HSBC diverge de bancos em venda


(Valor Econômico) – 17/06/15

Vendedor e compradores estão em desacordo sobre o formato da venda do HSBC Brasil. Depois de, inicialmente, ter informado aos interessados que estava colocando à venda toda a unidade brasileira, o banco britânico indicou agora que a intenção é se desfazer apenas da operação de varejo.

A ideia, com isso, é manter a operação de atacado, ou seja, os negócios com empresas de maior porte. Dessa maneira, o HSBC imagina que poderia continuar atendendo grandes clientes brasileiros
interessados em fazer operações com o exterior e, na mão inversa, prestar atendimento no Brasil a empresas clientes em outros países.

Segundo o Valor apurou, entretanto, pelo menos parte dos bancos interessados na aquisição manifestou não gostar desse formato fatiado.

Não só porque seria difícil fazer esse corte para determinar quais clientes pessoa jurídica ficariam no que seria o varejo, mas porque também têm interesse em fazer negócios com as empresas clientes do HSBC muito embora sempre exista uma grande sobreposição de clientes na área corporativa. “O HSBC terá mais dificuldades para vender o banco de forma fatiada”, comentou uma fonte.

O data room do HSBC Brasil foi aberto ontem. Os interessados no ativo são Bradesco, Itaú e Santander.

Na semana passada, a matriz do HSBC emitiu um comunicado oficializando a saída do Brasil e Turquia. O banco decidiu se concentrar na Ásia e tenta economizar até US$ 5 bilhões em custos até 2017.

Em nota, a filial brasileira afirmou, na ocasião, que está em processo de venda, mas que não pretendia encerrar as atividades no Brasil. “O banco segue operando normalmente e, mesmo após a venda, seguirá prestando serviços aos seus clientes.”

Após a venda, a ideia da instituição financeira britânica é ter no Brasil uma subsidiária de nicho, com um balanço local bastante reduzido, nos moldes, do BNP Paribas e do Goldman Sachs no país, segundo reportagem recente publicada pelo Valor.

Além de serviços voltados ao mercado de capitais, a base brasileira também seria importante para a instituição britânica continuar a fornecer crédito em moeda estrangeira a companhias de grande porte por meio de seu balanço global.

A estimativa é que os ativos do HSBC no Brasil, depois da fase de auditoria dos números, sejam avaliados entre US$ 3,2 bilhões e US$ 4 bilhões.

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