As startups que funcionam como ‘imobiliárias do Airbnb’


(Veja.com – Por Anaïs Fernandes) 23/07/2017

Da decoração do imóvel ao anúncio no site, empresas ajudam a colocar unidades para alugar por temporada

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Apartamento de Erika Glorigiano, administrado pela B.Homy (//Divulgação)

A ideia surgiu quando William Astolfi e sua esposa, Luciana Costa, adquiriram um imóvel para investimento. Depois de uma pequena reforma, colocaram o anúncio do apartamento no Airbnb. Em pouco tempo, o imóvel ganhou notoriedade, chamou a atenção de amigos e eles perceberam que havia aí um nicho de mercado.

“A cultura do brasileiro é achar que com uma cama o apartamento já está mobiliado. Nós fazemos uma curadoria, a produção é um ponto importante”, afirma Astolfi.

Primeiro, conta o empresário, sua equipe visita o imóvel para identificar o potencial de locação por temporada. Se necessário, apontam adequações de arquitetura ou decoração e indicam alguns parceiros. Um check list garante que o apartamento está dentro dos padrões para, então, ser criado o anúncio no site.

“Depois disso, cuidamos de toda a comunicação com os interessados. Consigo responder muito mais rápido para negociar a locação e também para atender as necessidades daquele hóspede, sem incomodar o proprietário, porque tenho pessoal de limpeza, lavanderia, manutenção”, explica Astolfi.

A diretora de banco Erika Glorigiano, de 44 anos, nem ficou sabendo quando o sinal de internet do apartamento que aluga em São Paulo caiu ou da vez em que o cano da máquina de lavar roupa quebrou. Só descobriu quando a B.Homy apresentou as contas da estadia e solicitou o reembolso da manutenção.

“Eu não tenho tempo de administrar outro imóvel, não queria ficar correndo atrás de limpar tudo, acertar com hóspede”, conta Glorigiano.

Quanto ela paga pelo serviço? Algo entre 20% e 30% do faturamento com o aluguel do apartamento, segundo Astolfi. O valor inclui todo o suporte —exceto as compras de decoração, que são negociadas diretamente com fornecedores, e eventuais imprevistos de manutenção, que são reembolsados à B.Homy posteriormente.

“Não é um serviço barato, mas tem muita qualidade e os hóspedes ficam satisfeitos. Tenho nota máxima no Airbnb e meu apartamento fica locado 95% do mês”, diz Glorigiano.

A maioria dos apartamentos da B.Homy tem, de acordo com Astolfi, entre 50 e 70 metros quadrados. Hoje, a empresa conta com 14 funcionários e tem cerca de 100 residências —a startup só trabalha com imóveis inteiros— em seu portfólio, em cidades como São Paulo, Rio, Campos do Jordão e no litoral paulista.

“O faturamento tem crescido em torno de 20% ao mês e temos a expectativa de manter essa taxa pelos próximos 18 meses”, afirma o empresário.

Sem ociosidade

Foi em uma palestra no Insper que Alexandre Lafer Frankel, CEO da construtora Vitacon, conheceu a Host Guru, startup idealizada por estudantes da instituição para gerenciar estadias por temporada.

Frankel gostou da proposta e, no primeiro semestre do ano, a construtora fez um aporte inicial de um milhão de reais na Host Guru, que passou a se chamar VitaStay. “A ideia é que ela venha a ser o ‘braço de comercialização’ de imóveis da construtora”, diz Frankel.

Agora, a startup gerencia apartamentos da Vitacon para aluguel de curta temporada.

“Estamos focando empresários e executivos que vão ficar por pouco tempo em São Paulo, mas querem fugir da impessoalidade dos hotéis. Conseguimos oferecer valores de estada até 40% mais baratos do que em um hotel, com praticamente todas as comodidades e mais benefícios, já que conseguimos descontos em serviços de parceiros”, explica Thais Silva, uma das criadoras da Host Guru e atual responsável pela administração da VitaStay.

A VitaStay não trabalha apenas com Airbnb, mas também com outras plataformas, como Booking.com. Uma ferramenta “varre” o mercado em busca das melhores condições de demanda, período e diárias para a locação de cada apartamento.

Em agosto, devem ser 300 imóveis em São Paulo sob gestão da empresa – até o fim do ano a expectativa é que esse número chegue a 500.

Hoje, as locações giram em torno de até três meses, mas a VitaStay se prepara para entrar também no mercado de temporada de longa duração, com reservas de até um ano.

Veja mais em: http://veja.abril.com.br/economia/as-startups-que-funcionam-como-imobiliarias-do-airbnb/

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