Wikimedia Strategy: Ideas for Strengthening Online Communities

10 02 2010

(Harvard Business Review) – 09/02/10

For those of you who have been following Wikimedia’s open strategy initiative on this blog, you’ll know that one of the goals of the work has been to strengthen the health of the Wikipedia community of contributors who create and use its online encyclopedias. In a healthy community, contributors feel a sense of affiliation and social bonding, they come from diverse backgrounds and expertise areas required to accomplish the project’s expansive work, remain open to differences of perspective and able to resolve disputes respectfully. “Community health” is a hot topic among participants engaged in developing the Wikimedia strategy, both within the broader Wikimedia community and outside it.

Our hunting and gathering of ideas for improving community health got a booster shot last month when Wikimedia Foundation executive director Sue Gardner, deputy director Erik Moeller and I had the opportunity to spend the day with Wikipedia’s founder, Jimmy Wales as well as with Clay Shirky, adjunct professor in NYU’s graduate Interactive Telecommunications Program and author of Here Comes Everybody: The Power of Organizing without Organizations. The subject of the day was the state of the Wikipedia community, and its objective was to generate ideas. Our discussion drew on the work of two Wikimedia strategy task forces and generated valuable insights for both Wikimedia and for others thinking about creating social networks that grow steadily, deepen participation and build purposeful community. Here are some tenets we surfaced:

1. The noisy and destructive few can make an entire community feel hostile and unfriendly; healthy communities need to create rules and norms to support positive behavior and address destructive conduct. Lack of rules or presence of anarchy constitutes a set of rules in itself that, as Mitchell Kapor says, rewards a “functioning old boy’s network” that thrives on opaque power structures. Jimmy’s experience of Wikipedia is as a community of “nice, quiet people who are friendly and collaborative.” The challenge comes when the community grows and it attracts “jerks, who are difficult to manage in an informal, collaborative fashion.” At some point, rules are needed to protect the community from destructive forces. As Clay shared, “when you grow, then the 1% of activity that is a problem becomes big enough to matter.” In his work, he shared that any community needs rules as it grows and ages. “The question to answer is not whether to have rules, but what are the rules going to be? What is the process for forming, revising and revoking rules?” For Wikimedia, there has been and continues to be a lot of work to do to develop the rules that serve and protect the needs of a healthy, vibrant community.

2. Any community establishes norms in the form of customs, language and habits that make it easier for the community to function effectively. Often these norms are a modification of those brought to the community by some core members. In the case of Wikipedia, norms brought forward and reinforced have constituted, in Jimmy’s words, “geek culture.” At some point, if the community wants to open up and increase diversity, it needs to make it easier for newcomers who aren’t from the founding culture to learn the ropes and contribute. The existing community needs to find ways to acculturate newcomers and tackle its own biases that inhibit openness. For instance, Jimmy stated that “Star Trek and the American Girl doll series receive different treatment within Wikipedia, simply because the culture loves science fiction and sees similar pop culture stuff as ‘foreign’ and ‘wrong’. This needs to improve.”

3. As communities grow, the informal approaches to “knowing” other community members that help build trust, support collaboration and enable group affiliation can fall apart. There is a tendency to create “reputation systems” that use certain metrics to assign people reputations (e.g., eBay’s seller rating, Amazon’s reviewer profiles). These systems have their benefits, but figuring out how to measure reputation in a way that reinforces positive behaviors and can’t be “gamed” is really hard in a collaborative social network. After all, one wants to know the interests, motivations, biases and underlying agendas of one’s counterparts — which are not easily synthesized into a rating. Clay warned against overreaching: “once reward systems take on importance in a community…they become worth fighting over…Wikipedia does really well in providing intrinsic rewards (self-fulfillment). Reward/reputation systems carry risks, so tread lightly. When you must act, do so with careful deliberation and a lot of low risk experimentation.”

4. A keen insight from Clay and Jimmy regarding effective communities centered on the power of harnessing markets to solve problems. They articulated a view that a command-and-control management approach risks both alienating the community and arriving at the wrong solution. They espoused an approach that enables users to experiment by building apps and leveraging data for problem solving that enrich their experience and the community. By making apps and data tools sharable within the community, the best solutions would gain wide usage and through the community marketplace would emerge as a new normal. The Foundation in its role as a support to new users could assemble default packages of apps and tools for new users that would support their orientation, but contributors could readily opt out or change their experience at will. This is a thoughtful approach that taps into the wisdom of the community and the volunteer energy that is a hallmark of Wikipedia.

What do you think about the tenets gleaned from the discussion? What implications might these have for the online or offline communities that you are engaged with? What problems do you foresee in these approaches for Wikimedia and others?

Barry Newstead is a partner at The Bridgespan Group currently supporting Wikimedia’s open strategy process.





Fundos imobiliários, nova era

10 02 2010

(Valor Econômico) – 10/02/2010

Injeção de recursos de fundos de pensão e carteiras mais diversificadas, com mais de um imóvel ou com títulos do setor, vão impulsionar mercado em 2010.

O mercado de fundos imobiliários pode dobrar de tamanho em 2010. A grande expectativa gira em torno do dinheiro das fundações que deve ir para o setor – no mercado, estima-se entre R$ 3 bilhões e 4 bilhões os recursos disponíveis para a aplicação somente neste ano. Os 84 fundos imobiliários em operação hoje reúnem patrimônio líquido de R$ 5,2 bilhões. “As fundações serão os grandes fomentadores dessa indústria”, afirma uma fonte do setor.

Bom para o investidor pessoa física, que passará a contar com um senhor reforço para o desenvolvimento do mercado, que já mostra sinais de amadurecimento. Basta ver o movimento cada vez maior de lançamentos de fundos com mais de um ativo – de imóveis a títulos imobiliários -, gestão ativa e participação crescente de bancos de varejo na distribuição e estruturação. Citibank, Bradesco, Santander e Caixa voltaram a dar as caras.

Os números do mercado de fundos imobiliários.

Neste ano, a primeira oferta registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai nessa linha. Trata-se do fundo Max Retail, que definiu como foco a exploração de empreendimentos comerciais destinados à exploração do segmento varejista, mas não descarta a chance de investir em papéis como certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), letras hipotecárias (LHs) e de crédito imobiliário (LCIs).

O setor de fundos imobiliários está mudando de cara, afirma o advogado Carlos Eduardo Ferrari, do escritório Lobo & de Rizzo. O ingresso de dinheiro novo de fundos de pensão vai criar um mercado com um tamanho mais atraente, aponta. “Uma indústria como a de hoje, de R$ 5 bilhões, é muito pequena para oferecer liquidez e crescer.” Apesar da demanda crescente de investidores, há escassez de ofertas, diz. Mas, com o comprometimento do investimento por parte de fundos de pensão, haverá estímulo para a estruturação de carteira maiores, de pelo menos R$ 100 milhões, porque parte já estará garantida para os institucionais. “O fundo de pensão vai acabar dando respaldo para o crescimento das ofertas.”

Quem ganha com isso é o mercado todo, inclusive a pessoa física, já que o problema da falta de liquidez poderá ser minimizado. Os fundos imobiliários são fechados. Para o investidor sair da aplicação, só vendendo as cotas no mercado secundário, para outro investidor. E, das 84 carteiras, apenas 31 estão listadas em bolsa. “A entrada de fundos de pensão cria uma porta de saída para a pessoa física”, diz Ferrari. Ele destaca ainda o ganho de qualidade com a participação crescente das fundações. Segundo ele, os grandes fundos de pensão têm um processo de análise de investimento muito criterioso, além de cobrarem mais responsabilidade do gestor e administrador.

Fora isso, o potencial de investimento em fundos imobiliários para os próximos anos é enorme. A flexibilização pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) das regras de aplicação das fundações, com a Resolução 3792 de setembro do ano passado, abriu espaço para a aplicação de até 10% do patrimônio para essas carteiras. Foi criada uma rubrica específica para esse tipo de investimento.

Isso equivaleria a quase R$ 50 bilhões – o patrimônio da fundações está perto de R$ 500 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Como não há mercado para absorver todo esse dinheiro, qualquer 1% já será significativo. Hoje, os fundos de pensão não têm nem 1% do patrimônio aplicado em fundos imobiliários, segundo uma fonte do mercado.

Esse interesse de investidores institucionais coincide com um mercado de fundos imobiliários em evolução. Não de tamanho, mas de estrutura e até de cultura dos participantes. “Hoje, o fundo imobiliário pode comprar tudo desde que o ativo seja imóvel ou tenha base imobiliária”, afirma a advogada Marina Procknor, do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga.

A flexibilização veio no fim de 2008, com a publicação pela CVM da primeira revisão de regras do setor desde a origem, em 1994, e do ajuste no ano passado na legislação que estendeu a isenção de imposto de renda para pessoas físicas também para fundos que compram cotas de outras carteiras ou títulos isentos como o CRI e as letras. “Essa é uma mudança de conceito que vai impulsionar o mercado”, diz Marina.

O fundo imobiliário ficou com mais cara de mercado de capitais, afirma o diretor-executivo da RB Capital, Marcelo Michaluá. “Isso permitirá que mais pessoas acessem esse tipo de fundo, que tem o apelo da isenção para esse público, em ofertas pulverizadas.”

Culturalmente, o fundo imobiliário sempre foi de um imóvel só. Além de a antiga regra orientar o mercado para esse formato, o investidor precisava conhecer o empreendimento, entrar no imóvel, para se sentir confortável. Isso também já começa a mudar, destaca Marina. Além disso, a indústria criou um histórico que permite avançar para fundos diversificados e com gestão ativa.

O mercado, inclusive, coleciona experiências bem-sucedidas. Entre os destaques, estão fundos como o CSHG Brasil Shopping, que tem participação em cinco shoppings, o genérico CSHG Real Estate, com 62 imóveis comerciais na carteira, predominantemente lajes corporativas. No fim do ano passado, a Rio Bravo conseguiu a aprovação da maioria dos cotistas do Financial Center para alterar o regulamento do fundo, que só permitia investir no Edifício JK Financial Center, em São Paulo. O argumento apresentado para os cerca de 400 cotistas foi o de aproveitar as oportunidades no setor de lajes corporativas e escritórios nas regiões comerciais e, assim, diluir os riscos de vacância e até inadimplência de inquilinos.

Outro exemplo de sucesso foi a colocação da oferta, em dezembro, do fundo RB Capital Renda I. A demanda, que superou em 2,8 vezes a oferta de R$ 132 milhões em cotas, atraiu 1.172 pessoas físicas e um investidor institucional. A carteira já nasceu com um portfólio formado por sete imóveis, todos com contratos de locação de longo prazo fechados com grandes empresas, como AmBev, C&A, Magazine Luiza, entre outras. A oferta nova, liderada pelo Ourinvest, vai usar os recursos da primeira emissão, de R$ 70,15 milhões, para a compra de oito imóveis espalhados pelo país, já locados para a Lojas Americanas, Carrefour e Bom Preço.

Para Ferrari, fundos de um imóvel só serão cada vez mais raros. O mercado, acredita ele, caminha para carteiras setoriais. Os fundos de CRIs também terão papel relevante para o crescimento do setor, diz o advogado. E até podem liderar a evolução. Segundo fontes do mercado, há projetos de bancos e gestores como a RB Capital para lançar carteiras de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões de patrimônio. Quanto maior a escala, melhor tende a ser a liquidez.

O ambiente atual é propício para fundos imobiliários. Para a pessoa física, o grande atrativo é a possibilidade de capturar o ganho da atividade imobiliária, que anda pujante no país, com a possibilidade de isenção de imposto sobre rendimento. Também segundo Ferrari, as pessoas têm procurado esse tipo de fundo por ele ter se mostrado resistente a crises. “Com a volatilidade, o fundo imobiliário é uma opção intermediária entre a renda fixa tradicional e a renda variável, com ótimo retorno.”








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