Novo plano diretor de Curitiba irá impactar o mercado imobiliário


(Gazeta do Povo – Sharon Abdalla) 21/09/2015

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Novo plano estimulará o surgimento de novas estruturais.

O incentivo a meios alternativos de transporte e a verticalização e adensamento de outras regiões podem criar oportunidades ao setor

A Câmara Municipal realiza nesta quinta-feira (17) a última audiência pública para debater o projeto de revisão do Plano Diretor de Curitiba antes da votação da matéria na casa, prevista para a primeira quinzena de outubro. Entre as diferentes diretrizes para o planejamento da cidade na próxima década, o texto apresenta diversos instrumentos relacionados ao zoneamento, habitação e uso do solo que deverão influenciar o desenvolvimento imobiliário na capital.

O incentivo ao uso de outros modais de transportes em substituição ao carro e à redução dos deslocamentos pela cidade, algumas das principais bandeiras do novo plano, estão entre os principais fatores que devem incentivar o mercado imobiliário. Isso porque o objetivo de adensar e verticalizar a cidade ao longo de novos eixos estruturais no sentido leste-oeste, ocupando vazios urbanos, deve abrir novas áreas e estimular a incorporação vertical.

“Somos a favor dos novos eixos, pois os já existentes estão muito consolidados. Eles deverão criar novos polos de desenvolvimento comercial e habitacional na cidade. É um exemplo que deu certo e que pode ser continuado”, avalia Keiro Yamawaki, arquiteto e presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Paraná (AsBEA-PR).

O estímulo ao uso misto – comercial e residencial – dos imóveis e o acréscimo de um pavimento além do permitido pelo zoneamento aos empreendimentos cujo andar térreo tenha mais da metade de sua área destinada ao comércio, proposta pela emenda da fachada ativa, são outras medidas que interferem nos projetos imobiliários, e que vão de encontro à redução dos deslocamentos. Segundo o vereador Jonny Stica, relator do projeto e autor da emenda, o objetivo é induzir uma nova configuração da cidade em uma espécie de plano de estruturais mais abrangente, no qual o comércio estará mais perto da população e contribuirá para a segurança da via.

IPTU
Prevista no Estatuto das Cidades, a cobrança do IPTU progressivo sobre os imóveis não edificados ou não utilizados por anos a fio também deve estimular o mercado imobiliário da capital. Ao aumentar o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ela pressionará os proprietários a vender ou dar um uso para a área, otimizando o uso do solo na cidade. “O alto custo dos terrenos é, hoje, um dos problemas para se construir em Curitiba. Entendemos que da forma como o plano está sendo proposto, ele deve, sim, dar condições de melhorar este custo e de racionalizar o uso da infraestrutura existente na cidade, o que é um belo caminho”, acrescenta José Eugenio Gizzi, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR).

Propostas
Entre as mais de 50 emendas apresentadas pelos vereadores ao projeto de revisão do Plano Diretor, muitas terão reflexos sobre o mercado imobiliário, se aprovadas. Conheça algumas delas.

Propostas Plano diretor

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