Araucárias de 18 metros e 40 anos são transplantadas em Piracicaba


(G1) – 31/07/2013

Os exemplares estavam nos fundos de uma empresa no bairro Conceição. Remoção custou cerca de R$ 50 mil e exigiu guindaste de 250 toneladas.

Araucária de 18 metros foi transplantada em Piracicaba nesta quarta-feira (31) (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

Uma araucária (espécie de pinheiro comum no Paraná) de 18 metros foi transplantada nesta quarta-feira (31) em Piracicaba (SP). O exemplar é um dos poucos existentes na cidade, segundo o engenheiro florestal Luiz Eduardo Carrer. A árvore, de 40 anos, foi retirada do fundo do terreno de uma indústria localizada no bairro Conceição e replantada na frente do imóvel. No domingo (28) outra araucária já havia passado pelo mesmo procedimento no local.

Os proprietários da empresa, que fabrica equipamentos hidráulicos, tinham a opção de cortar as duas árvores e replantar 100 mudas em outro local, mas decidiram preservar a espécie. “Valorizamos a natureza e seria uma judiação cortá-las. São espécies raras em Piracicaba. São heranças de família e quero mostrar para os meus netos e bisnetos esta relíquia”, disse o empresário Antonio Sergio Guarnieri.

A remoção das araucárias, segundo o empresário, custou aproximadamente R$ 50 mil. Para o trabalho foi necessário contratar um guindaste que sustenta até 250 toneladas e um caminhão esteira para transportar a árvore até a frente da fábrica, além do trabalho de ao menos 10 pessoas.

Decisão incomum
O engenheiro florestal explicou que a decisão dos donos da fábrica foi incomum, já que o replantio de mudas custaria 5% do valor que foi gasto para o transplante. “É a primeira vez que faço este tipo de procedimento em árvores tão grandes e dessa espécie. O mais comum são transplantes de palmeiras. Está sendo um desafio”, disse Carrer.

A princípio, Guarnieri queria replantar as araucárias na frente da casa onde mora, mas a ideia foi descartada pelo engenheiro florestal. “Teríamos que pedir a retirada de fios de eletricidade, internet e telefonia. Seria totalmente inviável”, relatou Carrer.

Como foi o procedimento
A preparação para a remoção teve início há 90 dias. “Primeiro fizemos dois buracos paralelos a dois metros dos troncos das árvores e colocamos hormônios e nutrientes. Depois de 20 dias, fizemos mais dois buracos contornando as araucárias e continuamos colocando hormônios e nutrientes. Passado mais um período colocamos a proteção e agora estamos fazendo a remoção e o replantio”, explicou o engenheiro florestal. De acordo com ele, as chances de as plantas sobreviveram ao transplante variam de 60% a 70%.

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