Construtora agiliza burocracia atuando como correspondente bancário da CEF


(Valor Econômico) -25/09/09

A palavra não ajuda, mas a operacionalização do programa, traduzida pela capacidade de atuação da Caixa Econômica Federal (CEF), é o fator que pode acelerar ou emperrar o Minha Casa, Minha Vida. Para tentar eliminar as barreiras burocráticas e agilizar o programa, foi criada a figura do correspondente bancário, adotada por praticamente todas as grandes construtoras. Entre 60% e 70% do processo burocrático é adiantado dentro das empresas, que deixam para a CEF somente a palavra final sobre a concessão do crédito.

Atualmente a instituição possui cerca de 12 mil correspondentes – batizados de Caixa Aqui – sendo cerca de 3 mil na recepção do crédito imobiliário. De acordo com a Caixa, podem atuar como correspondente estabelecimentos com produtos ou serviços que tenham relação com o banco, mas que não sejam concorrentes. A preferência, segundo a entidade, está nas áreas de construção e serviços relacionados à atividade imobiliária.

Toda a primeira fase do processo, que inclui a apresentação de documentos, análise do cadastro e até as primeiras entrevistas com clientes de renda comprovada são feitas pelos correspondentes imobiliários. No caso de mutuários sem comprovação de renda – que começaram a ser aceitos pela CEF há cerca de cinco anos – o processo de aprovação é mais complexo e fica nas mãos do banco.

A mineira MRV foi a primeira construtora a atuar como correspondente imobiliário da Caixa. O primeiro projeto piloto foi feito em 1997 e atualmente a empresa atua em 60 cidades. São cerca de 150 profissionais que fazem 1,6 mil processos mensais. “Essa parceria é fundamental para o sucesso do plano e sem ela não conseguiríamos atingir os números atuais”, afirma Rubens Menin, presidente da companhia, que já tem 14 mil unidades aprovadas pela Caixa dentro do Minha Casa, Minha Vida. “Quanto mais a Caixa puder delegar, melhor”, afirma.

No primeiro trimestre, a Tenda conseguiu suas primeiras quatro certificações em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e agora também atua como correspondente no Rio Grande do Sul e na Baixada Santista. Juntas, essas regiões representam 80% das vendas contratadas durante o primeiro semestre de 2009. “Durante o primeiro semestre de 2009, transferimos 2.026 clientes para a Caixa, 150% superior ao número de clientes transferidos durante todo o ano de 2008″, afirmou a empresa em relatório de resultados do segundo trimestre. No começo do ano passado, a empresa teve problemas de repasse e cancelamento de vendas por conta da avaliação de crédito fora dos padrões da Caixa. “Agora, só vendemos para quem atende o perfil da Caixa.”

Outras empresas como Rodobens, PDG Realty e Cyrela também estão iniciando como correspondentes e devem ampliar sua atuação este ano.

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