Demanda por galpões vai continuar elevada


(Valor Econômico) – 28/12/12

A demanda por galpões continuará elevada, em 2013, impulsionada pelos segmentos de bens de consumo e logística, apesar da desaceleração do crescimento econômico que vem ocorrendo. Há expectativa que os valores de locação fiquem estáveis, puxados, principalmente, pela demanda por áreas fora dos mercados mais tradicionais – São Paulo e Campinas, no interior do Estado – e pelo padrão de qualidade dos imóveis que estão sendo entregues nesses mercados já mais atendidos.

“A perspectiva é boa para os próximos dois a três anos”, afirma a vice-presidente da Colliers do Brasil, Sandra Ralston. Segundo a executiva, a combinação de demanda por parte do setor de bens de consumo e de operadores logísticos com a oferta elevada de galpões esperada para 2013 resultará no crescimento do mercado, com preços estáveis.

Mesmo nas áreas em que tem havido aumento expressivo da oferta – proximidades de São Paulo e região de Campinas -, os preços dos galpões considerados de qualidade não cairão, de acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores da Cyrela Commercial Properties (CCP), Dani Ajbeszyc. “O movimento de busca por qualidade não deixa os preços caírem. Eficiência é o ponto chave”, diz Ajbeszyc.

O diretor de locação da Jones Lang LaSalle, André Costa, ressalta que 2013 será um ano bom para o segmento de galpões em mercados fora de São Paulo nos quais há demanda, mas menos oferta de qualidade, como na Bahia, em Fortaleza e em Pernambuco. “Nessas regiões, ainda há espaço para que os preços subam um pouquinho”, diz Costa.

Nas regiões de São Paulo e de Campinas, os proprietários podem ter de ser mais flexíveis ao negociar preços para que a ocupação ocorra mais rapidamente, segundo Costa. “No segmento de galpões, a valorização é mais lenta do que no de escritórios comerciais e fica mais perto da estabilidade. Há muita coisa sendo construída para atender à necessidade de expansão de empresas”, diz a gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield, Mariana Hanania.

A demanda por galpões atraiu novos participantes para o segmento em 2012, inclusive do mercado internacional. É o caso da australiana Goodman, que anunciou, em novembro, joint venture em parceria com a WTorre para investir em complexos logísticos e industriais. A atuação da WTGoodman começa por São Paulo e pelo Rio de Janeiro.

Também em novembro, a fornecedora de infraestrutura industrial e logística asiática Global Logistic Properties (GLP), sediada em Cingapura, anunciou duas joint ventures para investir em ativos de logística no Brasil. A GLP comprou dois portfólios da gestora de recursos com foco na área imobiliária Hemisfério Sul Investimentos (HSI). “Começa a haver um mercado com participantes mais maduros”, diz o executivo da CCP.

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