Venda de imóveis menores beneficia a locação de box para armazenamento


(DCI) – 26/09/16

A recessão, a falta de terrenos nos grandes centros e as mudanças nas diretrizes de construção nas capitais têm levado o comprador de imóveis no País a adquirir apartamentos e casas menores. Esse cenário, que pode não ser tão bom para as construtoras residenciais mantém aquecido o mercado de locação de boxes, que hoje tem 50% de seus negócios atrelados à pessoa física.
“A busca por imóveis menores [nas grandes metrópoles] é a aposta do setor”, explica o CEO da Engebanc, Marcelo da Costa Santos, que revelou ao DCI dados exclusivos sobre este mercado.

Para ele, somada à tendência de migração da população para espaços menores (por conta do valor alto do metro quadrado), o aumento do consumo também deve elevar a busca por espaços mais baratos para armazenar. “Não tem mais porque uma pessoa guardar a roupa de inverno e verão no mesmo armário”, exemplifica.

Capital estrangeiro – O mercado de locação de box para armazenamento atrai investidores institucionais e já é uma realidade, contudo, este é apenas o começo e a perspectiva é que novos fundos cheguem ao mercado. “Tem quem entra e sai do mercado na hora errada, mas tem aquele que escolhe o momento certo, quando os imóveis de boa qualidade estão com um peço decente”, afirma.
Segundo o executivo, a Engebanc tem realizado pesquisas de ativos para um fundo inglês interessado em investir no segmento. “A negociação deu uma esfriada por conta do período de impeachment, mas deve retomar”, comenta. Caso a negociação se concretize, o fundo pode realizar a compra de 10 a 20 ativos. “Em princípio em São Paulo, mas eles também estão interessados no Rio de Janeiro [RJ]”, ressalta.

“Hoje existe uma grande oferta [o que levou à queda dos preços do metro quadrado], mas por outro lado temos a chegada da fabricante Janus ao País”, afirma o consultor de serviços industriais, logísticos e self storage da Engebanc, Rogério Pereira Luz. A Janus é uma fabricante de portas de aço e de componentes destinados ao mercado de auto armazenamento que anunciou em 2016 a abertura de uma unidade de produção em São Paulo. A inauguração deve ocorrer até o final do ano. “O material é de primeira linha e as empresas não terão mais que importar”, conta. Para ele, isso mostra a assertividade dos fundos.

Para o CEO da Engebanc, Marcelo Santos, a tendência é que o mercado seja consolidado entre grandes investidores institucionais. “Vemos cada vez menos oportunidades para aportes de pessoa física.” De acordo com ele, os fundos conseguem carregar o custo financeiro de um empreendimento por mais tempo, o permite que tenham um acabamento muito superior. “Para a pessoa física é complicado ter essa visão de longo prazo.” Questionado sobre a regionalização, ele comenta que deve ser um plano de longo prazo para os fundos. “É mais provável que ocorra de forma fragmentada com empresários locais”, conclui.

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