Em cinco anos com Lemann, o Burger King recupera sua grande forma


(Forbes) – 30/11/16

Durante grande parte de sua história, o Burger King foi algo meio que secundário, sempre muito atrás do McDonald’s e negligenciado pelos proprietários, entre os quais a Diageo e o consórcio de private equity liderado pela TPG Capital. No entanto, nos cinco anos que se passaram desde sua compra mais recente – pela 3G Capital, chefiada pelos bilionários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Sicupira e Marcel Telles -, a rede de fast food reconquistou seu esplendor real.

Do seu jeito
Quando a 3G fez sua oferta de US$ 3,3 bilhões em 2010, as ações do Burger King estavam penando, sendo vendidas por cerca de US$ 17 – menos do que valiam no auge da crise financeira. A empresa de private equity pagou US$ 1,6 bilhão à vista, tomou mais US$ 1,7 bilhão emprestado e fechou o capital da companhia, pagando US$ 24 por ação. Os brasileiros designaram o sócio Alex Behring como CEO para maximizar os lucros por meio do aumento da rede de lojas, da renovação do cardápio e da transformação de pontos de venda próprios em franquias.

O resgate de um rei
A marca, antes desprezada, teve uma recuperação substancial, com um crescimento de dar inveja aos arcos dourados: no segundo trimestre de 2015, as vendas anuais na mesma base de lojas do ano anterior subiram 6,7%, enquanto as do McDonald’s encolheram 0,7%.

Dorme intranquila a cabeça
A 3G fez a coroa brilhar de novo, mas o mascote do “Rei” foi para o exílio, retirado das campanhas publicitárias em 2011. Contudo, ele fez algumas aparições de destaque recentemente – na comitiva do boxeador Floyd Mayweather e atrás de Bob Baffert, treinador do cavalo American Pharoah, quando o puro venceu a prova Belmont e ganhou a Tríplice Coroa.

A Justice e a Berkshire tardam, mas não falham
Dois anos depois de comprar o Burger King, a 3G vendeu 29% de sua participação ao veículo de investimento Justice Holdings, de Bill Ackman, por US$ 1,4 bilhão. Em 2014, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, ajudou o Burger King a adquirir a Tim Hortons, rede canadense de lojas de café e doces. O valor da compra, que contou com benefícios fiscais, foi de US$ 11 bilhões.

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