Casa pequena e sustentável

7 05 2012

(Gazeta do Povo) – 06/05/12

Até o dia 24 de maio, na fren­­te da loja Tok Stok, es­­tará em exposição a Co­­coon, uma “casa-conceito” desenvolvida pela empresa Tecverde. A ideia da casa é oferecer soluções de moradia sustentável em 18 metros quadrados. Para ser funcional, o pequeno espaço aproveita cada metro quadrado possível. Com as medidas de 3 metros de altura, 6 de comprimento e 3 de largura, a Cocoon oferece sala, cozinha, quarto, escritório, lavanderia e banheiro.

A casa também possui sistema de automação de câmeras, sistema de segurança e iluminação por celular; isolamento térmico e acústico integral, iluminação LED e painéis solares para aquecimento de água. Na unidade conceito ainda pode ser instalado um sistema de reaproveitamento de água da chuva e tratamento de esgoto local (quando não há conexão com a rede). Outro diferencial é o teto verde, que utiliza matéria prima renovável e proporciona maior conforto térmico e acústico.

Expor a casa tem como objetivo coletar a opinião e aceitação do público para o projeto, com a finalidade de torná-lo um produto à venda em 2013. “Queremos colocar o Cocoon a venda pela internet, com opções de personalização e entrega em 15 dias”, explica Caio Bonatto, diretor da empresa.

O Cocoon é um projeto desenvolvido com a coordenação do arquiteto Pedro Moreira e possui 18 metros quadrados bem aproveitados. A Cocoon foi inspirada no conceito europeu de viver small footprint living, ou seja, com “pequena pegada de carbono“. “Uti­­lizamos materiais sustentáveis e o máximo de aproveitamento de espaço, mas procuramos nos diferenciar dos containers usados no exterior. As dimensões são maiores que as de um container, além do material“, explica.

O projeto também vela em conta as correntes das arquiteturas navais e japonesas, que são especializadas em aproveitar pequenos espaços. “Há situações em que basta um pequeno espaço com todas as fun­­ções que a pessoa precisa – quarto, cozinha, lavanderia, banheiro, sala de jantar e estar. Conseguimos colocar tudo isso em 18 metros quadrados”, diz Bonatto.





American Institute of Architects apresenta os 28 projetos vencedores de seu prêmio de honra

11 01 2012

(Ana Paula Rocha, Piniweb) 10/01/2012

Gehry Partners LLP ganha a principal categoria da premiação. Conheça os demais escolhidos em arquitetura, interiores e design urbano

O American Institute of Architects (AIA) divulgou no dia 9 de janeiro os vencedores do 2012 Twenty-Five Year e Honor Awards. O primeiro prêmio elege edifícios de 25 a 35 anos, que resistem ao tempo mantendo o funcionamento de seu programa original e de seus aspectos criativos. Já a premiação de honra seleciona obras que exemplificam a excelência na arquitetura, arquitetura de interiores e design urbano. Ao todo, mais de 700 projetos foram analisados. A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada na convenção anual do AIA, que acontece em Washington, nos Estados Unidos. Confira os escolhidos:

Prêmio Projeto de 25 Anos

“Gehry Residence”, de Gehry Partners LLP, em Santa Monica, Califórnia (EUA)

Prêmio de Honra em Arquitetura

“8 House”, de Bjarke Ingels Group (BIG), em Copenhague (Dinamarca)

“41 Cooper Square”, de Morphosis Architects, em Nova Iorque (EUA)

“The Gates and Hillman Centers for Computer Science”, de Mack Scogin Merrill Elam Architects, em Pittsburgo, Pensilvânia (EUA)

“Ghost Architectural Laboratory”, de Mackay-Lyons Sweetapple Architects, em Upper Kingsburg, Nova Escócia (Canadá)

“LumenHAUS”, de Virginia Tech Solar Team

“Pittman Dowell Residence”, de Michael Maltzan Architecture, em La Crescenta, Califórnia (EUA)

“Poetry Foundation”, de John Ronan Architects, em Chicago (EUA)

“Ruth Lilly Visitors Pavilion”, de Marlon Blackwell Architect, em Indianápolis (EUA)

“The Standard New York”, de Ennead Architects, em Nova Iorque (EUA)

Prêmio de Honra para Arquitetura de Interiores

“ARTifacts”, de Randy Brown Architects, em Omaha, Nebraska (EUA)

“Children’s Institute”, de Koning Eizenberg Architecture, em Los Angeles (EUA)

“David Rubenstein Atrium at Lincoln Center”, de Tod Williams Billie Tsien Architects, em Nova Iorque (EUA)

“HyundaiCard Air Lounge”, de Gensler, em Incheon (Coreia do Sul)

“Integral House”, de Shim-Sutcliffe Architects, em Toronto (Canadá)

“Joukowsky Institute for Archaeology & the Ancient World”, de Anmahian Winton Architects, em Providence, Rhode Island (EUA)

“Memory Temple”, de Patrick Tighe Architecture, em Los Angeles (EUA)

“Prairie Management Group”, de Goettsch Partners, em Northbrook, Illinois (EUA)

“Record House Revisited”, de David Jameson Architect, em Owings Mills, Maryland (EUA)

“The Wright at the Guggenheim Museum”, de Andre Kikoski Architect, em Nova Iorque (EUA)

Prêmio de Honra em Desenho Urbano e Regional

“Fayetteville 2030: Transit City Scenario”, da University of Arkansas Community Design Center, em Fayetteville, Arkansas (EUA)

“Grangegorman Master Plan”, de Moore Ruble Yudell Architects & Planners e DMOD Architects, em Dublin (Irlanda)

“Jordan Dead Sea Development Zone Master Plan”, de Sasaki Associates, em Amã (Jordânia)

“Master Plan for the Central Delaware”, de Cooper, Robertson & Partners e KieranTimberlake, na Filadélfia (EUA)

“Miami Beach City Center Redevelopment Project”, de Gehry Partners, West 8 e Hines Interests Limited Partnership, em Miami Beach (EUA)

“Portland Mall Revitalization”, de ZGF Architects, em Portland, Oregon (EUA)

“Reinventing the Crescent: Riverfront Development Plan”, de Eskew + Dumez + Ripple, em Nova Orleans (EUA)

“SandRidge Energy Commons”, de Rogers Marvel Architects, em Oklahoma (EUA)





Starbucks inaugura loja feita com contêineres

10 01 2012

(Exame.com) 10/01/2012

A estrutura foi projetada utilizando basicamente quatro contêineres e seguindo os padrões de construções sustentáveis do Green Building Council

São Paulo – A Starbucks inaugurou uma loja sustentável feita a partir de contêineres reaproveitados, que anteriormente haviam servido para transportar os cafés da marca por diversos lugares do mundo. Através desta iniciativa a empresa pretende incentivar a construção verde.

A unidade está localizada em Tukwila, Washington, e foi aberta em dezembro de 2011. A estrutura foi projetada utilizando basicamente quatro contêineres e seguindo os padrões de construções sustentáveis do Green Building Council para a obtenção do selo LEED, que deve ser conquistado em breve.

A loja funciona como drive-thru, mas também disponibiliza algumas mesas e cadeiras na área externa. Esta é a primeira construção da rede feita com contêineres, mas o conceito idealizado pelo arquiteto Tony Gale pode servir como modelo para outras lojas da rede.

Para conseguir a certificação, Gale projetou uma estrutura com um sistema eficiente de irrigação e aproveitamento de água; otimização e performance de energia para reduzir o consumo e os gastos; uso de energia verde; gestão de resíduos de construção; utilização de materiais reciclados e baixa emissão de gases de efeito estufa. “Nós fomos capazes de abrir nossas mentes para o uso de elementos que são normalmente destinados aos aterros”, declarou o arquiteto em entrevista ao site norte-americano Inhabitat.

Além de todo o benefício ambiental que esta construção proporciona, por reutilizar materiais antigos invés de optar por matéria-prima nova, ela também tem benefícios econômicos. Os gastos também são reduzidos, por causa da diminuição do consumo energético e dos custos operacionais do edifício.





ANÁLISE DA FUNCIONALIDADE DOS APARTAMENTOS DO EDIFÍCIO COPAN/SP

10 10 2011

(GALVÃO, Walter José Ferreira, ORNSTEIN, Sheila Walbe)

Projetado na década de 50 do século XX por Oscar Niemeyer, o edifício COPAN surgiu como um monumento aos paradigmas da capital paulista naqueles anos: verticalização, adensamento populacional, dentre outros. Na década de 80 do século XX o COPAN entrou num processo de degradação, acompanhando a decadência do próprio local onde o edifício se localiza, o centro novo de São Paulo, fato que já ocorria desde final dos anos 60. Grandes empresas, bancos, comércio de luxo, hotéis e equipamentos de lazer saíram da região e, com eles, o interesse imobiliário. A partir da última década do século XX o poder público começou um processo de revitalização do centro de São Paulo e busca investidores e parceiros nesta intenção. A reintrodução do uso habitacional na região também faz parte desta revitalização, sendo necessário a verificação das potencialidades dos edifícios antigos existentes de atrair o interesse de proprietários, moradores e do mercado imobiliário na sua recuperação e manutenção. O reaproveitamento dos edifícios antigos acrescentaria o caráter sustentável na busca de recuperação da região. Utilizandose dos métodos e técnicas de Avaliação Pós-Ocupação (APO) este trabalho tem como objetivo avaliar O COPAN num dos mais expressivos e atrativos itens de desempenho: as condições funcionais dos apartamentos.

Leia mais: http://www.usp.br/nutau/CD/129.pdf





Especialistas estrangeiros debateram o uso do BIM durante workshop em São Paulo

28 07 2011

(PINIweb) – 26/07/11

Rafael Sacks, professor do Instituto de Tecnologia de Israel, ainda apresentou um novo sistema de controle em canteiro de obras baseado no Building Information Modeling, chamado KanBIM

Especialistas estrangeiros debateram o uso do BIM (Building Information Modeling, ou, em português, Modelagem da Informação da Construção) no Workshop BIM Avançado, realizado na última segunda-feira (25), em São Paulo.

Com a ferramenta, arquitetos, engenheiros e construtores trabalham juntos criando, trocando e gerenciando modelos da edificação. Os agentes usam diferentes tipos de ferramentas BIM para as tarefas pelas quais são responsáveis. Porém, a exportação de dados entre os programas por meio do IFC (Industry Foundation Classes) e a falta de bibliotecas de componentes compatíveis com o mercado brasileiro, são os principais entraves apontados pelas empresas para a expansão do conceito no Brasil.

Consultor sobre BIM na Gafisa, Jan Reinhardt, engenheiro da Adept Design Delivery, minimiza esses problemas. Segundo ele, no início da implantação do sistema a construtora enfrentava a dificuldade de representar a alvenaria, o chapisco e a cerâmica, que não estão disponíveis na biblioteca de componentes. A equipe decidiu então representar os componentes por meio de três camadas, como se fossem paredes. Em paralelo, foi criado um catálogo para mostrar como os objetos foram representados e que tipo de IFC foi utilizado. “O IFC só é um problema se as empresas não souberem o que é importante para a detecção de incompatibilidades”, acredita. “Além disso, ao ver nosso problema, o fabricante se dispôs a desenvolver uma tecnologia para melhorar isso. Então, foi uma experiência muito positiva”, analisa Reinhardt.

Para Charles Eastman, professor do Instituto de Tecnologia da Georgia, apesar de desafiante, o BIM deve começar a ser utilizado pelas empresas mesmo que aos poucos. “O BIM é uma tecnologia aberta que está se expandindo em todo o mundo. Sua implantação deve mudar as práticas internas dos escritórios de arquitetura e de projetos. Mas é preciso começar simples: primeiro praticar a geometria para depois partir para a inserção de informações e para as análises mais avançadas”, indica Eastman.

BIM no canteiro de obras
Além do projeto, os modelos BIM já são úteis também para o aperfeiçoamento do planejamento e controle de obras, transmitindo informações sobre o produto e o processo de produção diretamente às equipes no canteiro, apoiando a alocação de mão de obra e minimizando as perdas decorrentes de esperas, retrabalho e problemas de qualidade. “A complexidade das construções só vem aumentando e isso cria um problema maior de coordenação, que pode ser resolvida com o conceito BIM”, acredita o professor Rafael Sacks, do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion).

Sacks apresentou um novo sistema de controle em canteiro baseado em BIM, chamado KanBIM. O sistema é disponibilizado para que os líderes de equipes em canteiros acessem as tarefas atualizadas e o “status” das informações de consumo de materiais, além dos mais recentes detalhes de projeto. O equipamento também permite que as equipes relatem o “status” do seu próprio trabalho, descrevendo, se necessário, problemas ou pedindo mais informações em tempo real.

“Há muito desperdício porque a mão de obra está despreparada. Esse software permite que as pessoas visualizem não só o projeto no canteiro de obras, como também as atividades que devem ser desenvolvidas naquela semana, melhorando o planejamento”, explica o professor. O KanBIM está em fase de testes e ainda não é comercializado.

O Workshop BIM Avançado foi promovido pelo Grupo Interinstitucional sobre BIM, que é formado pelo SindusCon-SP, Secovi-SP, Abece, AsBEA, Abrasip e Agesc, além da Poli-USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.





Estruturas antigas ganham cara nova

28 07 2011

(Gazeta do Povo) – 10/07/11

Técnica de retrofit adequa a edificação antiga às necessidades modernas e valoriza todo o seu entorno

Apesar de ainda pouco co­­nhecido do público geral, o segmento da construção ganhou um novo termo – o retrofit. A técnica é uma espécie de revitalização e atualização de antigos imóveis, sem modificar as estruturas originais, buscando aumentar a vida útil do empreendimento. O procedimento é bastante conhecido no exterior e, aos poucos, ganha espaço no mercado brasileiro.

Para o arquiteto Rodrigo Freire, sócio do escritório PROA Arqui­tetura & Planejamento, o retrofit é muito mais que uma simples re­­forma. Para ele, “retrofitar” o imóvel – o verbo não existe no dicionário, mas é largamente utilizado entre os profissionais – é dar um novo uso ao local. “É usar o mesmo corpo da construção, atualizar e dar uma nova finalidade, sempre preservando as propostas iniciais. É devolver para a cidade o imóvel, com outro uso”, explica.

O professor Orlando Ribeiro, coordenador do curso de Arquite­tura e Urbanismo da Universidade Positivo, destaca que os imóveis, após a implantação do retrofit, podem ganhar mais 25 anos de vida, por meio do uso de materiais contemporâneos. “O procedimento reconquista a valorização da unidade”, diz Ribeiro, responsável por um projeto de retrofit em um prédio no Centro de Curitiba.

Desafio
Um dos maiores desafios é a adaptação das instalações elétricas, destaca a arquiteta Juliana Cararo, professora do curso técnico em Design de Interiores do Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões (Cepdap). Escri­tórios atuais exigem uma maior distribuição de energia por conta da quantidade de equipamentos, como computadores, impressoras e ar-condicionado. “A distribuição de cargas de prédios construídos há 25 anos, por exemplo, costuma ser para dois, três andares ao mesmo tempo e são poucas as entradas de tomada. Se é mantido o projeto antigo, dependendo do negócio da empresa, volta e meia haverá corte de luz.”

A arquiteta aponta, ainda, o pé direito das construções, considerando que construções antigas não tiveram previsão de piso elevado para passar fiação. “O ideal é que o pé direito seja o mais alto possível, pelo menos três metros de altura. Com as instalações, perde-se cerca de 30 centímetros, mas mantém-se o pé direito com altura razoável”, avalia Juliana.

Na capital
Segundo os profissionais, o retrofit ainda é incipiente nos imóveis de Curitiba, mas a tendência é que aumente. “A técnica virá ao passo em que as localizações ficarem mais caras, além de ser um processo cultural que precisa de tempo”, diz Freire. “No momento, é bastante utilizado por restaurantes da cidade”, ressalta Ribeiro.

De acordo com Freire, o procedimento poderia ser utilizado em áreas degradadas ou abandonadas das cidades, para retomar a utilidade e incentivar a circulação das pessoas. Um bom exemplo internacional, segundo ele, é o bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, capital da Argentina. Lá, os edifícios industriais foram adaptados pelo governo local para outro uso. “Aqui isso poderia ser feito no bairro Rebouças, uma verdadeira jóia rara para esse processo.”

O retrofit oferece ganhos ao entorno. Além de um “novo” imóvel no cenário, o processo desperta obrigação dos vizinhos em preservar suas unidades. “Cria uma sinergia no local e a tendência é que a vizinhança invista em uma apresentação melhor”, destaca Ribeiro.

Conheça as diferenças entre os principais técnicas de revitalização:

Retrofit: Técnica de revitalizar antigos imóveis, sem modificar as estruturas original, buscando aumentar a vida útil e dar novo uso.

Reforma: Procedimento onde um novo projeto é implantado sem a obrigatoriedade de conservar as estruturas originais.

Restauração: Técnica que previne as deteriorações através da adaptação das condições externas – temperatura, umidade, iluminação, qualidade do ar – de forma a favorecer os materiais constitutivos do imóvel.





Poli-USP avalia a contribuição dos arquitetos para a melhoria do desempenho dos empreendimentos de real estate

28 07 2011

(PINIweb) – 25/07/11

Poli-USP avalia a contribuição dos arquitetos para a melhoria do desempenho dos empreendimentos de real estate

Pesquisa inclui a participação do profissional desde os conceitos vinculados aos produtos, até a validação dos empreendimentos junto ao público-alvo. Confira documento na íntegra:

Nota da Reunião de 02 de junho de 2011 na qual foi debatido o tema:

A contribuição dos arquitetos para a melhoria do desempenho dos empreendimentos de real estate, desde os conceitos vinculados aos produtos, até a validação dos produtos junto ao público-alvo. Uma discussão tanto dos aspectos positivos da participação dos arquitetos no meio do real estate, até os negativos relacionados com a ausência de uma maior contribuição, ou da contribuição não ser percebida com a necessária profundidade por arquitetos e empreendedores.

Os principais pontos abordados nesta discussão foram: (i) a percepção do valor da Arquitetura no produto real estate, (ii) o que é um bom ou mau projeto arquitetônico de um produto de real estate, (iii) qual a importância do projeto arquitetônico na formação da paisagem urbana e (iv) a percepção do papel do arquiteto no projeto do produto de real estate.

Uma enquete prévia ao debate, entre os integrantes do Comitê de mercado, sob os tópicos enumerados nesta nota, apresentou o entendimento sintetizado nos gráficos. Os membros do Comitê responderam à enquete julgando como é a sua percepção sobre a forma como cada tema é visto no ambiente do mercado brasileiro e não como cada um lê o tema.

Para ler a matéria completa clique aqui.





Construção de bairro sobre o mar na Dinamarca começa neste ano

9 07 2011

(PINIweb) – 07/07/11

Para preservar o espaço verde de Copenhague, governo local optou por obras em extensão da região portuária da cidade

Com a falta de terrenos disponíveis e para preservar as áreas verdes da capital, a Dinamarca deve começar ainda neste ano a construção de um novo bairro sobre o mar na cidade de Copenhague. A área, construída sobre aterros em uma extensão de Nordhavnen, região portuária da cidade, deverá abrigar cerca de 40 mil habitantes e o mesmo número de postos de trabalho. Quando construído em sua totalidade, o local contará com edifícios que juntos somarão 4 milhões de metros quadrados de área útil.

O projeto é resultado de uma competição de ideias concluída em 2009 para a expansão de Nordhavnen. A proposta, desenvolvida pelos escritórios de arquitetura Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll, visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável.

A nova área foi desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente.

Primeiramente, o programa para a área é dividido em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias. O objetivo não é só fazer com que as pessoas interajam com a água, como também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes.

Já a identidade e a história são lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região.

A cidade de cinco minutos, por sua vez, é um conceito utilizado pelos arquitetos em referência ao tempo que se levará para andar 400 m, mesmo que de transporte público. A ambição é de que pelo menos um terço de todo o tráfego na área seja de ciclistas e pelo menos um terço de transportes públicos – os automóveis devem responder por não mais de um terço.

O projeto ainda prevê a criação de um “laço verde” com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. “Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen”, dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores.

Para se tornar uma cidade CO2 amigável, como desejam os autores do projeto, os edifícios serão todos projetados para baixa demanda de energia em instalações eficientes. Serão aproveitadas as oportunidades locais para a energia geotérmica, solar, eólica, bombas de calor, armazenamento térmico sazonal e biomassa marinha.

Apesar de o início da construção estar prevista ainda para este ano, o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda está em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. “Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável”, explicam os arquitetos.

O desenvolvimento de Nordhavnen é realizado pelo órgão CPH Cidade e Desenvolvimento Portuário, em colaboração com a prefeitura de Copenhague e uma série de consultores. O custo da obra, ainda não estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região. A previsão é de que uma primeira parte fique pronta em 2025, mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050.





Cine Luz e Ritz saem do papel

26 06 2011

(Gazeta do Povo) – 26/06/11

Projeto finalizado na última semana custará R$ 5 milhões; 80% da verba virá do PAC das Cidades Históricas e obras devem começar em 2012

Revitalização Cinemas de Rua

Novas sedes dos cines Luz e Ritz, na Rua Riachuelo, deverão ter 120 lugares em cada sala

O público apreciador dos “cinema de rua” e que estava órfão desde o fechamento das salas Luz e Ritz, que foram desativadas, respectivamente, em 2009 e 2005, poderá ver os cinemas ativos novamente. Um projeto finalizado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) na última semana, que será encaminhado imediatamente ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan), vai reabrir as salas em um imóvel do antigo Quartel do Exército de Curitiba, na Rua Riachuelo, esquina com a Presidente Carlos Cavalcanti.

A previsão, segundo o arquiteto e coordenador do programa Novo Centro do Ippuc, Mauro Magnabosco, é de que as obras iniciem no ano que vem (tempo para o repasse de recursos e licitação) e que o local seja mais um ponto importante na revitalização do Centro e da Rua Riachuelo. Quando pronto, o local vai criar mais 240 lugares nos cinemas da cidade, já que terá duas sa­­las com 120 lugares em cada uma.

As obras para a reforma do imóvel, com área de 2.639 m², devem ter um custo final de R$ 5 milhões e serão enquadradas dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, que também deve custear ou­­tros projetos do Ippuc, que englobam a Riachuelo e seu entorno (ve­­ja quadro). Segundo Magnabosco, o Iphan já “sinalizou” que o projeto de revitalização do imóvel e instalação dos cinemas será observado com prioridade. Com o go­­verno federal, pretende-se levantar 80% do valor da reforma.

O restante do dinheiro deve vir da venda do antigo imóvel do Cine Luz, na Rua XV de Novembro, solução proposta pela prefeitura por meio de um projeto que foi autorizado na semana passada pela Comissão de Urbanismo da Câmara. Segundo o presidente da comissão, vereador Jonny Stica (PT), o imóvel, que fica na altura da Praça Santos Andrade, vale cerca de R$ 1 milhão. O dinheiro, de acordo com o vereador, deve ir para o Fundo Municipal de Am­­pliação e Conservação do Patrimônio Público (Fapp), e ser repassado diretamente para a obra. O coordenador do projeto Novo Centro, Mauro Magnabosco, afirma que, se a verba não for direcionada, o espaço pode virar “manilha”. “Se cair no caixa da prefeitura, corre o risco do di­­nheiro ser usado em outra área, e não para os cinemas.”

Espaço
Além de duas salas de cinema, o local revitalizado, que começou a ser projetado pelo Ippuc em 2009, será espaço para abrigar cursos livres e oficinas hoje realizadas pe­­la Cinemateca. Uma sala de projeções de filmes em Super-8 e 16mm também está prevista, além de laboratório de edição de imagem e de som. “A ideia é pegar o que está acontecendo na Cinemateca com menos espaço e trazer para cá, liberando o espaço de lá para acervo e mostras direcionadas para estudantes e profissionais de cinema.” Um café, biblioteca e um terraço para projeções ao ar livre também compõem o projeto.

Magnabosco acredita que, a partir do momento em que o recurso estiver licitado e disponível, as obras devem durar cerca de um ano e meio, mas não é possível informar um prazo para o término ou a inauguração dos cinemas.

Revitalizações
Além dos cinemas, outras obras de recuperação do Cen­­tro estão previstas dentro do PAC das Cidades Históricas

Rua São Francisco: De acordo com o arquiteto e coor­­denador do programa Novo Centro do Ippuc, Mauro Magnabosco, o projeto de revitalização da Rua São Francisco, também localizada no entorno da Rua Riachue­­lo, está pronto e aguarda a liberação das obras, o que ajudará a criar um novo eixo na região. A área, apesar de abrigar bons estabeleci­­mentos, tem problemas com usuários de drogas e furtos. A ideia, segundo ele, é que a rua siga a mesma vocação: a de abrigar bares e restaurantes, e que seja voltada principalmente para a gastronomia. O projeto, que também tem parceria com uma empresa de tintas, prevê que os comerciantes sigam os mesmos padrões de cor nas fachadas. A rua ganhará o mesmo piso que foi colocado na revitalização da Riachuelo, e deve proibir o estacionamento de carros no local.

Revitalização Centro

A Rua São Francisco, no entorno da Riachuelo, terá revitalização direcionada para a gastronomia

Bondinho: Engloba o projeto do Novo Centro a reativação de um serviço de bonde pe­­la Rua XV de Novembro. A rota, que te­­ria como terminal a Praça Eufrásio Cor­­reia, percorreria 3,4 quilômetros e passaria por locais como o Paço Mu­­ni­­cipal, a Praça Santos Andrade e a Pra­­ça 19 de Dezembro, além da Rua XV.

Conjunto: O pacote de reformas financiados pelo PAC das Cidades Históricas, prevê projetos para a revitalização da Cate­­dral e das ruas Saldanha Marinho e Barão do Serro Azul.





Casa contêiner, San Antonio, Texas, EUA

24 05 2011

(Arco web, Fabio de Paula) 24/05/2011

Reconhecidos nos Estados Unidos por realizarem projetos de retrofit e de recuperação de edifícios desocupados, os arquitetos do estúdio Poteet Architects são os autores desta casa de hóspedes executada dentro de um contêiner de carga.

Com sua cor original preservada, o módulo ganhou portas de correr, janelas, um sistema de calefação e ar condicionado, além de instalações hidráulicas e elétricas, e de uma cobertura saliente que cria um terraço frontal e um pátio traseiro dedicado à jardinagem.

A cliente é uma artista plástica que escolheu essa solução porque os contêineres são um recurso barato e fácil de encontrar nos portos norte-americanos, já que as transportadoras marítimas preferem abandoná-los em seus destinos do que recolhê-los vazios.

Ela mora em um terreno de grandes proporções localizado em bairro industrial da cidade de San Antonio, no Texas, EUA, e solicitou que a pequena habitação contasse com grandes aberturas para o jardim e soluções que reduzissem o impacto ambiental da obra e do uso pós-ocupação.

O contêiner, então, foi alocado à margem da via que corta o lote e leva à residência principal, a fim de garantir privacidade a seus usuários e proximidade com os principais canteiros do jardim.

Para o interior da habitação, os arquitetos optaram por uma planta onde o banheiro central separa o depósito da sala/dormitório. A solução atende ao programa estipulado pela artista plástica, que inicialmente não queria que o local contasse com cozinha, a fim de garantir o espírito comunitário da propriedade.

A simplicidade da planta, porém, contrapõe-se à engenhosidade das soluções construtivas. Um exemplo é o teto verde, que se expande para frente e para trás do contêiner. A área útil conquistada na parte traseira é ideal para as atividades de jardinagem, enquanto a sombra gerada no terraço frontal amplia seu uso durante o dia.

Sobre essa cobertura, uma estrutura de aço preenchida com garrafas recicladas forma uma espécie de almofada, cuja função se divide entre suporte para plantas e base para os equipamentos de entrada do ar condicionado tipo split.

Esse mesmo teto, no interior do contêiner, é isolado através de espuma em aerosol forrada com bambú, mesma madeira usada na vedação das paredes de drywall e do piso. Entre o contêiner e o solo, foram usados antigos postes de rua, adaptados como base com função isolante.

A água residual dos lavatórios e da ducha do banheiro, por sua vez, é coletada e reutilizada na irrigação das plantas do teto. Já as luminárias externas do terraço e do espaço de jardinagem foram feitas a partir de discos de arado retiradas de um trator, veículo comum nas zonas rurais do Texas.

O resultado do projeto, concluído no final de 2010, agradou tanto a proprietária que a casa não é usada apenas pelos hóspedes.

“Ela realiza jantares no terraço e passou a ocupar seu interior como casa de veraneio, ateliê de arte, salão de jogos, ou seja, transformou o contêiner em um anexo da casa principal”, revela Jim Poteet, arquiteto responsável pelo projeto.

 
 
Planta
1. Terraço / 2. Estar/Dormitório / 3. Chuveiro / 4. Luminária / 5. Vaso sanitário / 6. Canteiro para compostagem
7. Malha para plantio de trepadeiras / 8. AVAC / 9. Depósito / 10. Canteiro em balanço / 11. Tanque de coleta da água residual








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