Acionistas da BR Malls rejeitam remuneração


(Valor Econômico) – 05/05/16

Os acionistas da BRMalls, maior empresa de shopping centers do país, aprovaram em assembleia geral a redução na remuneração variável de seus executivos, algo inédito desde a abertura de capital da companhia. Além disso, minoritários da gestora de recursos Squadra elegeram dois membros para o conselho de administração. Parte da chapa indicada pela administração não foi eleita.

A proposta do comando da companhia envolvia remuneração global dos administradores de R$ 33,1 milhões, a ser paga em dinheiro (remuneração fixa, variável, entre outros) e um montante de R$ 9 milhões referente ao plano de opção de compra de ações (não representa desembolso de caixa em 2016), totalizando até R$ 42,1 milhões. Os acionistas rejeitaram, por maioria, a proposta da administração.

Acabou sendo aprovada, por maioria, outra proposta, da acionista DYL Empreendimentos e Participações – minoritária da empresa desde a sua abertura de capital, em 2007 – que apresentou manifestação de voto e plano reduzindo em 7,5% a remuneração variável apresentada pela direção.

Com isso, a remuneração global aceita em votação foi fixada pelo soma de quase R$ 31,1 milhões a ser pago em dinheiro (fixa, variável, entre outros), e o montante de R$ 9 milhões, sem alteração (referente ao plano de opção de compra de ações).

A soma total ficou em até R$ 40,1 milhões, versus até cerca de R$ 42,1 milhões propostos pelo comando da empresa, o que representou uma queda de 5%.

Um dos questionamentos de acionistas em relação à companhia envolve valores pagos à diretoria e ao conselho de administração, considerando que, historicamente, a remuneração da diretoria estaria em cerca de 40% acima da média de seus concorrentes de capital aberto. Sobre essas questões, a empresa costuma repetir que remunerações passadas foram aprovadas em assembleia, com apoio da maioria dos acionistas.

Ainda na assembleia da semana passada, a gestora Squadra conseguiu eleger dois membros para o conselho de administração: Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais, e Isabella Saboya de Albuquerque, ex-diretora da Comissão de Valores Mobiliários. Foi adotado procedimento de voto múltiplo, que pode garantir maior representatividade de minoritários no colegiado, segundo solicitação de acionistas detentores de cerca de 5,7% do capital da empresa (a Squadra tinha 2% desses 5,7%).

Também foi eleito membro Edgar da Silva Ramos, presidente do conselho de administração da Cetip, indicado pela gestora Dynamo. Com isso, foi eleita parte da chapa apresentada pela administração – quatro dos sete membros propostos. Foram reeleitos Richard Paul Matheson, presidente do conselho; Carlos Medeiros, vice-presidente do conselho (e atual presidente da empresa), Luiz Alberto Quinta e Gonçalo Cristovam Dias, todos da chapa da administração. Não foram eleitos Fabio Bicudo, Ricardo Affonso Ferreira e José Marcio Camargo.

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