Cresce índice de vacância de escritórios no Rio


(Valor Econômico) – 10/05/16

Nem a Olimpíada salvou o mercado imobiliário corporativo do Rio de Janeiro de aprofundar o esvaziamento, que começou no ano passado. Um em cada quatro imóveis está vazio na capital fluminense, segundo a Newmark Grubb Knight Frank (NGKF), consultoria britânica especializada no mercado imobiliário comercial. O relatório obtido com exclusividade pelo Valor mostra que, no primeiro trimestre, 23,9% das salas classe A e A+ no Rio não tinham locatário. Nos três últimos meses do ano passado a vacância era de 21,9%. Na média geral do país, o índice está em 21,4% no primeiro trimestre.

“A Olimpíada não tem impacto no mercado de escritórios”, diz Gustavo Villela, gerente regional da Newmark Grubb Brasil. “Houve incremento nas obras de infraestrutura, mas não traz esse tipo de demanda”, afirmou. Na Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste, que mais recebeu investimentos por causa dos Jogos, a taxa de vacância caiu no primeiro trimestre, ante os três últimos meses de 2015. Nesse período, passou de 26,3% para 25,6%, em grande parte porque o aluguel nessa região é mais barato que em outras áreas da cidade.

O cenário no Rio é pior do que em São Paulo por causa da relação com o setor de óleo e gás, disse Villela. “Há um enfraquecimento da demanda muito forte, principalmente por causa da indústria do petróleo. A Petrobras sozinha devolveu mais de 50 mil metros quadrados de escritórios”, disse. Em São Paulo, segundo a Newmark, a taxa de vacância é de 20,3%.

O horizonte para o mercado imobiliário corporativo carioca não é promissor, diz Villela. “Como a diminuição do faturamento das multinacionais afeta o reinvestimento das sedes, a restruturação das operações dessas filiais impacta diretamente na demanda por espaço corporativo e logístico.”

O preço pedido médio de locação nas regiões pesquisadas na cidade do Rio caiu 2,1%, ante o último trimestre de 2015, para R$ 107,60 o metro quadrado por mês. O maior tombo ocorreu na Zona Sul, onde o aluguel sofreu retração de 13%. A Barra da Tijuca apresentou queda de 6,5%, passando de R$ 98 o metro quadrado por mês para R$ 91 mensais.

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