Queda da confiança da construção em julho tem menor valor desde 2010


(G1) – 28/07/15

Frente a julho de 2014, o indicador recuou 32,5%. Expectativas para os próximos meses pioraram.

A confiança do setor da construção civil recuou na passagem de junho para julho, com queda de 4,7%. É o menor nível da série iniciada em julho de 2010. No ano, o índice acumula queda de 26,5%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Frente a julho de 2014, o indicador recuou 32,5%.

Confiança da Construção
“A queda do indicador de confiança não surpreende, na medida em que não ocorreram fatos capazes de alterar o quadro de declínio da atividade no setor observado desde o ano passado. Vale notar que para a grande maioria das empresas (60,0%), a carteira de contratos está abaixo do normal. A pequena melhora das expectativas observada no mês anterior não teve respaldo da situação dos negócios. Enfim, a percepção dominante no setor é de que retração na atividade ainda deve prosseguir”, disse Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

O resultado sucede a relativa estabilidade de junho (0,1%) e uma queda em maio (4,7%).

De junho para julho, houve queda de 7% no índice de expectativas, influenciada pelo recuo de 9,1% no subindicador que mede as perspectivas para a situação dos negócios nos seis meses seguintes.

A visão sobre a situação atual apresentou a 8ª queda consecutiva, de 1,2%, influenciada pelo recuo de 3,7% no indicador que mede o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios.

Custo da construção
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em julho, taxa de variação de 0,66%, abaixo do mês anterior, de 1,87%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,17%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,47%. Já o índice referente à mão de obra registrou variação de 1,10%. No mês anterior, a variação registrada havia sido de 3,16%.

Cinco capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Brasília e Porto Alegre registraram aceleração.

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