Tecnisa será seletiva nos lançamentos


(Valor Econômico) – 10/12/14

A Tecnisa aguarda a melhora das condições de mercado para voltar a lançar empreendimentos conforme sua capacidade, segundo o presidente da companhia, Meyer Nigri. O foco atual da incorporadora não é lançar empreendimentos, mas “monetizar” ativos, pela venda de unidades em estoques, repasse dos recebíveis dos clientes aos bancos e, conforme as oportunidades, até mesmo pela comercialização de terrenos.

Nigri acredita que o mercado imobiliário será menor em 2015 do que em 2014 em relação a lançamentos. A Tecnisa tem R$ 2,3 bilhões em ativos imobiliários à venda e R$ 2,02 bilhões em projetos aprovados prontos para lançar. “Vamos lançar aquilo em que acreditarmos. Chega de lançar por lançar. Se a empresa não acredita no empreendimento, melhor não fazer. Chega de fazer mau negócio”, disse o presidente da Tecnisa.
Nigri reconheceu que, nos primeiros anos após a abertura de capital, a incorporadora apresentou ao mercado projetos que não deveria ter lançado. “Lançamos empreendimentos que sabíamos que não seriam rentáveis, para atingir guidances.”

Até o momento, a Tecnisa lançou R$ 639 milhões em 2014. Do Valor Geral de Vendas (VGV) já lançado no ano, R$ 465 milhões foram apresentados ao mercado até setembro e R$ 174 milhões neste trimestre. A companhia não informou se fará novos lançamentos ainda este ano. Em 2013, os lançamentos da Tecnisa somaram R$ 1,8 bilhão.

Segundo Nigri, 2014 foi um ano para concluir a arrumação da casa. A companhia realizou, neste ano, o maior volume de entregas de empreendimentos das safras antigas, lançados até 2010. Até junho, a Tecnisa entregará os projetos antigos restantes. À medida que esses empreendimentos forem concluídos, haverá novos cortes no quadro de funcionários, em áreas como jurídica e de repasses. Neste ano, a redução foi correspondente a 15% do quadro de pessoal.

Para diminuir despesas, a Tecnisa vai devolver um dos andares que ocupa no Pátio Victor Malzoni, edifício corporativo de padrão triple A, na avenida Faria Lima, na zona Sul de São Paulo.
A incorporadora não tem comprado terrenos. Caso haja boas oportunidades, poderá vender áreas que deixaram de fazer parte de seu foco estratégico ou até mesmo terrenos incluídos nas regiões prioritárias a depender do preço da negociação.

Segundo Nigri, o caixa da companhia será “confortável, mas estável” em 2015, e os recursos serão destinados, prioritariamente, para o pagamento de dívidas. Em 2016, o caixa da Tecnisa tende a “subir muito”, de acordo com o presidente da incorporadora.

A Tecnisa gerou caixa em outubro e novembro, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Vasco Barcellos. O executivo afirmou que a incorporadora poderá antecipar o pagamento de parte das dívidas no quarto trimestre. “Todo o esforço feito pela companhia desde 2012 poderá ser mensurado pelo mercado a partir da geração de caixa”, afirmou Barcellos.

Já o número de distratos (cancelamento de vendas) da Tecnisa aumentou “demais” neste mês, segundo Nigri. Isso resultou, de acordo com o presidente da incorporadora, da aplicação das novas regras do Banco Central do Brasil (Bacen) que definem que, na análise do financiamento imobiliário, seja considerada a renda líquida e não mais a bruta dos clientes e que não seja incluída a renda informal.

A Tecnisa informou também que entregará, em meados de 2015, os primeiros prédios do Jardim das Perdizes, seu maior projeto, desenvolvido na zona Oeste da cidade de São Paulo.

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