Por que o mercado da construção civil investe bilhões nas startups e deixam as grandes construtoras de fora?


(StartSe – Victor Hugo Bin) 27/02/2019

Queda nas obras públicas, impacto da Lava Jato, queda do mercado imobiliário? Startups mostram que o motivo do baixo investimento na verdade é outro…

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O setor da construção civil sofreu várias quedas consecutivas nos últimos anos, perdendo mercado, investimento e profissionais. Por outro lado, superando todas as expectativas, as construtechs (startups do setor de construção) bateu 1,05 bilhão em faturamento no mundo inteiro.

O setor passa por dificuldades não é de hoje. A grande questão é que a solução que poderá “salvá-la” está bem diante de empresas e profissionais do setor – o problema é que muitos não querem usá-la.

Gráfico-Construtech

No final da lista da MçKinsey, como um dos setores menos tecnologicamente atualizados, está o da Construção. Perdendo apenas para a Agricultura.
O setor no Brasil, desde 2014, apresentou 27 quedas consecutivas. Tudo isso sustentado basicamente por 3 fatores:

Queda do número de obras públicas;
Impacto da Operação Lava Jato e escândalos com as construtoras; e
Pela queda na compra de imóveis no país por causa da crise.

Outro fator que não é macro como as questões acima, mas impacta diretamente o setor no Brasil são os preços altos dos materiais usados na construção.
Um exemplo aconteceu no final do ano passado, no Amapá. O aumento de quase 120 por cento no valor do cimento, areia e seixo, causando paralisação e atraso nas obras, segundo o G1.
“Para nós da construção civil é um problema muito sério. Já estamos numa crise de desemprego muito forte, com poucas obras, e isso vai impactar bastante no custo de obra, como também na restrição. Fim de ano é o momento que a pessoa se prepara para fazer reformas, mas com valores altos, acaba desistindo. A pessoa que estava pensando em fazer uma obra vai deixar de fazer por causa do valor muito alto”, segundo Glauco Cei, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amapá (Sinduscon).
O número de trabalhadores na construção civil caiu 12,9 por cento. E previsões apontam que esse número pode subir para 25 por cento nos próximos anos. Um dos motivos são profissionais menos treinados e com dificuldade em usar as tecnologias já existentes para tentar mudar o cenário do setor.
O encolhimento do mercado causa um efeito desagradável para investidores da área: ao mesmo tempo em que ele (o mercado) diminui; os custos por profissional e materiais de construção aumentam para tentar fechar a conta no final.
É justamente neste cenário que as construtechs estão despontando. Conseguindo usar tecnologia nas linhas de produção, materiais baratos e reutilizáveis e entregar projetos em prazos mais curtos. Resolvendo alguns dos principais obstáculos do setor no país:

Baixa Produtividade;

Baixa Previsibilidade;

Margens Baixas;

Falta de Investimento em Inovação;

Pouco Retorno de Lucro para a Indústria;

Desperdícios;

Entre outros.

O resultado foi ótimo para indústria, e excelente para as construtechs. Em 2018 elas quebraram recordes em investimentos, com mais de 1,05 bilhão de dólares enquanto no Brasil a indústria encolheu…
350 delas estão no Brasil, segundo a Construtech Ventures, a maioria criada depois do início da crise em 2014.

Construtech-Ventures
Victor Hugo Bin27 de fev de 2019 às 10:57
O setor da construção civil sofreu várias quedas consecutivas nos últimos anos, perdendo mercado, investimento e profissionais. Por outro lado, superando todas as expectativas, as construtechs (startups do setor de construção) bateu 1,05 bilhão em faturamento no mundo inteiro.

O setor passa por dificuldades não é de hoje. A grande questão é que a solução que poderá “salvá-la” está bem diante de empresas e profissionais do setor – o problema é que muitos não querem usá-la.

No final da lista da MçKinsey, como um dos setores menos tecnologicamente atualizados, está o da Construção. Perdendo apenas para a Agricultura.
O setor no Brasil, desde 2014, apresentou 27 quedas consecutivas. Tudo isso sustentado basicamente por 3 fatores:

Queda do número de obras públicas;
Impacto da Operação Lava Jato e escândalos com as construtoras; e
Pela queda na compra de imóveis no país por causa da crise.

Outro fator que não é macro como as questões acima, mas impacta diretamente o setor no Brasil são os preços altos dos materiais usados na construção.
Um exemplo aconteceu no final do ano passado, no Amapá. O aumento de quase 120 por cento no valor do cimento, areia e seixo, causando paralisação e atraso nas obras, segundo o G1.
“Para nós da construção civil é um problema muito sério. Já estamos numa crise de desemprego muito forte, com poucas obras, e isso vai impactar bastante no custo de obra, como também na restrição. Fim de ano é o momento que a pessoa se prepara para fazer reformas, mas com valores altos, acaba desistindo. A pessoa que estava pensando em fazer uma obra vai deixar de fazer por causa do valor muito alto”, segundo Glauco Cei, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amapá (Sinduscon).
O número de trabalhadores na construção civil caiu 12,9 por cento. E previsões apontam que esse número pode subir para 25 por cento nos próximos anos. Um dos motivos são profissionais menos treinados e com dificuldade em usar as tecnologias já existentes para tentar mudar o cenário do setor.
O encolhimento do mercado causa um efeito desagradável para investidores da área: ao mesmo tempo em que ele (o mercado) diminui; os custos por profissional e materiais de construção aumentam para tentar fechar a conta no final.
É justamente neste cenário que as construtechs estão despontando. Conseguindo usar tecnologia nas linhas de produção, materiais baratos e reutilizáveis e entregar projetos em prazos mais curtos. Resolvendo alguns dos principais obstáculos do setor no país:

Baixa Produtividade;
Baixa Previsibilidade;
Margens Baixas;
Falta de Investimento em Inovação;
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Pouco Retorno de Lucro para a Indústria;
Desperdícios;
Entre outros.

 

O resultado foi ótimo para indústria, e excelente para as construtechs. Em 2018 elas quebraram recordes em investimentos, com mais de 1,05 bilhão de dólares enquanto no Brasil a indústria encolheu…
350 delas estão no Brasil, segundo a Construtech Ventures, a maioria criada depois do início da crise em 2014.

Empresas como Quinto Andar, Eu Contrato, Fixer e muitas outras crescem anualmente por oferecer soluções mais rápidas e confortáveis para clientes e empresas.

Como elas estão usando tecnologias como drones, impressoras 3D, construção modular e robótica?
O que as construtoras tradicionais podem aprender com elas para economizar até 1,2 trilhão de dólares em fases de projeto e até 500 bilhões na fase de operações de custos para projetos não residenciais?
E ainda aproveitar a retomada do crescimento econômico que fará o mercado de imóveis crescer até 10 por cento, com mais lucro e menos desperdícios para o setor?

Este prédio, por exemplo, foi construído em menos de 24 horas com uso de materiais reutilizáveis, recicláveis, compostáveis e foram feitos com o uso da construção modular.

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Esta notícia não é de autoria do Blog Mercado Imobiliário. Os créditos e responsabilidades sobre a matéria acima pertencem ao veículo original, conforme endereço disponibilizado no link: https://www.startse.com/noticia/mercado/61615/por-que-o-mercado-da-construcao-civil-investe-bilhoes-nas-startups-e-deixam-as-grandes-construtoras-de-fora-construtech-0319

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