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Did You Know?
31 07 2009Comentários : Deixar um comentário »
Tags: Did you Know?, paradigmas, redes sociais, tecnologia
Categorias : Estatísticas, Pesquisas, TI
Arquitetura de interiores dribla espaço exíguo do escritório da Glem
19 07 2009(Revista AU) – 07/09
Para driblar o espaço desfavorável e exíguo, o escritório Mareines + Patalano Arquitetura projetou um elemento escultórico tramado de madeira e bambu, marcando a circulação vertical
Diversos locais especialmente criados para atender os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro perderam suas funções após o evento. É o caso das áreas sob a arquibancada de concreto do tombado Estádio de Remo, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Sob concessão da empresa de empreendimentos imobiliários Glem, o espaço ganhou novas ocupações, como o escritório da própria empresa instalado em uma faixa da área disponível.
“O programa consistia em colocar em um espaço extremamente desfavorável e exíguo – sob um canto triangular da arquibancada – um centro de operações, salas de diretoria, três salas de reunião formais e espaços para os encontros informais, atendimento, copa e vestiários”, contam os arquitetos Ivo Mairenes e Rafael Patalano, responsáveis pelo projeto.
O escritório executou o projeto com maestria, dando ao local uma atmosfera moderna, prática e sofisticada, assim solicitada pelo cliente. A solução foi dividir o vão em três níveis, com lajes de concreto pré-moldado para acomodar o programa. Como o primeiro dos três níveis é semi-enterrado e as fachadas são atreladas ao design do estádio, os arquitetos criaram um chamariz no interior, tirando partido do vazio central permeável que interliga todos pisos. Assim, instalaram um grande balaio, tramado com vigas de madeira laminada de eucalipto e bambu em contraste com a rigidez do concreto aparente.
Nesse espaço irregular acontece a circulação vertical, definida por escadas curvas de concreto amparadas por corrimão de aço inox, e a horizontal, com uma passarela de vidro no segundo piso. “Por causa desse vazio, os usuários deixam de se encaixar em seus respectivos locais de trabalho para participar de maneira dinâmica e interativa de todo o edifício”, explicam os arquitetos.
Iluminação com segurança A cobertura de concreto não permitia aberturas, e as poucas existentes ficavam restritas às duas únicas pequenas fachadas. Uma delas, quase toda ocupada pela rampa de acesso à arquibancada que, por ser pública, facilitaria o acesso indesejável ao escritório, exigiu um planejado e refinado sistema de segurança. Apesar de mais suscetível a invasões, esse lado da construção oferecia a visão da lagoa e do Cristo Redentor. Para que apenas a luz e as belas vistas pudessem adentrar o escritório, planejaram-se longos e estreitos rasgos nas alvenarias.
Já a fachada dos fundos era mais alta e segura, mas se abria para um grupo de confusas e precárias construções. O projeto barrou a poluição visual, permitindo a entrada de luz natural por um semicírculo de vidro translúcido de segurança, que definiu esse plano.
De acordo com os arquitetos, tanto o mobiliário quanto as divisórias, portas e forros acompanham a filosofia de contrastes determinada pela arquitetura. Um trabalho elaborado de marcenaria define as áreas internas de cada pavimento. No primeiro piso, paredes curvas otimizam o espaço irregular. No segundo, como uma colmeia, divisórias de correr formam os ambientes da diretoria, mas possibilitam a sua integração quando necessário. Nos dois pavimentos inferiores, o forro de gesso embute lógica, elétrica e iluminação, e personaliza os espaços com seu desenho criativo.
A luz artificial nos locais de trabalho é básica, de forma a contribuir com a produtividade dos funcionários. Já na circulação, a luz foi planejada com mais requinte, destacando a trama do balaio e dando dramaticidade ao coração do escritório.
VERNACULAR HAMPER
Many locations specially created to serve the Pan American Games in Rio de Janeiro have lost their functions after the event finished. That is the case of the areas under the concrete bleachers of the Estádio de Remo (rowing stadium), at the Lagoa Rodrigo de Freitas. Under the concession to the real estate company Glem, the space gained new functions as the company’s offices, installed in a section of the available space. The program includes an operation’s center, directors’ offices, three formal meeting rooms and spaces for informal get-togethers, services, pantry and locker rooms. The solution was to split a gap into three levels, with slabs of pre-cast concrete. As the first of the three levels is semi-buried and the façades are connected to the stadium’s, the architects have created an attraction in the central gap which interconnects all the floors, with the installation of a large hamper woven with eucalyptus and bamboo beams. An elaborate carpentry work defines the internal areas of each floor. On the first floor, curved walls optimize the irregular space. On the second, sliding partitions form the management’s premises, but allow their integration when necessary.
FICHA TÉCNICA
LOCAL: Lagoa, Rio de Janeiro, Brasil
DATA DO PROJETO: 2008
DATA DA CONCLUSÃO DA OBRA: 2009
ÁREA CONSTRUÍDA: 350,00 m²
ARQUITETURA: Mareines + Patalano Arquitetura
ARQUITETA COLABORADORA: Flávia Lima
CONSTRUÇÃO E ENGENHARIA: Senpro Engenharia
LIGHTING DESIGN: Ana Moraes Projetos
AUTOMAÇÃO E SEGURANÇA: Betaplus
SUPERVISÃO: Antonio Abílio Ferreira Teixeira
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Tags: bambu, Glem empreendimentos imobiliários, Ivo Mairenes, Rafael Patalano
Categorias : Notícias
Projetos de construção de fazendas verticais se multiplicam no exterior
18 07 2009(PINIweb) – 07/09
Projetos de escritórios americanos e europeus prevêem edifícios autossustentáveis, geradores da própria energia e de alimento para seus moradores ou vizinhança
A ideia das fazendas verticais, proposta por Dickson Despommier, professor de saúde pública na Universidade Colúmbia, em Nova York, já atraiu a atenção de muitos arquitetos nos Estados Unidos e na Europa nos últimos anos. Recentemente, foi a vez do escritório belga Vincent Callebaut Architectures propor o edifício, ainda não aprovado, Dragonfly Vertical Farm, para a cidade de Nova York.
O empreendimento de 132 pavimentos e 600 metros de altura poderia acomodar 28 setores diferentes para a produção de frutas, vegetais, grãos, carne e leite. Basicamente a mesma função do empreendimento canadense Harvest Green Project, elaborado pelo escritório Romses Architects, e que venceu a competição “The 2030 Challenge” (em tradução literal, “O Desafio de 2030″), criada para premiar as melhores soluções e projetos que diminuam a emissão de carbono na atmosfera.
Seja em Nova York ou no Canadá, a fórmula de criação desses arranha-céus é praticamente a mesma: são edifícios em áreas urbanas, que possuem sistemas de geração de energia solar e/ou eólica e andares divididos em diversas produções agrícolas. A geração da energia própria para o funcionamento do prédio e o cultivo de alimentos para os seus moradores ou vizinhança dariam a esses prédios a característica de autossustentáveis.
O projeto Dragonfly Vertical Farm, por exemplo, foi inspirado nas asas de uma libélula e prevê laboratórios de pesquisa e áreas comuns intercalados entre pomares, hortas e salas de produção. Os espaços entre as “asas” possuem sistemas de energia solar que acumulam e mantêm o ar morno dentro da estrutura durante todo o inverno. Já no verão, os jardins verticais exteriores são capazes de filtrar a água da chuva e reutilizá-la nas plantações.
Já o edifício Harvest Green Project possui a mesma diversidade de plantações do Drangonfly Vertical Farm, porém prevê também a construção de espaços abertos para a criação de animais e aves, além de salas para a reprodução de peixes. Ao invés de fachadas convencionais, com pintura, pastilhas ou vidro, o edifício é todo coberto de vegetação rasteira. Para comercializar a produção da fazenda vertical, os arquitetos do escritório Romses Architects projetaram um supermercado aberto ao público no térreo.
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Tags: Dickson Despommier, Dragonfly Vertical Farm, emissão de carbono, Harvest Green Project, Romses Architects, Vincent Callebaut Architectures
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Klabin Segall finaliza Reestruturação de dívida
15 07 2009(Jornal O Valor) – 15/07/09
Após quatro meses de negociação, a construtora Klabin Segall concluiu a reestruturação da sua dívida e abriu caminho para a entrada de um novo sócio no capital: o espanhol Enrique Bañuelos, da Veremonte. O alongamento do passivo era condição para a concretização do ingresso do novo acionista e o recebimento de um aporte de capital.
“Conseguimos uma solução definitiva para o problema financeiro de curto prazo da empresa, e as novas características da dívida já foram aceitas pela Veremonte”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da construtora, Carlos Eduardo Malagoni.
Ao fechar acordo com a Veremonte e a Agra para um aporte de capital de R$ 110 milhões, a Klabin Segall acertou prazo até 15 de julho para a renegociação da dívida, o que foi cumprido. “Agora, a entrada do sócio está condicionada apenas à aprovação dos acionistas da Klabin em assembleia, que será no dia 30 deste mês”, disse o executivo. No fim da operação, a empresa formada por Veremonte e Agra terá o controle da construtora.
A renegociação da dívida anunciada ontem envolve duas emissões de debêntures, no valor total de R$ 432,5 milhões. Com o preço corrigido, esses papéis correspondem a quase 70% da dívida bruta da empresa, de R$ 677,9 milhões em março.
Conforme antecipado pelo Valor, o pagamento dos juros das debêntures, previsto para este ano, foi em grande parte adiado. Dos R$ 63 milhões de 2009, apenas R$ 13 milhões serão desembolsados.
Em relação à primeira emissão de debêntures, de R$ 202,5 milhões, os juros deste ano serão pagos em duas partes: 20% no dia 15 do próximo mês e 80% em 15 de agosto de 2010. O vencimento final da colocação será em 2013.
Sobre a segunda emissão, de R$ 230 milhões, os juros deste ano serão quitados da seguinte forma: 20% em 5 de agosto e 1º de outubro de 2009 e 80% serão incorporados ao valor principal e pagos nas datas de amortização dos papéis (40% em 2011, outros 40% em 2012 e o restante em 2013).
Para obter a aprovação dos credores, a Klabin Segall elevou a remuneração das debêntures da segunda emissão, de CDI mais 2% para CDI mais 3% ao ano.
A remuneração da primeira emissão ficará praticamente como o previsto. A primeira série permanece com CDI mais 3% e a segunda, com IPCA mais 13,4%, sendo que em 2010 esta última passa a IPCA mais 12%. “Foi uma concessão feita pelos credores”, disse Malagoni.
Os credores da empresa são bancos, fundos de pensão, fundos de investimento e investidores institucionais, totalizando 20 agentes. Os maiores são Itaú, Caixa Econômica Federal, Funcef e UBS.
Esses credores também aceitaram a flexibilização de diversas cláusulas dos contratos das debêntures. “Tudo agora está adequado ao fluxo que deve ser gerado pela entrega dos empreendimentos da companhia”, afirmou o executivo.
Também neste ano, a Klabin Segall renegociou as condições de uma dívida com o Safra, de R$ 30 milhões, para capital de giro. O vencimento seria no dia 31 do próximo mês, mas, com a repactuação, a empresa ganhou carência de 12 meses para iniciar o pagamento, que será feito em 18 parcelas.
A construtora também tem uma linha de capital de giro com o Bradesco, cujas condições foram consideradas favoráveis e mantidas. Com isso, o desembolso total da companhia com dívida neste ano, contando juros e principal, deve somar R$ 38 milhões.
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Tags: Agra, Enrique Bañuelos, Klabin Segall, Veremonte
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Mercado reaquece e companhias batem recorde de vendas até junho
15 07 2009(Jornal o Valor) – 15/07/09
No primeiro semestre do ano passado, o setor imobiliário vivia uma de suas melhores fases. A bonança, porém, foi bruscamente interrompida pela crise global. Um ano mais tarde e o mercado surpreende-se com a reviravolta: as vendas não só se recuperaram, como superaram com folga um período aquecido. O programa habitacional popular do governo e a queda dos juros delineiam uma nova trajetória para o setor- de maneira mais evidente na baixa renda, mas também com recuperação significativa entre as classes média e média alta e em imóveis comerciais.
As prévias das vendas e lançamentos das empresas de capital aberto e a velocidade de vendas das companhias fechadas aponta um novo fôlego para o setor entre abril e junho. A mineira MRV, que atua no segmento de baixa renda há 30 anos, conseguiu o melhor desempenho de sua história, o que a coloca em um novo patamar de vendas. Sai de R$ 208 milhões de vendas em 2006 e as projeções é de que feche este ano entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,9 bilhões.
No segundo trimestre, a empresa vendeu R$ 850 milhões, com crescimento de 77% sobre igual trimestre de 2008, que já havia sido recorde. Sobre o primeiro trimestre deste ano, quando negociou R$ 430 milhões, a alta atinge 97,6%. “Devemos vender este ano de 25 mil a 30 mil unidades, depois de termos vendido 15 mil no ano passado”, afirma Rubens Menin, presidente da companhia. “Estamos mais perto das mexicanas Homex e Urbex e devemos passar este ano as americanas Lennar e Cetex”, acredita ele.
A MRV – que aumentou em 50% sua projeção de vendas – foi a primeira a voltar para a Bolsa depois que o mercado acionário melhorou. A empresa captou R$ 600 milhões na oferta pública ao preço de R$ 24,50, muito próximo dos R$ 25,00, preço da ação no dia anterior. Segundo Menin, o investidor estrangeiro está confiante no Brasil e no segmento de baixa renda, mas muito atento à qualidade e à trajetória de cada empresa.
Desde o anúncio do plano, o segundo trimestre foi considerado decisivo para mostrar o efeito do Minha Casa, Minha Vida sobre as empresas que atuam na baixa renda. Do total vendido pela MRV, pouco mais de 80% foi dentro do pacote. Segundo Menin, a MRV já vinha se preparando para crescer há cerca de três anos e agora, com produtos na prateleira, está conseguindo sair na frente. “Já fazemos o dever de casa, investindo em áreas como tecnologia e engenharia, há pelo menos três anos”, diz. Logo que o governo anunciou o pacote, a empresa já encaminhou à Caixa Econômica Federal os projetos e futuros lançamentos que poderiam se enquadrar no programa.
Ela não está só. Empresas fechadas com experiência na baixa renda também alcançam bons resultados. A Cury, joint venture com a Cyrela, havia feito um lançamento em São Miguel Paulista de preço médio de R$ 120 mil em fevereiro, que levou 45 dias para ser vendido. Há cerca de duas semanas, lançou a segunda fase, com imóveis na faixa de R$ 90 mil, e vendeu as 252 unidades em apenas dez dias. “Esse é o novo ritmo do mercado, por conta dos subsídios do governo”, afirma Fábio Cury. “Não vendemos mais, porque não tínhamos produtos aprovados”, afirma, acrescentando que o crescimento expressivo da companhia deve acontecer no segundo semestre, quando haverá cinco lançamentos.
De acordo com o presidente do Secovi, João Crestana, a Caixa Econômica Federal está com 600 empreendimentos em análise – que representam cerca de 100 mil unidades – e 100 aprovados dentro do pacote, o equivalente a 10 mil unidades. “Os cem primeiros dias do pacote mostram uma mudança importante no setor”, comenta Crestana.
Apesar do aumento das vendas sobre o ano passado, a atitude das empresas mudou muito em relação ao primeiro semestre de 2008. As empresas estão mais cautelosas nos lançamentos – que cresceram numa proporção menor que as vendas. O setor está mais racional na compra de terrenos e na hora de colocar novos produtos no mercado. Isso significa que as empresas estão conseguindo desovar estoques – um dos maiores problemas do final do ano passado.
Na Even, por exemplo, as vendas de estoque evoluíram de forma significativa no segundo trimestre, passando de R$ 29 milhões em abril para R$ 83,4 milhões em junho. No final do ano passado, a Cury tinha R$ 37 milhões em estoques e agora tem pouco menos de R$ 10 milhões.
Mas a recuperação não se limita aos imóveis para a baixa renda. O aumento do limite do SFH de R$ 350 mil para R$ 500 mil, medida inclusa no pacote, repercutiu nas vendas para a classe média. Do total dos estoques vendidos pela Even, 82% estão em imóveis no médio, médio alto e alto padrão.
A Eztec, que também atua nesse mercado e no de imóveis comerciais de pequeno porte, apresentou aumento expressivo de 70,6% sobre o desempenho do segundo trimestre de 2008. As vendas contratadas no trimestre encerrado em junho atingiram R$ 243,5 milhões. O montante comercializado até junho já representa 87,5% do total que foi vendido em todo o ano de 2008. “No mercado residencial houve um efeito psicológico fundamentado pelo Minha Casa, Minha Vida”, diz Emilio Fugazza, diretor de relações com investidores da Eztec. “E a queda dos juros favoreceu a venda de imóveis comerciais como alternativa de renda.” Dos R$ 243 milhões vendidos pela empresa, cerca de R$ 200 milhões foram de um empreendimento de salas comerciais.
A Brookfield, antiga Brascan, que atua nos segmentos comercial e residencial e que foi a primeira a revelar os números preliminares, vendeu R$ 568,5 milhões de abril a junho, alta de 77% comparado há um ano atrás. Outras empresas divulgarão prévia de resultado nos próximos dias e os números deverão vir na mesma direção.
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Tags: Caixa Economica Federal, Cyrela, Even, Eztec, Minha Casa Minha Vida, MRV, Secovi
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A revolução do matemarketing
10 07 2009(Amanhã) – 08/07/09
A prática que usa a estatística para medir com precisão cada detalhe da relação com clientes, apresentada pelo próprio criador do conceito
Por: Eduardo Aspesi*
Comecei minha vida profissional em controladoria e auditoria. Quando recebi um convite para assumir a área de marketing e vendas, fiquei surpreso com a falta de ferramentas analíticas e instrumentos de mensuração.
Acredito que tudo seja mensurável. Comecei a calcular o valor de cada cliente e identifiquei que eles tinham várias características em comum. Então fui ao mercado procurar prospects semelhantes e deu muito certo.
Foi assim que criei o que eu chamo de “matemarketing”. Cada negócio tem uma equação. Ganha o jogo quem souber montá-la, adaptá-la às necessidades e oportunidades do mercado e transformá-la, antes da concorrência, em um relacionamento rentável com os clientes.
Sou um apaixonado pelo marketing dirigido, por trabalhar a informação de forma inteligente, identificar padrões de comportamento do consumidor e, a partir daí, direcionar as ações de vendas e de relacionamento.
Como vice-presidente de marketing e vendas da NET, trabalho passo a passo a concretização do “matemarketing”. O desafio é dar a milhões de clientes o tratamento típico de um armazém de cidadezinha do interior, onde o dono conhece todos em detalhes e, por isso, pode diferenciar o tratamento dispensado a cada um, atendendo às necessidades e garantindo a satisfação da freguesia.
No mercado de telecomunicações, isso significa evoluir da visão da engenharia para a visão do relacionamento, ou seja, uma estratégia que priorize o foco no cliente. Para atingir esse objetivo, é necessário desenvolver uma grande quantidade de ações customizadas para pequenos grupos de clientes, com uma taxa de retorno muito superior àquela obtida no modelo tradicional (poucas ações para quantidades massivas de clientes). Dessa forma, mobiliza-se a empresa para o objetivo único de maximizar o valor do cliente a cada oportunidade de contato.
O ponto de partida para esse processo é uma estrutura informacional que permita a visão integrada do cliente e um ambiente analítico flexível por meio de um banco de dados no qual as informações estejam prontas para ser exploradas. Essa é a base para a segmentação e para o cálculo do valor do cliente ao longo do tempo.
Com técnicas de modelagem estatística, é possível usar dados históricos não apenas para explicar tendências passadas, mas também para prever comportamentos futuros, como a compra de produtos e serviços ou o tão temido churn (migração para a concorrência).
A partir do momento em que a empresa conhece o perfil de cada cliente, suas necessidades e seu valor, é possível definir o que, como e para quem oferecer. É inquietante ver que, no Brasil, ações fundamentadas no “matemarketing” fazem parte de um grupo de ilhas de excelência e projetos ad hoc. Os investimentos de marketing ainda são muito concentrados na mídia de massa, pois esses veículos atingem uma parcela muito grande da população, o que facilita a comunicação com todos os clientes de uma só vez.
Porém, para determinados produtos ou serviços, típicos da indústria de telecomunicações, isso é justamente o que deve ser evitado, sob o risco de destruir progressivamente o valor do negócio com ações que não levam em conta os diferentes tipos – ou segmentos – de clientes.
O mercado de telemarketing tem apresentado grande crescimento nos últimos anos, mas ainda é muito pequeno em relação a outros lugares, como os Estados Unidos. Além disso, a atividade de telemarketing tem sido, na prática, um marketing de massa pelo telefone. Não se considera o perfil e o valor do cliente. Não conheço ninguém – e há tempos me esforço nessa procura – que tenha recebido mais de duas ligações anuais de telemarketing que sejam referentes a gentilezas, retenção ou fidelização proativa.
Os atores de Marketing Direto, DBM e CRM, são verdadeiros heróis. Já conseguiram sensibilizar os sócios e CEOs das empresas sobre a importância do marketing dirigido, mas ainda têm um longo caminho a percorrer. Muitas empresas já investiram grande quantidade de tempo e dinheiro em enormes projetos de CRM e tiveram pouco sucesso. Ao longo da minha vida profissional, tive dois grandes aprendizados: simplificar com soluções que não sejam baseadas em milagres e fazer primeiro para depois mostrar os resultados.
*Eduardo Aspesi é vice-presidente de marketing e vendas da NET, com passagem também pelas empresas Vivo, Oi e RBS
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Tags: CRM, DBM, Eduardo Aspesi, Marketing Direto, matemarketing, prospects
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Aquecedores solares
9 07 2009(Revista Téchne) – junho/09
Novas legislações obrigam instalação de sistemas de aquecimento solar da água em prédios residenciais. Adaptação impõe desafios técnicos a construtores e projetistas
Os sistemas de aquecimento solar de água não são novidade no Brasil. Esses produtos são comercializados por aqui há mais de 30 anos: timidamente até a década de 1990 e com mais força a partir da crise do “Apagão” de energia, em 2001. Historicamente, o principal mercado para esses sistemas tem sido o de residências unifamiliares, com a venda direta para os consumidores finais. Mas uma série de projetos de lei – municipais e estaduais, aprovadas ou em tramitação País afora – que obrigam construtores a instalar esses sistemas nos novos edifícios residenciais promete mudar essa realidade.
A cidade brasileira mais adiantada na adoção de sistemas de aquecimento solar de água – inclusive em edifícios altos, residenciais e comerciais – é Belo Horizonte, Minas Gerais. Lá, desde 1985 a concessionária de energia elétrica, Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais), junto com empresas e universidades locais, estuda o emprego da tecnologia como alternativa à energia elétrica para a produção de água quente. De acordo com o projetista Rodrigo Cunha Trindade, da Agência Energia, já existem na capital mais de três mil instalações de grande porte. “Belo Horizonte é referência internacional em instalações de aquecimento solar de água para edificações multifamiliares”, afirma Trindade.
Em São Paulo, o debate ganhou força com a aprovação, em 2007, da lei 14.459, também conhecida como “Lei Solar” e de sua regulamentação, publicada em janeiro do ano passado. Ela determina que todas as novas edificações construídas na capital paulista recebam a infraestrutura para instalação do sistema de aquecimento solar de água. Além disso, algumas edificações deverão ser entregues inclusive com os captadores solares, reservatórios térmicos e aquecedores auxiliares (veja quadro “Legislação solar”). Nessas edificações, o sistema de aquecimento solar deverá ser dimensionado para suprir 40% da demanda anual de energia necessária para o aquecimento de água sanitária e de piscinas.

Previsão de aquecimento solar na concepção arquitetônica do empreendimento ajuda a encontrar melhores soluções estéticas e de desempenho para o sistema
Imbróglios técnicos
A novidade pegou projetistas de sistemas prediais e construtores de surpresa. Até hoje, a maior parte das empresas brasileiras estava acostumada a projetar e executar sistemas simples, como casas e hotéis. Eram geralmente imóveis pertencentes a um único proprietário, o que dispensava qualquer tipo de divisão de conta de água e gás entre vários consumidores. No entanto, a imposição da necessidade de instalação de aquecimento solar em condomínios, por exemplo, colocou aos projetistas de sistemas prediais desafios técnicos, como conciliar distribuição de água quente e medição individualizada de consumo de água e gás. Em estruturas muito altas, surge também a necessidade de calibrar a pressão da água nas diversas “regiões” do edifício e nas bombas que viabilizam a recirculação da água quente do sistema.

Em sistemas de distribuição indiretos, BTU meter permite mensurar a quantidade de calorias utilizadas pelo morador para aquecer a água fria
O impacto no custo do empreendimento é, naturalmente, um aspecto que preocupa os construtores. Segundo Humberto Farina, especialista em sistemas prediais hidráulicos da Tesis Engenharia, no caso da legislação paulistana é pequena a diferença entre obrigar ou não o construtor a instalar o sistema de aquecimento solar completo nos edifícios residenciais. A grande questão é que ela determina que todas as edificações, independente do número de banheiros por unidade, contenham infraestrutura para receber coletores solares e reservatórios. Ou seja, em maior ou menor grau, haverá aumento de custos, tanto com projetos de hidráulica, que ficam mais complexos, como com materiais.
A instalação de sistemas de aquecimento solar também impacta a concepção dos produtos imobiliários. Se não houver espaço livre disponível no terreno em que a construção será erguida – o que é comum em áreas urbanas adensadas -, os coletores deverão ser instalados na cobertura do edifício. E isso tira dos construtores a possibilidade de explorar um espaço nobre do imóvel, reduzindo ainda mais a margem de lucro do empreendimento.
Farina acredita que se trata de uma quebra de paradigma para os arquitetos. “No conceito tradicional, o arquiteto ‘encaixa’ o sistema de aquecimento solar no projeto já concebido. Mas, agora, creio que essa é uma nova área técnica para a qual eles precisam de assessoria”, afirma. Rodrigo Trindade faz coro: “Se o sistema for pensado desde o início do empreendimento, poderá haver melhores soluções estéticas para a construção”, complementa.

A opção pelo melhor sistema de distribuição de água quente deve considerar características do edifício como espaço disponível no interior do apartamento, na cobertura, padrão do empreendimento etc.
Legislação solar
A Lei Solar de São Paulo, em vigor desde o ano passado, altera o Código de Obras da cidade e determina que as edificações novas tenham instalações destinadas a receber sistema de aquecimento solar de água. Algumas construções – como hotéis e motéis, clubes esportivos, hospitais e escolas – são obrigadas a receber todo o sistema de aquecimento, incluindo captadores solares, reservatório térmico e aquecimento auxiliar.
O sistema completo também deverá ser instalado nas novas construções residenciais, uni ou multifamiliares, que tenham quatro ou mais banheiros por unidade habitacional. O sistema deverá suprir pelo menos 40% do total de energia necessária em um ano para aquecer a água sanitária e de piscinas aquecidas. Edificações residenciais com até três banheiros por unidade deverão contar com a infraestrutura que permita a instalação do reservatório térmico e das placas coletoras de energia solar.
O vereador Fred Costa (PHS-MG) apresentou à Câmara de Vereadores de Belo Horizonte um Projeto de Lei, semelhante à paulistana, que obriga a instalação do sistema nas novas edificações multifamiliares e unifamiliares com mais de três banheiros ou que tenham piscinas maiores do que 5 m³. O documento, porém, não determina um porcentual mínimo de água quente que o sistema deve fornecer anualmente. Em ambas as cidades, a comprovação da inviabilidade técnica dispensaria a obra da necessidade de instalação do sistema.
Redes de distribuição
Existem quatro tipos de distribuição de água quente, divididos em duas categorias. Nos sistemas diretos, a água aquecida é a mesma que sai no ponto de consumo. Nos indiretos, a água aquecida funciona apenas como uma fonte de energia para aquecer a água fria das próprias unidades – o que ocorre num dispositivo chamado trocador de calor.
Dentro dessas categorias, pode-se optar pelo aquecimento complementar coletivo ou individual da água proveniente dos coletores solares. A opção pelo melhor sistema dependerá das características do edifício – espaço disponível no interior do apartamento, na cobertura, padrão do empreendimento etc. Segundo Rodrigo Trindade, da Agência Energia, nos novos empreendimentos há uma tendência de se retirar os reservatórios e aquecedores auxiliares das áreas comuns dos edifícios. José Jorge Chaguri, diretor da Caltherm, concorda. “A prática das construtoras hoje é fazer a rede com aquecimento de apoio individual, mas sem entregar os aquecedores. Cada morador compra o produto que achar melhor”, explica Chaguri. “Em alguns empreendimentos de alto padrão, ele entrega também o aquecedor, porque seu custo é pequeno em relação ao valor do apartamento”, conclui.
Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Individual
Como funciona: a água é pré-aquecida no sistema central de aquecimento solar do condomínio e distribuída para consumo entre as unidades. Cada apartamento conta com um sistema de aquecimento auxiliar, que fornece mais calor à água para que ela atinja a temperatura final de consumo desejada. O líquido não consumido pelas unidades volta ao sistema para ser reaquecido.
Características: os apartamentos que utilizam muita água quente durante o período da tarde – de maior incidência de raios solares – aproveitam mais o pré-aquecimento solar e usam menos o sistema de apoio individual, consumindo menos energia elétrica ou gás. Por outro lado, os que usam mais água quente no período da manhã, quando o pré-aquecimento é menos eficiente, recorrerão mais aos sistemas de apoio. Quando existe medição individualizada do consumo de energia elétrica e/ou de gás, os primeiros apartamentos tendem a pagar menos nessas contas.
Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Coletivo
Como funciona: tanto o sistema de aquecimento solar da água quanto o sistema de apoio são coletivos. A água quente, já na temperatura final, é distribuída para o consumo entre todos os apartamentos. Não são necessários aquecedores complementares nas unidades. A água não utilizada é reaquecida no sistema.
Características: como todo o sistema de aquecimento é coletivo, o consumo de energia elétrica ou de gás do sistema de apoio é cobrado do condomínio, e a conta é dividida entre os condôminos. A solução é o emprego de um sistema de medição individualizada na rede de água quente do condomínio. O consumo identificado no hidrômetro de cada unidade é utilizado para cobrar proporcionalmente dos condôminos a conta da alimentação do sistema de apoio. Em algumas redes, contudo, pode ser necessária a instalação de dois medidores por unidade habitacional (veja quadro “Medição individualizada x recirculação”).
Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Individual
Como funciona: a água é pré-aquecida no sistema central de aquecimento solar do condomínio e distribuída entre as unidades. No entanto, o circuito é fechado e ela não é utilizada para consumo. Apenas a energia térmica da água quente é utilizada para elevar a temperatura da água fria no próprio apartamento, num equipamento chamado trocador de calor. Não há mistura dessas águas. A água do sistema central volta ao circuito para ser reaquecida. Cada unidade conta ainda com aquecedores auxiliares para elevar a temperatura da água ao nível desejado pelo usuário.
Características: as mesmas do Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Individual (circuito direto).
Aquecimento Solar + Aquecimento Auxiliar Coletivo
Como funciona: sistema de aquecimento solar e sistema de apoio são coletivos. A água quente circula por um circuito fechado e é utilizada para elevar a temperatura da água fria em trocadores de calor dentro dos apartamentos. Não são necessários aquecedores complementares nas unidades.
Características: o consumo de energia elétrica ou de gás do sistema de apoio é cobrado do condomínio e a conta é dividida entre os condôminos. Porém, não é possível medir a quantidade de água quente consumida pelo apartamento, pois ela volta para o circuito fechado. Para ratear as despesas com aquecimento auxiliar coletivo, uma solução é medir o calor consumido por cada unidade para aquecer sua água fria. Isso é possível instalando medidores de calorias (BTU meters) nos trocadores de calor de cada unidade.
Recirculação x Redução de pressão
Um erro clássico na concepção de redes de água quente é a existência de ligações após a bomba de pressurização.A tendência da água, ao atingir esses nós, é entrar pelo ramal de retorno dos apartamentos.
Cada “região” do edifício atendida por uma estação redutorade pressão tem um ramal de retorno próprio. Deve-se dedicaratenção especial ao equilíbrio de pressão das bombas depressurização. Uma diferença mínima pode causarproblemas de retorno de água nos ramais de recirculação.
A solução acaba com os problemas de diferença de pressãodas bombas de recirculação. Um trocador de calor reaquecea água do ramal de retorno da região inferior, que não voltapara o sistema de aquecimento.A desvantagem é a menoreficiência do reaquecimento na região inferior da rede.
Medição individualizada x recirculação
Em circuitos sem recirculação, a água parada na tubulação perde calor durante períodos ociosos.
Quando o ponto de consumo é acionado, há um tempo de espera pela água quente. Nesse intervalo, a água parada, fria, é descartada. Apesar de não ter sido utilizada, seu consumo é computado pelo hidrômetro.
Nos circuitos com recirculação, a água quente entra no apartamento e abastece os pontos de consumo com temperatura constante. No entanto, apenas parte da água que entra na unidade é consumida. O excedente volta para a rede comum para ser reaquecido. A instalação de dois hidrômetros (um na entrada da unidade e outro na saída) e o cálculo do consumo pela diferença de leituras não é confiável, pois os resultados apresentados pelos medidores não são totalmente precisos.
Aquecimento chinês
Um dos grandes problemas dos construtores com as novas legislações é a possibilidade de perda de área útil do empreendimento para instalação dos coletores solares. Assim, quanto maior o rendimento desses componentes, menor será a área destinada a abrigá-los na cobertura do edifício. Tecnologias que “enxuguem” o espaço necessário à instalação dos coletores serão bem- vindas, desde que tenham qualidade.
Alguns importadores, como a Ultrasolar, estão trazendo da China sistemas de aquecimento que empregam tubos coletores a vácuo. De alto rendimento, esses coletores são cilindros com parede dupla de vidro reforçado, entre as quais existe vácuo. Como numa garrafa térmica, esse espaço evita que o sistema perca calor para o ambiente externo por condução. A parede interna é revestida com um material de alta capacidade de absorção de radiação solar.
O calor captado pode ser transferido para a água de duas maneiras: direta, nos sistemas em que a água a ser consumida passa por dentro dos tubos, onde é aquecida; e indireta, em que um gás passa, dentro do tubo, por um ciclo de evaporação e condensação, transferindo o calor para a água acumulada no reservatório acoplado aos sistemas.
Vantagens
- Menor perda de calor por condução no interior dos tubos a vácuo
- Vento e chuva têm efeito mínimo na eficiência dos coletores
- Maior rendimento na captação da energia solar
- Menor área necessária para instalação dos coletores
Desvantagens
- Poucos fornecedores no Brasil
- Maior dificuldade para reposição e manutenção dos componentes importados
- Falta de certificação de órgãos brasileiros
- Sistema mais caro que coletores comuns
Tecnologia europeia
Os trocadores de calor são equipamentos responsáveis, nos circuitos indiretos, pela transmissão da energia térmica da água quente do sistema coletivo para a água fria dentro das unidades residenciais. A Emmeti trouxe da Itália o Energy Box, produto que conta com um misturador que permite ao usuário programar a temperatura de uso da água. De acordo com o diretor comercial da empresa, Marcos Pelizzon, o produto é bastante utilizado na Europa, onde os sistemas indiretos de distribuição são bastante difundidos. Isso porque, em algumas épocas do ano, as temperaturas são muito baixas e a água que circula nos coletores solares são mais sujeitas ao congelamento. “Nos circuitos fechados, a água não é consumida, portanto é possível misturá-la com os alcoóis propilenoglicol ou etilenoglicol, que abaixam sua temperatura de congelamento”, explica Pelizzon.
Empreendimento sustentável
Os empreendimentos Ecolife, da Ecoesfera, são edifícios residenciais que contam com unidades de até quatro dormitórios e 105 m². Na rede desses prédios, a água pré-aquecida é distribuída em circuito fechado para as unidades, que contam com trocadores de calor e sistemas de aquecimento auxiliar individual. Essa foi a melhor maneira encontrada pela construtora para associar sistema central de aquecimento solar e medição individual do consumo de água nas unidades. De acordo com Carlos Henrique Pini, gerente de projetos da Ecoesfera, o custo adicional de implantação do sistema de aquecedores solares gira em torno de R$ 120 mil, mas pode variar de acordo com o porte do empreendimento.
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Elevadores: nova geração coloca eficiência energética no alto
9 07 2009(Procel Info) – 19/06/09
Equipamentos modernos incorporam tecnologia capaz de reduzir consumo em até 70%. Modernização das máquinas também ajuda a diminuir conta de energia elétrica
nventado no século XIX, o elevador revolucionou a arquitetura ao permitir ao homem explorar a construção vertical. Com o adensamento das cidades, edifícios cada vez mais altos foram construídos e os elevadores se firmaram como um dos principais meios de transporte vertical. Por outro lado, eles contribuíram para o aumento significativo da conta de luz dos condomínios. Os equipamentos representam, em média, 6% do consumo total com energia elétrica de um prédio. As novas gerações de elevadores prometem não pesar tanto no bolso dos condôminos.
Especialistas mostram que a modernização de unidades já existentes pode reduzir o consumo de energia em até 40%. Os novos modelos já consomem 70% menos do que os antigos de três décadas atrás. Segundo José Luiz Mundim Soares, supervisor de marketing de novas instalações da Atlas Schindler, o primeiro passo na direção da eficiência energética foi a instalação de inversores para o acionamento dos motores. O inversor puxa a energia elétrica de forma gradual, ao invés de forma abrupta como acontecia anteriormente.
“Os inversores passaram a funcionar há 15 anos e trouxeram uma economia de 40%”, destacou Soares. Atualmente, existem também controles eletrônicos, que otimizam o envio da energia para os elevadores. “Consumindo apenas o necessário para a cabine operar”, completou Soares em entrevista ao Portal Procel Info. Essa segunda geração de elevadores eficientes, que, no caso da Atlas Schindler, tem um ano e meio, também ganhou máquinas de tração menores com motores de 4 a 5 cavalos (cv), contra 12 cv.
Outra inovação agregada aos novos modelos foi no cabo de aço, que agora vem envolto em um elemento de borracha plano flexível, que adere melhor à polia, conjunto de tracionamento do elevador. Isso foi feito porque o cabo de aço puro não absorvia toda a energia. “Não era eficaz. Agora, a energia gerada é levada efetivamente para o uso”, contou o supervisor da empresa. A evolução tecnológica dos elevadores, além de reduzir o consumo de energia, gerou outro efeito positivo, que é o fim da casa de máquinas, local onde ficam os motores dos elevadores.
“Os equipamentos ficam dentro da caixa do elevador. Isso reduz o custo da construção já que não é necessário a casa de máquina e as escadas de acesso”, observou Soares. A exceção é para os edifícios com mais de 20 andares, que usam elevadores rápidos, que ainda precisam da casa de máquina. Soares avalia que a tecnologia está evoluindo para a eliminação das casas de máquinas, mas ainda é economicamente inviável.
Especialistas mostram que a modernização de unidades já existentes pode reduzir o consumo de energia em até 40%. Já os novos modelos já consomem 70% menos do que os modelos de três décadas atrás
Os modernos elevadores são fundamentais para os novos edifícios que virão a ser construídos nos próximos anos. Esses novos projetos passarão pela certificação da qualidade do nível de eficiência energética, atualmente em elaboração dentro do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. De acordo com Frederico Souto Maior de Castro, do Procel Edifica, os elevadores não são alvo de certificação, mas precisam ter um desempenho adequado à classificação pretendida pelo projetista.
“O único estudo conduzido, no momento, é sobre a eficiência energética dos motores dos elevadores, que é vista como a de qualquer outro motor, no âmbito do Programa Brasileiro de Etiquetagem (Procel/Inmetro) e do Selo Procel”, afirmou. Ele lembra ainda que algumas partes do elevador, como é o caso do motor e da iluminação – lâmpadas, reatores e luminárias – já são certificadas com o selo Procel individualmente.
Uma das recomendações do Procel Edifica é a atenção à modernização dos equipamentos de edifícios mais antigos. “É preciso investir na modernização do sistema de transporte vertical nos prédios mais antigos, sem necessariamente trocar por um equipamento totalmente novo, uma vez que a vida média dos elevadores é de cerca de 20 anos”, recomendou Castro. Os condomínios, principalmente, comerciais, têm procurado a atualização dos seus equipamentos dentro de projetos de retrofit para com isso reduzir seus gastos mensais e não perder espaço no mercado imobiliário de locação.
A procura por modernização do sistema é grande, principalmente, nos prédios construídos na década de 80, pois nessa época utilizavam-se motores geradores, que consomem muita energia por ficarem ligados o dia todo. “Há um forte consumo de energia”, ressaltou Soares, da Atlas Schindler, que disse que a empresa foi procurada por 20 administradores de condomínios para fazer a modernização dos seus equipamentos. Inclusive prédios com pouco mais de uma década buscam uma atualização tecnológica dos elevadores.
“A potência média de um elevador é em torno de 10 cv, equivalente a 125 lâmpadas de 60 W, e se consideramos que no país existem mais de 200 mil elevadores, vê-se que há um potencial importante de economia de energia”, avaliou Castro, do Procel Edifica.
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Etiqueta de eficiência energética em edifícios comerciais: um diferencial de competitividade
9 07 2009(Procel Info) – 08/07/09
Etiqueta, lançada pela Eletrobrás/Procel e que integra PBE, reconhecerá edificações que reduzam o consumo de água e energia
Para uma empresa ser competitiva, atualmente, não basta apenas ter o melhor produto, ela também pode estar localizada em um edifício que possibilite a economia de recursos naturais, o que impactará diretamente no preço final da sua mercadoria. Por isso, a Eletrobrás, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), e em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), lançaram a Etiqueta Nacional de Eficiência Energética em Edificações (ENCE), para edifícios comerciais, de serviços e públicos.
A etiqueta, que faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), vai reconhecer as edificações que, comprovadamente, reduzam o consumo de energia elétrica e água. Para receber a etiqueta, as edificações são avaliadas em três quesitos prediais: envoltória, sistema de iluminação e sistema de condicionamento de ar. De acordo com a Eletrobrás, por enquanto, a etiquetagem é voluntária e aplicável a edifícios com área útil superior a 500 metros quadrados ou atendidos por alta tensão. Ela pode ser concedida para o edifício completo ou para parte dele, quando é avaliado é avaliado o nível de eficiência da sua envoltória ou combinando a envoltória com um dos outros sistemas – iluminação ou condicionamento de ar.
Ao iniciar o processo de etiquetagem, o proprietário deverá encaminhar ao laboratório de inspeção, indicado pelo Inmetro, o pedido de avaliação, juntamente com os documentos exigidos, como projetos e memoriais. Os prédios serão classificados de ‘A’ a ‘E’, sendo o ‘A’ o mais eficiente. “A iniciativa de criar soluções sustentáveis para as construções é mundial e, gradualmente, o Inmetro está adotando ações nesse sentido. O grande desafio da eficiência energética nas edificações é garantir um clima interno que não prejudique o dia-a-dia dos frequentadores, privilegiando a economia de energia. As construtoras que aderirem ao programa terão a etiqueta como diferencial competitivo”, avaliou o presidente do Inmetro, João Jornada.
Para Frederico Souto Maior, engenheiro do Procel Edifica, os benefícios da etiqueta podem ser sentidos tanto pelo construtor, que terá um valor agregado ao seu produto, quanto pelo consumidor, que economizará dinheiro com energia elétrica e água, ao longo de toda a vida útil do edifício. “Um dos objetivos da etiqueta é criar um mercado em que os usuários começarão a privilegiar empresas e empreendimentos que respeitem o meio ambiente”, contou Souto Maior.
A economia de eletricidade conseguida por meio de arquitetura bioclimática, segundo a Eletrobrás, pode chegar a 30% em edificações já existentes – se passarem por readequação e modernização – e a 50% em prédios novos, que contemplem essas tecnologias desde a fase de projeto
Segundo o engenheiro, um empreendimento que seja classificado com o nível ‘A’ é 37% mais eficiente que um que receba o nível ‘D’. “É claro que todos os empresários gostariam que seus empreendimentos fossem classificado como ‘A’, mas para receber essa classificação, o projeto exige um esforço muito maior”, comentou. Souto Maior acredita que um edifício ‘A’ seja, em média, de 5% a 10% mais caro que um prédio comum. Um outro benefício da etiquetagem, segundo o engenheiro, é a formação de mão-de-obra especializada e voltada para o mercado de construções eficientes, além da capacitação de novos laboratórios para realizarem a certificação.
A economia de eletricidade conseguida por meio de arquitetura bioclimática, segundo a Eletrobrás, pode chegar a 30% em edificações já existentes – se passarem por readequação e modernização – e a 50% em prédios novos, que contemplem essas tecnologias desde a fase de projeto. A Caixa Econômica Federal (CEF) foi contemplada com a etiqueta devido à construção do seu edifício sede em Belém, no Pará, e da agência Jardim das Américas, em Curitiba, no Paraná.
“Um banco tem que pensar na sustentabilidade ecológica e financeira”, afirma o superintendente da CEF, Antenor Pimenta Madeira. A Caixa é um dos maiores consumidores comerciais de energia elétrica do país, sendo seu consumo da ordem de 500 GWh por ano, o equivalente ao consumo de 140 mil residências. Na agência Jardim das Américas, por exemplo, foram tomados alguns cuidados para que o projeto pudesse receber a etiqueta. O projeto contempla a orientação adequada da fachada; uso de materiais de elevada resistência térmica; aproveitamento da iluminação natural pelo desligamento das luminárias localizadas junto às janelas; sistema de aproveitamento de água da chuva para uso na limpeza de piso externo e irrigação dos jardins; entre outras ações.
“Os ganhos da agência bancária Jardim das Américas já puderam ser comparados com os de outras agências do banco no país e a redução do consumo foi de 24% em energia e de 65% em água, desde a inauguração, há seis meses”, afirmou Madeira. Além dos edifícios da CEF, também foram contemplados com a etiqueta a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC), em Criciúma; a Faculdade de Tecnologia Nova Palhoça (FATENP), em Nova Palhoça (SC); e o Laboratório de Engenharia Ambiental (Cetragua) da Universidade Federal de Santa Catarina.
A metodologia aplicada para a certificação foi desenvolvida por meio de um convênio entre a Eletrobrás, no âmbito do Procel Edifica, e o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE), da Universidade Federal de Santa Catarina, com a participação de uma comissão com representantes do Inmetro, do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), da CEF, de universidades e associações de fabricantes de materiais de construção.
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Medidas do Governo Beneficiam Classe Média
6 07 2009(O Valor) – 06/07/09
O foco e os subsídios mais generosos do programa Minha Casa, Minha Vida estão voltados para as famílias de baixa renda. Isso é fato. Mas a Medida Provisória 459, que criou o pacote habitacional – já passou pela Câmara e pelo Senado e está prevista para ser sancionada pelo presidente até quinta-feira – traz vantagens igualmente importantes para a classe média e até média alta. Com um empurrão providencial da queda das taxas de juros, a expectativa é que haja um avanço no mercado imobiliário como um todo. “A classe média vai pegar carona nos benefícios do plano habitacional do governo”, afirma Ubirajara Freitas, diretor-geral da Cyrela.
Pelo menos duas medidas começam a surtir efeito. As incorporadoras e construtoras já sentem um aumento nas vendas por conta da possibilidade do uso do FGTS para aquisição de imóveis de até R$ 500 mil – contra o teto anterior de R$ 350 mil. Outra medida incluída pelos parlamentares de última hora, a volta da Tabela Price (sistema de financiamento pré-fixado) teve aceitação quase unânime pelo setor.
A vantagem da Tabela Price, segundo os incorporadores, está no fato de o sistema começar com uma prestação menor do que a SAC (sistema de amortização constante). Como, no Brasil, a conta que se faz é se a prestação cabe no bolso, muita gente saía desencorajada ou simplesmente não conseguia se enquadrar nas tabelas SAC e Sacre (sistema de amortização crescente), cujas prestações diminuem com o tempo. (ver texto abaixo).
“A Price atinge um nível de comprometimento de renda menor, de quem antes não conseguia aprovação, e também viabiliza o financiamento de imóveis de maior valor”, afirma Ademar Larine, presidente da Credipronto, joint venture entre o Itaú e a imobiliária Lopes. A Credipronto não adota o sistema Price, mas tem intenção de incorporá-lo assim que a lei for sancionada. Para Freitas, da Cyrela, o sistema Price amplia o uso de potenciais compradores de forma expressiva. “É uma mudança importantíssima para o setor”, confirma o diretor do do Sinduscon, Sérgio Porto.
A Caixa Econômica Federal -principal agente financeiro do setor imobiliário – ainda não usa o sistema Price, modelo de financiamento adotado em vários países. Em 2008, a CEF respondeu por 72% das unidades habitacionais financiadas no país, mas este ano, após a crise, a carteira imobiliária do banco cresceu para 85% das unidades financiadas no país. Boa parte dos bancos privados dispõe desse modelo de cobrança, mas há os que preferem não adotá-lo por conta de possíveis questionamentos jurídicos.
Trata-se, porém, de um diferencial importante. A incorporadora Even deixou de fechar o financiamento com um banco que não tinha tabela Price por outro que trabalha com o sistema. “Preferimos a tabela Price, que vai no limite da renda e traz um público maior”, diz Dany Muskat, diretor de relações com investidores da Even. “Para nós, quanto mais oferta de financiamento imobiliário houver na prateleira, melhor”, diz Luiz Rogélio Tolosa, diretor de relações com investidores da Brookfield, antiga Brascan que adotou o nome da controladora canadense.
A classe média se financia, em grande parte, pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que destina 65% dos recursos da poupança para o financiamento habitacional. De um lado, com a queda das taxas de juros, a poupança deve receber mais recursos e drenar mais dinheiro para o setor. De outro, novas modalidades de crédito devem fomentar a trajetória ascendente do crédito imobiliário. A expectativa este ano é que o volume de contratações chegue perto de R$ 30 bilhões, ante R$ 23,3 bilhões no ano passado e R$ 15,2 bilhões em 2007.
A MP também prevê o fim da venda casada de seguro e financiamento imobiliário – um avanço importante para o setor. Os bancos estão obrigados a oferecer aos clientes apólices de mais de uma seguradora e caberá aos clientes escolher a alternativa mais vantajosa. O Conselho Monetário Nacional está para aprovar a nova regulamentação dos seguros vinculados a financiamentos. Na avaliação de João Crestana, presidente do Secovi, a medida é positiva principalmente porque o seguro chega a representar 30% do valor do financiamento, dependendo da idade. “Com a concorrência, certamente o preço vai cair”, diz.
A desburocratização da Caixa Econômica Federal – uma das promessas mais questionadas do plano habitacional – e dos cartórios deve chegar à classe média, mas a médio prazo. É consenso entre os profissionais do setor que a mudança não acontece em um espaço curto de tempo. Na opinião de Crestana, o efeito começa a ser sentido daqui a um ou dois anos.
“Se a Caixa não terceirizar ou procurar outras alternativas, vai se afogar”, diz Sérgio Porto, do Sinduscon. “Só quem precisa aprovar um projeto na Caixa sabe o quanto é moroso e complicado”, acrescenta Porto, dono de uma construtora em São José dos Campos. “Foi só dizer que o trabalho aumentaria que os funcionários entraram em greve”, diz um executivo do mercado, que também defende a terceirização ou o repasse aos bancos privados.
Essas medidas – sejam as mais imediatas ou mais demoradas – somadas à queda das taxas de juros e a retomada da confiança do comprador já repercutem nas vendas para a classe média. Mais otimistas, os incorporadores voltam a fazer lançamentos. Os imóveis acima da faixa mais alta do Minha Casa, MInha Vida (que vai até R$ 130 mil em São Paulo) – entre R$ 150 mil e R$ 300 mil – são os mais demandados. Quanto mais no “miolo” da classe média, melhor a resposta em vendas- aliás, há empreendimentos que já repetem os tempos de bonança do mercado.
Com isso, as empresas que não se enquadram no programa e não tiveram um reconhecimento rápido do mercado acionário por não estarem vinculadas à baixa renda, começam a ter bons resultados também. A Helbor lançou um residencial na região da Freguesia do Ó e do Bairro do Limão, na cidade de São Paulo, com 168 apartamentos de 2 e 3 dormitórios, com preço médio de R$ 180 mil. Vendeu tudo em uma semana. Lançou um segundo produto na Freguesia do Ó e está com 40% do empreendimento vendido.
“A queda das taxas de juros e o aumento do limite do SFH de R$ 350 mil para R$ 500 mil está impulsionando o setor”, afirma Henry Borenstein, vice-presidente executivo da Helbor.
A Even lançou um empreendimento na Vila Guilherme, com 155 unidades de aproximadamente R$ 190 mil. Segundo a empresa, o produto foi totalmente vendido em 12 horas. A empresa vendeu quase 100% de um prédio na Vila Ema, com preço de R$ 150 mil.
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