Imóveis compactos ganham espaço entre lançamentos imobiliários


(Folha Online) – 02/08/10

Somente nos primeiros sete meses do ano (até 23 de julho), as construtoras já colocaram no mercado 6.033 unidades “compactas” -mais que o total em 2005 (5.801)

Os imóveis de até 55 metros quadrados, chamados de “compactos”, vêm ganhando espaço entre os lançamentos em São Paulo. Impulsionados pelo crescimento do crédito e da massa salarial, tiveram a participação ampliada de 24%, em 2005, para 39% em 2010, segundo levantamento realizado pela empresa de pesquisas imobiliárias Geoimovel.

Somente nos primeiros sete meses do ano (até 23 de julho), as construtoras já colocaram no mercado 6.033 unidades “compactas” -mais que o total em 2005 (5.801). Em geral, foram lançadas 15.658 unidades em 2010.

Para Celso Amaral, diretor da Geoimovel, dois fatores foram fundamentais para alavancar essas vendas. O primeiro foi o crescimento do poder aquisitivo da população -de 27%, entre janeiro de 2005 e maio de 2010 na Grande São Paulo, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O outro é a maior facilidade de financiamento nos últimos anos, com juros mais baixos, prazo de pagamento maior e prestações menores. “Há uma demanda forte por esses apartamentos. As construtoras perceberam esse movimento”, diz Amaral.

Primeiro “Apê”
Para o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana, os jovens também têm impulsionado o mercado de “compactos”. “São casais ou solteiros com idades de 20 a 35 anos, que já trabalham, mas não têm condições de comprar imóveis de 100 metros quadrados.”

Para atender a essa demanda, a Gafisa criou em 2006 a marca Living, cujo foco são imóveis menores (70% têm até 55 metros quadrados). No primeiro ano de existência, lançou 720 imóveis. No ano passado, o número saltou para 16.062. Para este ano, a expectativa é chegar aos 25 mil.

Segundo Romeu Braga, diretor de incorporação da empresa, o programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, lançado em março do ano passado, também contribuiu para uma oferta maior desses imóveis. “O MCMV trouxe novos clientes para esse mercado, que são pessoas da classe C que estavam desassistidas”, ressalta. Entre os benefícios do programa, estão juros reduzidos e subsídios federais.

A assistente comercial Cristiane Dias, 28, comprou o primeiro imóvel recentemente, após diversas tentativas. “Não conseguíamos comprovar renda suficiente, mas deu certo pelo MCMV”, diz ela, que irá mudar com o marido e a filha de um ano para um imóvel de 52m² em 2012.

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