta corrente ou de um cartão de crédito se casa, passa a ser um bom alvo para a venda cruzada de seguro de automóvel ou residência e de um financiamento imobiliário. A gente cujos filhos já deixaram o ninho, a empresa oferece produtos de investimento ou uma modalidade de crédito em que a casa entra como garantia. A quem está se formando, seguro na hora de alugar.

Reinventando o marketing
Tirando esses exemplos reluzentes, o normal ainda é ver conselho e diretoria defendendo a relação com o cliente da boca para fora, mas seguir focados na venda de bens e serviços. Conselheiros e executivos precisam liderar a mudança de estratégia (de transações para relacionamentos) e criar a cultura, a estrutura e os incentivos necessários a sua execução.

Que cara tem a organização que cultiva o cliente? Embora nenhuma empresa tenha uma estrutura 100% focada no cliente, é possível ver aspectos dessa estrutura numa série de empresas em processo de transição. A mudança mais dramática será a transformação do departamento de marketing em “departamento do cliente”. A primeira providência será substituir o diretor de marketing tradicional por um novo tipo de líder: o diretor de clientes.

Diretor de clientes. A figura do “chief customer officer” é cada vez mais comum em empresas do mundo todo. Hoje, há mais de 300; em 2003, eram 30. Empresas como Chrysler, Hershey’s, Oracle, Samsung, Sears, United Airlines, Sun Microsystems e Wachovia têm um diretor de clientes. Muitas vezes, contudo, esse executivo está apenas tentando tornar uma organização convencional mais centrada no cliente. Em geral, é um papel mal definido, o que talvez responda por uma dúbia distinção: de todos os executivos da diretoria, esse é o que menos dura no cargo.

Para ser eficaz, esse diretor, tal como o concebemos, deve ocupar uma posição operacional forte, diretamente subordinada ao presidente. Esse executivo é responsável por conceber e executar a estratégia de relacionamento com o cliente e por supervisionar toda área da empresa em contato com o cliente.

Um bom diretor de clientes promove uma cultura centrada no cliente e remove obstáculos ao fluxo de informações sobre clientes por toda a organização. Isso inclui promover a interação regular de líderes com clientes. Na seguradora americana USAA, altos executivos passam duas ou três horas por semana no call-center falando com clientes. Isso mostra ao pessoal que a diretoria leva a sério a interação com o cliente e ajuda esses gerentes a entender o que o cliente quer. Executivos da Tesco, por sua vez, passam uma semana por ano trabalhando em supermercados e interagindo com clientes (parte do programa Tesco Week in Store, ou Twist).

À medida que o foco passa a ser o cliente e que informações sobre a clientela cada vez mais norteiam as decisões, estruturas organizacionais que inibem o fluxo de informação devem ser derrubadas. O fato é que, apesar de grandes investimentos na obtenção de dados de clientes, a maioria das empresas subutiliza o que sabe. A informação não circula — em geral devido à falta de confiança, à disputa por promoções ou recursos e à mentalidade de silo. O diretor de clientes deve criar incentivos para eliminar essa postura contraproducente.

Por último, esse diretor é responsável por aumentar a rentabilidade dos clientes — conforme indicado por critérios como o valor vitalício do cliente (VVC) e o customer equity (valor do cliente), bem como por indicadores intermediários como o boca a boca (ou o mouse a mouse).

Gerentes de clientes. No novo departamento do cliente, gerentes de clientes e de segmentos identificam as necessidades do cliente. Gerentes de marcas, sob a direção de gerentes de clientes, tratam então de fornecer produtos que contemplem essas necessidades. Para tanto, é preciso transferir recursos — sobretudo gente e verba — e autoridade de gerentes de produtos para gerentes de clientes (veja o quadro “O que faz um gerente de clientes?”). Essa estrutura é comum no universo B2B. Em suas atividades de B2B, a Procter & Gamble, por exemplo, tem gerentes de contas importantes para grandes varejistas como o Walmart. Esse exército está menos interessado em vender o escovão Swiffer, digamos, do que em maximizar o valor do relacionamento com o cliente a longo prazo. Certas empresas voltadas ao grande público também adotam a estrutura. É o caso de bancos comerciais que colocam gerentes a cargo de segmentos distintos do público — clientes de patrimônio elevado, universitários, aposentados — e não de produtos.

O que faz um gerente de clientes?

Na empresa que cultiva o cliente, o gerente de um segmento de bens de consumo pode oferecer ao público incentivos para trocar a marca A, menos rentável, pela B, mais rentável. Isso não ocorreria no sistema convencional, no qual gerentes de marcas e de produtos dão as cartas. O gerente da marca A não vai incentivar seus clientes a desertar a marca — ainda que seja para o bem da empresa —, pois é recompensado pelo desempenho da marca, e não por aumentar o VVC ou outro indicador do gênero voltado ao longo prazo. Não é uma mudança menor: significa que gerentes de produtos devem deixar de pensar em maximizar o lucro de seus produtos ou marcas e assumir a responsabilidade de ajudar gerentes de clientes e segmentos a maximizar o deles.

Áreas em contato com o cliente. Nexo da atividade voltada ao cliente, o departamento do cliente assume a responsabilidade por certas atividades que, focadas no cliente, saíram da tutela do departamento de marketing nos últimos anos e por outras que normalmente nem faziam parte dele.

CRM. Segundo sondagem da Harte-Hanks com 300 empresas na América do Norte, a gestão de relacionamento com o cliente está, cada vez mais, a cargo do departamento de TI da empresa, devido aos recursos técnicos exigidos por sistemas de CRM. Das empresas consultadas, 42% disseram que a plataforma de CRM é administrada pela TI, 31% por vendas e apenas 9% pelo marketing. Em última análise, no entanto, o CRM é uma ferramenta para medir necessidades e comportamentos do cliente — a principal função do novo departamento do cliente. Faz pouco sentido que os dados exigidos para a execução da estratégia de cultivo do cliente sejam colhidos e analisados fora desse novo departamento. Trazer o CRM para o departamento do cliente significa, é claro, trazer também recursos de TI e de análise.

Pesquisa de mercado. Na empresa centrada no cliente, a ênfase da pesquisa de mercado é outra. Primeiro, usuários internos de pesquisa de mercado passam a ser todas as áreas da organização com impacto no cliente — e não só o departamento de marketing —, o que inclui crédito (fonte de opções de pagamento do cliente) e distribuição (fonte de prazos de entrega e serviços). Segundo, o escopo da análise já não é uma visão global, mas sim uma visão individual de atividades e valor do cliente. Terceiro, a pesquisa de mercado passa a ter a finalidade de coletar dados de clientes que permitam avanços em indicadores focados no cliente, como VVC e customer equity.

Um novo departamento de marketing.

Pesquisa e desenvolvimento. Quando a engenharia pesa mais no produto do que as necessidades do cliente, as vendas podem sofrer. Engenheiros gostam, por exemplo, de entupir de funções um produto, embora saibamos que o excesso de recursos pode cansar o cliente, prejudicando vendas futuras.

Para garantir que decisões sobre o produto reflitam necessidades da vida real, o cliente precisa ser incluído no processo de concepção. Uma boa saída, para tal, é integrar a P&D e o marketing. Aqui, poucas empresas superam a Nokia na Ásia, onde sua participação de mercado é de mais de 60%. Num setor no qual todo fabricante precisa lançar levas de novos aparelhos a cada ano, a capacidade da Nokia de converter a opinião do cliente sobre recursos e valor em produtos de sucesso é lendária. Entre suas ferramentas de inovação focada no cliente está o Nokia Beta Labs, uma comunidade virtual de desenvolvedores que reúne usuários e equipes de programação para o teste virtual de protótipos de novos recursos e produtos, abrindo espaço até para “idéias malucas” que talvez nunca cheguem ao mercado (nos EUA, onde a Nokia adotou uma estratégia com muito menos subsídios do público, sua participação de mercado caiu).

Há muitos exemplos de empresas que criam mais valor por meio da colaboração entre usuários e produtores. É o caso da Mozilla e do navegador Firefox na área de browsers; da P&G e do escovão Swiffer na limpeza doméstica; e o da International Flavors and Fragrances e sua parceria com clientes B2B como Estée Lauder no mercado de perfumes. Num mundo no qual o velho modelo de desenvolvimento de produtos, movido a P&D, dá lugar a colaborações originais como estas, a P&D deve estar subordinada ao diretor de clientes.

Atendimento ao cliente. Essa atividade deve ser feita pela empresa, sob a tutela do departamento do cliente — não só para garantir que a qualidade do serviço seja elevada, mas também para ajudar no cultivo de relações de longo prazo. A Delta Airlines, por exemplo, há pouco desistiu de call centers no exterior porque as diferenças culturais tolhiam a capacidade da companhia aérea de interagir com os clientes norte-americanos. A Delta concluiu que o impacto negativo na qualidade do relacionamento com os clientes não compensava o custo menor. Agora, quando a central de atendimento recebe uma ligação, um atendente imediatamente identifica o segmento de quem está ligando e transfere esse cliente a um representante do atendimento treinado para trabalhar com aquele segmento. A interação é registrada no sistema de informações do cliente e usada pelo departamento do cliente para detectar novas necessidades do público e criar soluções.

Se for preciso terceirizar o atendimento ao cliente, a operação deve estar subordinada a um gerente de clientes interno de alto escalão e a infraestrutura de TI e os dados da clientela devem ser perfeitamente integrados aos bancos de dados de clientes internos.

Modelo novo, Indicadores novos.

Novo foco em indicadores do cliente
Quando deixar de promover produtos e passar a cultivar o cliente, a empresa precisará de novos indicadores para medir a eficácia da estratégia. Primeiro, terá de se concentrar menos na rentabilidade do produto e mais na rentabilidade do cliente. O varejo aplica esse conceito há algum tempo ao usar o chamado “loss leader” — um produto que pode até não dar lucro, mas fortalece a relação com o cliente.

Segundo, será preciso dar menos atenção às vendas no presente e mais ao VVC. Uma empresa em declínio pode estar vendendo bem hoje, mas ter péssimas perspectivas. O valor vitalício do cliente é um indicador que mede o lucro futuro que um cliente trará, devidamente descontado para refletir o valor do dinheiro no tempo. O valor vitalício foca a empresa na saúde a longo prazo — ênfase que a maioria dos acionistas e investidores deveria compartilhar. Embora o mercado normalmente recompense o ganho de curto prazo em detrimento do desempenho futuro, essa infeliz tendência irá mudar à medida que indicadores do cliente voltados ao futuro virem rotina em informes financeiros. Há, hoje, um movimento internacional para exigir de empresas a inclusão de ativos intangíveis em demonstrações financeiras. Com indicadores importantes, como métricas centradas no cliente, figurando cada vez mais nessas demonstrações, a cotação de ações começará a refleti-los. Analistas sagazes já fazem pressão para que empresas entendam seus índices de retenção de clientes e o valor do cliente e de ativos de marcas.

Terceiro, a empresa deve transferir o foco do brand equity (o valor de uma marca) para o customer equity (a soma dos valores vitalícios de seus clientes). O melhor é encarar o aumento do capital da marca como um meio para se chegar a um fim, que é aumentar o customer equity (veja “Gestão de marca centrada no cliente”, HBR Setembro 2004). Esse capital do cliente tem o benefício adicional de ser uma boa aproximação do valor da empresa, tornando o marketing mais relevante para o valor ao acionista.

Quarto, a empresa deve dar menos atenção à participação presente de mercado e mais à participação no capital do cliente (o valor da base de clientes da empresa dividido pelo valor total dos clientes no mercado). Enquanto a participação de mercado é um instantâneo da posição competitiva das vendas da empresa no momento, a participação no customer equity é uma medida da competitividade da empresa a longo prazo no que diz respeito à rentabilidade. Dada a crescente importância da informação ligada ao cliente, a empresa deve aprender a colher informações em vários planos: individual, segmento e global. Cada tipo de decisão estratégica exige níveis distintos de informação. Logo, a empresa normalmente precisa de várias fontes de informação para dar conta de suas necessidades.

No plano individual, o principal indicador é o valor vitalício do cliente; aqui, as atividades de marketing monitoradas mais atentamente são as de marketing direto; e a principal fonte de informação é o banco de dados de clientes mantido pela empresa. No nível do segmento, o principal indicador é o valor vitalício do segmento (o valor vitalício do cliente médio multiplicado pelo total de clientes no segmento); as atividades de marketing monitoradas mais atentamente são iniciativas de marketing dirigidas a segmentos específicos de clientes, às vezes usando mídia de nicho; e as principais fontes de informação são painéis de clientes e resultados de pesquisas.

No plano do mercado como um todo, o principal indicador é o customer equity, ou o capital do cliente; as atividades de marketing monitoradas mais atentamente são iniciativas de marketing de massa, em geral em veículos de comunicação de massa; e as principais fontes de informação são dados de vendas agregadas e resultados de pesquisas. É comum a empresa ter toda uma carteira de fontes de informação.

Fica patente que a empresa precisa de métricas para avaliar o progresso na obtenção e utilização de informações sobre clientes. A freqüência com que gerentes contribuem para arquivos de informações de clientes e acessam esses dados é um bom parâmetro geral, embora não diga muito sobre a qualidade da informação. Para sanar o problema, certas empresas criam uma espécie de mercado de novas informações — mercado no qual o valor de cada contribuição é avaliado pelos próprios funcionários.   Assim como qualquer outra transformação interna, converter uma organização focada em produtos em empresa totalmente centrada no cliente será difícil. O grupo de TI não vai querer soltar as rédeas do CRM; o pessoal de P&D vai brigar para manter a relativa autonomia; e, acima de tudo, executivos do marketing tradicional vão lutar com unhas e dentes por seu posto. Por ir contra interesses estabelecidos, essa transformação não vai ocorrer de forma orgânica — deve ser conduzida de cima para baixo. Mas, por mais desafiante que seja, a mudança é inevitável. Em breve, será a única forma competitiva de servir o cliente.

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Roland T. Rust (rrust@rhsmith.umd.edu) é Distinguished University Professor e titular da cátedra David Bruce Smith Chair in Marketing na Robert H. Smith School of Business (University of Maryland), nos EUA. Christine Moorman (moorman@duke.edu) é titular da cátedra T. Austin Finch Sr., Professor of Business Administration na Fuqua School of Business (Duke University), nos EUA. Gaurav Bhalla (gaurav.bhalla@knowledgekinetics.com) é presidente da consultoria americana Knowledge Kinetics.








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