Certificado verde-e-amarelo


(Gazeta do Povo) – 05/10/08

Conselho brasileiro estabelece novas regras para certificar prédios sustentáveis, que se preocupam em reduzir seus impactos ambientais e
sociais.

Uma série de propostas elaboradas pelo Green Building Council Brasil (GBC) – Conselho Brasileiro de Prédios Verdes – promete tornar mais de acordo com a realidade brasileira a principal certificação dada a prédios considerados sustentáveis no mundo: o selo LEED. A idéia da organização, responsável pela disseminação e avaliação da sustentabilidade na construção, é criar um selo regionalizado, com requisitos que apontem o que uma construção no Brasil precisa para realmente ser sustentável.

O LEED foi criado nos anos 1990, nos Estados Unidos, pelo conselho americano de prédios verdes. “Apesar de a maioria dos requisitos serem perfeitamente aplicáveis ao nosso país, o LEED precisava de alguns ajustes para ser mais eficiente no Brasil. Por isso, reunimos diversos especialistas de várias áreas e criamos estas novas regras”, diz Marcos Casado, gerente técnico do GBC. Os requisitos criados deverão valer a partir do segundo semestre de 2009.

O LEED brasileiro vai levar em conta se o prédio tem acesso e áreas de circulação facilitados para portadores de necessidades especiais. Além disso, cuidar dos resíduos da construção ganhou papel de destaque. Agora, para ser sustentável, o empreendimento deverá ter plano de gestão e reuso das sobras da construção. “Estes conceitos não eram previstos no LEED norte-americano, porque nos Estados Unidos os construtores já têm estas práticas bem difundidas”, explica Casado.

No Brasil, existem somente três construções certificadas com o LEED, e todas são comerciais. Outros 68 empreendimentos estão em processo de
análise de certificação. O único deles no Paraná, segundo o GBC, é o Curitiba Office Park, da BP Empreendimentos e Top Imóveis, com
construção da Thá Engenharia. O prédio comercial, que está sendo construído nas margens da Linha Verde, tem sistemas de reuso de água e
economia de energia, entre outros itens.

Profissional defende mudança mais profunda
Embora tenha recebido com otimismo alguns dos novos critérios elaborados pelo Green Building Council Brasil, o diretor de sustentabilidade da regional paranaense da Associação Brasileiras dos Escritórios de Arquitetura, Frederico Carstens, defende uma regionalização mais profunda para o selo LEED.

Para ele, medidas como a redução no consumo de água e energia são inteligentes, porém faltam soluções fundamentais. “Existem três pontos principais que deveriam ser levados em conta para uma construção ser sustentável: a orientação solar, mudanças no plano urbano (dos tipos de
empreendimentos que podem ser construído em cada local) e o ciclo de vida de cada material empregado na construção.”

Regras- Entenda o LEED

Para receber a certificação LEED de prédio verde, uma construção deve seguir alguns quesitos. Hoje, são 69 critérios e cada um deles
vale um ponto. O conselho de prédios sustentáveis de cada país analisa, depois de a obra em funcionamento, se os critérios foram aplicados.

Caso atinja 26 pontos, o prédio está de acordo com as preocupações de sustentabilidade e recebe a certificação LEED básica. A partir de 33 pontos, recebe o certificado prata. Quando chega a 39, recebe o ouro. A partir de 52 pontos atinge-se a certificação máxima, que é de platina.
Todos os três empreendimentos já certificados no Brasil estão na categoria prata.

No ano que vem, o GBC pretende mudar também o sistema de pontuação para o Brasil, que deverá ir até 100 pontos.

Mais informações : www.gbcbrasil.org.br ou pelo fone (11) 4191-7805.

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