Atraso na entrega é maior reclamação contra construtoras, diz Procon/SP; veja lista

17 05 2012

(Folha.com) – 17/05/12

O Procon divulgou o ranking das construtoras que mais tiveram reclamações neste ano.

Até o dia 10 de maio, o órgão recebeu 3.017 queixas, pedidos de orientação e esclarecimento de dúvidas sobre compra de imóveis. Segundo o Procon, o ranking é feito com base em reclamações que precisaram de mediação para resolver o problema.

A empresa com mais reclamações foi a Gafisa/Tenda, seguida por PDG e MRV.

A principal queixa foi sobre atraso na entrega de imóveis. “As reclamações sobre atrasos na entrega estão aumentando e preocupam. Tentamos negociar solução do problema junto às construtoras, mas se isso não for possível as empresas são autuadas pelo abuso”, diz o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.

VEJA AS EMPRESAS MAIS RECLAMADAS (Fonte: Procon-SP)

CONSTRUTORA
RECLAMAÇÕES
GAFISA/TENDA
131
PDG
57
MRV
46
NOVA DELHI INCORPORADORA
25
ATUA
21
CAPRI INCORPORADORA
12
CURY CONSTRUTORA
12
LIVING
11
BROOKFIELD
9
TRISUL
8

PRINCIPAIS QUEIXAS
- Não cumprimento do contrato/proposta
- Dúvidas sobre cobranças (taxas etc.)
- Cobrança de taxa indevida (elaboração de contrato, aferição de idoneidade etc.)
- Qualidade da construção (vícios, defeitos, vazamentos, impermeabilização etc.)
- Devolução de sinal, valores pagos (negocio não concretizado)

OUTRO LADO
As construtoras que lideraram o ranking disseram que estão fazendo investimentos para reduzir os problemas gerados aos clientes. Dizem ainda que as reclamações representam uma fração dos projetos vendidos e entregues em São Paulo.

A MRV disse que as 46 reclamações que recebeu representam apenas 0,0046% do total de clientes. A PDG sustenta que apenas uma parte dos projetos está atrasada e que vai entregar 31 mil unidades até o fim do ano.

A Brookfield e Trisul informaram que estão investindo no atendimento às demandas de clientes.

A Atua e a Living alegaram desconhecimento do conteúdo de todas as reclamações que embasaram o ranking elaborado pelo Procon-SP.

A assessoria da Cury Construtora e Incorporadora, joint-venture entre a Cyrela e a Cury Empreendimentos, disse que não iria se pronunciar sobre a lista.

Procuradas, Gafisa e Tenda ainda não se pronunciaram. Executivos das construtoras Nova Delhi e Capri não foram localizados.





Imóveis comerciais tiveram rendimento de 4,35% no primeiro trimestre

8 05 2012

(Buildings) – 08/05/12

Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, o IGMI-C registrou uma taxa anual de retorno de 17,38%.

A taxa de retorno total dos imóveis comerciais no primeiro trimestre deste ano foi 4,35%, em relação ao trimestre anterior, de acordo com os números do Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C), divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na composição do índice, a taxa de retorno de renda referente ao período foi 2,74% e a de capital atingiu 1,61%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, o IGMI-C registrou uma taxa anual de retorno de 17,38%. A de retorno de renda ficou em 11,51% e a de capital, em 5,41%. De acordo com a pesquisa da FGV, os resultados do primeiro trimestre de 2012 mostram estabilidade do retorno de renda e uma recuperação do retorno do capital, se comparados à desaceleração do crescimento observada nos primeiros três meses de 2011.

Calculado a partir de uma amostra com informações referentes a 301 imóveis, o IGMI-C é um índice trimestral de rentabilidade do mercado brasileiro de imóveis comerciais. O objetivo do indicador é retratar da forma mais abrangente a evolução da valorização dos preços e dos rendimentos desse segmento em todo o Brasil.

Todos os estados do país estão representados na pesquisa, mas com maior concentração em São Paulo (37%) e no Rio de Janeiro (26%).





O comportamento do setor de Real Estate no Brasil em 2012 – NIRE

7 05 2012

Nota da reunião de 15/03/2012 do Nucleo de Real Estate da USP: CM-Nota-150312-final





Sinal amarelo para as construtoras

7 05 2012

(Gazeta do Povo) 07/05/12

Freio na demanda e aumento dos custos apertam a margem de lucro das empresas. Tendência é de preços estáveis e menos lançamentos neste ano

Beneficiadas pelo crescimento excepcional do mercado imobiliário brasileiro nos últimos três anos, as grandes construtoras experimentam agora os efeitos da desaceleração da economia. O orçamento apertado e a margem de lucro menor dessas empresas refletem, além da diminuição da demanda e a mudança de perfil dos compradores, o aumento significativo dos custos com mão de obra e aquisição de terrenos.

Segundo dados do Sin­duscon-PR, o Custo Unitário Básico (CUB) da construção no Paraná, composto pela análise de preço de 29 itens, subiu 24,5% entre abril de 2009 e abril deste ano, passando de R$ 804,22 para R$ 1.001 por metro quadrado. No mesmo intervalo, a inflação medida pelo IPCA subiu 17,6%. O peso da mão de obra no CUB total cresceu, de 48,6% para 56,2% – seus custos, de R$ 390,71 por metro quadrado há três anos, chegaram a R$ 562,92.

As empresas de capital aberto que fizeram investimentos altos no Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, estão enfrentando problemas de fluxo de caixa por causa de questões burocráticas na liberação do dinheiro para os financiamentos, diz Lucas Dezordi, professor da Universidade Positivo e economista chefe da InvaCapital. “Ainda não é uma crise, mas, com as vendas caindo e os preços se estabilizando, temos um sinal amarelo se acendendo para as grandes construtoras, que vão precisar rever suas estratégias futuras e pisar no freio com relação a novos lançamentos”, afirma.

Apesar do cenário mais delicado, o consultor Flávio Ramalho Cone, do banco Banif, diz que não há razões para acreditar em crise. “As grandes incorporadoras de capital aberto continuam crescendo, porém num nível mais moderado”, diz Cone, que acompanha o desempenho das grandes construtoras que compõem o índice imobiliário (IMOB) da BM&F Bovespa.

O IMOB fechou em 864 pontos na última sexta-feira, 15% acima do nível do fim de 2011 (749 pontos). Ainda assim, está 11% abaixo da marca mais alta atingida em 2012, de 975 pontos, em 13 de março. No fim de 2010, o IMOB marcava 1.037 pontos, refletindo a percepção mais positiva que o mercado tinha do setor na época.

Segundo ele, nenhum setor da economia consegue manter um crescimento médio prolongado de 30%, como vinha sendo registrado. Os imóveis atingiram um preço razoavelmente alto e uma boa parte da demanda já foi preenchida pelo mercado. Com isso, se até 2010 as pessoas compravam com mais rapidez, os atuais compradores estão menos entusiasmados e mais sensíveis ao preço, explica.

Preço dos imóveis
A desaceleração do mercado imobiliário, no entanto, não deve provocar redução significativa nos preços dos imóveis. Segundo o analista do Banif, a tendência é de que haja uma estabilização dos preços, que passam a acompanhar o movimento da inflação a partir deste ano.

Resultados
Enquanto Cyrela, Eztec e Even conseguiram obter bons resultados, PDG e Gafisa divulgaram balanços abaixo do esperado. “Quem conseguiu aumentar os lucros e gerar caixa foi beneficiado. Não adiantou vender ações na bolsa em quantidade, foi preciso vender com rentabilidade satisfatória”, afirma Cone.

Companhias locais e de capital fechado mantêm otimismo
Na contramão do cenário de desaquecimento do mercado imobiliário, construtoras locais e de capital fechado comemoram os novos lançamentos e o aumento do volume de vendas. Em comum, essas empresas têm estratégias e nichos de atuação bem definidos, como é o caso da Plaenge e da Invespark, ambas paranaenses.

Segundo Fábio Tadeu Araújo, consultor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, a Plaenge é uma das empresas que mais reforçou sua marca nos últimos anos. “A construtora não vende um Poème [empreendimento lançado recentemente], ela vende um Plaenge. A empresa conseguiu atrelar sua marca a um padrão de qualidade já reconhecido pelos compradores”, ilustra.

Araújo destaca também que a construtora de Londrina, no Norte do Paraná, ganhou força porque adotou um modelo de expansão por regiões, nas cidades onde atua, fato que ajudou a fortalecer ainda mais a marca.

Segundo o diretor regional da Plaenge, Fernando Fabian, a empresa tem conseguido realizar seus projetos de expansão e consolidação com capital próprio. Além de Londrina, Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Cuiabá, Campo Grande (MS), Dourados (MS) e Joinville (SC), a Plaenge está presente no Sul do Chile desde 2009. Voltada ao segmento “premium” e à classe B, a empresa fechou 2011 com faturamento de R$ 912 milhões.

Localização
Com foco nos empreendimentos compactos e comerciais, a Invespark apostou na localização como diferencial em um mercado bastante concorrido. “A seleção criteriosa dos terrenos é o nosso maior seguro para passar por períodos mais seletivos do mercado”, ressalta Eduardo Quiza, diretor de incorporações da Invespark.

Segundo ele, a localização e a proximidade de locais com boa oferta de serviços é o item que mais pesa na decisão do comprador, sobretudo nos nichos em que a empresa atua. “Mas até mesmo a atuação por segmentos tende a ser limitada com o passar do tempo”, ressalta Quiza, enfatizando a necessidade de buscar opções para oferecer ao mercado.

Em 2011 a empresa entregou mais de 700 unidades – mais que o dobro do número do ano anterior (300) – e lançou cerca de 1.180. “Para este ano projetamos um crescimento de 10% em relação ao ano passado”, afirmou.





Um símbolo do boom imobiliário brasileiro

5 04 2012

(The Wall Street Journal) – 04/04/12

Eis um provável candidato para ser o símbolo oficial da década de boom de investimentos no Brasil: o prédio de escritórios semiacabado Malzoni, uma imponente estrutura em forma de mesa na elegante Avenida Faria Lima, na zona sul de São Paulo.

Construído no último lote da Faria Lima aprovado para uma torre de escritórios, o edifício de 73.000 metros quadrados é a cereja do bolo de uma década em que o índice acionário iBovespa quintuplicou e São Paulo ganhou espaço como um dos principais centros financeiros do mundo.

Alguns de seus andares estão entre os maiores da América Latina em prédios de escritórios. Quando foi vendido em 2008, o lote estava entre os mais caros da história da cidade.

Além disso, o edifício revestido de vidro negro espelhado já está totalmente alugado a preços recordes, até R$ 200 por metro quadrado. Isso o coloca em pé de igualdade com os aluguéis dos edifícios de escritórios mais nobres do centro de Nova York. “Todo mundo dizia que estávamos loucos, mas seu valor continua subindo”, diz Paulo Malzoni Filho, um executivo do Grupo Malzoni, empresa de controle familiar do setor imobiliário e construtora de shopping centers, que é a sócia majoritária do edifício.

O sucesso do Malzoni é um sinal de que os edifícios de alta qualidade no mercado imobiliário comercial de São Paulo continuam atraindo interesse, apesar da desaceleração da economia brasileira no ano passado. Também é um bom indicador para as incorporadoras especializadas em edifícios comerciais da cidade, que planejam entregar cerca de 500.000 metros quadrados em novas construções em 2013, segundo a firma americana de serviços imobiliários CBRE Group Inc.

A disposição dos inquilinos para pagar aluguéis tão altos ilustra a escassez de espaços de escritório de alta qualidade em um país que atrai uma enxurrada de investimentos estrangeiros diretos. Entre os futuros ocupantes da torre Malzoni está o banco de investimento BTG Pactual, que comprou cinco andares. Entre os inquilinos estão o Banco da China, uma marca do novo status daquele país como maior parceiro comercial do Brasil; e a Google, uma das grandes empresas americanas que buscam tirar proveito do crescimento do país.

O edifício Malzoni oferece alguns luxos, como estacionamento com manobristas, que aguardam numa elegante área de recepção revestida de mármore preto e branco, digna de um resort. Um restaurante Fasano

vai abrir suas portas num jardim do edifício. Os clientes poderão fazer negócios em salas de jantar privadas ou comendo ao ar livre, ao lado de um espelho d’água.

Em uma cidade com uma das maiores frotas de helicóptero do mundo, qualquer edifício que se preze tem um heliponto. Mas o Malzoni vai além, e pretende, assim que conseguir um alvará, oferecer um estacionamento de helicópteros no teto do edifício, o primeiro de São Paulo.

Oficialmente batizado de Pátio Victor Malzoni, uma homenagem ao falecido patriarca da família, o prédio parece uma mesa gigante: duas torres de 19 andares, unidas por uma seção de 11 andares suspensa no ar por uma base de concreto e metal com seis metros de espessura.

A inusitada construção teve de se enquadrar nos códigos ambientais e de construção que costumam atrasar obras no Brasil e que, portanto, podem limitar a oferta de novos edifícios de escritórios. A firma paulista Botti Rubin Arquitetos Associados projetou o edifício para cobrir as ruínas de uma casa bandeirista autêntica do século XVIII, que as autoridades consideram como um patrimônio histórico.

A casa de pioneiros foi reconstruída como parte do acordo, e suas paredes caiadas e telhado vermelho oferecem um contraste histórico para a gigantesca estrutura construída sobre ela.

As obras do edifício de escritórios devem ser concluídas em poucas semanas e ele passará a ser equipado ao gosto dos inquilinos.

Isso inclui a instalação de filtros de ar condicionado especiais resistentes ao pelo de cachorro, para que os funcionários da Google possam trazer seus animais de estimação para o trabalho. Também haverá uma parede para praticantes de escalada e uma árvore para escalada no interior do prédio, para manter a criatividade dos empregados da Google fluindo.

A Google não quis comentar. Paulo Malzoni, um magnata do setor de shopping centers, esteve de olho no terreno do edifício durante mais de uma década e pensou em comprá-lo no passado, mas recusou-se a pagar os R$ 100 milhões que os proprietários queriam.

Mas sua empresa acabou pagando muito mais por ele. Um empreendimento conjunto entre a firma de Malzoni e a unidade brasileira da canadense Brookfield Asset Management comprou o terreno por R$ 200 milhões, mais a promessa de dar quase um terço do edifício acabado para os vendedores. Em 2010, o grupo Malzoni comprou a participação da Brookfield, pagando R$ 17.655 por metro quadrado, ou um total de R$ 600,6 milhões.





PDG Realty tem prejuízo líquido de R$ 20,3 milhões no quarto trimestre

4 04 2012

(Valor Econômico) – 04/04/12

Balanço não auditado da PDG Realty divulgado na noite desta terça-feira mostra que a empresa passou de um lucro líquido de R$ 202,8 milhões no quarto trimestre de 2010 para um prejuízo líquido de R$ 20,3 milhões no quarto trimestre de 2011. O resultado anual mostra que o lucro liquido (ajustado pelas despesas referentes ao plano de opção de compra de ações e a apropriação da amortização do ágio) caiu 11%, de R$ 875 milhões em 2010 para R$ 783 milhões em 2011.

A receita líquida sofreu queda de 3%, passando de R$ 1,81 bilhão no último trimestre de 2010 para R$ 1,75 bilhão no mesmo período de 2011. No consolidado anual, a receita líquida teve uma elevação de 18%, passando de R$ 5,80 bilhões em 2010 para R$ 6,82 bilhões em 2011.

O lucro bruto no quarto trimestre de 2011 ficou em R$ 325,3 milhões, uma retração de 36% ante os R$ 511,3 milhões do mesmo período de 2010. Na comparação anual verificou-se um incremento de 3,2% no lucro bruto, passando de R$ 1,76 bilhão em 2010 para R$ 1,79 bilhão em 2011.

As despesas operacionais apontadas no balanço da PDG Realty no quarto trimestre de 2011 atingiram R$ 243,2 milhões. A dívida líquida no período (sem securitização) foi de R$ 3,46 bilhões e com securitização, R$ 4,93 bilhões.

O balanço apontou ainda que a PDG Realty alcançou o guidance de lançamentos para o ano de 2011, que estava entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões, com lançamentos de R$ 9,01 bilhões no ano, em expansão de 29% ante 2010. Em número de unidades, o crescimento foi de 61% de 2010 para 2011, passando a 32,4 mil unidades entregues.





Gafisa tem prejuízo de R$ 1,093 bilhão em 2011

2 04 2012

(Valor Econômico) – 02/04/12

A Gafisa registrou prejuízo líquido de R$ 1,093 bilhão em 2011, ante lucro líquido de R$ 416 milhões registrados no ano anterior. A receita líquida da companhia caiu 25% no ano passado, para R$ 2,789 bilhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativa em R$ 489,5 milhões em 2011, ante os R$ 747,5 milhões positivos do exercício anterior. O prejuízo financeiro líquido da Gafisa cresceu 95%, para R$ 159,903 milhões.

Os dados, divulgados neste domingo, são preliminares, não foram auditados e não informam os dados referentes ao quarto trimestre de 2011. Segundo a companhia, sua auditoria, a Ernst & Young, vai demandar tempo adicional para completar os trabalhos. As demonstrações financeiras completas e o parecer da auditoria serão divulgados no dia 9 de abril, após o fechamento do mercado. Ainda estão sob revisão e análise uma possível realocação de custos e os montantes de impostos diferidos.

Os resultados de 2011 foram impactados por ajustes de R$ 889,532 milhões ocorridos no quarto trimestre, que levaram à reversão total de receita de R$ 1,2 bilhão. A Tenda respondeu por 69% dos ajustes e Gafisa, por 31%. Metade dos ajustes se referem a revisão de orçamentos de projetos. Os demais 50% decorrem de fatores resultantes da mudança de estratégia da companhia, como distratos de unidades da Tenda e reavaliação de terrenos de Gafisa e Tenda que não são mais considerados estratégicos.

Previsão de lançamentos
A Gafisa também divulgou previsão de lançamentos imobiliários de R$ 2,7 bilhões a R$ 3,3 bilhões em 2012. O ponto médio, de R$ 3 bilhões, é 14% menor que os R$ 3,5 bilhões lançados pela companhia no ano passado. Do total de lançamentos previstos, 50% são da marca Gafisa, 40% de Alphaville e 10% de Tenda. No primeiro trimestre, os lançamentos somaram R$ 450 milhões.

A previsão de entrega para 2012 é de 22 mil a 26 mil unidades – 50% de Tenda, 30% de Gafisa e 20% de Alphaville. A companhia prevê repassar de dez mil a 14 mil clientes para instituições financeiras em 2012.

A Gafisa projeta fluxo de caixa operacional positivo de R$ 500 milhões a R$ 700 milhões em 2012, começando no segundo trimestre, segundo o presidente da companhia, Duilio Calciolari.





BR Properties incorpora One

30 03 2012

(Valor Econômico) – 29/03/12

A incorporação da One Properties – antiga WTorre Properties – pela BR Properties foi aprovada em assembleia de acionistas da companhia ontem. Essa foi a última etapa da operação, anunciada em setembro, que torna o BTG Pactual o maior acionista da empresa resultante, com 28,8% das ações. Com a nova configuração, o portfólio de ativos da BR Properties dobra, passando a R$ 10,1 bilhões.

O pagamento pelos ativos da One foi feito por meio de ações da BR Properties. Os acionistas da então WTorre Properties, controlada pelo BTG, ficarão com 41,9% da nova companhia. Já os antigos acionistas da BR Properties, cujo capital é bastante pulverizado, terão os outros 58,1%.

O conselho de administração será dividido. Os antigos acionistas da BR Properties terão três assentos, que serão ocupados pelo diretor-presidente, Claudio Bruni, por Antônio Bonchristiano, da GP Investimentos, e por José Flávio Ramos, do Safra – ambos investidores de longa data da companhia. As três cadeiras destinadas aos sócios da One serão ocupadas pelo alto escalão do BTG, incluindo o presidente, André Esteves. Haverá ainda um membro independente.





Caetano Veloso vai à Justiça contra construtora que quer batizar condomínio de “Tropicália”

29 02 2012

(UOL) – 29/02/2012

Após tentativas frustradas de negociação amigável com a empresa Odebrecht, o cantor Caetano Veloso vai recorrer à Justiça com o intuito de impedir que a construtora utilize o termo “Tropicália” para dar nome a um condomínio de luxo em Patamares, no litoral de Salvador, na Bahia. Segundo a advogada do artista, Simone Kamenetz, uma ação com pedido de tutela antecipada será protocolada até a próxima semana.

Além de Caetano, outros artistas que participaram do movimento cultural surgido no fim da década de 60 – que valorizava a experiência estética como um instrumento social revolucionário–, tais como os cantores Gilberto Gil e Tom Zé, que já apoiaram publicamente a revolta de Caetano, devem fortalecer a movimentação judicial contra os planos da empreiteira.

De acordo com a Odebrecht Realizações Imobiliárias, o objetivo da empresa é o de “referendar um importante movimento artístico, de grande representatividade na Bahia e no Brasil”. Porém, Kamenetz afirma que a “homenagem” proposta pela Odebrecht é uma violação dos direitos de propriedade intelectual (referindo-se a Caetano Veloso), e argumenta que o objetivo do cantor não é o de cobrar retorno financeiro. “Ele não vai licenciar de jeito algum e não quer receber dinheiro da Odebrecht, que já sinalizou querer se apropriar na marra”, disse.

Segundo a advogada, o artista baiano não quer ver em hipótese alguma a sua obra associada a um empreendimento imobiliário –atividade que está em plena expansão na capital baiana e já foi constantemente criticada pelo próprio Caetano Veloso. O artista compreende que a construção desregrada de grandes imóveis está “desfigurando” a orla de Salvador.

“Salvador tem sido assaltada com esses empreendimentos gigantescos. A postura do Caetano é muito clara: não usem a minha obra. Ele nunca comercializou a sua obra para ganhar dinheiro com propaganda. Você nunca viu nenhuma música do Caetano associada a refrigerantes ou detergentes, por exemplo. A Odebrecht fala em homenageá-lo, mas a verdade é que os homenageados não querem essa homenagem. Há muitas outras pessoas por aí que ficariam felizes com essa homenagem. Não é o caso do Caetano”, explicou.

Kamenetz argumenta que a questão não se resume apenas ao batismo do novo condomínio de luxo – que se chamaria “Tropicália”. “Na verdade, os edifícios internos também receberiam nomes inspirados na obra do Caetano”, disse.

“Um dos prédios se chamaria ‘Alegria’ [em referência ao clássico 'Alegria Alegria', considerado o marco inicial do movimento tropicalista, em 1967]. Outro se chamaria ‘Divino, Maravilhoso’ [alusão a um dos grandes sucessos da dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil]. Já há outdoors em Salvador que utilizam expressões como ‘Onde o divino encontra o maravilhoso’. Os princípios do Caetano estão sendo violados”, completou.

Outro lado
Em nota, a Odebrecht afirmou ao UOL que “foram feitas as devidas consultas prévias ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão competente, e ficou constatado que não há impedimento para o uso do nome ‘Tropicália’ em um empreendimento imobiliário”.

No entanto, segundo a advogada de Caetano Veloso, Simone Kamenetz, o argumento da Odebrecht em relação à consulta no INPI é “fraco”, já que há clara intenção de se apropriar do ideário de um movimento artístico cuja expressão icônica se dá na imagem e na obra de músicos como Caetano, Gilberto Gil e Tom zé.

“Além da música, Caetano é um formador de opinião, que frequentemente expressa suas convições políticas e ideológicas. Eles querem se aproveitar disso”, afirmou a advogada.

A empreiteira destacou ainda que o termo “Tropicália” é ou já foi utilizado como nome de “vários produtos, serviços e estabelecimentos no país”. De acordo com a assessoria da construtora baiana, a empresa “não utilizou, tampouco sugeriu nem autorizou o uso dos nomes dos integrantes do movimento para promover o empreendimento”.

Outros artistas
A reportagem do UOL tentou entrar em contato com Gilberto Gil, porém o cantor estava gravando em seu estúdio no Rio de Janeiro. Foram enviadas perguntas para a assessoria de imprensa do artista, que deverá se pronunciar em breve sobre o caso.

Já o cantor Tom Zé, um dos ícones do movimento tropicalista, expôs as suas opiniões sobre o assunto por meio de uma carta formal enviada à diretoria da Odebrecht.

“Portanto, manifesto-me aqui, como membro do movimento tropicalista e artista da música brasileira, para requerer aos senhores que cessem o uso indevido dos nomes das obras artísticas que foram e são referência no cenário artístico nacional e internacional, posto que tal uso, além de não autorizado, vai contra toda a filosofia desse movimento, cujos participantes jamais autorizariam vincular sua obra a um empreendimento imobiliário desse porte”, escreveu.





Incorporadora dos EUA chega ao Brasil com R$ 1 bi para investir

28 02 2012

(Veja) 28/02/2012

Related Brasil terá time brasileiro e irá concorrer com Cyrela e PDG Realty

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com o plano de investir 1 bilhão de dólares em três anos, a incorporadora Related Brasil anunciou sua chegada ao país com uma meta ambiciosa: estar entre as maiores empresas do setor neste mesmo prazo. Criada a partir das incorporadoras norte-americanas The Related Group e Related Companies, a nova empresa começa a dar os passos iniciais em território brasileiro com a estimativa de destinar 120 milhões de dólares aos primeiros projetos, que devem ser lançados em cerca de três meses.

“A intenção é estar entre as maiores empresas (incorporadoras) em três anos”, disse o presidente-executivo da Related Brasil, Daniel Citron, que foi presidente no Brasil da gestora de investimentos imobiliários de alto padrão Tishman Speyer. Entre as maiores construtoras e incorporadoras do país estão a PDG Realty e Cyrela Brazil Realty.

Segundo Citron, o aporte de 1 bilhão de dólares – formado por recursos próprios e de terceiros- deve se converter em Valor Geral de Vendas (VGV) entre três e quatro vezes maior até 2014. Este ano, a empresa deve ter de três a quatro projetos no país. “De todas as possibilidades que olhamos, o país com maior potencial de crescimento nas próximas duas ou três décadas é o Brasil”, afirmou o cubano Jorge Pérez, um dos sócios da Related Brasil.

O Related Group, fundado em Miami por Pérez, e a Related Companies, criada por Stephen Ross em Nova York, estão entre as maiores incorporadoras dos EUA, com portfólio combinado de cerca de 20 bilhões de dólares. Ross também é sócio da Related Brasil. “Vemos (no Brasil) muitas das características encontradas nos Estados Unidos anos atrás”, acrescentou. Para atingir a meta de alcançar o topo do setor, a Related considera parcerias e até mesmo aquisições.

Com posicionamento nos padrões de renda médio e alto, a nova empresa ainda não formou um banco de terrenos e está negociando áreas para empreendimentos nos segmentos residencial, comercial (venda e locação), hoteleiro e projetos de desenvolvimento urbano.

Time brasileiro – Os sócios da Related Brasil se apoiam no argumento dela ser a única incorporadora de origem totalmente norte-americana a investir no país por meio da criação de uma empresa nacional. Com escritório sediado na região da avenida Faria Lima, em São Paulo, Citron está cuidando atualmente de compor a diretoria da companhia, que será composta por brasileiros. “Não queremos saber mais que os brasileiros… vamos trazer conhecimento. Estamos falando com empresas aqui, queremos firmar parcerias e ser uma empresa brasileira, não apenas ter um ou dois projetos”, disse Pérez.

Ele acrescentou que o grupo vem negociando parcerias em projetos com “grandes empresas” no Brasil, principalmente parcerias regionais. A Related também recorrerá a parceiros por não ter construtora própria. Embora não descarte operar em cidades carentes de terrenos como São Paulo e Rio de Janeiro, o comando da companhia está de olho na região Nordeste. “É mais fácil entrar onde os preços não subiram tanto, onde existe mais área disponível… o Nordeste oferece mais possibilidades”, disse Citron.

Inicialmente, a Related Brasil deve ter participação pequena nas operações do grupo norte-americano, mas a fatia tende a aumentar gradualmente e se tornar parte relevante, segundo Pérez. Embora a companhia tenha projetos isolados em outros países da América Latina, como México, Colômbia e Uruguai, o executivo ressaltou que o Brasil será “foco de atenção” do grupo agora.

‘Bolha’ de preços – Sob a sombra da possibilidade de formação de uma bolha imobiliária no Brasil, Pérez disse estar sempre preocupado, sobretudo se considerados os preços em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, quando comparados a Miami, por exemplo.”A preocupação é se os preços estão altos porque a demanda é alta e se a demanda cair eles vão cair também”, afirmou, ponderando que o Brasil tem a seu favor o aumento de renda da população e a migração de classes.

“Diferentemente dos EUA e da Europa, a classe com maior poder de compra está crescendo de forma muito mais forte, suportando o mercado”, assinalou.








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