Os custos de um edifício corporativo com pré certificação Leed


(Piniweb. Por Aline Mariane 04/09/2013)

Superestrutura foi a etapa mais cara; instalações possuem ar-condicionado do tipo VRF e sistema de gerenciamento e supervisão predial

Resumo da obra
Nome do empreendimento Curitiba Office Park – Torre Norte
Localização Rua João Marchesini, 139, Linha Verde – Antiga BR-116 – Prado Velho – Curitiba
Construção Thá – Irtha Engenharia S/A
Incorporação Office Park Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Pavimentos seis
Fundações estacas hélice contínua
Estrutura lajes nervuradas
Fechamento alvenaria e esquadrias
Projeto de arquitetura Baggio Schiavon Arquitetura
Apresentação do empreendimento empreendimento corporativo com seis pavimentos
Área do terreno 20.518,95 m²
Área total construída 24.205,64 m²
Início da obra junho de 2012
Término da obra abril de 2014
Investimento R$ 39.970.049,56

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Construir um prédio corporativo numa região onde há fácil acesso a locais como colégios, farmácias, mercados, linhas de ônibus e aeroporto foi o ponto chave para que a construtora Thá conquistasse a pré-certificação Leed Silver para a primeira fase da torre norte do Curitiba Office Park II (COP II). Isso porque a infraestrutura do entorno do empreendimento conta pontos para esse tipo de certificação.

Localizado em Curitiba, o prédio corporativo com seis andares começou a ser construído em junho de 2012 e deverá ser entregue em abril de 2014, após 22 meses de obra. O COP II faz parte de um empreendimento que possui mais duas torres. A torre central (COP I) já foi entregue e adquiriu a certificação Leed Silver em maio de 2011. Já a terceira torre ainda não começou a ser construída.

Na lateral e atrás do COP II existem dois colégios, à sua frente é a rua e ao seu lado está a torre central do empreendimento. “É um prédio relativamente longe do Centro da cidade, mas estrategicamente a localização dele é muito boa porque é próxima a um aeroporto e a um polo comercial que está em desenvolvimento na cidade”, conta Paula Fraiz Morais, coordenadora de projetos da Baggio Schiavon Arquitetura. Sistema de iluminação econômico, reaproveitamento de água e materiais utilizados na obra comprados de fornecedores num raio de 300 km de proximidade são outros diferenciais que contaram pontos para a pré-certificação.

A superestrutura foi o item mais caro do empreendimento, custando R$ 7.646.669,01, o equivalente a 19,13% do orçamento. “Hoje em dia concreto e aço são os itens mais caros do orçamento juntamente da mão de obra”, explica Bruno Nunez Amadori, engenheiro da obra.

A construtora levou três meses para fazer a escavação, contenção e a fundação profunda. O solo do terreno é um pouco mole, por isso os engenheiros optaram por realizar a fundação em hélices contínua. “Essa fundação é apropriada para esse tipo de terreno. Nós já fomos furando e injetando concreto, então não desbarrancou”, complementa Amadori. Na somatória dos itens de contenção e fundação, os gastos tiveram participação de 6,11% no total dos custos, o mesmo que R$ 2.446.276,09.

Na fachada serão colocados vidros de alta performance que reduzem a entrada de calor e fazem com que as empresas que locaram economizem na utilização do equipamento de ar-condicionado. “Salas comerciais acabam tendo bastante ganho térmico devido ao uso de equipamentos como computadores. Eles vão gerando energia e se somando com a inserção do sol. E pode ser que para conseguir manter um equilíbrio a empresa tenha que gastar mais ar-condicionado. Esse tipo de vidro é mais caro, mas reduz esse gasto”, conta Paula Fraiz Morais.

CUSTO POR ETAPA

Data base do orçamento: janeiro de 2013.

O empreendimento possui seis pavimentos para locação. As áreas privativas dos pavimentos terão de 503 m² a 2.410 m² e a área total construída será de 24.278 m². A garagem possui 488 vagas.

Segundo a coordenadora de projetos da Baggio Schiavon Arquitetura, Paula Fraiz Morais, a construtora privilegiou equipamentos com maior eficiência energética. “Isso envolve desde a bomba hidráulica até a máquina do condensador ou evaporador do ar-condicionado, que são equipamentos com alto rendimento energético”, explica.

Outro item implantado é a central de gerenciamento e supervisionamento eletrônico, chamada BMS, que permite a supervisão predial com dados de onde a energia do condomínio está sendo gasta. Essa central é uma sala com computadores, que mostra os gastos por setor do condomínio. “Às vezes é um problema numa válvula e uma manutenção periódica faz com que você não tenha desperdício”, exemplifica Paula.

 

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