Livro traz as 50 cadeiras que definem a história do design contemporâneo


(Arcoweb) 12/2010

Como o próprio nome diz, o livro “Cinquenta Cadeiras que Mudaram o Mundo” apresenta as 50 cadeiras que mais influenciaram a sociedade contemporânea nos últimos 150 anos e, assim, garantiram seu lugar na história do design, como as peças criadas por Harry Bertoia e Marcel Breuer.

Organizado pelo Design Museum de Londres, o volume apresenta desde a cadeira sem braços Thonet até a Chair_One, de Konstantin Grcic, passando pelas famosas side Chair n. 14 e FPE Chair.

Em capa dura, a edição traz imagens e textos que explicam como cada peça conquistou o status de ícone de design, além de inserir na história do design contemporâneo a atividade dos designers e arquitetos envolvidos na construção de cada peça.

Leia trecho:

“BARCELONA
1929: Ludwig Mies van der Rohe, Lilly Reich



A cadeira Barcelona continua sendo a escolha óbvia para anônimos saguões de escritórios corporativos em todo o mundo. Sua origem, no entanto, é muito mais ilustre.

Em 1929, o arquiteto alemão Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969) colaborou com sua compatriota, a designer de interiores Lilly Reich (1885-1947), no Pavilhão Alemão da Exposição Ibero-Americana de Barcelona.

O pavilhão deveria ser usado para a cerimônia de abertura da exposição e, assim, nenhum custo e nenhum esforço foram poupados. Mármore, travertino, latão e espelhos foram usados para efeitos grandiosos, e, no interior calmo e tranquilo, as cadeiras Barcelona, acompanhadas por otomanas, adquiriram uma presença monumental.

Essas cadeiras eram luxuosas e elegantemente modernas, combinando cromo refletivo com couro de porco cor de mármore (as versões posteriores, em vez desse material, usaram geralmente couro bovino). Baixa, larga e ligeiramente inclinada, a cadeira conseguia sugerir, ao mesmo tempo, conforto e formalidade, luxo e parcimônia.

Diferentemente de designers modernistas, que pelo menos proclamavam estar desenhando produtos de preços acessíveis, Mies van der Rohe impassivelmente visava o topo do mercado.

A cadeira Barcelona passou a ser produzida comercialmente apenas em 1953, quando Mies van der Rohe vendeu seus direitos à Knoll, indústria americana que continua a produzi-la atualmente, e a comercializa por um valor que ultrapassa U$ 4.000, embora réplicas piratas sejam comuns.

Os que estiverem interessados no produto real talvez se animem a ir em peregrinação a Barcelona, onde o Pavilhão Alemão, completo com as icônicas cadeiras, foi reconstruído na década de 1980.”

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