Grupo Tacla fará shopping e outlet com 241 lojas em Campo Largo

(Gazeta do Povo) – 29/04/16

Construção do empreendimento “misto”, o primeiro do gênero no país, foi liberada nesta sexta-feira

O empreendimento que o Grupo Tacla Shopping vai construir em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, é um misto de outlet e shopping center com um total de 241 lojas, das quais nove âncoras, e quatro salas de cinema. O alvará que libera a construção foi assinado na manhã desta sexta-feira (29) pelo prefeito Affonso Portugal Guimarães.

O projeto foi definido pelo presidente do grupo, Aníbal Tacla, como o primeiro do gênero no país. “A gente desconfia que isso vai dar muito certo, e talvez possa até ser replicado em outro local”, disse o empresário em entrevista à equipe de comunicação da prefeitura. Segundo Tacla, o centro comercial será um dos cinco maiores do estado, em termos de área bruta locável.

Com 74,6 mil metros quadrados de área construída e quase 2,7 mil vagas de estacionamento, o empreendimento será instalado na região do Itaqui, às margens da BR-277, no sentido interior do estado. Das 241 lojas, 73 serão do outlet – espaço em que marcas famosas vendem produtos por preços mais acessíveis – e 168, do shopping.

“O outlet tem uma área de influência muito grande, atrai clientes de até 250 quilômetros de distância. E o shopping vai ser o shopping de Campo Largo, com toda a infraestrutura e modernidade dos shoppings atuais, dividindo o estacionamento com o outlet. A praça de alimentação também será única, o que a deixa bastante atraente para o lojista”, disse Tacla.

O empresário não revelou o valor do investimento no projeto. Como será feito em etapas, segundo ele, é difícil estimar agora qual será o desembolso total. Ao justificar a escolha do município, ele disse que Campo Largo tem “posição bastante privilegiada” na região metropolitana. É uma cidade com um desenvolvimento sólido e bom poder aquisitivo, o que acaba dando sustentação para o empreendimento.”

A expectativa é de que o empreendimento gere 1,5 mil empregos diretos. Segundo a prefeitura, trata-se da maior geração de empregos por um único empreendimento no município em pelo menos 20 anos.

Expansão
O híbrido de shopping e outlet em Campo Largo é o oitavo empreendimento do Grupo Tacla Shopping. Além do Jockey Plaza, em construção no bairro Tarumã, em Curitiba, o conglomerado tem quatro shoppings em operação – Palladium Curitiba, Palladium Ponta Grossa, Itajaí Shopping e Shopping Cidade de Sorocaba – e deve inaugurar neste ano dois novos empreendimentos, o Catuaí Palladium Foz do Iguaçu e o Porto Belo Outlet Premium, no litoral de Santa Catarina.

Acordo aperta as regras para compra de imóvel na planta no Brasil

(Folha de São Paulo) – 28/04/16

Um acordo firmado nesta quarta-feira (27) entre governo federal, órgãos de defesa do consumidor e entidades do mercado imobiliário definiu novas regras para os contratos de compra de imóveis na planta, buscando suprimir abusos de incorporadores e vantagens indevidas dos compradores.

A intenção do pacto, firmado no Tribunal de Justiça do Rio, é normatizar os contratos para reduzir litígios judiciais e diminuir barreiras ao mercado de imóveis na planta, que tem sofrido com a crise (veja quadro ao lado).

As regras propostas se referem ao distrato –desistência da compra do imóvel após a assinatura do contrato–, que sairá mais caro para o comprador desistente.

As incorporadoras, por sua vez, não poderão mais cobrar taxas de serviços extras nem instituir a figura do condomínio antes da regularização do prédio na prefeitura.

As incorporadoras que atrasarem o lançamento dos empreendimentos terão de pagar multa aos clientes.

Na justiça – O acordo não tem força de lei. Os signatários pretendem que as regras sirvam de norte para decisões judiciais e representações da Secretaria Nacional do Consumidor, ligada o Ministério da Justiça, signatária do documento, em eventuais representações em todo o território nacional.

O setor imobiliário, representado por três entidades –a Abrainc (associação das incorporadoras), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção e a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário–, comprometeu-se a usar as regras em contratos futuros.

De acordo com a Fazenda, a ideia é que o texto sirva como base para a redação de uma nova lei para o setor, cuja legislação em vigor data de dezembro de 1964.

Cancelamentos – Os debates sobre o distrato começaram em outubro passado, porque o número de cancelamentos cresceu em função da crise econômica.

Segundo dados da Abrainc, compradores desistiram de adquirir 11,4 mil unidades no trimestre encerrado em setembro –alta de 26,3% frente a igual período de 2014.

As 15 maiores incorporadoras do país amargaram 50 mil distratos no ano passado. Neste ano, há uma queda, em função também do mercado menos aquecido.

Pelas regras acordadas, quem desistir da compra terá de pagar multa de 10% do valor do imóvel até o limite de 90% do valor já quitado. Uma segunda sanção possível é a perda do sinal pago mais 20% de multa sobre o valor já quitado.

Atualmente não há uma regra estabelecida. Geralmente, quando o caso chega à Justiça, a decisão mais usual determina que as incorporadoras devolvam de 75% a 85% do valor pago pelo cliente.
Outra mudança diz respeito ao atraso do empreendimento. Hoje, a incorporadora pode entregar a obra com até 180 dias de atraso.

Agora, a partir do 30º dia, ela passará pagar ao comprador 0,25% sobre o valor do imóvel, a cada mês.

A partir do 181º dia, a multa mensal sobe para 2%, com juros de 1% ao mês.

Novas Regras
O que é ?
Pacto entre governo federal, órgãos de defesa do consumidor, incorporadoras e construtoras

Para que serve ?
Para reduzir processos judiciais nos distratos

É lei ?
Não, mas pode nortear decisões judiciais

Vale em todo País ?
Foi firmado no Rio, mas a proposta é replicar o pacto em outros Estados do país

O que muda ?
1) Quem desistir da compra depois da assinatura do contrato pagará multa de 10% do valor do imóvel (até 90% do valor já quitado) ou perderá o sinal e pagará multa de 20% do que foi pago
2) Caem taxas como “serviços técnicos imobiliários”, “taxa de decoração” e “taxa de deslocamento”
3) Em caso de atraso na entrega, a partir do 30º dia a incorporadora pagará ao comprador 0,25% sobre o valor do imóvel, a cada mês; a partir do 181º dia, a multa sobe para 2% ao mês (mais juros de 1% ao mês)
4) Comissão de corretagem será deduzida do valor do imóvel
5) O condomínio só poderá ser cobrado do proprietário depois da emissão do habite-se pela prefeitura
6) Prazo de garantia para “vícios de qualidade” (ex: porta ou janela que não funciona) passa de 90 dias para 5 anos; para “defeitos de segurança” (ex: sistemas hidráulicos e elétricos), passa de 5 para 20 anos.

Interesse da Blackstone na BRMalls esfria

(Valor Econômico) – 29/04/16

A Blackstone, empresa de private equity americana, tem interesse na BRMalls, a maior companhia de shopping centers do país, mas um plano de aquisição da brasileira saiu do foco do grupo estrangeiro nas últimas semanas, apurou o Valor.

Segundo fontes, a Blackstone só teria interesse no controle da empresa e o caminho de uma negociação com acionistas da BRMalls – empresa de capital pulverizado, sem um controlador definido – seria por meio de uma oferta pública de aquisição (OPA) de ações da companhia. A BRMalls tem participação em 45 shoppings e é listada no Novo Mercado com 49,4% das ações em circulação.

O Itaú BBA foi contratado pela BRMalls e, pelo lado da empresa americana, contratou-se o J.P. Morgan. Semanas atrás, quando começaram a circular as primeiras informações de um interesse da Blackstone, esta divulgou uma nota em que afirmava que não estava “ativamente engajada” nas conversas. A BR Malls não comenta o assunto. Fontes próximas ao fundo relatam que um encarecimento do negócio teria suspendido o plano.

As ações ordinárias da BRMalls na bolsa vêm mostrando valorização desde o fim de fevereiro, passando de R$ 12,84 em 26 de fevereiro para R$ 16,89 ontem, uma alta de mais de 30%, e quase R$ 8 bilhões em valor de mercado.

Simultaneamente às conversas entre Blackstone e BRMalls, acionistas minoritários da empresa de shopping decidiram se posicionar de forma mais ativa.

Hoje a assembleia de acionistas deve votar, em eleição com votos múltiplos, entre outros aspectos, a indicação de dois nomes ao conselho de administração, indicados pela gestora Squadra, com posição mais atuante em seus investimentos. Squadra tem 2% das ações da companhia. São eles: Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais, e Isabella Saboya de Albuquerque, ex-diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os nomes não foram para a chapa indicada pelo grupo.

Dias atrás, 5,7% dos acionistas informaram pedido de adoção do voto múltiplo (possível de ser solicitado num percentual acima de 5%), incluindo nesse grupo a Squadra, o que aumenta a possibilidade de os minoritários ganharem representatividade no conselho. Se conseguirem uma cadeira, um membro da atual chapa terá que sair. Validar a remuneração máxima dos executivos para 2016 também está na pauta da assembleia.

Qualquer operação de venda do controle da BRMalls terá que passar pelo do conselho de administração, e hoje acionistas minoritários não têm presença.

De acordo com a versão atual do estatuto da BR Malls, qualquer investidor que atingir 20% do capital deve lançar uma oferta pública de ações a um preço equivalente ao maior pago por esse mesmo acionista nos 12 meses que antecederem o alcance dessa fatia, atualizado por eventos societários, como dividendos. Semanas atrás, o comando da companhia propôs, para discussão em assembleia, mudança nessa regra, o que encareceria uma tomada de controle.

A reação de minoritários impediu ir adiante com a ideia. A administração, comandada por Carlos Medeiros, ex-GP Investimentos, queria manter o percentual de 20%, mas o preço a ser pago passaria a ser o maior entre o valor econômico apurado para a BR Malls em laudo de avaliação e o maior preço por ação pago pelo acionista nos 12 meses anteriores à oferta, atualizado pela Selic, o que levaria os acionistas a receberem mais por suas ações em caso de uma OPA.

O Valor apurou que essa proposta pode voltar à mesa de discussões no segundo semestre.

Sai primeiro acordo que regulamenta distrato

(Valor Econômico) – 28/04/16

O setor de incorporação assinou, ontem, o primeiro acordo que regulamenta a cobrança de multa em caso de cancelamentos de vendas, os chamados distratos, considerados o maior problema enfrentado pelas empresas. A regulamentação faz parte de acordo mais amplo que trata de regras dos contratos de compra e venda de unidades habitacionais em incorporação imobiliária.

Participaram da assinatura a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc); Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Comissão Nacional dos Defensores Públicos do Consumidor (CNDPCON); e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O texto tem validade nacional e precisa ser ratificado em até 60 dias pelas entidades.

“Não é uma lei, mas acordo para que determinadas cláusulas sejam incluídas nos contratos e tragam mais equilíbrio às relações”, diz o diretor da Abrainc, Luiz Fernando Moura.

No caso dos distratos, fica prevista multa fixa de até 10% sobre o preço do imóvel, além de perda integral do sinal e de até 20% dos demais valores pagos pelo comprador. A incorporadora terá seis meses para devolver os valores a serem ressarcidos, a não ser que a revenda da unidade ocorra em menos tempo, de acordo com Moura. “Os distratos têm impacto grande no fluxo de caixa das empresas”, afirma.

Foi definido também que as comissões de corretagem precisarão ser deduzidas do preço de venda do imóvel, mesmo quando forem pagas, diretamente, à imobiliária. “Isso só ratifica a prática que já existe”, diz Moura.

Se ocorrer atraso de entrega do empreendimento, a incorporadora precisa pagar o equivalente a 0,25% ao mês e, se os 180 dias de tolerância forem ultrapassados, será cobrada multa de 2% do valor, além de 1% ao mês até o recebimento da unidade pelo comprador. Caso haja antecipação do “habite-se”, há possibilidade de antecipação do vencimento das parcelas.

A Engenharia por trás das Curvas de Brasília

Engenharia Estrutural e Construção Civil

Foto 1

Ao se deparar com as curvas dos monumentos e edifícios da cidade de Brasília, a Capital Federal, é bastante comum lembrar-se do finado arquiteto Oscar Niemeyer, cujo renome mundial foi alcançado devido à sua brilhante maneira de pensar e criar, desafiando e inovando o período arquitetônico de sua época.

Entretanto, nenhuma obra sai do papel sem que exista um engenheiro para poder dar vida aos traços de um projeto arquitetônico. Diante do desafio lançado por Niemeyer, o Eng.º Joaquim Cardozo aceitou a missão de realizar uma das obras estruturais de maior complexidade para sua época.

Após 56 anos da inauguração de Brasília, comemorados hoje, percebe-se que essa parceria Arquiteto/Engenheiro das obras de Niemeyer se tornou em exemplo de como a sintonia entre ambos profissionais pode produzir obras monumentais.

Assim Niemeyer declarou:

“… Quando o engenheiro especializado em cálculos atualiza seus conhecimentos profissionais, quando está a par de todos os avanços…

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Virou lei na França: telhado verde e painel solar são obrigatórios em prédios comerciais

Adamy Empreendimentos

AMBIENTE

Soluções sustentáveis para as cidades são mais do que nunca necessárias.

A concentração de pessoas, veículos, empresas, comércios e indústrias tornam as nossas cidades mais poluídas, e isso acarreta em menor qualidade de vida para todos nós.

Podemos contar nos dedos quais centros urbanos que ainda possuem ar puro para se respirar.

Quais cidades não passam pelo processo de corte de árvores? Quantas obras chamadas de “revitalização” estão destruindo a fauna e a flora local para dar lugar a empreendimentos?paris (3)paris (7)

Podemos contar nos dedos quais centros urbanos que ainda possuem ar puro para se respirar.Quais cidades não passam pelo processo de corte de árvores? Quantas obras chamadas de “revitalização” estão destruindo a fauna e a flora local para dar lugar a empreendimentos?

Portanto, é para ficarmos felizes com uma noticia destas: Paris, a capital da França, adotou uma medida que pode ser um pequeno grão na mudança que…

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Acordo cria regras para desistência de imóvel

(O Globo) – 27/04/16

Em caso de distrato com construtora, clientes pagarão multa de 20% do valor já pago

Na tentativa de resolver o problema do distrato (desistência por parte do comprador) no setor imobiliário — um dos motivos do agravamento na crise na construção civil — governo federal, empresários, representantes da Justiça e Procons assinam hoje no Rio um acordo que fixa critérios para o reembolso dos valores pagos pelos consumidores. As novas regras terão abrangência nacional. Serão oferecidas ao cliente duas opções para reaver o dinheiro: pagar uma multa de 10% sobre o valor do imóvel até o limite de 90% do valor pago; ou perder o valor do sinal, mais 20% sobre o que foi desembolsado.

Essas duas cláusulas terão que constar, obrigatoriamente, dos novos contratos, a partir de hoje. Os contratos em andamento terão de ser adaptados até o fim deste ano. Caberá ao incorporador (coordenador do empreendimento) optar pela cláusula, de acordo com o modelo de negócio.

No caso de imóveis destinados à baixa renda, enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, deverá ser aplicada a primeira opção, ou seja, multa de 10% sobre o valor do imóvel.

Já nos empreendimentos voltados à classe média alta, com valores mais altos, deverá prevalecer a segunda (perda do sinal e de 20% do que já foi desembolsado), porque o valor da multa pode inviabilizar o seu pagamento e, consequentemente, impedir o fim da disputa. Para se ter uma ideia, numa simulação em que o consumidor deu um sinal de R$ 5 mil e desembolsou cinco parcelas de mil reais, o reembolso seria de R$ 4 mil. Isso sem ter de entrar na Justiça.

COM A CRISE, HOUVE 50 MIL DISTRATOS EM 2015
Atualmente, quem desiste da compra precisa acionar a incorporadora para recuperar o valor investido. E as empresas têm se queixado que as decisões em geral forçam a devolução quase integral dos recursos, entre 75% e 85% — o que dificulta ainda mais a situação financeira das incorporadoras, diante da crise na economia e queda na renda das famílias. Ao se posicionar sobre o tema, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu pela perda do sinal entre 10% e 25% do valor pago pelo consumidor. O acordo se baseia nas decisões superiores.

Segundo dados do setor, 50 mil unidades foram distratadas no ano passado, só entre os grandes incorporadores.

— Em alguns casos, falta dinheiro para concluir a obra, o que pode prejudicar os consumidores que permanecem no empreendimento e continuam pagando as parcelas, mesmo com sacrifício — disse o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), Luiz Fernando Moura.

Quem está na Justiça poderá desistir da disputa para fechar acordos dentro das novas regras ou optar por esperar a decisão.
Segundo uma autoridade do governo que participou das elaboração das regras, o acordo procura evitar o “risco sistêmico” na incorporação imobiliária, porque a crise econômica e o desemprego levaram a uma enxurrada de pedidos de distrato. A preocupação maior, disse, é que os distratos gerem insolvência de tal magnitude que prejudique os consumidores que querem continuar com o imóvel.

— O texto final não é o ótimo, mas é o razoável diante do cenário econômico — disse uma fonte do governo, acrescentando que o acordo tem o aval dos Ministérios da Fazenda e da Justiça, do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), além dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

ACORDO PREVÊ MULTA POR ATRASO EM OBRA
Segundo o desembargador da 25ª Câmara do TJ-RJ, Werson Rêgo, um dos idealizados do acordo, as novas regras representam um avanço, no sentido de assegurar maior equilíbrio às relações contratuais. Ele destacou que hoje há muita insegurança jurídica e riscos no setor:
— Está havendo um volume muito alto dos distratos, com risco de quebrar o setor, o que não interessa aos consumidores.

Entre os benefícios para os consumidores, o acordo cria ainda uma espécie de compensação em dinheiro, no caso de atraso na obra — que pela lei pode chegar a 180 dias. A partir de agora, a empresa que atrasar a entrega terá de pagar ao comprador 0,25% sobre o valor do imóvel por mês, já no primeiros 30 dias. Se ultrapassar os 180 dias, o incorporador será obrigado a pagar multa de 2% e juros de 1% ao mês sobre o montante pago pelo cliente.

Além disso, os novos contratos terão de prever regras claras sobre taxas de condomínio, que só poderão ser cobradas a partir do “habite-se”, depois da conclusão da obra. Será ainda fixado um teto de R$ 3 mil, que poderá ser cobrado adicionalmente dos consumidores para ligações definitivas com concessionários de serviços públicos (água e luz). O que ultrapassar terá de ser arcado pelo dono da obra.

Outra novidade diz respeito à taxa de corretagem, que terá de ser informada ao comprador ainda na fase de pré-venda (publicidade). Esta taxa não poderá ser incluída no valor do imóvel e sim, descontada, explicou o desembargador.

O acordo, batizado de “Pacto Global”, será assinado pela Abrainc, Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), com a participação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), TJ-RJ, OAB-RJ.

Carro deixa de ser prioridade para jovens no Brasil

(Gazeta do Povo) – 25/04/16

Número de novos motoristas no Brasil caiu 53% nos últimos dois anos. Mudança de comportamento e recessão estão por trás de queda na emissão de habilitações

A crise econômica aliada a novos hábitos de vida e consumo tem provocado uma queda significativa no volume de carteiras de habilitação emitidas no Brasil. Entre 2013 e 2015, a quantidade de novos habilitados no país caiu pela metade (53%). Houve redução em todas as faixas etárias, especialmente na de 22 a 30 anos, que chegou a 62%, e na de 31 a 40 anos, também na casa dos 60% (veja infográfico). O setor de autoescolas culpa a recessão econômica, mas os números também revelam que o carro como objeto de desejo está perdendo espaço em tempos de crescente preocupação com o meio ambiente e de relações cada vez mais restritas aos smartphones.

Dez anos atrás, o professor Fred Van Amstel, 33 anos, até tirou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Mas há mais de cinco anos não dirige. Nesse período, fez uma especialização em Enschede, na Holanda, e voltou de lá decidido a abdicar do automóvel particular. “Procurei um bairro bem servido de transporte coletivo para o meu local de trabalho. Só sinto falta do carro aos fins de semana”.

Para ir do Portão ao Prado Velho, Amstel usa a linha Interbairros V ou a Fazendinha/PUC. “Os alunos estranharam no começo porque a maioria dos professores anda de carro. Mas esse tempo é ótimo porque vou exercendo o diálogo com eles”, conta. Mas o professor faz uma ponderação. “Tive a oportunidade de fazer esse planejamento. Muitas pessoas não têm. É um absurdo ver 200 pessoas amassadas dentro de um ônibus que não tem prioridade nas vias”.

Morador do Bigorrilho, o professor Ricardo Morris, 29 anos, engrossa a estatística dos desabilitados. Também com uma viagem longa ao exterior no currículo, ele voltou a Curitiba disposto a eliminar o carro da sua rotina. “Minha CNH venceu em julho de 2015 e não quero renovar. Pedalo, em média, 20 a 40 quilômetros por dia e me sinto parte de uma mudança”, comemora.

Para Adriana Marotti de Mello, professora da USP e estudiosa de operações sustentáveis e novas tecnologias na indústria automotiva, há uma tendência de os jovens deixarem o carro de lado. “Em cidades como Tóquio e Paris, o carro é mais um problema do que uma solução por causa dos custos. E ele nem confere mais status. O objeto de desejo hoje é um smartphone, um videogame de última geração. Uma aluna minha que mora na Avenida Paulista não tem carro porque a vaga de estacionamento é mais cara do que o aluguel”, conta.

A especialista avalia, porém, que isso ainda é mais comum em países desenvolvidos. “Falta disponibilidade e qualidade no transporte coletivo brasileiro”, admite.

Crise
A grave recessão enfrentando pelo país afetou drasticamente a venda de bens duráveis como televisores, geladeiras e , principalmente, automóveis. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção nacional de veículos leves caiu 28% entre 2012 e 2015. Já as vendas despencaram 32% no mesmo período. O último boletim Focus, do Banco Central, indicou uma previsão de retração de 3,88% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, queda similar a verificada no ano passado. Para 2017, as projeções são de crescimento nulo.

Crise é a maior responsável pelo recuo, afirmam autoescolas
Osmar Marcondes, gerente operacional do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores do Paraná (SiproCFCPR), vê a queda vertiginosa no volume de primeiras habilitações emitidas no Brasil como mais culpa da crise do que de fatores comportamentais. Ele disse acreditar, inclusive, que esse momento vai trazer um aumento de desabilitados para as vias do país.

“As famílias priorizavam a habilitação quando o jovem fazia 18 anos. Mas, com o desemprego, elas diminuíram todos os consumos. A habilitação passou a ser um artigo de luxo”, afirma Marcondes, antes de refutar a influência de um fator comportamental. Os preços para primeira habilitação variam de acordo com os custos de cada Centro de Formação de Condutores, mas uma rápida pesquisa junto a CFCs de Curitiba realizada na segunda-feira (25) mostrou preços variando entre R$ 1.645 e R$ 1.900.

“A cultura do brasileiro, por si só, é de primeiro [comprar] o carro para depois a casa. Infelizmente. O país ama carro e ama futebol. As montadoras, inclusive, ainda têm perspectiva de crescimento no Brasil. Além disso, na América do Norte e na Europa existe um transporte público mais eficiente e barato. Aqui [em Curitiba] até temos um transporte razoável, mas com custo elevado. E diversas cidades do interior nem sequer têm transporte coletivo. Em cidades como Arapongas, as pessoas que andavam de bicicleta agora têm moto”.

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Construção e comércio puxam inadimplência entre empresas

(Folha de São Paulo) – 25/04/16

As empresas dos setores do comércio e da construção são as principais responsáveis pelo aumento da inadimplência bancária entre as pessoas jurídicas, segundo informações entregues pelas instituições financeiras ao Banco Central com base nos balanços do final de 2015.

A taxa de calote dos empréstimos concedidos para empresas do segmento de comércio subiu de 2,6% no final de 2014 para 3,7% da carteira de crédito em dezembro do ano passado.

Mais de um terço das empresas inadimplentes no país é do setor de comércio (36%). Esse é o dobro da participação que o segmento tem no crédito à pessoa jurídica (18%) no Brasil.

Nesse levantamento, o BC informa as prestações vencidas há pelo menos 15 dias, conceito mais amplo que a classificação tradicional de inadimplência, que inclui atrasos acima de 90 dias.

São contabilizados os empréstimos concedidos por 973 instituições financeiras no país que trabalham com crédito empresarial, incluindo bancos comerciais, de desenvolvimento, cooperativas de crédito e corretoras.

O varejo tem uma grande participação de empresas de médio e pequeno porte, que têm apresentado mais dificuldade para conseguir crédito novo e pagar os empréstimos em dia, de acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

Segundo ela, são companhias que têm mais dificuldade para se adaptar a um cenário de retração econômica, com aumento na inadimplência de seus clientes, juros altos para linhas de capital de giro e pressões inflacionárias de fornecedores.

Levantamento divulgado pela SPC Brasil mostra que 82% dos micro e pequenos empresários não pensam em contrair crédito. Entre os que vão se endividar, 26% precisam de dinheiro para pagar outras dívidas. “Isso quer dizer que o empresário não está conseguindo gerar caixa para pagar essa dívida”, diz a economista.

Considerando todos os setores, a inadimplência acima de 90 dias é de 5,4% nas pequenas e médias empresas e de 0,5% nas grandes companhias. O Banco Central classifica como empresas de grande porte aquelas com dívidas iguais ou superiores a R$ 100 milhões.

Construção – Na construção, os atrasos a partir de 15 dias passaram de 1,8% para 3,1% dos empréstimos entre o final de 2014 e de 2015. O setor representa 7% do crédito à pessoa jurídica e 11% dos atrasos.

Nesse segmento, estão incluídas empresas de todos os portes que enfrentam dificuldades em razão da paralisação no mercado imobiliário brasileiro e no setor de infraestrutura, que sofre também por causa da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Os bancos brasileiros têm tentado evitar que grandes empresas, principalmente as envolvidas na investigação, fiquem inadimplentes.

Entre o fim de 2014 e de 2015, o percentual de dívidas renegociadas de pessoas jurídicas passou de 4,1% para 6,2% do total, considerando todos os setores e portes de empresas, segundo o BC.

Estapar inaugura estacionamento modelo no aeroporto de Recife

(Fácil Nordeste) – 20/04/16

A Estapar, líder no setor de estacionamentos na América Latina, oferece uma tarifa promocional para marcar a inauguração do edifício garagem do Aeroporto Internacional de Recife – Guararapes, após uma reforma completa que o colocou entre os melhores do mundo.

Com o desconto especial de longa permanência, o usuário pode deixar o carro estacionado por até dez dias e pagar apenas por duas diárias. Nesse caso, o valor para o período é de R$ 70, o que torna mais compensador e confortável usar o carro do que ir de taxi até o aeroporto.

A tarifa promocional já está valendo e quem pretende viajar no feriado de Tiradentes, na próxima quinta (21), já poderá economizar. Pela tabela vigente, o preço de cada diária é R$ 35. Portanto, aqueles que aproveitarem a oferta podem obter um desconto progressivo de até 80%. Quanto maior o período de uso, maior é o abatimento.

“Temos muito orgulho de anunciar essa inauguração e queremos comemorar com nossos clientes. Investimos muito para entregar o melhor e mais moderno edifício-garagem aeroportuário do país”, afirma André Iasi, CEO da Estapar.

Em 2014, a empresa venceu a licitação para reformar e operar o estacionamento com mais de 2.000 vagas cobertas por 15 anos. Foram investidos cerca de R$ 9 milhões para a melhoria de sua infraestrutura e sistema tecnológico.

O espaço conta com um sinalizador individual de vagas, que permite ao usuário estacionar rapidamente seu carro sem perder tempo na chegada ao aeroporto. E, na volta, os motoristas ainda poderão contar com o auxílio do aplicativo Vaga Inteligente para encontrar seu veículo. Basta encostar o QR Code gerado pelo app no leitor de cada pilar para obter as coordenadas exatas do veículo.

O investimento contemplou ainda a construção de uma cobertura entre o edifício, garagem e o terminal, para proporcionar maior conforto em dias de chuva, além da reforma em todos os sanitários.

Também foram instaladas oito Estações de Pagamento Automático (EPA) distribuídas em locais estratégicos para evitar filas no caixa.