A contínua metamorfose dos escritórios


(Estado de S.Paulo) – 08/10/17

Antes, eram salas individuais. Depois, cubículos e espaços abertos. Agora, há “uma paleta variada de locais” para se trabalhar. Novos jeitos de se planejar um escritório estão chegando cada vez mais perto de você, com formatos capazes de dar conta das inúmeras tarefas que os trabalhadores contemporâneos têm de realizar ao longo do dia. A nova mentalidade é simples: você não vai ter mais um lugar fixo no escritório.

Parte dessa mudança é uma revolta contra a mentalidade de que todos devem se encaixar no mesmo modelo de trabalho. É também um movimento contra espaços abertos, que deveriam criar colaboração, mas geraram mais tédio do que eficiência.

O novo modelo é bastante aberto, mas não inteiramente. Segundo o novo pensamento, quebrar as paredes para unir as pessoas em um mesmo espaço de trabalho é bom. Mas também são bons os espaços para pequenos times, mesas em que é possível trabalhar na frente de um computador de pé, sofás confortáveis e paredes que podem ser movimentadas.

Privacidade também voltou a ser importante – especialmente para tarefas que requerem concentração. Isso não significa um retorno aos dias gloriosos dos escritórios privados, mas significa que os trabalhadores têm mais lugares para buscar sossego – incluindo “salas de retiro” e cabines para ligações com isolamento acústico.

Mais que um projeto, os novos escritórios são um processo – é o que diz Frank Cuevas, responsável por um redesenho completo na IBM. “O escritório não é mais algo que nós vamos dizer que está pronto”, acredita. O mais curioso, porém, é que as empresas responsáveis por essa mudança não são startups do Vale do Silício, mas sim empresas tradicionais.

Exemplo. Uma das maiores mudanças acontece na Microsoft. Nos últimos anos, a empresa tem tentado ser uma companhia de computação na nuvem, conectada, no lugar de apenas vender programas como Windows e Office. Para isso, é preciso andar num ritmo mais rápido. “Nossos funcionários precisam colaborar mais”, diz Michael Ford, gerente de propriedades da Microsoft.

Por décadas, a empresa, sediada em Redmond, nos EUA, colocava funcionários em baias fechadas, acreditando que a privacidade os ajudaria a escrever programas melhores. Hoje, a empresa aposta na tentativa e erro: testes com áreas abertas para 16 ou 24 engenheiros deram errado – todos achavam os ambientes barulhentos e cheios de distração. Agora, os espaços abrigam entre oito e 12 pessoas. “É o ponto perfeito para nós”, diz Ford.

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