Private equity dá impulso às pequenas e médias construtoras


(PINI web) – 22/02/10

Empresas recebem investimentos milionários de fundos nacionais e estrangeiros

Têm se multiplicado no mercado da construção casos de pequenas e médias empresas que vêm crescendo a taxas vertiginosas, capitalizadas por investimentos de fundos de private equity. A construtora e incorporadora Sabiá Residencial, inaugurada em São Paulo há apenas três anos, está recebendo aportes da ordem de R$ 50 milhões e planeja crescer 350% em VGV (Valor Geral de Vendas) só em 2010. A maranhense Meta Construtora, de 2008 para cá, capitalizou-se com R$ 25 milhões, quadruplicou seu caixa e ampliou em 10 vezes o faturamento do conjunto de seus empreendimentos. Scon e Prêmio, construtoras cariocas, viabilizaram dois empreendimentos com valor geral de vendas de R$ 50 milhões por meio de parceria com o fundo Global Equity.

De acordo com profissionais da área, esta ainda é uma modalidade de investimento pouco difundida no setor, mas que tende a se fortalecer, tanto pelo amadurecimento dos fundos de private equity como alternativa de capitalização, quanto pelas boas perspectivas do setor para os próximos seis anos. Os dados corroboram: segundo estudo realizado pela consultoria PricewaterhouseCoopers, das 50 transações de private equity realizadas entre janeiro e maio de 2009, nove foram destinadas ao setor da construção, o que o coloca em primeiro lugar no ranking do período.

Conhecidos no Brasil como FIPs (Fundos de Investimento em Participações), os fundos de private equity compram participação em companhias geralmente de capital fechado com o objetivo de impulsionar o crescimento e, num prazo de cinco a dez anos, vender com lucro a fatia adquirida. A fim de viabilizar o retorno, normalmente acima de 20% ao ano, o foco dos investidores recai sobre empresas em expansão, na prática, pequenas e médias.

Para as construtoras e incorporadoras existem duas maneiras de receber estes investimentos: vendendo uma parcela da própria empresa ou firmando sociedade com o fundo em uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para desenvolver um determinado projeto. Os valores negociados são investidos aos poucos, conforme o andamento das obras e as necessidades da empresa. O novo sócio passa também a participar do planejamento estratégico da companhia e a monitorar os empreendimentos por meio de relatórios, fiscalização do canteiro e reuniões periódicas com a construtora.

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