Vendas e lançamentos superaram estimativas para 2009


(PiniWeb) – 23/02/10

Pesquisa do Secovi-SP mostra bom desempenho do mercado e traça perspectivas para 2010

A venda de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo atingiu 35,8 mil unidades em 2009, ultrapassando a estimativa de 33 mil unidades projetada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação). O volume superou também o resultado de 2008, quando foram comercializadas 32,8 mil unidades. As informações são do Balanço do Mercado Imobiliário 2009, divulgado hoje pelo sindicato.

Já o número de lançamentos, apesar do desempenho fraco nos primeiros meses do ano passado, se recuperou no segundo semestre e também fechou o ano acima das expectativas: 30,1 mil unidades contra projeção de 25 mil no começo de 2009. A disparada aconteceu, principalmente, entre os meses de novembro e dezembro, quando cerca de 10 mil moradias foram lançadas, volume superior à soma dos sete primeiros meses daquele ano.

Como consequência, entre outubro e dezembro a quantidade de lançamentos ficou acima do número de unidades vendidas, invertendo a tendência que se mantinha desde o início do ano.

Vendas e lançamentos em São Paulo

Na análise de Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, a demora dos lançamentos em responder à demanda foi um reflexo da crise econômica, seja pelo enxugamento do crédito, seja pelo abalo na confiança das empresas naquele período. “As incorporadoras não sabiam se a confiança do consumidor voltaria. Para nossa surpresa, as vendas superaram os poucos lançamentos do primeiro semestre, ou seja, a confiança do consumidor retornou muito mais rápido que a dos próprios incorporadores”, avalia.

Na comparação com 2008, no entanto, o volume de lançamentos ainda fica abaixo da marca de 34,5 mil unidades.

Para 2010, o Secovi projeta crescimento de 10% nos lançamentos e de 5% na comercialização, que deve atingir 37,6 mil unidades e extrapolar as 36,6 mil vendas de 2007, ano considerado atípico para o setor.

Dois dormitórios
O balanço do Secovi apontou ainda o crescimento do mercado de dois dormitórios, que ampliou sua participação nos lançamentos de 34% em 2008 para 43% em 2009. Paralelamente, o segmento de quatro ou mais dormitórios teve sua fatia de 24% em 2008 reduzida para apenas 16% do mercado no ano seguinte.

Financiamento
Os financiamentos imobiliários com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da poupança tiveram crescimento de 22,6%, saltando de R$ 40,5 bilhões em 2008, para R$ 49,6 bilhões em 2009. A projeção para 2010 é atingir os R$ 69 bilhões entre recursos da poupança e do FGTS.

Petrucci alerta, no entanto, que se considerados também os recursos do OGU (Orçamento Geral da União), disponibilizados para complementar o programa Minha Casa, Minha Vida, a perspectiva de financiamento para este ano sobre para R$ 78 bilhões.

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