(Buildings) – 30/05/2012
A expansão do mercado imobiliário da região não está sendo turbinada só com recursos próprios das construtoras ou do financiamento bancário. Fundos e grandes investidores estão se associando às incorporadoras para faturar com o crescimento do setor.
De olho nessa tendência, a Família Capital, empresa de Santos que também está instalada em São Paulo, tem feito a ponte entre os fundos e investidores e as incorporadoras.
O diretor da Família Capital, Mário Rogério Esteves, afirma que fundos imobiliários estão começando a participar da incorporação de empreendimentos na Baixada Santista.
Na prática esses fundos se tornam sócios dos empreendimentos e injetam recursos, reduzindo a dependência da construtora de empréstimo bancário.
Esteves explica que esses fundos têm suas cotas negociadas em bolsa de valores e seus investidores contam com isenção do Imposto de Renda.
Esteves afirma que a Família Capital também busca investidores, não necessariamente fundos, para se tornarem sócios das incorporadoras. De acordo com ele, esses parceiros podem ingressar com R$ 1 milhão ou R$ 2 milhões ou até R$ 50 milhões.
Locação comercial
Questionado sobre a disparada da construção de edifícios comerciais em Santos, Esteves não vê um excesso de oferta de unidades nesse segmento. “O crescimento atual ainda não é em função do pré-sal”. A exploração da Bacia de Santos crescerá com vigor só após 2017, quando haverá uma forte demanda por instalações para fornecedores da Petrobras.
Segundo ele, agora já há muitas oportunidades com o aluguel comercial. Para Esteves, o ideal é que a locação dê retorno de 11% ao ano (0,9% ao mês), mas no caso da locação corporativa o rendimento depende do nicho explorado. O gestor de recursos diz que há uma procura muito grande por condomínios industriais, ainda inexistentes em Santos, e por galpões.