As veias abertas da logística do Sul


(Amanhã) – 31/05/12

Estudo “Sul Competitivo” conclui a primeira etapa: mapear as rotas e fluxos da região. E agora passa a calcular quanto será preciso investir para evitar um colapso em 2020

As federações de indústrias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com apoio do BRDE e do CNI, tiraram do forno, hoje, a primeira etapa do Estudo “Sul Competitivo”. O projeto mapeia e detalha todos os fluxos logísticos da Região Sul, cruzando a capacidade com a real movimentação de cada trecho. Além disso, projeta a situação dessas rotas em 2020, deixando claro que é preciso investir. E muito. “No estudo que fizemos na região norte do Brasil foram selecionados 72 projetos essenciais para a mobilidade da produção industrial, com custo total de R$ 14 bilhões”, relata Olivier Girard, sócio da Macrologística, consultoria responsável pelo estudo.

Segundo Girard, ainda não é possível avaliar o investimento necessário no Sul, uma vez que os projetos essenciais ainda não foram selecionados – trata-se do objetivo final do estudo. No entanto, ele faz questão de acalmar os empresários da região. “É impossível comparar regiões tão diferentes, mas uma coisa que deve ser ressaltada é que no norte a maioria dos projetos é de criação de eixos, enquanto no sul é uma questão de melhoria dos já existentes”, conta. Para se ter uma ideia, enquanto no norte do país foram identificados 930 fluxos, no sul foram nada menos do que 18 mil.

Também está sendo feito um levantamento dos custos logísticos. “São desenhados inúmeros cenários para uma situação, como a transferência de uma carga de Passo Fundo (RS) para Xangai (China). Qual o custo? E se tivesse ferrovia para o Chile, reduziria o custo logístico?”, exemplifica Girard.

O Sul Competitivo está em desenvolvimento desde junho do ano passado. Ao todo, mapeou 18 cadeias produtivas e 71 produtos diferentes, entre os produzidos no sul e os que apenas passam por ele, chegando ou indo a caminho do Mercosul – uma carga vinda da Argentina em direção a São Paulo ou ao porto de Paranaguá, por exemplo.

Ultrapassada a primeira etapa do projeto, a Macrologística inicia agora o mapeamento de todos os projetos logísticos da região sul e do Mercosul. “Não se pensa mais em uma forma isolada de projeto logístico, mas que benefício ele gera em um eixo todo. Não adianta resolver o problema de uma rodovia se não solucionar o gargalo do porto de destino”, exemplifica Girard.

Questionado sobre a utilização deste estudo na prática – ou seja, como este mapeamento pode se transformar em obras reais –, Girard responde mais uma vez com o exemplo da região norte. “Nós apresentamos os projetos considerados essenciais a ministros, deputados e secretários. Já há uma boa movimentação para incluí-los nas próximas fases do Programa de Aceleração do Crescimento e do Projeto Plurianual”, alega.

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