Itaú vai adotar modelo híbrido na volta ao trabalho, diz presidente do banco


(O Globo) – 03/08/21

O Itaú começa a testar neste mês de agosto um modelo híbrido para a volta ao trabalho presencial de seus funcionários. Segundo o presidente do banco, Milton Maluhy, serão feitos testes para definir como será esse modelo, que não será único para todos os departamentos da instituição.

Nas agências, o banco já tinha adotado o revezamento de 50% da equipe a cada semana. O modelo híbrido deve combinar atividades presenciais com trabalho a distância.

— Vamos iniciar um piloto, que deve ter de mil a dois mil funcionários, este mês. O grupo será formado por voluntários e, como estes, vamos chegar a um novo modelo híbrido — afirmou Maluhy durante apresentação de resultados do banco referentes ao segundo trimestre do ano.

O Itaú lucrou R$ 7,5 bilhões no segundo trimestre do ano, crescimento de 120% em relaçaõ ao mesmo período de 2020.

Segundo Maluhy, o Itaú ainda não decidiu se vai exigir que todos os funcionários que voltem a trabalhar presencialmente tenham tomado a vacina ciontra a Covid-19.

Isso, porque nos grupos mais jovens a vacina ainda não começou a ser aplicada.

— Temos um grupo, inclusive com médicos, para conversar sobre esse tema —afirmou.

Maluhy afirma que o banco acredita mais nos protocolos de segurança, que foram adotados desde o início da pandemia, e vem funcionando bem.

Maluhy disse que será analisado todo o aprendizado trazido pelo trabalho em home office e que o modelo híbrido a ser adotado vai depender de cada área do banco.

Em dezembro de 2020, o Itaú tinham mais de 96 mil funcionários em seu quadro.

Reforma tributária

O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, disse que a reforma tributária vai na direção certa, mas que é preciso pensar em modelos de transição para alguns pontos da reforma tributária, porque eles têm efeitos relevantes no curto prazo.

Maluhy afirmou que a carga tributária sobre o sistema financeiro é de quase 50%, entre pagamento de Imposto de Renda e CSLL. Mas, existe uma ‘assimetria’ entre as diferentes empresa em relação ao pagamento de CSLL.

— São empresas que têm atividades muito semelhantes, então existe a oportunidade de corrigir eventuais assimetrias. O ideal seria uma revisão completa da CSLL do setor — afirmou.

Entre esses pontos da reforma tributária que deveriam passar por uma transição o fim da dedução de juros sobre capital próprio (JCP) e a redução na alíquota de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica.

Apesar de serem medidas positivas no longo prazo, elas têm impacto negativo no cuto prazo. Se essas mudanças forem aprovadas, os bancos devem fazer uma reavaliação dos seus créditos tributários (o chamado impearment), disse Maluhy.

— Isso vai gera um impacto nos ativos. A estimativa é que essa revisão teria um impacto negativo no sistema financeiro de R$ 50 bilhões na oferta de crédito. Considerando que os bancos trabalham com alavancagem de até 10 vezes, a redução na oferta de empréstimos poderia chegar a R$ 500 bilhões — disse.

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