Incorporadoras trocam os estacionamentos pela Uber

(The Wall Street Journal) – 24/11/16

Os incorporadores de imóveis, que enfrentam a alta dos preços em áreas urbanas, estão se voltando para um novo parceiro: a gigante americana dos serviços de carona compartilhada Uber Technologies Inc.

Com os imóveis cada vez mais caros nas cidades, alguns incorporadores estão reduzindo ou eliminando o espaço tradicionalmente destinado à garagem, ao mesmo tempo em que oferecem subsídios e outros incentivos aos ocupantes.

Os construtores de shoppings centers, estádios e parques temáticos estão repensando a parte externa desses empreendimentos para receber um movimento de veículos maior da Uber, testando novas ideias, como a ampliação das áreas de desembarque de forma similar à encontrada em aeroportos — algumas com recepcionistas oferecendo bebidas — e a redução do espaço de estacionamento.

As iniciativas mostram como as empresas de compartilhamento de carona estão mudando a forma como as cidades e os donos de imóveis em áreas urbanas veem o mercado imobiliário.

Elas representam outro marco da invasão da economia compartilhada no segmento. O Airbnb, empresa americana de aluguel de acomodações, já abalou o setor hoteleiro ao oferecer aos viajantes a lazer e a negócios uma plataforma prática para encontrar hospedagem.

Serviços de caronas pagas como a Uber e a Lyft Inc., junto com a promessa de carros autônomos, representam “a maior transformação individual para o mercado imobiliário” nas próximas décadas, diz Dave Bragg, analista da Green Street Advisors, uma firma de pesquisa do setor.

A Green Street estima que, nos próximos 30 anos, a necessidade de estacionamentos nos Estados Unidos cairá pela metade devido a uma esperada diminuição no número de pessoas que têm um veículo próprio. Essa redução deve eliminar a necessidade de 7 bilhões de metros quadrados para áreas de estacionamento.

Próximo ao centro de Los Angeles, os novos moradores do Eleanor Apartments, um prédio com 41 apartamentos, agora recebem um crédito mensal de US$ 100 com o Uber, em vez de vagas de garagem.

O proprietário, a investidora e incorporadora imobiliária Trion Properties, vem tendo dificuldade para encontrar soluções de estacionamento para seus inquilinos em uma cidade famosa pela dependência do automóvel.

Há alguns anos, ela tentou deixar um veículo da empresa de aluguel de carros Zipcar em frente ao prédio, o que permitiria que os moradores alugassem e devolvessem o carro no mesmo local. Mas já havia um ponto da Zipcar nas proximidades e nem a cidade nem a Zipcar queriam dois locais tão perto um do outro.

Depois, a Trion alugou dez vagas de estacionamento, num prédio comercial próximo, para inquilinos que tinham carro e disponibilizou três bicicletas com aparelhos de monitoramento por GPS aos moradores. Mas o prédio comercial cancelou as vagas, diz Max Sharkansky, um dos fundadores da Trion.

Recentemente, o prédio adotou uma solução mais simples: oferecer dinheiro para ser usado em corridas da Uber ou Lyft. Taylor Fisher, de 33 anos, que se mudou para o Eleanor Apartments em março, diz que, com o benefício de US$ 100, a ausência de uma vaga na garagem não foi algo problemático para ele.

Os proprietários de shoppings também estão adotando os serviços de compartilhamento de caronas. O shopping de luxo Grove, de Los Angeles, passou a oferecer garrafas de água, chocolate quente e sidra para os clientes que chegam de Uber ao ponto de desembarque do empreendimento. “Nós fizemos muita coisa com a Uber para facilitar os desembarques”, diz Jackie Levy, diretor de operações da Caruso Affliated, a incorporadora que é dona do empreendimento, ressaltando que novos projetos vão levar em consideração mais espaço para serviços como esse.

Tais parcerias ajudarão os passageiros a poupar o tempo que passariam procurando por vagas no estacionamento, disse um representante da Uber.

Alguns construtores estão excluindo estacionamentos de novos projetos. Em agosto, o escritório de arquitetura e construção Jonathan Segal FAIA, da Califórnia, lançou o projeto de um prédio de oito andares e 35 apartamentos em San Diego qu não tinha estacionamento. A medida ajudou a manter os custos baixos para os moradores, afirma a empresa. O edifício também oferecerá espaço para guardar bicicletas em cada andar e também no térreo. Os inquilinos poderão alugar uma vaga de garagem nas proximidades por entre US$ 150 a US$ 250 por mês.

No longo prazo, os carros autônomos poderão tornar ainda mais fácil a eliminação do estacionamento nos prédios.

A Green Street estima que a adoção em massa comece por volta de 2030 e seja concluída 15 anos depois. A Uber já indica que toda sua frota será autônoma até 2030. “Os donos de dois veículos que moram em áreas urbanas devem ser os que acharão mais sentido econômico nos serviços de carona sem motorista do que ter um carro próprio”, afirma a Green Street.

Mas alguns grandes investidores não estão completamente convencidos disso.

“Quando eu estava no colégio, nos anos 50, a estimativa era que nos anos 90 estaríamos indo para o trabalho em nossos helicópteros particulares”, disse o investidor imobiliário Sam Zell durante uma conferência realizada em setembro. “Acredito que o foco nos carros sem motorista e todas essas coisas acabarão acontecendo, de certa forma. Mas acho que qualquer um que faça apostas em mudanças tecnológicas cinéticas em ativos privados vai se decepcionar.”

De fato, a escassez de estacionamentos continua atraindo investidores para o setor. As vendas de carros seguem fortes e a ocupação de vagas em estacionamentos está em níveis recorde, diz Steven Yari, diretor a Stockdale Capital Partners. A firma americana de investimentos imobiliários se uniu à operadora de estacionamentos Ace Parking Management, também dos EUA, para comprar e administrar estacionamentos no sudoeste do país. Eles pretendem adquirir US$ 200 milhões em ativos nos próximos anos e obter um retorno próximo de 20%.

Plaenge estreia no segmento comercial com prédio interligado a shopping

(Gazeta do Povo) -05/12/16

Construtora Plaenge vai unir duas torres corporativas ao Shopping Campo Grande, no Mato Grosso do Sul

Consolidada no mercado de apartamentos residenciais de luxo, a Plaenge vai estrear em um novo segmento. A construtora paranaense de Londrina anunciou um projeto corporativo em parceria com a BRMalls, maior empresa de shopping centers da América Latina. O empreendimento será lançado em Campo Grande (MS) e chama a atenção porque será construído anexo ao Shopping Campo Grande, o maior centro de compras da cidade. O The Place Corporate consiste em duas torres de 25 andares com salas de 42 a 65 metros quadrados. Como a planta é flexível, será possível combinar salas e criar espaços de 84 a 395 metros quadrados.

A construtora foi a primeira a apresentar esse modelo para a região de Campo Grande. Antes, ele já existia em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A ideia é formar um complexo corporativo entre o shopping e o novo empreendimento. Assim, quem frequenta o shopping pode buscar atendimento nos escritórios instalados nas duas torres corporativas. Do mesmo modo, quem trabalha no The Place Corporate estará a alguns metros dos serviços prestados pelo centro de compras.

Os funcionários do empreendimento também terão estacionamento privativo interligado com as entradas e saídas do shopping. O diretor da construtora, Alexandre Fabian, afirma que essa parceria com o Shopping Campo Grande vai movimentar o mercado e trazer praticidade para os consumidores. “Isso vai gerar um fluxo justamente no momento em que o shopping tem menos movimento, que é durante o expediente”, analisa.

A escolha pela capital do Mato Grosso do Sul se deu por uma combinação de interesses, explica Fabian. A Plaenge já atua na região há 30 anos e detém 70% do mercado imobiliário de lá. Procurada pela BR Malls para firmar uma parceria, a construtora, então, propôs esse novo modelo.

A previsão de conclusão das obras e entrega dos escritórios é agosto de 2020. O empreendimento será incorporado em um terreno avaliado em R$ 24 milhões.O Valor Geral de Vendas (VGV) é previsto em R$ 180 milhões. Fabian afirma que existe a possibilidade de trazer o modelo para o Paraná, desde que haja interesse de algum estabelecimento, como a BR Malls demonstrou inicialmente. Ele também destaca a importância de implantar o projeto numa localização adequada para o modelo de negócio. “A linguagem tem que estar alinhada entre o shopping, o empreendimento e a região”, ressalta.

Atuação na América Latina
O Grupo Plaenge existe há 46 anos e atua no segmento da construção civil em edificações imobiliárias e industriais. A empresa está presente no Centro-Oeste e Sul do Brasil e também tem empreendimentos no Chile, onde atua desde 2009. Um empreendimento de alto padrão foi lançado recentemente no país e outro terá início no mês de dezembro. No Brasil, a construtora planeja lançar 17 torres no próximo ano, com VGV de R$ 756 milhões.

Mobilidade urbana sustentável, o novo desafio.

Adamy Empreendimentos

Precisamos fazer um esforço para que em algum momento a questão da mobilidade urbana volte a ser debatida pelos agentes públicos e gestores das cidades, visando uma melhoria da qualidade da mobilidade das grandes cidades. Fazer um esforço para requalificação dos espaços públicos, para usufruto dos cidadãos seria uma tentativa valida de melhoramento. Uma das respostas ao problema, certamente passa pela capacidade que o incentivo de mobilidades prosaicas, como caminhar. Surge assim a possibilidade de olhar para o cidadão e para o andar nas cidades, como forma de mobilidade e como solução prática, simples e eficaz para a solução de alguns dos problemas das cidades, bem como elemento-chave para o planejamento urbano moderno e para o aumento da qualidade de vida dos cidadãos.

As necessidades atuais de vias de vias largas e rápidas, lugares de estacionamento, semáforos de trânsito, prioridade de deslocamento para o automóvel, poluição sonora e da qualidade…

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Empreendimento imobiliário em Maringá busca recursos através de crowdfunding

(Gazeta do Povo) – 28/11/16

Recursos captados através da plataforma Urbe.me vão viabilizar a construção de um edifício residencial

Um empreendimento imobiliário em Maringá, no Norte Central do Paraná, será viabilizado com recursos captados via investimento coletivo, o chamado crowdfunding. A construtora Lótus colocou seu novo projeto de edifício residencial, chamado de Rui Cesare, para captar investimento através da plataforma Urbe.me. O projeto em Maringá é o primeiro localizado no interior do Brasil a entrar para investimento dentro da plataforma.

O investimento mínimo é de R$ 1 mil e e a rentabilidade anual prevista é calculada através do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) com o acréscimo de 13% a 17,1%. A expectativa é que o ticket médio dos investimentos gire entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

O Rui Cesare será um edifício residencial localizado no Bairro Zona 03, em Maringá. Os apartamentos terão área total que varia entre 103,83m² e 140,84m². As obras começaram em maio de 2013 e a entrega das chaves aos moradores está prevista para novembro de 2018.

Caso a captação não atinja a meta máxima necessária à realização do empreendimento, os valores são devolvidos aos investidores, corrigidos pela variação da poupança do período.

Como funciona?
A plataforma Urbe.me, fundada por um time de empreendedores gaúchos, é um crowdfunding imobiliário que une pequenos investidores aos incorporadores que buscam a captação de recursos para colocar em pé seus empreendimentos.

Para aportar recursos nos projetos, o investidor precisa se cadastrar no site e fazer a reserva dos títulos que pretende adquirir, que correspondem a um porcentual do Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento. Feita a reserva, o investidor tem um prazo de 24 horas para efetuar a transferência do valor. Depois, aguarda até que a captação atinja o valor mínimo estipulado pela oferta.

Atingida a meta mínima, o investidor recebe o título que comprova seu investimento junto à incorporadora que busca o financiamento. Os resultados serão apurados a cada três meses a partir do início das vendas e a participação de cada investidor será depositada diretamente na sua conta bancária.

App de trânsito promete ser melhor do que Google e Apple maps juntos

(Gazeta do Povo) – 28/11/16

Mais bonito do que a Apple, mais eficiente do que o Google Maps. Essa é a meta , bastante ousada, do aplicativo de trânsito Transit. A start-up aposta em transformar o design de um belo mapa em uma fórmula matemática.

Outro ideal do sistema é a integração entre diferentes modais de transporte. Além das linhas de ônibus, trem e metrô, o app informa quando há corredores de BRTs, estações de bicicleta compartilhada. E oferece ao usuário a opção de usar vários desses em um único trajeto.

Por outro lado, também é possível eliminar opções. Um usuário que não quer andar de Uber ou de ônibus, por exemplo, pode indicar isso ao aplicativo. Em Nova York é possível ocultar as linhas de ônibus da vizinha Nova Jersey e vice-versa.

Além de visualizar todos os transportes que cruzam uma determinada região – e suas rotas – o usuário pode pedir para o aplicativo funcionar como um GPS, indicando uma rota. Ele indica qual o melhor ponto para descer e, caso a pessoa precise apertar o passo, para chegar a tempo no local.

Em algumas cidades, o app fornece informação em tempo real da localização dos ônibus, com base na atualização mais recente de GPS. Nas cidades que não disponibilizam esses dados publicamente, o horário é informado com base no itinerário. Em alguns locais, dá para verificar o número de bikes disponíveis nas estações de compartilhamento, e até reservá-las para aluguel em alguns casos.

A diretora de comunicação do Transit, Lauren Jane Heller, disse à Gazeta do Povo que o app se diferencia do planejador de viagens do Google – que também incorpora dados em tempo real em algumas cidades, por exemplo – de muitas formas. A primeira é que o usuário não precisa escolher uma rota, ao entrar no app ele já se depara com os itinerários disponíveis na região. A integração multimodal, que permite ao usuário reservar uma bicicleta ou carro compartilhado, por exemplo, significa que “quando o transporte público não é a melhor opção, o usuário não precisa utilizar outro app para achar a solução”.

O melhor de dois mundos
A ideia do Transit nasceu praticamente nas garagens de Montreal, nos Estados Unidos. Em 2013, o programador Anton Dubrau entrou para liderar uma equipe de 17 pessoas, na busca por programar um aplicação que gere mapas munidos e gerados de forma automática.

A meta da empresa era unir “a beleza do lento processo da Apple com a capacidade de ganhar escala dos processos automatizados do Google”. Para isso, o app coleta dados cartográficos do OpenStreetMap (OSM) e de mobilidade com as agências de trânsito, o que agiliza o processo.

Parece simples, mas não é. Basta ver as falhas dos concorrentes, argumenta a Transit, em uma postagem no Medium da empresa. A Apple, por exemplo, “faz de tudo para que seus mapas de trânsito pareçam desenhados à mão. Esteticamente, são ótimos (…), mas eles optam por um processo lento e manual na produção dos mapas”.

Já o Google Maps é gerado de forma automática, a partir de algorítimos – o Transit faz o mesmo – o que o torna ágil. Mas eles “com frequência são meio preguiçosos, simplesmente ligando as estações em linhas retas”. Dai que muitos mapas da Google mostram linhas cruzadas e entrecortadas, quando diferentes transportes cruzam o mesmo itinerários.

Magia da programação
Uma preocupação do Transit foi com as linhas. O algorítimo cria arcos circulares para garantir curvas suaves. Impedir o cruzamento foi um pouco mais difícil – já que os modais de transporte de fato se sobrepõe na vida real.

Dubrau explica que a primeira solução foi trabalhar com probabilidade: se um ônibus é o primeiro a fazer uma curva à esquerda, então sua rota fica desenhada mais à esquerda. Mesmo assim, ela pode cruzar com outras rotas lá na frente. Aí o sistema manda um alerta para a equipe de programação.

Além do cuidado com rotas bem desenhadas, uma última linha de programação foi criada para criar rotas reais. Quando duas linhas de metrô se cruzam, por exemplo, em que ponto elas se separam? O Transit queria que o desenho disso, no mapa, fosse o mais próximo possível de como é na realidade. Por isso a equipe fez um complexo trabalho de pixelizar os mapas, e sobrepor as imagens às planilhas de itinerários (os detalhes do processo são explicados pelo próprio Dubrau em um post no Medium.

Atualmente, o Transit monitora dados de 350 agências em 125 cidades ao redor do mundo. Na América Latina, a única em que o aplicativo está presente é a Cidade do México. A meta é expandir para “vários novos mercados”, entre eles o brasileiro. O App quer operar no país já a partir de 2017.

5 itens que fizeram a demanda por metragem em imoveis residenciais cair no Brasil nos ultimos 2 anos

(MARCUS ARAÚJO, PRESIDENTE DA DATASORE) – nov/16

Se você trabalha no mercado imobiliário, seja lá qual for a fase do negócio, da prospecção ou projeto até às vendas, tem que ficar atento ao que vou escrever neste breve artigo.

O conteúdo abaixo foi observado em mais de 500 pesquisas de mercado entregues para incorporadores e loteadores de todo o Brasil nos últimos dois anos.

Após alguns anos de observações e olhando os resultados das pesquisas realizadas recentemente podemos afirmar que a demanda por m2 de área privativa de apartamentos e lotes urbanos ou em loteamento fechado caiu no Brasil inteiro, e caiu mais do que se possa imaginar.

Os 5 principais fatores que contribuíram com esta retração. destaco abaixo, da forma mais objetiva possível:

1-A partir de 2000 iniciou-se um grande movimento de ocupação de vagas de trabalho por mulheres que apesar de terem maior histórico de estudo que os homens, tinham menos espaço no mercado de trabalho, o que parecia realmente um contrassenso. Os novos postos de empregos criados de forma mais estruturada a partir de 2003 fez as mulheres ocuparem seu espaço.

2-Os casais passaram a se casar mais tarde, algo em torno dos 30 a 32 anos para as mulheres e 34 a 36 para os homens com primeiro filho chegando na vizinhança dos 38 a 40 anos para os homens. A maioria das pesquisas da Datastore registra tamanho de família em torno de 3,4 a 3,6 indivíduos, chegando a 2,9 na região Sul.

3-Os empregados domésticos se qualificaram e ficaram mais caros com a geração de mais impostos, fazendo com que muitas novas famílias já abram mão de empregados mensalistas e utilizem diaristas de 1 a 2 vezes na semana como solução.

4-Infelizmente as pessoas estão circulando menos dentro dos imóveis, bem como nas áreas de lazer dos empreendimentos. Isso porque, a vida digital mais intensa acaba deixando muita gente concentrada em redes sociais, comunidades digitais, jogos ou aplicativos de mensagens. Pegar um limão no limoeiro para fazer o suco do almoço ficou na década de 70, hoje o suco está na caixinha na geladeira e quem pegava o limão antes está com smartphone na mão acessando algum conteúdo instantâneo como este artigo.

5- A crise financeira desde 2013 diminuiu o poder aquisitivo dos compradores de imóveis, fazendo com que abram mão de 10% a 20% da área privativa pretendida para poderem adquirir de forma definitiva um imóvel.

Assim, surgem novas demandas com metragens menores e manutenção dos programas imobiliários pretendidos.

Acredito que a maior demanda em 2017 será algo com metragens entre 54 m2 com 2 dormitórios ao 3 suites com 98 m2 para apartamentos. E lotes cada vez menores. Um loteamento fechado premium que antes tinha 500 m2 de área privativa, agora tem demanda em torno de 400 m2 a 420 m2. E ainda tem novidades como o terreno de 250 m2 com clube sofisticado e portaria imponente sendo vendido a R$ 800,00/m2 e nos nos loteamentos abertos, 160 m2 a 175 m2.

Enfim, se você está em processo de desenvolvimento de um novo produto imobiliário, fique muito atento a estas mudanças. Uma pesquisa da Datastore resolve isto em apenas 35 a 45 dias e seu novo produto imobiliário para 2017 poderá sair exatamente dentro da expectativa de seu novo público, e mais: no melhor preço/m2 de largada para o melhor desempenho de velocidade. É isso que fazemos!

Valor do imóvel financiado com FGTS sobe de R$ 750 mil para R$ 950 mil

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu nesta quinta-feira (24/11/16) elevar, pela primeira vez desde 2013, o limite máximo do valor do imóvel para financiamento com o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

No caso de São Paulo, Rio, Minas e Distrito Federal, o valor máximo passou de R$ 750 mil para R$ 950 mil. Nos demais Estados, o aumento foi de R$ 650 mil para R$ 800 mil. A decisão passa a valer a partir desta sexta (25/11/16), para imóveis novos e usados.

O novo limite também vale para os financiamentos com as taxas de juros do SFH (Sistema Financeiro de Habitação, que utiliza recursos da caderneta de poupança). Segundo o BC, a regra que determina que o limite do financiamento é de no máximo 80% do valor de avaliação do imóvel será mantida.

Do total do saldo da poupança, os bancos precisam direcionar 65% para o crédito imobiliário. Desse percentual, 80% é direcionado ao SFH, cuja taxa de juros é de 12% ao ano, mais baixa do que as taxas de mercado.

Amortização negativa
O CMN também decidiu acabar com a chamada “amortização negativa”. Os contratos não poderão mais admitir crescimento do saldo devedor ao longo de todo o período de financiamento. Para isso, o dinheiro pago mensalmente pelo mutuário deverá ser usado também para abatimento do principal, e não apenas para o pagamento de juros.

Na prática, essa nova regra não terá muito impacto, pois já é adotada pela maioria dos bancos, como a Caixa, que detém a maior parte
do financiamento imobiliário no país.

Haverá um período de transição, entre 31 de janeiro e 31 de março de 2017, para que as instituições financeiras se adaptem a essa nova regra. “Esse é o critério prudente. Que o saldo devedor vá caindo ao longo do tempo”, disse Silva Marques, chefe adjunta no Departamento de
Normas do BC.

O conselho também anunciou que o BNDES poderá emitir um instrumento conhecido como COE (Certificado de Operações Estruturadas), vendidos exclusivamente para grandes investidores.

Grandes Projetos: Transposição do Rio São Francisco

CIVILIZAÇÃO ENGENHEIRA

O rio São Francisco, em uma breve história, é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. O rio passa por 5 estados e 521 municípios, sendo sua nascente geográfica no município de Medeiros e sua nascente histórica na serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, centro-oeste de Minas Gerais. Seu percurso atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas e, por fim, deságua no oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km². Seu comprimento medido a partir da nascente histórica é de 2 814 km, mas chega a 2 863 km quando medido ao longo do trecho geográfico. Seu nome indígena é Opará ou Pirapitinga e também é carinhosamente chamado Velho Chico.

RioSaoFrancisco

O projeto de transposição do Rio São Francisco é um tema bastante polêmico, pois engloba a suposta tentativa de…

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Cidade japonesa tapa buraco gigante na avenida em menos de 48 horas

CIVILIZAÇÃO ENGENHEIRA

prefeitura de Fukuoka precisou de menos de 48 horas para consertar um buraco de 30 metros formado em uma avenida próxima à estação JR de Hakata.

No dia 8 desse mês, a cidade foi surpreendida pela formação repentina do buraco por volta das 5h da manhã. Um grande vazamento de água aconteceu no local e a cratera no asfalto cedeu chegando a uma profundidade de 15 metros.

Em consequência disso, pessoas que se encontravam em prédios próximos foram evacuadas, a área ficou interditada. De acordo com o The Guardian, o local da avenida voltou a ser utilizado nesta terça-feira, dia 15 e os avisos de evacuação de prédios foram retirados.

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A liberação da rua só aconteceu depois da verificação da obra de pavimentação pelo prefeito de Fukuoka, Soichiro Nakashima. Até o chefe de polícia Nobuyasu Fujibayashi também compareceu ao local para dar uma aprovação referente ao funcionamento do semáforo. Só assim…

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Caixa reduz taxa de juros para financiar a casa própria

(UOL) – 08/11/16

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (8) um corte na taxa de juros cobrada nos financiamentos imobiliários.

As novas regras entram em vigor a partir desta quarta-feira (9) e valem só para novos contratos. Veja como ficam as taxas.

Sistema Financeiro de Habitação
O Sistema Financeiro Habitacional (SFH) regula a maioria dos financiamentos imobiliários no Brasil. Para se enquadrar neste sistema, o imóvel deve custar, no máximo, R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos outros Estados, o limite máximo do imóvel é de R$ 650 mil.

Para quem não é cliente do banco: caiu de 11,25% para 11% ao ano;
Para quem é cliente, mas não tem conta corrente no banco: caiu de 11% para 10,75% ao ano;
Para quem tem conta no banco: baixou de 10,5% para 10,25% ao ano;
Para servidores públicos: baixou de 10,5% para 10,25 ao ano;
Para servidores que recebem salário no banco: baixou de 10% para 9,75% ao ano.

Sistema de Financiamento Imobiliário
O Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) regula todos os financiamentos que não se enquadram no SFH e é voltado, principalmente, para grandes investidores institucionais.

Para quem não é cliente do banco: caiu de 12,5% para 12,25% ao ano;
Para quem é cliente, mas não tem conta corrente no banco: baixou de 12% para 11,75% ao ano;
Para quem tem conta no banco: baixou de 11,5% para 11,25% ao ano;
Para servidores públicos: baixou de 11,5% para 11,25% ao ano;
Para servidores que recebem salário no banco: caiu de 11% para 10,75% ao ano.
Para quem recebe salário em uma conta no banco e comprar um móvel novo ou na planta cuja construção seja financiada pela Caixa, as taxas de juros baixaram de 11,25% para 9,75% ao ano pelo SFH, e de 12,5% para 10,75% ao ano pelo SFI.

Diminuição do valor mínimo de financiamento
Além de baixar os juros, a Caixa reduziu também o valor mínimo de financiamento no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que passou de R$ 100 mil para R$ 80 mil.

A medida busca atender o mercado de imóveis populares novos ou usados que necessitem de menor valor para o financiamento.

Caixa pode influenciar outros bancos
A decisão de baixar os juros pode influenciar outros bancos, já que a Caixa, principal financiador de imóveis do país, serve de referência para o restante do mercado. Segundo o banco, a Caixa já aplicou R$ 66,2 bilhões em financiamento imobiliário neste ano e a expectativa é aplicar mais R$ 26,8 bilhões.

A medida faz parte do primeiro pacote do banco para incentivar o setor imobiliário após o Banco Central baixar a taxa básica de juros (Selic).

Em março, ainda no governo de Dilma Rousseff, a Caixa havia aumentado as taxas de juros para financiar a casa própria.

Crise no setor
O anúncio vem em um momento em que o setor imobiliário continua amargando os efeitos da recessão do país, com construtoras registrando números recordes de devoluções de imóveis e baixando preços na tentativa de reduzir estoques.

A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) prevê que a atividade no setor neste ano seja a pior desde 2009.

Este é o segundo pacote de incentivos da Caixa para o setor imobiliário em pouco mais de três meses. Em julho, o banco aumentou para R$ 3 milhões o limite do valor dos imóveis que podem ser financiados, subiu o percentual da cota financiável para imóveis acima de R$ 750 mil, além de facilitar condições para construtoras.

A Caixa tem um orçamento original de R$ 93 bilhões para financiamento imobiliário em 2016, mas na primeira metade do ano só havia emprestado R$ 39 bilhões, de acordo com a agência de notícias Reuters.