MAR será uma das âncoras do projeto Porto Maravilha

25 04 2011

(Arcoweb, Nanci Corbioli) 20/04/2011

MAR será uma das âncoras do projeto Porto Maravilha A reforma e a integração de dois edifícios de épocas e linguagens diferentes, situados na praça Mauá, darão à capital fluminense um novo equipamento cultural. Com projeto de Bernardes & Jacobsen Arquitetura e inauguração prevista para o primeiro trimestre de 2012, o Museu de Arte do Rio (MAR) é uma iniciativa da prefeitura carioca, com realização da Fundação Roberto Marinho. Ao lado do Museu do Amanhã, concebido por Santiago Calatrava, o MAR é uma das âncoras culturais do Porto Maravilha, programa viabilizado pela parceria entre as três esferas de governo e empresas privadas a fim de converter a degradada zona portuária do Rio de Janeiro em polo turístico. A primeira fase do programa prevê 350 milhões de reais em investimentos na reformulação urbanística. Parte das atividades do Museu de Arte do Rio transcorrerá no quase centenário Palacete D. João 6°, prédio da década de 1910 que abrigou escritórios de empresas de transporte marítimo. Embora tenha sido tombada em 2000, a construção de estilo eclético passou as duas últimas décadas em estado de total abandono. Somente em junho de 2010 tiveram início as obras de restauração da fachada e de adaptação dos interiores ao novo uso. O palacete será interligado ao seu vizinho, uma edificação modernista dos anos 1940 cedida pelo governo estadual. Mesmo bastante deteriorada, nesta funcionavam até recentemente um terminal rodoviário, no térreo, e um hospital da Polícia Civil nos andares superiores. A ligação será feita pela passarela na altura do quinto pavimento do prédio mais novo, enquanto uma cobertura que sugere o movimento da água do mar tem a função de dar a ideia de unidade ao conjunto. Com curadoria de Leonel Kaz e museografia de Jair de Souza e Felipe Tassara, o MAR pretende oferecer um passeio pela história do Rio de Janeiro. O relevo histórico será destacado em uma exibição multimídia permanente e também nas chamadas exposições-diálogo, que devem reunir acervos públicos e privados de coleções brasileiras ou estrangeiras. As principais salas expositivas aproveitarão os pés-direitos elevados e a planta estrutural livre do palacete. No prédio vizinho serão alocadas salas para mostras temporárias, salas de aulas, setores administrativos e a Escola do Olhar, uma espécie de laboratório destinado aos professores da rede pública de ensino. Os pilotis do terminal serão transformados em um grande foyer, também com áreas expositivas, jardins e auditório. Tombada, a marquise do prédio será destinada aos serviços do museu. Os dois prédios somam 8,5 mil metros quadrados de área construída.





Arquitetos precisam gerenciar, empreender e conhecer a concorrência

19 04 2011

(Gazeta do Povo) – 06/04/11

Fernanda Zannoni, consultora e especialista em gestão e marketing de empresas de prestação de serviços

O aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos respinga positivamente sobre os profissionais da arquitetura e design de interiores. Junto, vem a necessidade de profissionalizar os escritórios, sob o risco de ficarem fora do mercado. Com esta preocupação, 550 profissionais, entre arquitetos, designers de interiores e lojistas, acompanharam esta semana o workshop “Como Gerenciar Es­­critórios de Arquitetura e Design”, ministrado pela consultora Fer­­nanda Zannoni, especialista em gestão e marketing de empresas de prestação de serviços. Ela foi con­­vidada pelo Núcleo Paranaen­se de Decoração e pela Associação de Decoração Ponto de Apoio, em iniciativa inédita das duas entidades.

“No nosso país, somos preparados nas faculdades para ser um profissional empregado e não um empresário. Falta desenvolver em­­preendedorismo e gestão”, afir­­ma Fernanda, que é referência no mer­­cado de consultoria pa­­ra entidades nacionais de arquitetura e autora de artigos e roteiros de vídeos de treinamento em gestão. Em entrevista à Gazeta do Povo, a con­­sultora falou sobre as principais falhas encontradas no dia a dia desses profissionais e como con­­­­tornar as dificuldades e me­­lhorar os negócios, através de re­­cursos e processos simples. Con­­fira os principais trechos da entrevista.

O que falta aos arquitetos e designers para que se tornem empresas competitivas?
Eles são excelentes profissionais técnicos, mas muitos não fazem o gerenciamento do negócio e não conseguem ter o resultado que esperam. A faculdade não nos prepara para isso. A demanda é latente, vem de uns três, quatro anos, mas agora se intensificou. O mercado está superaquecido e é preciso se profissionalizar. Os contratantes estão exigindo uma formalização e uma profissionalização para poder competir e as empresas precisam agir.

Qual a maior falha detectada neste segmento?
A falta de controle e conhecimento dos resultados. A maioria não faz um mapa de controle do negócio, da gestão financeira. Não sabe o resultado do negócio, o que cada cliente ou cada projeto feito trazem. Acontece muito de os escritórios terem um conjunto de clientes no qual uns canibalizam o re­­sultado de outros, ou seja, clientes que são muito lucrativos e alguns que absorvem esse resultado positivo. Na medida em que o escritório começa a calcular o quanto cus­­ta prestar um serviço, ele consegue escolher os clientes que de­­ve manter e prospectar os clientes certos, ou fazer o preço adequado na hora da contratação.

Como colocar em prática este controle?
Quem não mede, não gerencia. Se a empresa consegue medir performance de resultado por cliente ou projeto, faturamento e despesa, co­­meça a perceber que o processo de trabalho pode ser otimizado pa­­ra que tenha menos custo ou produza melhor e mais rápido. Co­­me­ça a ver que há metas de faturamen­to a atingir; desenvolver marketing e canais de comunicação, para atingir o cliente certo; e se posicionar com o concorrente adequado e não com o equivocado. Há muito a mentalidade de que os concorrentes são todas as pessoas que estão no mercado. En­­quanto que con­cor­­rente é aquele que compete com o mesmo cliente e da mesma forma. E isso, por meio de um ma­­pa de controle, começa a aparecer: como vender e para quem; como aumentar as vendas e reduzir custos; como aumentar a lucratividade; que clientes demitir e quais buscar.

Esta profissionalização demanda muito investimento?
Não. São controles simples, feitos até em planilha de Excel. O importante é que as empresas entendam por que precisam controlar e saber interpretar o que os relatórios mos­­tram. O processo de aprendizado de gestão dos profissionais é que é importante. Perceberão onde há oportunidades de melhoria, onde vai bem e no que tem de investir. Mas somente a ferramenta não adianta. Há muitas empresas que têm softwares de controle de gastos, caixa, projetos, mas não sabem o que fazer com isso. Elas lançam, mas não olham os relatórios, ou olham de forma que não conseguem extrair muita informação qualificada. O mais importante o que será feito com essa informação.





Primeira fase do metrô de Curitiba deverá custar R$ 2,25 bilhões

1 04 2011

(Pineweb) 31/03/2011

  Linha Azul deverá ter 21 estações e 22,4 km de extensão

 

A prefeitura de Curitiba protocolou junto ao Ministério das Cidades, no início da semana, o projeto para a implantação da primeira fase da linha de metrô da capital paranaense, que será chamada de Linha Azul. De acordo com o projeto, as obras deverão custar aproximadamente R$ 2,25 bilhões, que podem ser provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana. A resposta do governo federal deverá sair até o dia 12 de junho.

A Linha Azul deverá ter, em sua primeira fase, 13 estações. Já a segunda parte compreende a implantação de outras oito estações. Ao todo, a linha deverá percorrer 22,4 km, indo da região sul até a região norte da cidade. O metrô deverá ter capacidade para 1.450 passageiros.

A primeira estação, a CIC-Sul, será a única elevada. Outras 12 estações serão construídas com o NATM (New Austrian Tunneling Method). As outras oito estações serão construídas com o sistema cut and cover.

A estrutura de cobertura, então, é apoiada nas estacas e, posteriormente, se processa a escavação, a estruturação do piso e o revestimento das estacas (paredes). Em grande parte do trecho, a estrutura da via estará bastante próxima ao nível atual da canaleta, somente se aprofundando onde não sejam viáveis as relocações de interferências existentes.

Com a implantação do metrô, a área da canaleta exclusiva, hoje utilizada pelo ônibus biarticulado, será totalmente reurbanizada. A nova área abrigará ciclovia, calçadão para pedestres, arborização e equipamentos de lazer. Nas áreas onde estarão as estações, serão implantados quiosques comerciais, proporcionando áreas de convivência. Nesses locais também serão implantadas as bilheterias e demais estruturas necessárias ao funcionamento do metrô.





Torre de TV em Tóquio alcança 601 m de altura e se torna a maior do mundo

9 03 2011

(Piniweb, Mauricio Lima) 2/03/2011

Construtora utilizou tecnologia para minimizar impactos de terremotos no estrutura

A Tokyo Sky Tree alcançou, ontem, 601 m de altura, tornando-se a maior torre de transmissão de TV do mundo. A torre deverá ter 634 m de altura ao final de sua construção, previsto para dezembro deste ano. Com 600 m de altura, a Canton Tower, em Guangzhou, foi ultrapassada.


Torre deverá se transformar em ponto turístico de Tóquio

Com projeto do arquiteto Tadao Ando, a torre será construída com uma estrutura central de concreto armado baseada na arquitetura japonesa de edifícios como o Taipei 101, que conta com um pilar central e pisos independentes, que ajudam na minimização dos impactos dos terremotos. As fachadas são feitas de molduras de aço conectadas ao “esqueleto” central.

Para a construção do pilar central, a Obayashi Corporation, empresa responsável pela construção, utilizou um sistema de formas trepantes, para agilizar o processo. Já nas fundações, a empresa utilizou um sistema de estacas escavadas, que contam com estrias, funcionando como cravos para ajudar na sustentação da torre.

A base do edifício tem uma forma triangular que vai se tornando circular de acordo com a sua altura. Na altura de 350 m, há o primeiro observatório, com três pavimentos. Depois, 100 m acima, há um observatório de dois pavimentos com um corredor circular. Segundo a Tobu Tower Sky Tree Co., empresa responsável pela administração da torre, o segundo observatório é o mais alto do mundo.

Segundo Hirotake Takanashi, porta-voz da empresa, a construção dos 30 m restantes é uma fase crítica que envolve a instalação de uma antena digital. Além da torre, haverá, no mesmo terreno, edifícios comerciais, uma praça e duas estações de trem.

O projeto de iluminação utiliza conceitos da cultura japonesa em sua composição. Com projeto de Hirohito Totsune, um lado é iluminado com apenas uma cor; no outro, a torre foi dividida em segmentos, cada um com uma cor.

As obras foram iniciadas em julho de 2008, com investimento de 60 bilhões de ienes, equivalente a aproximadamente US$ 734 milhões. A abertura de todo o complexo está prevista para o primeiro quarto de 2012.


Torre começa com uma forma triangular e vai se tornando circular conforme a elevação


Torre conta com dois projetos de iluminação diferentes





Projeto do metrô de Curitiba é apresentado a entidades de classe

2 03 2011

(Gazeta do Povo) – 02/03/11

Participaram da reunião representantes do Secovi, IEP, Crea, Associação Comercial do Paraná, Fecomercio, Fiep, Sinduscon e Asbea

A primeira etapa do projeto do metrô de Curitiba foi apresentada a entidades de classe da capital, na manhã desta quarta-feira (2). Com 14,2 quilômetros de extensão – do CIC-Sul, próximo a Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa), ao calçadão da Rua das XV de Novembro, no centro de Curitiba -, o metro terá 13 estações construídas.

Participaram da reunião representantes do Secovi, IEP, CREA, Associação Comercial do Paraná, Fecomercio, Fiep, Sinduscon e Asbea. O objetivo do encontro era que os representantes das entidades conheçam melhor o projeto, para avaliarem o impacto que deve ter no urbanismo e economia do trajeto envolvido.

A prefeitura vai apresentar o projeto, com custo de R$ 2,25 bilhões, ao Ministério das Cidades, para garantir o financiamento a fundo perdido por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, no Ministério das Cidades.

A capital disputa os R$ 6 bilhões em recursos com outras 8 capitais com mais de três milhões de habitantes, que integram o chamado “MOB 1”: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza e Salvador. O anúncio de que projetos terão direito a verba acontece em 12 de junho. Até 3 de abril, as ideias devem ser protocoladas no Ministério das Cidades.

Canaletas
O espaço das canaletas do expresso deve sofrer intensa readequação urbana. A intenção é fazer com que o espaço ocupado hoje pelas canaletas seja “devolvido à comunidade”, segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). Há a intenção de se construir ciclovias e um calçadão e de se instalar equipamentos de playground e quiosques.





A casa toda ao alcance dos dedos

22 02 2011

(Gazeta do Povo) – 20/02/11

Integração de sistemas é a tendência da automação residencial. Aparelho mais cobiçado e comentado nos últimos meses, o iPad conquista espaço nesse mercado

Controlar iluminação, persia­nas, sistemas de som e vídeo e ar condicionado sem le­­van­­tar da poltrona, ou até mesmo longe de casa, é um sonho realizável com a im­­plantação de um sistema de automação residencial. As primeiras tecnologias deste tipo foram lançadas há cerca de 10 anos. De lá pa­­ra cá, o desafio do mercado tem sido integrar as várias funções e facilitar a operacionalidade. A simplificação implica, basicamen­te, em fazer com que as automações elétrica e multimídia (som e vídeo) “conversem” em um mesmo tipo de controle.

Fábio Schwanke, sócio da X-Home, em um estande da construtora Partilha: automação para uso racional da energia

Outra novidade dessa tecnologia é o uso do iPad. Com interface amigável, ele tem sido um dos mais escolhidos para a integração – possibilitada a partir de um aplicativo no qual são feitos os co­­mandos. “Os ícones grandes e au­­toexplicativos facilitam a visualização. Além disso, a execução com toques leves centraliza no aparelho todos os comandos e evita a aquisição dos painéis de controle apenas para automação”, diz o en­­genheiro eletricista Fábio Schwan­ke, sócio da X-Home.

Os modelos de aparelhos 3G permitem, ainda, que o morador ajuste as configurações da casa en­­quanto estiver longe dela. “O aplicativo é totalmente personalizável, permitindo que se crie uma in­­terface única para o usuário”, afir­­ma o engenheiro.

A empresa americana Savant, que desenvolveu o controlador de automação, tem parceria com a Apple. Todo novo produto lançado pela empresa de Steve Jobs tem um aplicativo disponível para automação residencial.

Pensando na característica mul­­tifuncional do iPad – o tablet servirá também para as crianças jogarem ou para ler um ebook, jornais e revistas –, a empresa desenvolveu uma doca de fixação do equi­­pamento na parede. “Esta é uma ótima opção para uso do iPad no home theater ou hall. É possível removê-lo do suporte e levar o dispositivo a qualquer lugar da casa”, diz Schwanke.

Um aplicativo semelhante, com as mesmas funções, está disponível para o iPhone, celular da Apple. Nos casos em que há automação de segurança, é possível, por exemplo, abrir o portão com um toque no telefone.

A mais alta tecnologia tem seu preço: de acordo com Schwanke, o controle de automação via iPad não sai por menos de R$ 25 mil. “Mas deve-se considerar que terá um produto multifuncional. Em alguns sistemas, apenas os painéis touchscreen para automação chegam a custar R$ 30 mil e toda a instalação passa dos R$ 50 mil”, diz.

Outras opções
Um controle remoto universal di­­gital e altamente tecnológico é capaz de controlar cenas luminotécnicas e o funcionamento do home theater. “Pode-se aposentar os controles da tevê e blu-ray e acessar tudo por um equipamento só”, afirma o proprietário da In Home, especializada em au­­tomação de som e vídeo, Jair Lopes.

A comodidade, garante o em­­presário Eudes Moraes – usuário do produto há dois meses –, é o principal benefício. “A tecnologia será cada vez mais presente e tê-la de forma acessível é o que todos de­­sejam”, comenta.

No projeto de Moraes, o controle reúne as funções da automação de iluminação, áudio e vídeo para todo o apartamento – com som ambiente até nos banheiros. Os interruptores e o painel fixo na parede servem para acionar as oito cenas de iluminação. “A automação não é o mais caro nesse tipo de projeto. Os equipamentos de som e vídeo é que têm grande di­­ferença de preço. A partir de R$ 2 mil é possível fazer a automação integrada de home e iluminação”, afirma Lopes.

Economia
Algumas construtoras, especialmente as focadas no alto padrão, já oferecem itens de automação incluídos no projeto. Para o diretor comercial e de marketing da construtora Partilha, Antônio Car­­los Marques Junior, essa é uma necessidade do mercado. “Muitos clientes procuram por isso por te­­rem a consciência do uso racional de energia e por quererem explorar a tecnologia.”

De acordo com Fábio Schwanke, da X-Home, pelo menos 80% da automação residencial está focada no consumo de energia. “Contro­lan­­do a intensidade das lâmpadas e desligando automaticamente equipamentos eletrônicos após determinado período sem uso, há uma economia substancial”, aponta.

Controle
Usar o conceito de rede elétrica inteligente – fazendo com que a automação “converse” com um gerenciador de consumo instalado na porta do quadro de disjuntores – ajuda no controle da conta no fim do mês. O equipamento permite visualizar e monitorar o consumo 24 horas por dia em quilowatts ou mesmo em reais. “A família identifica onde há desperdício. Este é o início para a adoção de novos hábitos”, afirma o sócio da iHouse, Leonardo Senna. A em­­presa é fabricante do Snapgrid, sistema que promete redução de 20% no uso de eletricidade depois que a família entende seu perfil de consumo.

Snapgrid: aparelho monitora o consumo de energia em casa

Embora ainda distantes de projetos populares, Schwanke afirma que os itens de automação serão popularizados nos próximos anos. “A tecnologia sem fio permite a instalação em casas prontas, sem a necessidade de reforma, Comer­cializando em massa, o preço cai.”. De acordo com Schwan­­ke, com investimento de R$ 5 mil é possível instalar (in­­cluindo o sistema de controle nos interruptores) automação luminotécnica em uma sala de cerca de 20 metros quadrados.

Dicas
A automação residencial bem planejada otimiza o funcionamento não apenas do sistema de áudio e vídeo, mas de todos os equipamentos da casa. E ainda ajuda a economizar energia. O segredo, dizem os especialistas, é planejar um sistema que atenda todas as necessidades da casa hoje e no futuro. Veja algumas dicas.

Expansão
Pense na capacidade de expansão do sistema: em cinco anos, a rotina doméstica será diferente e a tecnologia continuará evoluindo. Há ainda, a possibilidade de ampliação da casa. Essas situações devem constar no projeto inicial. Soluções sem fio, compatíveis com os equipamentos cabeados, ajudam neste momento.

Atualizações
O que faz tudo funcionar é um software. Quanto mais sofisticado for, mais ações o sistema poderá executar. Por isso, antes de compra certifique-se de que o fabricante oferece atualizações de software constantemente.

Acesso remoto
Planos e necessidades mudam quando se está fora de casa. É importante, nessa hora, poder se comunicar remotamente com o sistema de automação. Eventuais reparos e reconfigurações a distância demandam menos tempo e dinheiro.





Forros para seu conforto

10 02 2011

(Gazeta do Povo) – 06/02/11

A fibra mineral une sustentabilidade, beleza e tecnologia. É um produto moderno, fácil de instalar e combina com projetos arrojados

O forro define a concepção arquitetônica de um am­­biente e, conforme o material escolhido, será responsável pela sensação de aconchego e bem-estar ou até desconforto no local. O gesso acartonado (drywall) e o PVC são as opções mais utilizadas nos últimos dez anos, principalmente em residências. A mais nova tecnologia, que chega primeiro em áreas que necessitam de absorção de ruídos, como escolas, escritórios e restaurantes, é a do forro de fibra mineral. Com alto desempenho acústico, ação bactericida e alta resistência à umidade relativa do ar (até níveis de 95%), é produzido com matérias-primas naturais, 100% reciclável, uma boa opção para um ambiente arrojado.

Para as residências, o forro de fi­­bra mineral é uma acertada opção para um home theater, esclarece o arquiteto Carlos Bim, da Diarco, especializada em materiais de acabamento. “É uma área que necessita de tratamento acústico. Ele ga­­rante melhor qualidade do som, além de estética.”

De aparência clean, este forro atenua o barulho em até 49 decibéis e reflete até 90% da luz, o que permite reduzir a quantidade de lâmpadas e o consumo de energia. A apli­­cação é simples, por ser um produto modulado e removível e não ne­­cessitar de acabamento. “As placas ficam apoiadas em uma estrutura fixa e, em caso de manutenção nas instalações elétricas, podem ser empurradas para cima e para o la­­do”, ex­­plica Bim.

O valor do metro quadrado do forro de fibra mineral varia muito, dependendo do acabamento e finalidade. Custa a partir de R$ 50, preço similar ao do gesso acartonado.

Tradicionais
Por diversas vantagens, como montagem rápida, obra limpa e seca, sem juntas aparentes e por aceitar qualquer tipo de projeto luminotécnico, o gesso acartonado é um dos forros mais procurados. Difi­cilmente a escolha é pelo gesso co­­mum. “Como ele é puro, sem a proteção de cartolina, puxa água e trabalha muito. Ao contrário do acartonado, embolora e trinca”, afirma o proprietário da DW Dry­­wall, Fabio Carraro.

A arquiteta Ana Carolina Maz­­zarotto, da AMR Arquitetura ex­­plica que com o material é possível rebaixar o pé direito e esconder vigas aparentes ou canalizações hidráulicas e elétricas, além de criar diversos cenários. “Um projeto de forro pode trazer riqueza espacial ao ambiente e ser até o ponto focal do espaço, com jogos de planos em alturas diferentes”. No ponto onde haverá manutenção direta, faça um alçapão. “Assim, a placa pode ser retirada e recolocada, sem danos”, diz Carraro.

Para áreas molhadas, a opção é o gesso verde (placa RU), que é resistente à umidade. O mesmo vale para o PVC em réguas, disponível em várias cores, até com textura que imita madeira. Neste ca­­so, exija selo de qualidade conforme as normas da Associação Bra­­sileira de Normas Técnicas (ABNT). “A qualidade está vinculada à espessura. Se for muito fino, pode acontecer de nem conseguir instalar ou, em pouco tempo, ter as ca­­racterísticas alteradas, como ra­­chaduras e mudança na coloração”, diz o engenheiro civil Rodri­go Felipe Pfau Cipriano.

Para áreas externas, o ideal é aplicar forro em madeira, recomenda o arquiteto Vinícius Tre­­visan. “Cuide para que o material receba ao menos uma camada de revestimento, para evitar que pregos enferrujem ou dilatem a ma­­deira.” Se preferir o forro com ca­­racterísticas de gesso, utilize placa cimentícia. “O produto aguenta chuva e não racha com facilidade. É muito utilizado em beiral”, ex­­plica Cipriano.

Aconchego da madeira
O acabamento estético e a sensação de aconchego que o forro de madeira proporciona são a justificativa dos clientes que não abrem mão de adquirir este material. Ou­­tra importante característica, me­­nos procurada pelo público de residência, é o isolamento ter­­moacús­tico, explica Marlos Luft, sócio-proprietário da Madeireira Base Sólida. “Em dias de verão é possível ficar dentro do ambiente sem ar-condicionado, desde que as portas fi­­quem fechadas. No inverno, consegue-se manter as características do ambiente, sem sofrer com frio.”

Outras vantagens do forro de madeira são a versatilidade, recortes em diferentes formas e garantia contra possíveis infiltrações, aponta Luft. Para fazer a manutenção, basta retirar a placa, de cerca de dez centímetros de largura e pregada a cada 40 centímetros em média, realizar o serviço e recolocá-la, sem danos ao projeto. Este­­ticamente, está bem melhor, ga­­rante o arquiteto. “Não se fazem mais os encaixes abertos, como an­­tigamente. Usa-se o encaixe bisotê, o que melhorou muito a aparência.”

Entre as opções disponíveis, a madeira ideal para o bom desempenho e durabilidade do forro é a que tem somente o cerne, sem o brancal (parte mais fraca, entre a casca e o cerne). “Quando a ma­­deira é boa, resiste ao sol e à umidade, como o cumaru (ipê champanhe)”, diz Luft. Ele também cita a itaúba, naturalmente resistente a pragas e fungos, indicada inclusive para banheiros.

O metro quadrado da madeira, cujas espécies são de florestas de manejo, custa R$ 45, em mé­­dia. A mesma medida, porém, pode custar até R$ 600. Neste caso, é o preço de forros para áreas onde o isolamento acústico é essencial, como grandes auditórios, igrejas e teatros. “É um ma­­terial muito nobre, importado, em mdf, com placas laminadas e resistente ao fogo”, explica o ar­­quiteto Carlos Bim, da Diarco, es­­pecializada em materiais de acabamento.





A importância do briefing

29 01 2011

(Arquitetura e Construção, por Vinicius Abbate)

Um briefing adequado é o primeiro passo para o sucesso de um projeto. A qualidade das informações iniciais, diretrizes do projeto de arquitetura, é essencial para que o arquiteto entenda as necessidades de seu cliente e desenvolva um trabalho em sintonia com esses anseios.

Essa etapa do projeto ganha importância com a consolidação das certificações de sustentabilidade e a perspectiva de exigibilidade da norma de desempenho. É nesse momento, por exemplo, que o cliente define a performance que deseja do projeto, e que o arquiteto começa a traçar as estratégias nessa direção.

Para a arquiteta Bela Gebara, sócia do escritório Gebara Conde Sinisgalli Associados, é importante esclarecer o verdadeiro escopo dessa fase preliminar dos trabalhos. “O briefing não dita soluções e, sim, necessidades do projeto”, afirma. “É o projeto arquitetônico que trará as soluções espaciais, funcionais e estéticas.”

Na maior parte dos casos, o arquiteto produz o briefing em conjunto com o cliente. Em geral, um bom projeto é resultado da cooperação entre o cliente e o escritório de arquitetura. É função do arquiteto estabelecer um método de trabalho e uma forma de comunicação com o cliente que lhe permita extrair as informações necessárias para o desenvolvimento do projeto.

Corporativos

Clientes empresariais, que possuem processos bem definidos e bastante técnicos, normalmente participam mais ativamente da etapa de discussões sobre o projeto. Em alguns casos, o cliente impõe uma série de requisitos durante o briefing.

Quando necessário, no entanto, os arquitetos podem e devem questionar o cliente. “É essencial que o arquiteto participe da construção do programa e dos parâmetros de custos juntamente com o cliente, auxiliando na equalização de possíveis exageros, para mais ou para menos”, afirma Marcelo Morettin, sócio do escritório Andrade Morettin.

Falta de objetividade

Quando o cliente não sabe dizer o que deseja do projeto é preciso que o arquiteto provoque essa consciência. Isso pode ser feito, por exemplo, pela apresentação de um estudo preliminar. Depois de apresentado, normalmente, o cliente reage positiva ou negativamente, deixando transparecer seus desejos e necessidades.

“Isso acontece em várias situações. É importante, quando não se consegue as informações conscientemente, perceber, por meio gestos, olhares e sentimentos, os desejos do cliente”, afirma Ivo Mareines, do escritório Mareines Patalano Arquitetura. “Tentamos fazer o que acreditamos. Se o que acreditamos satisfaz o cliente, melhor, se não, tentamos convencê-lo ou pedimos que ele nos convença. Não implementamos ideias que consideramos erradas”, continua.

Reuniões

Para a definição dos parâmetros iniciais de projeto, são necessárias uma reunião de trabalho (para discussão de programa, parâmetros de custos) e uma visita ao terreno. O tempo gasto nesses entendimentos iniciais depende muito do nível de objetividade do cliente. Em geral, é realizada uma primeira reunião, que dura aproximadamente duas horas. A partir dessa conversa, e com levantamentos de fotos e medidas em mãos, é possível dar início ao projeto.

Evitando Equívocos

Um briefing mal realizado pode gerar erros de conceito e resultar em um estudo que não atende às necessidades do cliente. Quando as premissas por ele assumidas são equivocadas, é função do arquiteto apontar e demonstrar os pontos incoerentes e apresentar alternativas.

Um briefing malfeito também pode significar riscos para os processos internos da empresa de projeto de arquitetura. O cliente, ainda que possa ser responsável por informações imprecisas, erradas ou incompletas, sempre imputará ao arquiteto as eventuais falhas desse processo. Dessa forma, o arquiteto deve atuar no sentido de estruturar o procedimento de briefing para minimizar essas falhas, encaminhando corretamente o início do projeto. “O briefing deve ser visto como parte de um processo maior, que é o processo de projeto, cujas fases e atividades devem estar bem definidas, para que não se apresentem limitações ao processo criativo que caracteriza a produção do arquiteto”, afirma Silvio Melhado, professor da Poli-USP.

Estrutura do briefing

Existem clientes que sabem objetivamente o que desejam de um projeto de arquitetura, e fornecem uma maior quantidade de informações que serão úteis durante o processo de concepção do trabalho. Por outro lado, há clientes que não têm uma noção tão clara sobre o que desejam do arquiteto. Para evitar informações escassas ou de má qualidade durante o briefing, aconselha-se estruturar o procedimento de coleta de informações.

  1. Informações sobre o terreno: localização, clima, topografia, vegetação existente, características do entorno
  2.  Programa: quais serão os ambientes destinados a cada atividade realizada no imóvel
  3. Performance do edifício: itens como a categoria de sustentabilidade almejada ou o nível de desempenho devem ser definidos nas primeiras reuniões
  4. Preferências do cliente: conhecer as expectativas do cliente pode ajudar na elaboração de um projeto mais atraente
  5. Prazos: o grau de urgência de entrega do projeto pode ser determinante na escolha da tecnologia construtiva
  6. Orçamento: os parâmetros de investimento do cliente dão ideia sobre as dimensões do projeto, os materiais utilizados etc.
  7. Função e imagem da empresa: em projetos corporativos ajudam a definir o estilo do escritório, o tipo de mobiliário, dos acabamentos e dos elementos decorativos
  8. Hierarquia, organograma e fluxograma: itens importantes para a distribuição dos espaços de trabalho, de reunião e das áreas de circulação no escritório




Norma para manuais de uso, operação e manutenção das edificações está em consulta nacional

21 12 2010

(PINIweb) – 17/12/10

NBR 14037 estabelece os requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos

Está em Consulta Nacional até o próximo dia 21 de janeiro de 2011 a NBR 14037 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos. O texto foi concebido no âmbito do CB-02 – Comitê Brasileiro de Construção Civil, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

O texto deve determinar, por meio de instruções claras e objetivas, as condições indispensáveis ao elaborar esse tipo de manual. A norma parte do princípio de que o processo construtivo de uma edificação é composto por mais etapas que apenas o projeto e a execução em canteiro. A NBR 14037 institui a percepção de que, uma vez que o uso efetivo só ocorre após a conclusão da obra, as etapas posteriores à construção têm importância na gerência do projeto.

De acordo com o coordenador da comissão de estudos responsável pelo desenvolvimento da norma, Ricardo Santaliestra Pina, para que a compreensão seja a mais ampla possível, a comissão de estudos teve a preocupação de utilizar linguagem didática para contemplar todas as obrigações pertinentes às atividades descritas pelo texto.

O coordenador explica também que a norma atende às exigências da legislação, que atualmente já obriga a elaboração de um manual de uso, operação e manutenção de edificações por parte do construtor ou do incorporador do empreendimento.





Gafisa testa quatro softwares BIM

16 12 2010

(Pineweb) 15/12/2010

Gerente de projetos da construtora afirma que a intenção não é selecionar a melhor plataforma, mas manter a diversificação

A Gafisa está desenvolvendo cinco projetos residenciais para testar os diferentes softwares BIM (Building Information Modeling) disponíveis no mercado. A empresa montou cinco equipes envolvendo funcionários da construtora, projetistas terceirizados e consultores, uma para cada empreendimento. A iniciativa foi apresentada pelo gerente de projetos da Gafisa Ewerton Bonetti durante o Seminário BIM, promovido pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) no último dia 10.

Com o software Revit estão sendo projetados um empreendimento em Brasília e um em Goiânia. Com a ferramenta da Bentley, um imóvel em Santos. Com o VectorWorks, um em São José dos Campos. E com o ArchiCAD, outro prédio em Goiânia.

“O objetivo é conhecer melhor cada uma das ferramentas e explorar o potencial dos projetistas”, explica Bonetti. “Para o futuro, nossa intenção é que 100% dos projetos da Gafisa sejam desenvolvidos com BIM, mas isso acontece no médio prazo. Em 2011 vamos dar continuidade a esses cinco projetos e devemos iniciar outros quatro.”

Ewerton Bonetti informa que, mesmo após a extensão do BIM a todos os projetos, a Gafisa pretende continuar usando as quatro plataformas. “Nunca pensamos em fazer tudo com uma ferramenta só. Nossa intenção sempre foi diversificar. Não queremos monopólio, queremos abrir o leque”.

Ele justifica que, desta forma, a empresa dá aos projetistas mais liberdade para escolher o software que melhor se adapte a cada um. Porém, adverte: “É claro que se percebermos que alguma ferramenta não está se adaptando à nossa expectativa, ela pode ser descartada. Mas até o momento não descartamos nenhuma”.








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