Argentina puxa a fila em obras de infraestrutura


(Massa Cinzenta) – 10/10/17

Com saúde econômica, país tem o plano de se transformar em um verdadeiro canteiro de obras nos próximos dez anos. Projetos não faltam

Não é mais o Brasil o país com mais obras de infraestrutura em andamento no continente latino-americano. Agora é a Argentina. No 15º Fórum Latino-Americano de Infraestrutura, realizado em setembro, em São Paulo-SP, o país vizinho apresentou um volume impressionante de megaobras. Entre elas, o Plano Belgrano – o PAC argentino -, que pretende ligar Buenos Aires com o norte do país, através de rodovias, ferrovias e aeroportos, melhorando, inclusive, as ligações com o Brasil.

Outras obras relevantes para a infraestrutura argentina, e que foram apresentadas no fórum, são: ProCrear (similar ao Minha Casa Minha Vida), Rodovia Urbana do Paseo del Bajo (o Rodoanel de Buenos Aires); túnel binacional de Agua Negra, que ligará a Argentina ao Chile; Nuevas Terminales Atlântico Sur y Cambiemos Buenos Aires (ampliação do porto de Buenos Aires), e Rede Regional Express para Buenos Aires (conexão das vias férreas no entorno da capital argentina).

O país também apresentou o Plano Nacional de Infraestrutura Rodoviária da Argentina (recuperação das rodovias já existentes no país), além dos leilões energéticos públicos, cuja prioridade é viabilizar a geração de 3.000 MW de energia renovável (eólica e fotovoltaica) até 2019. Há ainda o projeto Vaca Muerta Shale, que trata da exploração de petróleo na província de Neuquén.

O governo argentino também está empenhado no Plano Nacional de Infraestrutura da Água da Argentina, cujo objetivo é levar água potável para todo o país e zerar o déficit de saneamento básico. Ao todo, os projetos devem envolver US$ 125 bilhões em 10 anos. Só o Plano Belgrano deve envolver US$ 16 bilhões. Ao contrário do Brasil, que nos anos de PAC priorizou os recursos públicos, o governo argentino busca parceiros internacionais para viabilizar os projetos.

Equilíbrio econômico
Em recente visita ao Japão, o presidente Mauricio Macri e o ministro de finanças Luis Caputo expuseram as oportunidades de investimento na Argentina. “Esse é o plano de infraestrutura mais ambicioso da história argentina. O país estava absolutamente sem investimentos em infraestrutura e é um campo aberto para investidores”, discursaram. Para 2017, a expectativa do governo argentino é que o PIB do país cresça 3% e a inflação, ainda alta, feche em 15%.

A situação fiscal da Argentina também é invejável em relação ao Brasil, por exemplo. O país é o menos endividado da América Latina, com uma dívida pública/privada de 18% do PIB, e uma dívida externa em dólares de 8% do Produto Interno Bruto – também uma das mais baixas do mundo. Por isso, não só japoneses, mas chineses, norte-americanos e alemães estão em busca de investimentos no país vizinho. “Já fomos a sétima economia do mundo até a metade do século 20. Queremos recuperar essa posição”, discursa Macri.

O túnel de Água Negra resume o momento da economia argentina. A obra de 13,9 quilômetros vai ligar o porto chileno de Coquimbo com a província argentina de San Juan, cruzando a Cordilheira dos Andes. Estimado em US$ 1,5 bilhão, as obras estão programadas para começar em 2018 e devem ficar prontas em 2028. O projeto do túnel está em fase de conclusão e obteve empréstimo de US$ 40 milhões do BID.

Entrevistado
Assessoria de imprensa do ministério das finanças da Argentina

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