Estudo indica que consumidores estão dispostos a pagar mais por imóveis que apresentem inovações tecnológicas


(Sis360) – 30/03/14

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou nesta terça-feira (18), em São Paulo, pesquisa sobre “A Inovação na Construção Civil no Brasil sob a ótica do consumidor”, coordenada pelo Instituto Sensus. O objetivo do levantamento foi avaliar a percepção dos consumidores com relação às inovações tecnológicas nos imóveis residenciais, levando em conta os fatores considerados mais importantes na escolha de um imóvel, as percepções de benefícios e dos custos envolvidos.

A pesquisa foi realizada em 23 Estados e no Distrito Federal, entre 11 e 15 de maio de 2013, e ouviu 1.100 entrevistados – que apontaram os itens economia (30,2%), segurança (16,3%), conforto (4,9%) e fatores sustentáveis/ecológicos (4,1%) como as inovações tecnológicas mais lembradas em um imóvel.

O estudo também aponta um volume significativo de consumidores – cujas rendas variam entre cinco e dez salários mínimos – que aprovariam pagar 10% ou mais do valor do imóvel pelo conjunto de inovações apresentadas.

Para o engenheiro Maurício Linn Bianchi, vice-presidente de relações institucionais do SindusCon-SP, os resultados indicam que os avanços relacionados a inovações tecnológicas em habitação têm se disseminado no Brasil. “Essa é uma prova clara da chegada da socialização da inovação em nosso País”, opina.

Ronaldo Cury, diretor de relações institucionais da Cury Construtora, também enfatiza o desenvolvimento tecnológico da construção brasileira, mas destaca alguns obstáculos. “Ainda é muito burocrático usar uma nova tecnologia ou trazer um sistema inovador, pois precisamos passar por uma série de burocracias com financiadores, por exemplo, e para melhorar isso, o governo precisa criar mais linhas de incentivo”, argumenta.

Fatores de escolha
A pesquisa aponta que, entre os itens de maior peso para a escolha de um imóvel, o principal para a maioria dos entrevistados é a boa localização, principalmente para as faixas de renda mais baixas – diante de aspectos como preço, qualidade e informações sobre o imóvel.

Conforme destaca Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), há particularidades regionais relacionadas aos fatores determinantes para a escolha do imóvel, uma vez que, em levantamento recente realizado pela associação em Curitiba, o item localização não foi o principal.

“Mesmo com essas particularidades dos mercados no Brasil, há o desejo de muitos clientes de ampliar seu acesso à informação, a tecnologias e a produtos de qualidade”, opina Selig.

No que se refere à inovação tecnológica, os itens apontados como mais importantes pelos entrevistados foram a racionalização de energia (21,4%), alarme elétrico (12,7%) e racionalização de água (12,1%).

Item de inovação tecnológica mais importante
O estudo foi lançado em debate realizado durante a 20ª Feicon – Salão Internacional da Construção e volta-se ao aprimoramento das ações dos agentes do setor habitacional. Os resultados completos podem ser acessados no site da CBIC.

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